Tag: chuva

  • Frente fria provoca chuvas intensas e queda de temperatura no Brasil

    Frente fria provoca chuvas intensas e queda de temperatura no Brasil

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de chuvas intensas para o Sudeste e Centro-Oeste nesta quarta-feira (13). Em resumo, uma frente fria vinda do Sul deve atingir São Paulo, espalhando precipitações intensas pela região central do país até o Amazonas.

    Centro-Oeste e Sudeste terão chuvas volumosas

    A combinação de ar quente e úmido causará instabilidades em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Ou seja, os acumulados podem superar 100 milímetros, motivando novos alertas do Inmet. Ao mesmo tempo, na capital paulista, as temperaturas cairão, com máxima prevista de 20 °C.

    A frente fria, que chegou ao Sul no início da semana, avançará para o oceano, alinhando um canal de umidade. Portanto, esse sistema provocará as chuvas mais expressivas nas áreas centrais e no Sudeste do Brasil.

    Tempo estável retorna ao Sul

    Com o afastamento da frente fria, o tempo ficará firme no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Até sexta-feira (15), o clima permanecerá estável. No entanto, pancadas de chuva devem retornar no final de semana, mantendo-se nos dias seguintes.

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    Chuvas persistem no Norte

    No Norte, calor e alta umidade intensificam as instabilidades. Rondônia, centro-sul do Tocantins, Pará e Amazonas podem registrar acumulados superiores a 100 mm em algumas áreas. Em outras partes da região, as chuvas serão isoladas, com acumulados menores no Pará e Amapá.

    Nordeste terá aumento de nebulosidade

    No Nordeste, o leste da região segue com tempo quente e seco. Entretanto, o sul da Bahia, Piauí e Maranhão devem registrar aumento de nebulosidade e acumulados acima de 50 mm até o feriado. A partir do final de semana, a maioria da região terá tempo seco, com chuvas leves no leste baiano.

     

     

  • Frio intenso no Sul e chuvas volumosas no Centro-Oeste

    Frio intenso no Sul e chuvas volumosas no Centro-Oeste

    A semana será marcada por temperaturas abaixo de 5°C na região Sul e acumulados superiores a 150 mm no Centro-Oeste. 

    Centro-Oeste terá chuvas fortes e risco de temporais

    A região Centro-Oeste terá pancadas de chuva, especialmente em Goiás e Mato Grosso, com risco de temporais e rajadas de vento de até 60 km/h. Os acumulados podem variar entre 100 e 150 mm, o que pode prejudicar as atividades no campo.

    Mato Grosso do Sul terá tempo firme, com chuvas isoladas no norte do estado, favorecendo a safra 2024/2025.

    Sul terá frio intenso e chuvas irregulares

    Hoje (11), o Sul terá poucas chuvas, concentradas no centro e noroeste do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina. Nas demais áreas, incluindo Paraná e capitais, o tempo seguirá firme. Em resumo, nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva pode variar entre 40 e 50 mm no leste do Paraná, leste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul, mantendo boa umidade do solo.

    No oeste do Paraná e oeste de Santa Catarina, o tempo será predominantemente seco. Ao mesmo tempo, no oeste do Rio Grande do Sul, o acumulado deve ficar em 20 mm, sem comprometer atividades agrícolas. Além disso, há alerta para temporais nos três estados, com rajadas de vento e queda de granizo até amanhã.

    Uma frente fria trará ar polar na terça-feira à noite, derrubando temperaturas até o final da semana. Portanto, a serra gaúcha e catarinense terão mínimas abaixo de 5°C, com risco de geada entre quarta e sexta-feira.

    Sudeste terá clima ameno e chuvas pontuais

    No Sudeste, a chuva forte dará lugar a pancadas no norte, noroeste e Triângulo Mineiro. Em resumo, o tempo ficará firme no centro-sul de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, com sol e temperaturas amenas.

    Nos próximos dias, o acumulado pode chegar a 150 mm no centro-sul de Minas e Rio de Janeiro. No Espírito Santo e norte mineiro, o volume será de 50 mm, mantendo boa umidade do solo. Em São Paulo, a semana terá tempo firme, favorecendo o campo, com mínimas entre 12°C e 14°C, sem risco de geada.

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    Nordeste terá tempo instável na Bahia

    A frente fria continuará atuando no Nordeste, com pancadas fortes na Bahia, sul do Maranhão e Piauí. Salvador, Ilhéus e Porto Seguro devem registrar chuvas intensas.

    Nos próximos cinco dias, o acumulado no oeste da Bahia, Maranhão e Piauí poderá atingir 100 mm, beneficiando o solo. Portanto, nas demais áreas, a semana será quente e seca, com máximas de até 35°C, elevando o risco de incêndios.

    Norte terá chuvas em todas as áreas

    No Norte, temporais são esperados no Amazonas, Acre, sul do Pará, Tocantins e Rondônia. Ou seja, os acumulados podem variar entre 80 e 100 mm, ajudando a recuperar pastagens e melhorando lentamente a situação dos rios. No centro-norte do Pará, Amapá e Roraima, o acumulado será de cerca de 50 mm, iniciando a reversão do déficit hídrico.

  • Chuvas devem castigar Estado de São Paulo nos próximos dias

    Chuvas devem castigar Estado de São Paulo nos próximos dias

    A Defesa Civil de São Paulo emitiu um alerta para a ocorrência de fortes chuvas que devem atingir todo o estado entre quinta (7) e sexta-feira (8). O órgão prevê acumulados de precipitação variando de níveis altos a muito altos em diversas regiões. O alerta inclui possíveis temporais acompanhados de raios, ventos fortes e granizo, provocados pela passagem de uma frente fria na costa sudeste.

    As áreas mais afetadas devem ser a capital, a região metropolitana, o Vale do Ribeira, a Baixada Santista, e outras regiões como Campinas, Sorocaba, São José do Rio Preto e Araçatuba. Especial preocupação se volta às regiões de Bauru e Araraquara, onde os níveis de chuvas previstos são ainda mais elevados.

    Nível de acumulado de chuva pode variar entre alto e muito alto na quinta e sexta-feira; há ainda condições para temporais.

    Diante da situação, o governo estadual anunciou a instalação de um gabinete de crise a partir das 8h de quinta-feira. A iniciativa busca coordenar respostas rápidas a possíveis emergências. E conta com a participação de representantes de concessionárias de energia elétrica e serviços de abastecimento de água para ações imediatas.

    Recomendações à população

    A Defesa Civil orienta evitar locais abertos, manter distância de objetos altos e isolados como postes e árvores. Também recomenda desligar aparelhos conectados à rede elétrica durante as chuvas. Em caso de alagamento, a recomendação é não tentar atravessar enxurradas e observar sinais de movimentação de terra em áreas de encosta.

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    A população pode receber alertas enviando um SMS com o CEP da região para o número 40199 e acompanhando atualizações nas redes sociais da Defesa Civil (@defesacivilsp).

  • Alerta de temporais atinge diversas regiões do Brasil

    Alerta de temporais atinge diversas regiões do Brasil

    O Brasil começa a semana sob alerta de temporais, com riscos elevados para várias regiões. Ou seja, avisos de “perigo potencial” foram emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), abrangendo áreas do Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Norte. Em resumo, a previsão aponta para fortes instabilidades climáticas causadas pela circulação de ventos em diferentes altitudes, um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai e uma frente fria em alto mar.

    Alerta amarelo

    O Inmet emitiu um alerta amarelo para mais de 12 estados, incluindo São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rondônia, além de grande parte de Mato Grosso e porções do Amazonas, Tocantins, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo o instituto, essas áreas devem registrar chuvas de até 50 milímetros por dia e ventos intensos de 40 a 60 km/h. O aviso meteorológico permanece ativo até as 10h desta segunda-feira (4).

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    No Rio Grande do Sul, a frente fria causará temporais principalmente nas regiões oeste e sul. Durante o fim de semana, algumas cidades já enfrentaram chuvas intensas, como Jaguarão, onde o acumulado chegou a 98 milímetros, superando a média de novembro. Nos próximos dias, o sol pode surgir, mas entre nuvens, mantendo a instabilidade predominante.

    Santa Catarina e Paraná também estão sob risco, com pancadas de chuva previstas para qualquer momento. Meteorologistas alertam para ventos persistentes que podem alcançar os 70 km/h nessas regiões.

    O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) também destaca o risco moderado de inundações em São Paulo e Minas Gerais. O alerta se estende ainda ao Mato Grosso, Goiás e ao Distrito Federal, reforçando a necessidade de atenção à previsão do tempo em diversas áreas.

     

  • Laranja: chuvas devem ajudar consumidor a economizar

    Laranja: chuvas devem ajudar consumidor a economizar

    As chuvas constantes e as temperaturas amenas registradas em outubro no cinturão citrícola de São Paulo e no Triângulo Mineiro, principais polos produtores de laranja voltados para a indústria de suco, estão trazendo alívio para os pomares.

    Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) afirmam que as chuvas devem favorecer a qualidade das frutas que ainda permanecem nos pés, referentes à safra 2024/25, que começou em junho e está prevista para terminar em janeiro de 2025.

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    Para a temporada 2025/26, os especialistas do Cepea explicam que as chuvas atuais beneficiarão as floradas já abertas. Incentivando, desta forma, a abertura de novas flores e garantindo um bom desenvolvimento dos frutos. Essa recuperação pode ajudar a reabastecer parte dos estoques reduzidos de suco na indústria.

    Impacto das condições climáticas

    As condições climáticas têm um papel crucial na produção de laranjas. As chuvas e temperaturas mais baixas são essenciais para o crescimento saudável das frutas, especialmente após um período de estiagem que afetou negativamente a produtividade. A expectativa é que essa melhora nas condições climáticas se traduza em uma oferta mais robusta de laranjas nos próximos anos. Beneficiando tanto os produtores quanto a indústria.

    Com as previsões otimistas em relação ao clima e à produção, o setor citrícola pode esperar uma recuperação significativa na oferta de laranjas em 2025,. Isso poderá impactar positivamente a indústria de sucos e fortalecer a economia local nas regiões produtoras.

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    Com as chuvas regulares, o solo fica mais úmido, favorecendo o crescimento saudável dos frutos e resultando em maior produtividade. Esse aumento na oferta pode impactar positivamente os preços para o consumidor final.

    As condições climáticas mais favoráveis reduzem o estresse hídrico das árvores, melhorando a qualidade dos frutos e aumentando a quantidade de frutas produzidas e baixando o preço da laranja para o consumidor.

    Quando a produção aumenta, o mercado recebe uma oferta maior, o que tende a reduzir os preços para o consumidor devido à estabilidade da oferta.

    Além disso, a recuperação dos níveis dos reservatórios de água utilizados na irrigação é um fator crucial para garantir a sustentabilidade do cultivo em momentos críticos.

  • Preço da laranja pode cair com a temporada de chuva

    Preço da laranja pode cair com a temporada de chuva

    O retorno das chuvas trouxe alívio para as plantações, que enfrentaram longos períodos de seca e podem resultar em queda no preço da laranja.

    Com as chuvas regulares, o solo fica mais úmido, favorecendo o crescimento saudável dos frutos e resultando em maior produtividade. Esse aumento na oferta pode impactar positivamente os preços para o consumidor final.

    As condições climáticas mais favoráveis reduzem o estresse hídrico das árvores, melhorando a qualidade dos frutos e aumentando a quantidade de frutas produzidas e baixando o preço da laranja para o consumidor.

    Quando a produção aumenta, o mercado recebe uma oferta maior, o que tende a reduzir os preços para o consumidor devido à estabilidade da oferta.

    Além disso, a recuperação dos níveis dos reservatórios de água utilizados na irrigação é um fator crucial para garantir a sustentabilidade do cultivo em momentos críticos.

    Com uma safra abundante e de boa qualidade, os consumidores podem ter acesso a laranjas mais saborosas e suculentas, além de um preço mais acessível nas prateleiras, incentivando o consumo e ampliando os benefícios à saúde.

    Saiba os benefícios da laranja para a saúde

    O suco de laranja é amplamente reconhecido pelos seus benefícios para a saúde,. Ele é uma rica fonte de vitamina C, antioxidantes, fibras, potássio e folato.

    Esses nutrientes ajudam a fortalecer o sistema imunológico, combater inflamações, melhorar a saúde digestiva e proteger o coração.

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    Por exemplo, a vitamina C é essencial para a proteção celular e o fortalecimento das defesas do corpo. Já os antioxidantes, como flavonoides e carotenoides, ajudam a reduzir o risco de doenças crônicas, como doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer.

    Além disso, o consumo regular de suco de laranja pode ajudar a controlar os níveis de colesterol LDL (o chamado “colesterol ruim”). Outro benefício é a melhora na circulação sanguínea, devido à ação do potássio.

    As fibras presentes na bebida também auxiliam no bom funcionamento do intestino, promovendo, assim, uma melhor digestão.

    Por esse motivo, é importante, portanto, adicionar a laranja em nossa dieta. Além disso, com um preço mais acessível, torna-se ainda mais vantajoso incluir essa fruta no dia a dia.

  • Produtores de trigo monitoram impacto do clima na colheita

    Produtores de trigo monitoram impacto do clima na colheita

    Produtores de trigo do Sul do Brasil estão atentos às condições climáticas, que podem impactar a qualidade das lavouras. Segundo pesquisadores do Cepea, após um período de baixa pluviosidade que preocupava os triticultores, o excesso de chuvas agora é o principal desafio, especialmente no Paraná. As lavouras paranaenses estão na fase final do ciclo, e o clima pode prejudicar a colheita.

    Em 2023, o Paraná foi o maior produtor de trigo do Brasil, mas neste ano deve ocupar a segunda posição. De acordo com a Seab/Deral, 79% da área plantada já foi colhida. Pesquisadores do Cepea apontam que o restante da safra pode apresentar trigo de qualidade superior, com rendimento maior que o já colhido, porém as chuvas recentes causam preocupação.

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    Nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a situação também exige atenção. As atividades de colheita nesses estados estão no início, com apenas 1% da área total colhida até o momento. O clima segue sendo um fator decisivo para o desempenho final da safra.

    Novas cultivares

    O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), apresentou em agosto duas novas cultivares: o triticale IPR Goitacá e o trigo BRS Coleiro.

    A cultivar de triticale IPR Goitacá, com potencial produtivo elevado, alcançou cerca de 6,5 toneladas por hectare em ensaios experimentais. Ela apresenta boa sanidade, resistência ao oídio e à bacteriose. Também tem resistência moderada à ferrugem da folha e às manchas foliares, embora seja suscetível ao vírus do nanismo amarelo da cevada (VNAC).

    Já a cultivar de trigo BRS Coleiro, desenvolvida pela Embrapa, se destaca, por exemplo, pelo ciclo médio de 64 dias para espigamento e precoce para maturação fisiológica, completando o processo em 111 dias. “Essa característica atrai os produtores, pois permite melhor planejamento da safra de soja”, comenta um especialista da Embrapa. Sendo assim, A BRS Coleiro também oferece resistência ao acamamento, crestamento e oídio, com moderada resistência à giberela e manchas foliares. Seus grãos possuem alta força de glúten e são indicados para a produção de massas, pão industrial e pão francês.

     

  • Crise hídrica ameaça a produção de alimentos no Brasil

    Crise hídrica ameaça a produção de alimentos no Brasil

    A crise hídrica que afeta boa parte do Brasil tem trazido sérias preocupações para a produção de alimentos no país, especialmente em estados que dependem fortemente de recursos hídricos para irrigação, como Minas Gerais, São Paulo e o Nordeste. A escassez de água e a irregularidade das chuvas comprometem a produção agrícola, impactando diretamente tanto o abastecimento interno quanto as exportações de importantes commodities.

    De acordo com estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a crise hídrica já provoca aumentos de custo para produtores que precisam adotar medidas emergenciais para manter suas plantações irrigadas. “Estamos vivendo um cenário de grande desafio, e a tendência é que, se não houver recuperação dos reservatórios, a produção de alimentos caia drasticamente nos próximos meses”, alerta Antônio da Luz, economista da CNA. A produção de culturas como milho, feijão, soja, café e frutas tem sido afetada, o que pode resultar em aumentos de preços no mercado.

    No setor da fruticultura irrigada, particularmente nas regiões do Vale do São Francisco, responsável por grande parte da produção de frutas do Brasil, os produtores têm adotado práticas de irrigação mais eficientes para mitigar os danos. “A situação é crítica. Temos trabalhado para reduzir o consumo de água sem afetar a qualidade das frutas, mas já há sinais de perda de produtividade”, afirmou Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas).

    Queda na safra

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2024 deve totalizar 295,1 milhões de toneladas, representando uma queda de 6,4% em relação ao ano anterior. A redução é atribuída, em parte, à falta de água para irrigação. “A crise hídrica afeta diretamente a capacidade dos agricultores de manter a produção em níveis adequados”, afirma o economista da Embrapa, João Paulo Ribeiro.

    A área destinada ao cultivo de milho e soja, dois dos principais produtos agrícolas do Brasil, também sofreu impactos. O milho, por exemplo, apresenta uma estimativa de produção de 116,7 milhões de toneladas, com uma queda significativa nas safras. “Se não conseguirmos garantir água suficiente para irrigação, corremos o risco de ver essas estimativas ainda mais reduzidas”, alerta Ribeiro.

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    A crise hídrica também afeta diretamente a pecuária. A falta de pastagem e água reduz a capacidade de alimentação do gado, o que prejudica a produção de carne e leite. O coordenador de pecuária da Emater-MG, Roberto Freitas, destaca: “Os pecuaristas enfrentam enormes dificuldades para garantir a alimentação do rebanho. A seca prolongada não só compromete a qualidade das pastagens, mas também o abastecimento de água nos bebedouros”.

    Consequências econômicas

    A crise hídrica não afeta apenas os produtores individuais; suas repercussões podem ser sentidas em toda a economia. O aumento nos preços dos alimentos é uma preocupação crescente. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), as expectativas para a safra de soja já foram reduzidas devido à falta de chuvas. “Estamos vendo um aumento nos pedidos de recuperação judicial entre os produtores rurais devido às perdas nas lavouras”, afirma o presidente da associação, André Nassar.

    A necessidade de manejo hídrico e o impacto no setor energético

    O manejo hídrico adequado se torna essencial em tempos de crise. A pesquisadora da Embrapa Semiárido, Magna Moura, destaca que “a adoção de técnicas eficientes de irrigação pode ajudar a mitigar os efeitos da seca”. Ela recomenda o uso de sensores para monitorar a umidade do solo e ajustar a irrigação conforme necessário.

    Moura também enfatiza que muitos produtores ainda utilizam mais água do que o necessário. “O excesso de irrigação não só desperdiça água como também pode levar à lixiviação de nutrientes do solo”, explica. Para ela, um manejo hídrico mais consciente pode resultar em economias significativas e garantir uma produção mais sustentável.

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    Além da escassez de água, o impacto no setor energético também gera preocupação. As usinas hidrelétricas, responsáveis pela maior parte da energia no Brasil, têm operado em níveis baixos, o que pode levar a aumentos na conta de energia. Para os agricultores, isso significa um custo maior para manter sistemas de irrigação e processamento funcionando. “A combinação de baixa oferta de água e aumento dos custos de energia pode resultar em um cenário de forte pressão nos preços dos alimentos no mercado interno”, explica a engenheira agrônoma Juliana Diniz, da Embrapa.

    Práticas mais sustentáveis e gestão são fundamentais

    Com a crise climática global se agravando, especialistas alertam que as crises hídricas podem se tornar mais frequentes e intensas nos próximos anos. Por isso, a adoção de práticas mais sustentáveis e a gestão eficiente dos recursos hídricos são fundamentais. “Precisamos repensar urgentemente o uso da água na agricultura e investir em tecnologias que reduzam o consumo sem prejudicar a produção. Caso contrário, o Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, pode ver sua segurança alimentar comprometida”, conclui Francisco Lima, professor de gestão de recursos hídricos da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

    A crise hídrica atual levanta um alerta vermelho para o futuro da produção de alimentos no Brasil, exigindo uma resposta rápida e coordenada entre governo, produtores e instituições de pesquisa para minimizar os impactos e garantir a sustentabilidade do setor agrícola. Sendo assim, sem medidas eficazes, o futuro da agricultura brasileira pode estar em risco.

  • Canto da cigarra anuncia chegada da chuva? Saiba a relação

    Canto da cigarra anuncia chegada da chuva? Saiba a relação

    Na expectativa de que a chuva finalmente banhe todo o Distrito Federal, uma lenda popular afirma que o som emitido pelas cigarras anuncia a “boa-nova”. Contudo, o biólogo e pesquisador Fabrício Escarlate, professor do Centro Universitário de Brasília (Ceub), esclarece que o canto da cigarra pode estar mais relacionado a mudanças climáticas do que à chegada da chuva.

    Ciclo de Vida das Cigarras

    Escarlate explica que a maior parte da vida das cigarras ocorre debaixo da terra, onde elas nascem e se desenvolvem até atingirem a maturidade. “Esses animais passam a maior parte do seu ciclo de vida debaixo da terra se alimentando da seiva das plantas. Essa fase dura de um até 17 anos, dependendo da espécie”, afirma.

    Quando as cigarras atingem a maturidade, elas emergem do solo para se transformarem. “Uma vez que a cigarra tenha atingido a idade adulta, ela sai da terra, se pendura na árvore e sofre uma muda ou ecdise para adquirir a sua forma adulta, que é exatamente a forma com asa”, detalha o professor.

    Ele também menciona que esse processo acontece ao longo da vida do inseto, mas na transição para adulto, elas abandonam o exoesqueleto antigo, que é a casquinha da cigarra encontrada nas árvores.

    Atração e Reprodução

    O biólogo ressalta que essa fase é dedicada à reprodução. Os machos “cantam” para atrair as fêmeas e copular. “É uma fase quase exclusivamente voltada para a reprodução, onde o macho emite o som característico das cigarras para então atrair a fêmea e copular. A fêmea deposita os ovos na terra e o ciclo se reinicia”, explica Escarlate.

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    Ele acrescenta que essa fase é breve, durando apenas alguns dias ou semanas, coincidindo com a estação chuvosa. Essa sincronia intriga muitas pessoas devido à crença de que o canto dos insetos indica a chegada da chuva.

    Conexão entre Cigarras e Chuva

    Fabrício Escarlate esclarece que pode haver uma conexão com a chuva. “Quando o ambiente sinaliza a chegada das chuvas, o sistema nervoso das cigarras interpreta essa mudança e estimula a transição para a fase adulta. Isso ocorre por meio dos hormônios da muda e juvenil, que regulam essa transição”, afirma.

    Assim, as cigarras não percebem diretamente a chuva; elas respondem às mudanças ambientais.

    Essa resposta está ligada à disponibilidade de recursos durante o período chuvoso. Em ambientes sazonais como o Cerrado brasileiro, as chuvas e a oferta de alimentos são cruciais para o ciclo reprodutivo das cigarras. “Essa relação entre cigarras e chuva pode variar em diferentes regiões e biomas, dependendo das condições ambientais específicas”, complementa.

    Produção do Som

    O biólogo explica ainda como os machos produzem som: eles possuem 11 órgãos no abdômen chamados “órgãos cimbálicos”, que vibram e emitem sons para atrair as fêmeas, podendo alcançar mais de 120 decibéis.

    “Da próxima vez em que ouvir o canto das cigarras, lembre-se que é mais do que uma simples melodia. É a história da adaptação desses insetos à sua busca pela sobrevivência na natureza”, conclui.

    Impacto das Secas

    Escarlate alerta que as secas podem interferir no ciclo reprodutivo das espécies. “Isso pode interferir no ciclo reprodutivo delas porque no início da estação chuvosa é a sinalização para que as cigarras comecem seu ciclo reprodutivo. Certamente com as mudanças no volume de chuvas, no tempo e na periodicidade dessas chuvas, haverá interferências”, destaca.

    O pequisador enfatiza que o impacto ambiental não afeta apenas as cigarras. Ou seja, o aumento da temperatura e as secas influenciam toda uma gama de espécies, incluindo as árvores que servem como fonte de alimento para esses insetos. “Em alguma escala, ainda é difícil prever qual será a dimensão desse impacto. Mas sabemos que haverá consequências significativas para toda a biota do planeta”, finaliza o pesquisador da CEUB.

  • Confira como o clima impactou o agronegócio em setembro

    Confira como o clima impactou o agronegócio em setembro

    O sistema TEMPOCAMPO da Esalq divulgou o boletim climático de setembro, revelando que a maior parte do Brasil registrou chuvas abaixo de 30 mm. Em resumo, as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, assim como Tocantins, Pará e Amapá, foram as mais afetadas. Já no Sul, os volumes de chuva variaram entre 60 e 150 mm, sendo o Paraná o estado com os menores registros, entre 60 e 120 mm. Roraima e Rondônia acumularam entre 60 e 90 mm, enquanto no Amazonas as chuvas atingiram até 120 mm.

    Armazenamento de água

    Além disso, o armazenamento de água ficou abaixo de 15% em grande parte do país. As regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste foram as mais impactadas, com exceção da Região Sul, onde o Paraná e Santa Catarina registraram entre 30 e 45% de água armazenada. O Rio Grande do Sul se destacou, com armazenamento entre 45 e 60%.

    Temperaturas

    As temperaturas máximas em setembro também variaram bastante. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as máximas ficaram abaixo de 25°C, enquanto no Paraná atingiram até 31°C. No Sudeste, São Paulo registrou picos de até 35°C, com demais estados entre 29 e 33°C. Já no Nordeste, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco marcaram entre 27 e 31°C. No Norte, Pará e Amazonas chegaram a registrar mais de 35°C.

    As mínimas seguiram o padrão típico do Sul, ficando abaixo de 15°C em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e entre 15 e 19°C no Paraná. No Sudeste, as mínimas variaram de 17 a 19°C, e no Centro-Oeste e Norte, as temperaturas mínimas oscilaram entre 21 e 25°C.

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    Desafios da safra de milho 2023/24

    A segunda safra de milho 2023/24 foi encerrada, com resultados distintos devido às variações climáticas. A Conab reportou produtividade média de 91,52 sacas/ha e uma produção de 90,25 milhões de toneladas. Ou seja, estados como Goiás e Mato Grosso registraram boas produtividades, com chuvas bem distribuídas. No entanto, Paraná, São Paulo e Minas Gerais enfrentaram condições climáticas adversas, como falta de chuva e temperaturas elevadas, impactando a produção.

    A safra de milho em Mato Grosso teve uma produtividade de 115,14 sacas/ha, levemente inferior à anterior. Já no Mato Grosso do Sul, a falta de chuvas comprometeu seriamente a produção, resultando em um dos piores desempenhos da última década, com 67,05 sacas/ha.

    Para a safra 2024/25, o Sistema CNA/Senar/Cepea alerta para o planejamento cuidadoso, já que a descapitalização dos produtores pode comprometer a produtividade. No entanto, a Conab projeta uma safra promissora, com uma produtividade estimada em 95,1 sacas/ha.

    Avanço do plantio de milho 2024/25

    O plantio da primeira safra de milho 2024/25 já avança pelo país, com 16,2% da área semeada. No Paraná, por exemplo, 60% da área já foi plantada, com boas condições climáticas favorecendo o desenvolvimento inicial. Santa Catarina também apresentou avanço no plantio, com 22% da área semeada, beneficiada por chuvas adequadas.

    Algodão e soja: fechamento de safra e início de plantio

    A Conab apontou que a safra de algodão 2023/24 teve produtividade nacional de 1.879 kg/ha. No Mato Grosso, o tempo seco favoreceu a colheita, com produção recorde de 6,39 milhões de toneladas de algodão em caroço. Na Bahia, os resultados foram positivos, mesmo com a irregularidade das chuvas, registrando uma produtividade de 325,45 @/ha.

    O plantio da safra de soja 2024/25 começou em Mato Grosso e Paraná. No Mato Grosso, a área plantada deve aumentar 1,47%, com previsão de alta na produtividade. Contudo, a seca e os focos de incêndio preocupam os produtores locais. No Paraná, 10% da área já foi plantada, com boas condições de umidade no solo favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

    Avanço da colheita de trigo

    A colheita do trigo 2023/24 já avançou em 25,1% do território. No Paraná, 48% da área foi colhida, mas a estiagem e as geadas tardias prejudicaram parte das lavouras. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda não começou, mas as lavouras estão em fase de floração e enchimento de grãos.

    Semeadura de arroz e feijão

    A safra de arroz 2024/25 teve início com 3,5% da área plantada até o final de setembro, com maiores avanços em Santa Catarina. Em resumo, no Rio Grande do Sul, a expectativa é de um aumento de 11,69% na produtividade. Já o plantio do feijão está em andamento, com 8,5% da área semeada. No Paraná, os produtores já plantaram 32% da área de feijão, beneficiados pelas chuvas da segunda quinzena de setembro.