Tag: cobras brasil

  • Por que Mato Grosso do Sul é considerado um refúgio de cobras gigantes?

    Por que Mato Grosso do Sul é considerado um refúgio de cobras gigantes?

    As águas cristalinas de Bonito e as paisagens alagadas do Pantanal transformaram Mato Grosso do Sul em um dos principais refúgios de sucuris no Brasil. Nos últimos meses, vídeos publicados nas redes sociais mostraram serpentes gigantes nadando próximas de turistas, além de registros raros de acasalamento e caça na natureza.

    As imagens chamaram atenção pela proximidade dos animais com visitantes durante passeios em rios da região. Apesar do tamanho impressionante, especialistas afirmam que a espécie possui comportamento tranquilo e raramente representa perigo para humanos.

    Segundo biólogos, a fama negativa das sucuris surgiu ao longo dos anos por causa do porte avantajado das serpentes e do medo historicamente associado às cobras. Filmes, histórias exageradas e vídeos falsos publicados na internet também ajudaram a reforçar a ideia de que os animais seriam agressivos.

    Na prática, porém, as sucuris costumam evitar contato com pessoas e preferem permanecer afastadas.

    Sucuri flagrada por atletas durante canoagem no MS — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Gigantes dos rios brasileiros

    Das quatro espécies de sucuris existentes no mundo, três vivem no Brasil. Mato Grosso do Sul abriga duas delas: a sucuri-verde e a sucuri-amarela.

    A sucuri-verde (Eunectes murinus) é considerada a maior e mais pesada serpente do planeta. A espécie pode ultrapassar os sete metros de comprimento e atingir cerca de 200 quilos. Já a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), bastante comum no Pantanal, possui porte menor, mas também impressiona, com fêmeas chegando a quatro metros.

    Em rios como o Rio Sucuri, em Bonito, a transparência da água permite que turistas observem peixes, plantas aquáticas e até grandes serpentes durante atividades de flutuação e contemplação da natureza.

    A combinação entre ecoturismo, rios cristalinos e áreas preservadas ajuda a explicar a frequência dos encontros com sucuris no estado. Guias turísticos relatam que muitos visitantes chegam receosos, mas mudam de percepção ao observar o comportamento calmo dos animais.

    Na maioria das vezes, as serpentes permanecem imóveis ou apenas nadam lentamente, sem demonstrar qualquer reação aos humanos próximos.

  • Snake yoga: aula relaxante com cobras é febre nos EUA

    Snake yoga: aula relaxante com cobras é febre nos EUA

    A verdade é que os animais estão a cada dia mais imerso na rotina dos humanos. Os “pais de pet” já dominam as cidades e demonstram uma conexão emocionante. E, é claro, a yoga também entra nisso. Provavelmente você já viu alguém fazendo a postura do cachorro olhando para baixo ao lado de um cachorro de verdade, por exemplo. No Alasca, chegaram a fazer ioga com renas. Parecia que o limite havia sido atingidom, mas Portland, nos Estados Unidos, discorda.

    Por lá, uma loja especializada em répteis passou a oferecer aulas de yoga com cobras.

    Aula exótica

    A aula dura uma hora e conta com a participação de várias pítons e de uma jiboia filhote chamada Mango. Os animais variam bastante em tamanho: de tímidos trinta centímetros a impressionantes dois metros de comprimento.

    Snake yoga é a nova tendência que mistura meditação com cobras vivas subindo pelo corpo — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Os tratadores de répteis da loja colocam as cobras sobre os ombros ou barrigas dos participantes, mas não demora muito para os animais tomarem a iniciativa. Aparentemente, o instinto que leva algumas cobras a escalar árvores também se aplica perfeitamente a escalar humanos.

    Quem aparece nas aulas?

    Segundo um jornal local, cerca de 80% dos participantes são fãs assumidos de cobras e aparecem por escolha própria. Os outros 20% chegam como terapia de exposição ou, em muitos casos, arrastados por algum familiar entusiasmado que achou que seria uma boa ideia para um domingo de manhã.

    Seja por curiosidade, superação de fobias ou puro amor por répteis, as aulas têm viralizado nas redes sociais e atraído cada vez mais aventureiros dispostos a testar os próprios limites.

     

  • Surpreendente: Brasileiros podem ter achado a maior sucuri do mundo em MG

    Surpreendente: Brasileiros podem ter achado a maior sucuri do mundo em MG

    Dois jovens, Matheus Araújo e Gabriel Camargos, gravaram um vídeo que está dando o que falar no Brasil. Os observadores estavam em uma fazenda na zona rural de Lagoa da Prata, no interior de Minas Gerais, às margens do Rio São Francisco, quando se depararam com dezenas de sucuris concentradas no mesmo ponto, atraídas pelos feromônios de uma fêmea gigante.

    Essa fêmea tem nome e se chama Cotoca. A gigante foi avistada pela primeira vez em 2022 e estava desaparecida há cerca de quatro anos. Agora, os dois acreditam ter a reencontrado.

    Relato impressionante

    “Nos últimos dias, a grande fêmea vem liberando feromônios, substância capaz de atrair parceiros a quilômetros de distância! A alta concentração de sucuris aqui não é normal. O que indica que este local pode estar prestes a se tornar palco de um dos eventos mais impressionantes da natureza: o acasalamento!”, escreveram na legenda da postagem.

    Matheus e Gabriel acreditam que a sucuri-verde gigante esteja atualmente com mais de 6 metros de comprimento. Para eles, o animal representa um fenômeno raro e simbólico dentro do ecossistema local.

    “Vocês pensando que sucuri era do Pantanal, da Amazônia… e a maior sucuri do mundo come pão de queijo. Esse é o registro mais épico envolvendo sucuris, envolvendo Minas Gerais, quem sabe envolvendo o Brasil”, disseram eles no registro.

     

  • Píton de 4,8 metros vira caso de polícia em Goiás após fuga e apreensão

    Píton de 4,8 metros vira caso de polícia em Goiás após fuga e apreensão

    Uma píton amarela de 4,8 metros virou caso de polícia em Goiás depois de ser entregue pelo próprio tutor à Polícia Civil. O animal, sem licença de criação nem documentação de origem, estava em Anápolis e chamou atenção pelo risco e pela irregularidade.

    A cobra pertence à espécie píton-molurus, um réptil exótico que não faz parte da fauna brasileira. Segundo a polícia, a documentação do Ibama é essencial para esse tipo de criação, e a ausência desses papéis levou à apreensão.

    Animal já havia fugido antes

    O caso ganhou ainda mais peso porque a cobra já tinha escapado antes. Na semana passada, ela foi encontrada às margens do rio Araguaia, na região de Aruanã, a cerca de 330 km do local onde vivia, e depois devolvida ao responsável.

    Segundo a investigação, o tutor disse que recebeu o animal há cerca de sete anos de uma vizinha e afirmou não saber mais onde ela mora. A polícia também apura as circunstâncias da posse e da origem da serpente.

    Espécie exótica preocupa autoridades

    A Polícia Civil alerta que a píton-molurus pode causar desequilíbrio ambiental por ser uma espécie exótica. Além disso, o porte do animal aumenta o risco em caso de fuga, manuseio inadequado ou criação fora das regras.

    Após a apreensão, a serpente foi encaminhada às autoridades competentes e a tendência é que siga para um zoológico. O episódio reforça o problema da criação irregular de animais silvestres exóticos no país.

  • Sucuri tenta engolir capivara em cena rara no Mato Grosso do Sul

    Sucuri tenta engolir capivara em cena rara no Mato Grosso do Sul

    Uma sucuri arrastando uma capivara pelas margens de um córrego no Mato Grosso do Sul virou espetáculo nas redes, mas por trás do vídeo há um alerta pouco falado: o risco de animais selvagens e o desequilíbrio do ambiente em áreas produtivas próximas a rios e pastagens.

    Na tarde de 23 de abril, o produtor César Bertoldo passava por uma estrada vicinal na Fazenda Refúgio, a cerca de 20 km de Sidrolândia (MS), quando avistou uma sucuri bem próximo à água, tentando dominar uma capivara para se alimentar. Ele filmou a cena e relatou que, embora veja capivaras e porcos com frequência, aquela foi a primeira vez que presenciou uma cobra no local.

    https://www.instagram.com/reel/DXoWPJ6kkrI/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Nas imagens, a sucuri aparece enrolada ou puxando a capivara pelas margens do córrego que corta a propriedade, numa combinação de força e técnica que mostra por que ela é um dos maiores predadores de áreas alagadas da América do Sul.

    Como a sucuri funciona no campo

    As sucuris são répteis semiaquáticos que costumam viver próximos a rios, brejos e pântanos, especialmente em biomas como Pantanal e áreas de várzea no Centro‑Oeste e Norte do país. Em regiões onde mata nativa, cursos d’água e pastagem convivem lado a lado, elas encontram tanto presas naturais quanto animais domesticados, como aves e roedores, que acabam atraindo a cobra para perto de currais e cercados.

    Por ser uma constritora, a sucuri não utiliza veneno, mas força: ela se enrola na vítima, imobiliza e depois engole a presa inteira, podendo se alimentar de animais de médio e até grande porte, incluindo capivaras, veados e, em casos extremos, até bovinos jovens. Em fazendas, isso significa que a presença de córregos, nascentes e áreas úmidas aumenta exatamente o risco de encontros do tipo flagrado em Sidrolândia.

    Impacto para o agro e prevenção

    Para o produtor, o problema não é só um vídeo assustador na internet: o aumento de animais selvagens próximos à lavoura ou ao gado pode gerar perda de controle, atropelamentos e até prejuízo econômico quando a fauna invade pastos e piquetes. Em muitos casos, a destruição de habitat natural empurra répteis e roedores para áreas de produção, como apontam análises de biólogos sobre o avanço de queimadas e conversão de áreas úmidas.

    As medidas recomendadas por especialistas incluem: manter áreas de mata ciliar preservadas, evitar despejo irregular de lixo próximo a córregos (que atrai roedores e, por consequência, cobras), fiscalizar cercas e currais próximos a água e, principalmente, não abater sucuris sem autorização ambiental, já que elas regulam populações de animais que também podem virar problema para o homem.

    Fique de olho

    Esse flagra é um exemplo concreto de como o campo está cada vez mais integrado à cadeia natural: o mesmo córrego que abastece pastagem ou irrigação também pode ser pista de caça para uma das maiores cobras do planeta. Para quem trabalha com pecuária, lavoura próxima a áreas alagadas ou até mesmo com projeto de expansão em regiões de várzea, monitorar a presença de sucuris e demais répteis passa a ser parte de um plano de gestão de risco, não só de ecologia.