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  • Dia Mundial do Suco de Laranja: por que o Brasil domina o mercado global do cítrico

    Dia Mundial do Suco de Laranja: por que o Brasil domina o mercado global do cítrico

    No Dia Mundial do Suco de Laranja, celebrado em 4 de maio, o Brasil confirma sua posição de maior produtor e exportador do produto no planeta. O país responde por cerca de 75% do comércio global da bebida, o que significa que três em cada quatro copos de suco de laranja consumidos no mundo saem daqui.

    A magnitude desse número vai além das prateleiras dos supermercados. A cadeia citrícola brasileira gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. E movimenta uma rede logística que conecta pomares do interior paulista a consumidores em mais de 100 países.

    O Brasil no topo: uma liderança construída no campo

    O Brasil ocupa o primeiro lugar na produção mundial de laranja há décadas. O estado de São Paulo concentra cerca de 80% da produção nacional, liderado pela região conhecida como Cinturão Citrícola, que vai do sul da capital até o norte do Paraná. Em segundo lugar na produção global aparecem os Estados Unidos, especialmente a Flórida, seguidos por países como México, China e Espanha.

    Internamente, os maiores produtores brasileiros operam integrados a grandes grupos agroindustriais que controlam desde o cultivo até o processamento e a exportação. Entre as empresas de maior destaque no setor está a Citrosuco, com sede em Brasil e operações nas Américas, Europa, Ásia e Oceania, posicionada como uma das maiores produtoras de suco e ingredientes cítricos do planeta.

    Inovação, mercados emergentes e o novo perfil do consumidor

    Além dos mercados tradicionais da Europa e dos Estados Unidos, a demanda por suco de laranja cresce em países emergentes. Esse movimento impulsiona investimentos em inovação, tecnologia e logística por parte das empresas do setor.

    A Citrosuco exemplifica essa tendência. O portfólio da empresa vai muito além do suco convencional e inclui NFC (not from concentrate), óleos essenciais, d-limoneno, fibras e ingredientes de alto valor agregado desenvolvidos pela Evera, braço de inovação da companhia. O processo industrial garante o aproveitamento integral de cada laranja, da casca à polpa.

    Sustentabilidade como diferencial competitivo

    A data também coloca em evidência o compromisso do setor com a produção responsável. A Citrosuco estabeleceu metas socioambientais ambiciosas, avança em agricultura regenerativa e lidera iniciativas de eficiência energética. A empresa foi a primeira do agronegócio a gerar, emitir e comercializar soluções climáticas, um marco no setor.

    Esse movimento reflete uma transformação mais ampla na citricultura brasileira, que busca equilibrar escala produtiva com critérios rigorosos de saúde, segurança e impacto ambiental.

    Com projeção global consolidada e demanda crescente em novos mercados, a citricultura brasileira entra no Dia Mundial do Suco de Laranja com perspectivas positivas. O desafio agora está em manter a liderança por meio de práticas cada vez mais sustentáveis, eficientes e alinhadas ao que o consumidor global busca: alimentos naturais, rastreáveis e produzidos com responsabilidade.

  • Empresa testa uso de biometano em caminhões e reforça estratégia de descarbonização

    Empresa testa uso de biometano em caminhões e reforça estratégia de descarbonização

    A Citrosuco iniciou testes com biometano para abastecer parte da sua frota de caminhões no transporte rodoviário de suco de laranja. O projeto-piloto, com duração de três meses, busca reduzir as emissões de CO₂ em até 80 toneladas durante o período de testes.

    Foto: Divulgação/Citrosuco

    Reconhecida como uma das maiores produtoras globais de suco de laranja e ingredientes cítricos, a companhia amplia seu portfólio de ações em sustentabilidade. Já em andamento, a estratégia inclui pilotos de eletrificação na logística terrestre e o uso do biobunker B24 no transporte marítimo. As iniciativas integram o plano de descarbonização da Citrosuco, alinhado aos Compromissos ESG 2030.

    O biometano é um gás natural renovável que pode reduzir até 99% das emissões de CO₂ quando comparado a combustíveis fósseis. A Citrosuco utilizará três caminhões movidos a gás, com autonomia de até 500 quilômetros por abastecimento. Os veículos circularão entre as unidades industriais e fazendas da empresa em Matão e Araras (SP), além de rotas até o terminal portuário de Santos (SP).

    “Seguimos com foco em promover eficiência, inovação e sustentabilidade em toda a cadeia de sucos e ingredientes da laranja. Ao testar o biometano, reafirmamos nosso compromisso com um impacto positivo para a sociedade e o planeta”, afirma Orlando Nastri, Head de ESG da Citrosuco.

    Parceria

    A ação conta com parceria das transportadoras Camargo e LZN, responsáveis pela operação dos caminhões e pela coleta de dados durante o período experimental. “Essa colaboração reforça nosso propósito de explorar alternativas viáveis em energia limpa e logística verde”, completa Mariana Marques Barreiro, coordenadora de Logística da companhia.

    Segundo estudos do setor sucroenergético, o Brasil importa mais de 30% do gás natural fóssil consumido. Especialistas afirmam que a substituição gradual por biometano pode reduzir essa dependência, fortalecer a matriz energética nacional e fomentar a economia de baixo carbono. Com investimentos e políticas de incentivo, o Estado de São Paulo desponta como uma das regiões com maior potencial de produção e consumo do combustível renovável.

  • Mato Grosso do Sul se consolida como nova fronteira da citricultura brasileira

    Mato Grosso do Sul se consolida como nova fronteira da citricultura brasileira

    Mato Grosso do Sul desponta como a nova potência da citricultura nacional. O 1º MS Citrus Summit, realizado em Três Lagoas nos dias 10 e 11 de dezembro, reuniu quase 400 participantes. E confirmou o avanço do Estado em um setor capaz de gerar até 10 mil empregos diretos. Além de transformar o perfil econômico de aproximadamente 30 municípios.

    O evento, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), contou com apoio da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e da Prefeitura de Três Lagoas.

    Embora ainda não figure entre os maiores produtores nacionais, Mato Grosso do Sul vive uma expansão acelerada. Gigantes do setor como Cutrale, Cambuy, Frucamp, Agro Terena, Citrosuco e Grupo Junqueira Rodas já atuam ou iniciam implantação de pomares no território sul-mato-grossense.

    A Cutrale, maior empresa de suco de laranja do mundo, avança no plantio em Sidrolândia com projeção de atingir 8 milhões de caixas por safra quando em plena produção. Dados oficiais indicam que o Estado já ultrapassa 15 mil hectares de citros plantados, com mais 40 mil hectares em fase de implantação.

    Os investimentos se concentram em municípios estratégicos como Sidrolândia, Campo Grande, Terenos, Ribas do Rio Pardo, Dois Irmãos do Buriti, Aparecida do Taboado, Cassilândia, Três Lagoas, Bataguassu e Paranaíba.

    Tolerância zero ao greening garante diferencial competitivo

    O governador Eduardo Riedel destacou na abertura do evento a importância da construção de bases sólidas para o setor. “Temos grandes desafios. São oportunidades como esta que precisamos aproveitar para nivelar conhecimento. Podemos caminhar juntos em um setor que gera emprego, renda e novas oportunidades para nossa gente”, afirmou.

    Foto: Mairinco de Pauda

    A política estadual de tolerância zero ao greening,doença que já devastou pomares no Brasil e no mundo, representa um dos principais atrativos para investidores. A defesa sanitária rigorosa foi tema central da capacitação técnica realizada no dia 10 de dezembro, que reuniu equipes de 30 prefeituras, além de servidores da Agraer e Iagro.

    “O Estado tem clima, solo, isolamento produtivo e, desde o primeiro dia, apoio incondicional do Governo. O cenário é extremamente favorável para ter uma citricultura de alta produtividade e fruta de padrão premium”, avaliou Juliano Ayres, diretor executivo da Fundecitrus.

    Expansão sustentável sem desmatamento

    O secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, enfatizou o diferencial ambiental do modelo adotado em Mato Grosso do Sul. A expansão da citricultura ocorre exclusivamente por meio da conversão de áreas de pastagens, sem necessidade de desmatamento.

    “Temos 18 milhões de hectares de pastagens aptas para a transição para outras culturas. A citricultura é mais um exemplo de diversificação sustentável”, explicou Beretta.

    O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, destacou a rapidez da consolidação do setor. “Rapidamente trouxemos os principais players e estruturamos nossas instituições com capacitação, fiscalização e orientação. Hoje, os pomares projetados já colocam MS como o terceiro Estado em área plantada”, afirmou.

    Entre os principais desafios identificados durante o Summit está a questão da mão de obra qualificada. O secretário Verruck apontou novas estratégias em desenvolvimento, incluindo estímulo à mecanização e absorção de trabalhadores indígenas, que já possuem experiência em colheitas de outras culturas em diferentes estados.

    Visita técnica revela práticas de alta tecnologia

    A programação do MS Citrus Summit foi encerrada na quinta-feira (11) com visita técnica à Fazenda Paraíso, próxima a Água Clara. A propriedade, que iniciou o plantio de forma modesta em 2007, hoje cultiva 230 hectares e possui quase 20 anos de tradição na fruticultura estadual.

    Foto: Mairinco de Pauda

    Os mais de 300 participantes conheceram métodos de manejo da laranja, tratamentos fitossanitários, características de porta-enxertos e variedades adaptadas à região, além do sistema de irrigação e produção de limão Tahiti. A fazenda destina frutas selecionadas para mercados de Campo Grande, Belo Horizonte, Ceasa de São Paulo, Rondônia e Manaus, enquanto produtos fora do padrão seguem para indústrias paulistas.

    A propriedade também serviu como modelo de gestão de recursos humanos, recebendo 80 trabalhadores sazonais, principalmente da região Nordeste, que permanecem cerca de dez meses com alojamento, alimentação e benefícios completos.

    “O momento foi essencial para que os participantes do MS Citrus Summit pudessem conhecer na prática uma citricultura já estabelecida e produzindo com alta tecnologia”, concluiu Beretta.