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  • Mão de obra e insumos lideram custos na produção de morango

    Mão de obra e insumos lideram custos na produção de morango

    O Projeto Campo Futuro (Sistema CNA/Senar) conduziu painéis para levantar os custos da produção de morango no Paraná, Minas Gerais e Bahia. Em resumo, a pesquisa, nos meses de julho e agosto de 2024, observou as particularidades de diferentes sistemas de cultivo, como o cultivo protegido, em calhas suspensas ou slab, e o plantio em campo aberto com proteção de mulching e túneis plásticos, além do perfil dos produtores envolvidos.

    Produção de morango

    Em geral, os produtores cultivam morango em pequenas áreas, e a mão de obra familiar executa a maioria das atividades, com apoio externo em algumas etapas. A comercialização ocorre em diferentes modalidades. O produto in natura é embalado em bandejas contendo quatro cumbucas com 250g cada e vendido para intermediários, atacado ou consumidor final.

    Preço

    A precificação varia conforme classificação de tamanho, padrões de qualidade e flutuações de mercado. Há ainda o morango indústria, aquele comercializado congelado para confecção de polpas.

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    O cultivo do morango possui alta demanda laboral. Assim, ao analisar os custos médios levantados em painéis, mesmo que a mão-obra-familiar seja responsável pela condução da maioria das atividades na propriedade, a contratação externa – para condução de atividades como preparo de solo, limpeza de folhas velhas, e auxílio na colheita e beneficiamento –, destaca como principal item de custo, 30% dos Custos Operacionais Efetivos (COE).

    Em seguida tem-se os desembolsos com embalagens, que incluem bandeja de papelão, cumbucas, filme plástico e rótulo (27,5% do COE). Como terceiro item de custo, a aquisição de fertilizantes (9,7%). Somados, apenas esses três itens de custo, correspondem a 67,3% do COE.

     

     

  • Agronegócio bate novo recorde de geração de emprego

    Agronegócio bate novo recorde de geração de emprego

    No primeiro trimestre de 2024, o agronegócio brasileiro empregou 28,6 milhões de pessoas, estabelecendo um novo recorde histórico na geração de empregos, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Este número representa 26,85% do total de ocupações no Brasil, um aumento em relação aos 26,67% do mesmo período de 2023.

    O crescimento no emprego no setor agro foi de 3,0%, somando cerca de 827 mil novos postos de trabalho. Enquanto isso, o aumento geral de empregos no Brasil foi de 2,3% ou 2,38 milhões de pessoas. O setor de agrosserviços registrou um crescimento de 9,9% no número de trabalhadores, contribuindo significativamente para o aumento geral do emprego no agronegócio.

    Este segmento inclui diversas atividades que suportam os setores de insumos, agropecuária e agroindústria, como transporte, armazenamento, comércio e serviços jurídicos e administrativos. O número de trabalhadores nas agroindústrias também cresceu 3,4%, adicionando 149.179 novas posições.

    Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que o aumento no emprego no agronegócio foi impulsionado por empregados com carteira assinada, refletindo uma maior formalização do trabalho, por trabalhadores com maior nível de instrução e pela crescente participação feminina no setor.

    Em relação às expectativas de safra e produção para 2024, especialistas esperam um ano produtivo, impulsionado por condições climáticas favoráveis e avanços tecnológicos. Esses fatores devem contribuir para um aumento na produção agrícola e, consequentemente, na geração de empregos no setor.

    Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro deve continuar a desempenhar um papel crucial na economia nacional, promovendo crescimento sustentável e inclusão social. E aumentando ainda mais as oportunidades de empregos no agronegócio.

    Acompanhe no Agro em Campo as principais notícias do agronegócio diariamente.

  • Super Ação: técnicos se unem para ajudar produtores gaúchos

    Super Ação: técnicos se unem para ajudar produtores gaúchos

    O Sistema CNA/Senar iniciou uma nova fase do programa Super Ação Agro Rio Grande do Sul. Nesta semana, técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) de outros estados foram enviados para reforçar as equipes locais e ajudar na recuperação da produção agropecuária do Estado.

    Técnicos das Federações e do Senar de Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro estão no Rio Grande do Sul para auxiliar em atividades essenciais, como a limpeza de propriedades, análise de solo e diagnósticos personalizados para cada produtor. Na quarta-feira (26), os profissionais se reuniram na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) com o coordenador do programa, Valmor Boelhouwer Júnior, e o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, para receber orientações e estratégias de atuação.

    Foto: Divulgação – Farsul

    Entre os técnicos está Mauro Sérgio Leite, do Senar de Mato Grosso do Sul, que destacou a necessidade de auxílio urgente aos produtores gaúchos. “Neste momento, toda ajuda é bem-vinda. Eles estão precisando de muito auxílio. Estamos preparados para o trabalho e esperamos contribuir e fazer o melhor para que o produtor gaúcho retome sua produção. Não é uma tarefa fácil, mas estamos prontos”, afirmou.

    Renato Lugo Cervantes, também de Mato Grosso do Sul, expressou seu entusiasmo em ajudar. “O momento agora é de unir forças. Ficamos felizes em poder ajudar e contribuir”, disse. Do Senar Rio, a técnica Clarissa Ahmed reforçou o compromisso com a missão. “Me sinto honrada em fazer esse trabalho junto com outros técnicos para ajudar produtores que tiveram suas propriedades atingidas”, declarou. Renato Queiroz, outro técnico do Rio de Janeiro, enfatizou seu orgulho em participar da missão. “Trabalho na parte de ordenhadeira mecânica e vou fazer o melhor que puder para ajudar nossos irmãos do Rio Grande do Sul”, disse.

    Super Ação também terá reforço

    Nas próximas semanas, técnicos de outras unidades da federação também devem se juntar aos profissionais do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul e consequentemente vão fortalecer ainda mais o programa. Desde o início do projeto, o Sistema CNA/Senar já realizou ações como doação de rolos de feno. Além disso, os técnicos limparam propriedades e visitaram produtores afetados pelas enchentes para fazer diagnósticos personalizados.

    Ajuda milionária

    O SuperAção Agro Rio Grande do Sul está disponibilizando R$ 100 milhões em recursos para ajudar na recuperação da produção agropecuária no Estado. As ações são coordenadas pelo Sistema CNA/Senar, Farsul e Senar-RS, demonstrando um esforço conjunto para enfrentar os desafios e apoiar os produtores gaúchos em um momento crítico após as enchentes.

     

  • Preços do arroz sobem desde 2023

    Preços do arroz sobem desde 2023

    O mês de maio de 2024 foi marcado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, mas o preço do arroz vem subindo desde 2023 acompanhando o mercado internacional. Ao mesmo tempo, outros fatores também elevaram os preços do cereal no mercado brasileiro. Em geral, num primeiro momento, as chuvas intensas no segundo semestre do ano passado, causadas pelo efeito El Niño, interromperam a implementação da nova safra. Em um segundo momento, os baixos estoques, a boa demanda global e os problemas com semeadura no estado do Rio Grande do Sul, mantiveram os preços do arroz em casca em alta entre novembro e janeiro. Depois, começou a colheita do Rio Grande do Sul, estado que produz 70% do arroz brasileiro, e houve o início da queda de preço.  Os dados que o sistema CNA/Senar analisou mostram ainda que até abril, mais de 80% da área já havia sido colhida no estado.

    Compra de arroz importado

    Vale lembrar que a compra de arroz importado, feita via leilão pelo governo federal na última quinta-feira (6), deve chegar ao consumidor custando R$ 4 o quilo. O produto terá selo de identificação na embalagem que precisa ser transparente, assunto já abordado pelo Agro em Campo. A Conab também vai realizar um novo leilão para comprar mais 36,63 mil toneladas de arroz tipo 1, longo fino, polido, no dia 13 de junho às 9 horas. Certamente, esse é um tema que você vai conferir em detalhes por aqui.

    Mais culturas afetadas no Rio Grande do Sul

    Além do arroz, outras atividades também foram prejudicas pelas enchentes. Atualmente, o Rio Grande do Sul, é o maior produtor de milho primeira safra, sendo responsável por 22% da produção nacional. Além disso, é o segundo maior produtor de soja, 15% da produção nacional, e de trigo, 46% da produção brasileira. Sendo que também é relevante na bovinocultura, apicultura e frutas temperadas, como por exemplo, uva, maçã e pêssego.