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  • ONU e IFPA contra Mudanças Climáticas

    ONU e IFPA contra Mudanças Climáticas

    A International Fresh Produce Association (IFPA) alcançou um marco importante ao obter o status de observadora na Convenção das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima (UNFCCC). A conquista foi anunciada pela CEO da IFPA, Cathy Burns, durante a sessão de abertura da reunião Global Produce & Floral Show. Com o novo status, a associação poderá representar a comunidade global de produtos frescos e flores em negociações climáticas de relevância internacional.

    Tamara Muruetagoiena, vice-presidente de sustentabilidade da IFPA, assumirá a responsabilidade de representar a associação em negociações e eventos globais, como a próxima Conferência das Partes (COP29), que acontecerá no Azerbaijão. Burns destacou que “a mudança climática é uma das maiores preocupações dos membros da IFPA” e que o reconhecimento do trabalho da associação em sustentabilidade reflete o compromisso da entidade com práticas agrícolas inteligentes para o clima.

    Atuação na UNFCCC e parcerias estratégicas

    A IFPA assume seu novo papel na UNFCCC, que abrange importantes acordos internacionais, como o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris. Ambos os tratados buscam estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera. Desta forma, garantindo um equilíbrio que permita o desenvolvimento sustentável e a adaptação natural dos ecossistemas. A presença da IFPA como observadora reforça sua posição na formulação de políticas e normas globais voltadas para a sustentabilidade na produção de alimentos frescos e flores.

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    Muruetagoiena liderou diversos projetos de sustentabilidade na IFPA, como o desenvolvimento de padrões ambientais dentro da Iniciativa da Cadeia de Suprimentos Sustentável (SSCI) do Fórum de Bens de Consumo. A IFPA lançou recentemente esses padrões para o setor de produtos frescos, demonstrando seu compromisso com práticas inovadoras e alinhadas às demandas climáticas.

    Projetos futuros e desafios

    A IFPA considera seu envolvimento na próxima COP29 estratégico para garantir a representatividade do setor nas discussões globais sobre o clima. Na COP anterior, a ONU reconheceu a agricultura como parte fundamental dos planos climáticos. A associação destaca que, sem ações climáticas urgentes, um aumento global de temperatura entre 1,5°C e 4,5°C poderia levar a agricultura além dos limites administráveis. Portanto, trazendo impactos significativos para a produção de alimentos frescos.

    Com foco em soluções práticas, a IFPA planeja iniciar, em dezembro, testes de campo na Califórnia como parte do programa “Um Futuro Vibrante”. O projeto é financiado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O objetivo é incentivar práticas agrícolas inteligentes para o clima, criando um mercado que priorize a sustentabilidade em frutas e vegetais.

    Ao alcançar o status de observadora da ONU, a IFPA reforça sua liderança em sustentabilidade e seu compromisso com práticas agrícolas climáticas. Esse novo papel permitirá à associação influenciar políticas globais, proteger suas indústrias de produtos frescos e flores e fomentar um futuro mais resiliente ao clima.

  • Como o clima afeta os preços dos alimentos

    Como o clima afeta os preços dos alimentos

    A chegada de uma frente fria nos próximos dias na região Sudeste do Brasil deve ter impactos significativos na produção de alimentos. Essa mudança climática pode afetar diversos setores da agropecuária, desde a agricultura até a pecuária.

    A queda brusca de temperatura e a possibilidade de geadas podem prejudicar severamente as lavouras de frutas, hortaliças e grãos. Culturas sensíveis ao frio, como tomate, morango e citros, correm risco de ter danos às folhas, flores e frutos, comprometendo a produtividade e a qualidade dos alimentos.

    Além disso, a ocorrência de chuvas intensas associadas à frente fria pode causar alagamentos e erosão do solo, prejudicando o desenvolvimento das plantas e dificultando os trabalhos de colheita e transporte.

    Impactos do clima na Pecuária

    O gado de corte e de leite também sofre com a queda brusca de temperatura. O estresse térmico pode levar a uma redução no consumo de alimento e água, queda na produção de leite e até mesmo a morte de animais mais fracos ou doentes.

    A necessidade de fornecer abrigo e suplementação alimentar aos rebanhos durante esse período de frio intenso também aumenta os custos de produção para os pecuaristas.

    Para minimizar os impactos da frente fria, os produtores rurais devem adotar medidas preventivas, como:

    • Proteger as lavouras com coberturas plásticas ou telas;
    • Irrigar as plantações para evitar danos por geada;
    • Fornecer abrigo e suplementação alimentar adequada aos animais;
    • Monitorar constantemente as condições climáticas e estar preparado para agir rapidamente.

    Essas ações podem ajudar a preservar a produção de alimentos e evitar perdas significativas durante esse período de instabilidade climática. No entanto, é importante ressaltar que os efeitos da frente fria podem ser sentidos ao longo de toda a cadeia produtiva, afetando os preços e a disponibilidade de diversos produtos agrícolas.

    Precipitação no Brasil afeta cultivos de feijão, milho e trigo, revela Conab

    Junho trouxe chuvas intensas para o Norte, Nordeste e Sul, favorecendo algumas culturas e prejudicando outras

    Nas primeiras semanas de junho, o Brasil registrou volumes significativos de precipitação nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Essas chuvas beneficiaram o desenvolvimento do feijão e do milho terceira safra na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia). No entanto, dificultaram a implantação e o estabelecimento do trigo no Rio Grande do Sul. Por outro lado, o tempo seco predominou no restante do país, favorecendo a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra. Isso restringe o desenvolvimento do milho em estágio reprodutivo e do trigo em diferentes fases.

    A análise é parte do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) de junho, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apresenta uma análise detalhada das condições agroclimáticas e imagens de satélite dos cultivos de verão da safra 2023/2024.

    Impactos do clima na produção agrícola

    O boletim destaca que a análise espectral mostrou uma predominância de áreas com anomalias negativas do Índice de Vegetação (IV), causadas principalmente pela antecipação da colheita do milho e pelo atraso na semeadura e desenvolvimento do trigo. A falta de chuvas e as altas temperaturas durante o desenvolvimento do milho anteciparam sua maturação em algumas áreas. Isso impacta negativamente as lavouras em estágio reprodutivo. O trigo semeado mais cedo em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Paraná também sofreu restrições hídricas, prejudicando seu desenvolvimento.

    Nas regiões Oeste Catarinense e Noroeste Rio-Grandense, os gráficos de evolução do IV indicaram atrasos na semeadura e desenvolvimento dos cultivos de inverno.

    O Boletim de Monitoramento Agrícola é publicado mensalmente e resulta da colaboração entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), além de agentes colaboradores que contribuem com dados pesquisados em campo. O boletim completo está disponível no site da Conab, oferecendo uma visão abrangente das condições agrícolas no Brasil.