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  • Presidente da CNseg defende PPP para destravar seguro de exportação

    Presidente da CNseg defende PPP para destravar seguro de exportação

    Em audiência pública no Senado, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, defendeu nesta terça-feira (7) que a parceria público-privada é a chave para destravar o Seguro de Crédito à Exportação (SCE). A ferramenta é vital para proteger empresas contra a inadimplência internacional e ganha novas regras com a Medida Provisória (MP) 1309/2025, do Plano Brasil Soberano.

    Oliveira destacou que o Brasil utiliza muito pouco esse instrumento comparado a seus concorrentes. “A MP permite a construção de uma parceria de tal forma que não só o setor público, mas também o setor privado possam efetivamente dar as mãos para fomentar esse instrumento, que é de suma importância para a nossa economia”, afirmou durante o debate.

    Modernização do seguro de crédito à exportação

    O apoio do setor segurador à MP se baseia na criação de um modelo de gestão mais robusto para o SCE. O novo modelo tem dois pilares principais:

    • Acesso ampliado: o texto prevê a utilização do canal de distribuição das seguradoras privadas, o “balcão”, para levar o crédito oficial a mais empresas, especialmente Micro e Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), aumentando significativamente a capilaridade do produto.
    • Melhor governança: a medida estabelece mecanismos de transparência sob supervisão da CAMEX. E garante segurança jurídica para os agentes públicos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), limitando punições a casos de dolo ou erro grosseiro.

    Essas mudanças posicionam o seguro como um pilar fundamental para aumentar a competitividade das exportações brasileiras. Permitindo que empresas explorem novos mercados com maior segurança contra riscos comerciais e políticos.

    Plano Brasil Soberano

    A MP 1309/2025 integra o Plano Brasil Soberano, uma resposta de emergência do governo federal aos impactos das tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros no final de julho. O plano, que direciona R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com juros reduzidos, estrutura-se em três eixos:

    • Fortalecimento do setor produtivo, com linhas de crédito, flexibilizações tributárias e modernização de fundos garantidores.
    • Proteção aos trabalhadores, com a criação de uma câmara para monitorar o nível de emprego nos setores afetados.
    • Diplomacia comercial e multilateralismo, para ampliar e diversificar os mercados de exportação, reduzindo a dependência do comércio com os EUA.

    Debates no Congresso Nacional

    A comissão mista que analisa a MP ouviu, em outras audiências, preocupações sobre os desafios práticos do plano. O relator, senador Fernando Farias (MDB-AL), manifestou preocupação com o acesso dos pequenos produtores às linhas de crédito. “A medida do governo foi muito boa e nós temos dinheiro pra proporcionar isso. Agora, como chegar no pequeno?”, questionou.

    Representantes de setores como frutas, pescados e madeira alertaram para a burocracia e a dificuldade de redirecionar produtos desenvolvidos especificamente para o mercado americano. Por outro lado, debatedores em outra ocasião ressaltaram que o Plano Brasil Soberano tem um papel crucial em ajudar o país a abrir novos mercados, diversificando seus destinos de exportação.

    A audiência desta terça-feira também contou com representantes de entidades como a CNI, CNA, Abipesca, Abimci e Abrafrutas, indicando o amplo interesse do setor produtivo na medida.

  • Mudanças climáticas forçam cafeicultores fluminenses a buscar seguro rural

    Mudanças climáticas forçam cafeicultores fluminenses a buscar seguro rural

    Secas prolongadas e temperaturas extremas colocam a cafeicultura fluminense em alerta. O Noroeste do Rio de Janeiro, responsável por 70% a 80% da produção estadual de café, agora integra oficialmente o Mapa do Semiárido brasileiro.

    A mudança climática acelera transformações na agricultura brasileira. Entre janeiro e abril de 2025, seguradoras desembolsaram R$ 2 bilhões em indenizações rurais, crescimento de 8% comparado ao ano anterior, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

    O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 1.440/2019 neste mês. A medida inclui 22 municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminense no Semiárido. Agricultores dessas áreas passam a receber o Benefício Garantia-Safra, proteção contra perdas por estiagens.

    “Nos últimos anos, estas regiões experimentam menos chuva, temperaturas médias mais altas e maior evaporação”, explica Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg. “O risco climático aumenta para qualquer atividade agrícola.”

    Impacto econômico de R$ 22 milhões

    A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) calcula impacto econômico de R$ 22 milhões anuais. A reclassificação destrava acesso ao crédito rural e estimula investimentos na cadeia agroindustrial.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Embrapa forneceram critérios técnicos para a decisão. Dados comprovam avanço da aridez em municípios tradicionalmente produtores de café.

    O Noroeste Fluminense produz principalmente café arábica de alta qualidade. A região ganha destaque crescente por cafés especiais, reconhecidos em premiações nacionais e internacionais.

    Toyama destaca mudança de paradigma: “O Seguro Rural deixa de ser alternativa e vira necessidade diante das volatilidades climáticas.” O mecanismo protege produtores da quebra total em anos de intempéries.

    A proteção climática através de seguros cria ambiente mais seguro para investidores. Agricultores podem investir em tecnologia, insumos e infraestrutura resiliente com mais tranquilidade.

    “Mais crédito leva a mais investimentos, que aumentam o valor agregado dos produtos e geram novos negócios”, analisa Toyama. A cadeia agroindustrial envolve desde plantio até comercialização dos produtos.

    Novo modelo em setembro

    O deputado federal Wladimir Garotinho (PP-RJ) apresentou o PL 1.440/2024 sobre incentivos ao desenvolvimento sustentável. A proposta menciona seguro rural como estratégia para manter renda do agricultor.

    O Governo Federal apresentará novo modelo de seguro rural até setembro de 2025, antes do plantio da próxima safra. O objetivo é ampliar acesso ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

    Especialistas alertam para necessidade urgente de fortalecer mecanismos de gestão de risco. O seguro evita colapso de cadeias produtivas e reduz pressão por renegociação de dívidas.

    A perspectiva climática incerta torna essencial ampliar proteção aos cafeicultores. A medida garante que o café brasileiro continue referência mundial, mesmo com solo seco e clima imprevisível.

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  • Seguro Benfeitoria: proteção estratégica para produtores rurais

    Seguro Benfeitoria: proteção estratégica para produtores rurais

    O Seguro Benfeitoria está ganhando destaque no setor agrícola como uma ferramenta essencial para proteger os produtores rurais contra imprevistos que podem comprometer a eficiência das operações no campo. Em 2024, de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), as seguradoras pagaram mais de R$ 800 milhões em indenizações para cobrir sinistros em equipamentos agrícolas. Isso representa um aumento de 27,2% em relação ao ano anterior.

    As máquinas agrícolas são fundamentais em todas as etapas da produção, desde o plantio até a colheita. Falhas inesperadas em colheitadeiras ou tratores podem atrasar a retirada da safra, expondo os grãos a variações climáticas e afetando sua qualidade. Nesse cenário, o Seguro Benfeitoria se torna um aliado estratégico para garantir a estabilidade financeira dos produtores e minimizar riscos.

    Coberturas

    O seguro cobre equipamentos como colheitadeiras, tratores, pulverizadores, plantadeiras e estruturas fixas como silos e armazéns. Embora esses equipamentos não sejam incluídos no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, o setor de seguros tem demonstrado um crescimento notável.

    Com a estimativa de uma produção recorde de 322,3 milhões de toneladas na safra 2024/2025, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a contratação do Seguro Benfeitoria se torna ainda mais relevante. Esse avanço reflete não apenas condições climáticas favoráveis, mas também os investimentos dos produtores em tecnologia para otimizar a produtividade.

    Conscientização

    Para Daniel Nascimento, vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, o crescimento do Seguro Benfeitoria reflete a crescente conscientização dos produtores sobre a importância de proteger seus bens. “O produtor rural está cada vez mais atento à necessidade de mitigar riscos. E também garantir a continuidade da produção, principalmente em um cenário de volatilidade climática e custos operacionais elevados”, destaca.

    Nos últimos cinco anos, o Seguro Benfeitoria já pagou mais de R$ 2,6 bilhões em indenizações. Portanto, demonstrando seu papel crucial na proteção dos investimentos dos produtores rurais. Com o aumento das incertezas climáticas e operacionais, essa cobertura se torna essencial para garantir a sustentabilidade das operações agrícolas.

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  • Seguro Penhor Rural cresce 14,3% e garante saúde financeira aos produtores

    Seguro Penhor Rural cresce 14,3% e garante saúde financeira aos produtores

    O Seguro Penhor Rural arrecadou aproximadamente R$ 1,6 bilhão no primeiro semestre de 2024, apresentando um crescimento significativo de 14,3% em relação ao ano anterior. A informação foi divulgada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em parceria com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Essa modalidade de seguro é crucial para proteger os bens dados como garantia em empréstimos ou financiamentos rurais, oferecendo uma camada adicional de segurança aos produtores em tempos de incerteza econômica.

    Durante o mesmo período, os desembolsos em indenizações aos produtores totalizaram R$ 477,6 milhões, um aumento de 8,4%. Esses dados mostram a importância do seguro para mitigar os riscos financeiros que os agricultores enfrentam, especialmente porque a produção rural frequentemente sofre impactos de fatores climáticos e de mercado.

    Nos últimos cinco anos, o setor registrou um aumento expressivo de 107,1% na arrecadação e 75,7% nas indenizações. Em 2020, a arrecadação era de R$ 1,4 bilhão e as indenizações totalizavam R$ 503,6 milhões. Em 2023, esses números subiram para R$ 2,9 bilhões e R$ 884,9 milhões, respectivamente. Esse crescimento substancial demonstra não apenas a relevância do Seguro Penhor Rural. Mas também a crescente conscientização dos produtores sobre a importância de se proteger contra imprevistos.

    Adriana Ferreira, cofundadora da Sonhagro, uma rede de franquias especializada em soluções de crédito rural, ressaltou a importância deste seguro para a segurança financeira dos agricultores. “O Seguro Penhor Rural é uma modalidade fundamental para os produtores, pois não apenas garante que eles possam acessar crédito, mas também proporciona uma rede de segurança em momentos de crise”.

    Com o aumento na arrecadação e a crescente utilização do Seguro Penhor Rural, os produtores podem focar no que realmente importa: o crescimento e a sustentabilidade de suas atividades.

    Como o Seguro Penhor Rural ajuda os agricultores em tempos de crise

    O Seguro Penhor Rural oferece uma camada de proteção financeira ao garantir que os bens dados como penhor em empréstimos ou financiamentos estejam cobertos. Isso se torna crucial em momentos de crise, quando fatores como condições climáticas adversas ou flutuações de mercado podem afetar a renda dos agricultores.

    Ao garantir os bens, esse tipo de seguro facilita o acesso ao crédito para os agricultores. Isso permite que eles obtenham recursos financeiros necessários para investir em suas atividades, mesmo em períodos difíceis.

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    Em caso de perdas significativas devido a desastres naturais ou outros imprevistos, o seguro proporciona indenizações que ajudam os agricultores a se recuperarem mais rapidamente. Isso minimiza o impacto econômico e permite que eles retomem suas operações.

    Com a segurança oferecida pelo seguro, os agricultores podem planejar suas atividades com mais confiança, sabendo que têm uma rede de proteção caso algo dê errado. Isso é particularmente importante em um setor tão vulnerável às variáveis externas.

    O Seguro Penhor Rural ajuda a mitigar riscos financeiros, permitindo que os agricultores se concentrem no crescimento e na sustentabilidade de suas operações, sem o peso constante da incerteza econômica.

    Esses fatores tornam o Seguro Penhor Rural uma ferramenta valiosa para os agricultores. Especialmente em tempos de crise, proporcionando segurança e estabilidade em um ambiente frequentemente volátil.