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  • Dia dos Pais aquece vendas de carnes e reacende o ritual do churrasco em família

    Dia dos Pais aquece vendas de carnes e reacende o ritual do churrasco em família

    O Dia dos Pais volta a impulsionar as vendas de carne no Brasil. Neste ano, a data movimenta desde o varejo até restaurantes e churrascarias, em um cenário reforçado pelo desempenho recorde das exportações brasileiras de carne bovina e por um consumidor que segue priorizando o churrasco como programa central da comemoração.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    A VPJ Alimentos, um dos principais fornecedores de carnes nobres do país, projeta aumento de 10% nas vendas de cortes superpremium para o Dia dos Pais. Pedidos antecipados de supermercados, empórios, açougues, restaurantes e operadores de food service sustentam essa expectativa.

    Setor de bares e restaurantes também espera crescimento

    O movimento positivo se estende ao food service. Uma pesquisa da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) mostra que 76% dos estabelecimentos que abrem no Dia dos Pais esperam vender mais do que em 2025. A maior parte dos empresários, 65%, projeta crescimento de até 20%, enquanto 11% apostam em alta ainda maior. Na comparação com um domingo comum, o otimismo se mantém. 77% dos entrevistados esperam faturamento acima da média, e muitos restaurantes relatam que famílias inteiras escolhem o mesmo estabelecimento há gerações, transformando o almoço em tradição afetiva.

    No varejo alimentar, dados da Scanntech já haviam registrado crescimento de 8,2% no faturamento do Dia dos Pais de 2025 em relação a 2024. Puxado principalmente por carnes e itens voltados a refeições em família. Levantamentos recentes do setor supermercadista para 2026 também apontam alta expressiva em categorias associadas ao churrasco, como frango e suíno in natura, além de acompanhamentos tradicionais como pão de alho e maionese. Portanto, reforçando que o consumidor pensa a data como uma refeição completa, e não como itens isolados no carrinho.

    Exportações recordes sustentam a produção nacional

    O crescimento sazonal do consumo coincide com um momento histórico para a pecuária brasileira. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou o melhor resultado da série histórica nas exportações de carne bovina. Foram 1,705 milhão de toneladas embarcadas e US$ 9,85 bilhões em receita, avanço de 15,5% em volume e 36,2% em faturamento frente ao mesmo período de 2025.

    O resultado consolida o país como um dos principais fornecedores mundiais de proteína bovina e evidencia a necessidade de uma cadeia produtiva cada vez mais eficiente e previsível.

    A preparação começa meses antes da data

    O consumidor percebe o aumento da demanda apenas no momento da compra, mas a produção de carne exige planejamento de longo prazo. A cadeia envolve manejo, nutrição, genética, biosseguridade e programas consistentes de prevenção de doenças. Fatores que garantem que os animais expressem seu potencial produtivo e cheguem ao frigorífico saudáveis.

    Carne na tábua
    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    Nesse processo, a saúde animal cumpre papel estratégico. Investimentos em prevenção reduzem a ocorrência de enfermidades, diminuem perdas produtivas, favorecem o ganho de peso e aumentam a previsibilidade da produção. O que permite a pecuaristas e frigoríficos atender a picos sazonais de demanda com regularidade e qualidade.

    Para Daniel Miranda, gerente técnico da linha de Terminação da Zoetis Brasil, datas como o Dia dos Pais escancaram a importância do planejamento de toda a cadeia. Segundo ele, investimentos em vacinação, biosseguridade e manejo adequado dão mais previsibilidade ao produtor e ajudam a garantir que a proteína chegue ao consumidor com qualidade e segurança.

    Cadeia integrada garante proteína de qualidade na mesa

    Programas sanitários bem estruturados também contribuem para o uso mais racional dos recursos nas propriedades. Eles reduzem impactos econômicos decorrentes de doenças e fortalecem a sustentabilidade da atividade pecuária. Para um país que acumula recordes de produção e exportação, manter padrões sanitários elevados se torna diferencial competitivo diante das exigências dos mercados interno e externo.

    A integração entre pecuaristas, frigoríficos e empresas de saúde animal permite que toda a cadeia responda de forma coordenada aos períodos de maior consumo. Portanto, garantindo disponibilidade de proteína de qualidade e segurança alimentar. O churrasco do Dia dos Pais, afinal, começa muito antes da churrasqueira. Ele nasce no planejamento das fazendas e no compromisso de toda a cadeia com a saúde animal.

  • Churrasco de 74 horas bate recorde mundial

    Churrasco de 74 horas bate recorde mundial

    Um churrasco de cocção contínua por 74 horas tomou conta do Parque Chabrières, em Oullins-Pierre-Bénite, região metropolitana de Lyon, na França, entre o meio-dia de quinta-feira, 30 de abril de 2026, e as 14h de domingo, 3 de maio de 2026. Um oficial de justiça acompanhou o evento do início ao fim e validou oficialmente cada etapa, confirmando o novo recorde mundial de churrasco mais longo da história.

    A marca superou o recorde anterior, pertencente a uma equipe do Texas, nos Estados Unidos, que somava 40 horas e 49 minutos de cocção ininterrupta. Ao final da maratona, os organizadores comemoraram a conquista do título mundial.

    Associação Les Toqués du Rock organiza a maratona gastronômica

    A associação francesa Les Toqués du Rock, equipe bicampeã nacional de churrasco, idealizou e conduziu o desafio. Maxime Balouzat, responsável pela agência de eventos Coïncidence, concebeu o projeto, enquanto Cyril Leroy, vice-presidente da associação e conhecido pelo apelido “Smoky Daddy”, comandou as cinco churrasqueiras usadas durante os quatro dias de programação.

    O cardápio reuniu merguez, costelas bovinas, carne de porco desfiada, linguiças, chipolatas, frango marinado, legumes e sardinhas. Para manter a operação funcionando 24 horas por dia, 49 voluntários se revezaram continuamente no parque, garantindo reposição de carne, controle das grelhas e atendimento ao público.

    A organização estimava inicialmente preparar 1,5 tonelada de carne fresca. A procura, porém, superou as previsões. Os estoques se esgotaram já nas primeiras horas, e as equipes precisaram acionar novos fornecedores com urgência.

    “Foi um desafio encontrar um fornecedor capaz de nos abastecer com uma quantidade tão grande de carne fresca”, afirmou Maxime Balouzat ao jornal Le Progrès, antes do início do evento.

    Evento dobra a meta inicial e serve mais de 10 mil refeições

    Ao fim dos quatro dias, o volume de carne preparada chegou a 3,4 toneladas, mais que o dobro da estimativa original. As equipes também serviram 10.500 refeições ao longo do fim de semana, número que evidencia o tamanho da mobilização popular em torno do evento.

    https://x.com/lyonmag/status/2050935036698898479?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2050935036698898479%7Ctwgr%5E85b98f10036de93965662c8cb698436f6533fe42%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.lyonmag.com%2Farticle%2F151804%2F3-4-tonnes-de-viande-cuisinees-et-servies-a-oullins-le-record-du-plus-long-barbecue-largement-battu

    Além da disputa pelo recorde, o churrasco reservou espaço para atrações paralelas: shows, karaokê e partidas de pétanca animaram o parque durante os quatro dias de programação, atraindo público para além dos amantes de churrasco.

    Iniciativa une recorde mundial e ação solidária

    Ao lado do desafio gastronômico, o evento manteve forte caráter beneficente. A organização firmou parceria com Restos du Cœur, Cruz Vermelha, Exército da Salvação e a Associação DNA (sigla de Drôle de Nom pour une Association), entidade que atua na inclusão de pessoas com deficiência.

    Todas as noites, as equipes distribuíram refeições gratuitas para pessoas em situação de vulnerabilidade, estudantes e trabalhadores noturnos, incluindo policiais e bombeiros de plantão. Ao todo, 700 das 10.500 refeições preparadas seguiram para essa distribuição gratuita. A renda obtida com as demais vendas será revertida para a Associação DNA.

    Churrasco recorde mundial
    Foto: Les Toqués du Rock

    O comediante, ator e produtor francês Jason Chicandier, padrinho da instituição, acompanhou o evento durante todo o sábado, 2 de maio, em apoio à causa.

    Para os organizadores, a lembrança mais marcante ficou nas reações do público. “O que mais vou lembrar são os milhares de sorrisos e lágrimas de alegria que vimos durante o fim de semana”, declarou um dos responsáveis pelo evento.

    Por que esse tipo de recorde gastronômico chama atenção

    Eventos gastronômicos de longa duração exigem logística apurada, segurança alimentar rigorosa, trabalho em equipe coordenado e capacidade de atender grandes públicos sem interrupção. Em um churrasco desse porte, o desafio não se limita a manter o fogo aceso: a organização precisa garantir abastecimento constante, preparo contínuo, controle de filas e distribuição eficiente das refeições.

    Quando a ação também carrega propósito beneficente, o impacto ultrapassa o próprio recorde. A comida se transforma em ferramenta de mobilização social, aproxima voluntários, instituições e comunidade. E converte uma celebração popular em uma oportunidade concreta de apoio a quem precisa.

  • Carne suína pode liderar consumo durante jogos do Brasil na Copa

    Carne suína pode liderar consumo durante jogos do Brasil na Copa

    Com expectativa de aumento na demanda por proteínas durante as partidas da Seleção Brasileira, a indústria de alimentos já se prepara para atender os torcedores. Entre as apostas para o período, a carne suína surge como uma das principais opções para churrascos e encontros entre amigos e familiares.

    Levantamento da Scanntech projeta crescimento superior a 10% no consumo de proteínas nos dias de jogos do Brasil. O estudo também aponta que 86% dos brasileiros associam futebol e churrasco, reforçando uma tradição que movimenta toda a cadeia produtiva de carnes.

    Futebol, churrasco e carne

    A relação entre futebol e churrasco faz parte dos hábitos de milhões de brasileiros. Em grandes eventos esportivos, o consumo de carnes costuma crescer, impulsionando supermercados, açougues, frigoríficos e produtores rurais.

    Nesse cenário, a carne suína ganha destaque por oferecer variedade de cortes e praticidade no preparo.

    Segundo Julce Lucion, diretora-geral da Nutribras Alimentos, a preferência do consumidor tem aumentado especialmente em receitas rápidas, que permitem acompanhar os jogos sem passar muito tempo na cozinha.

    “Quando o brasileiro se reúne para torcer, o churrasco quase sempre está presente. A carne suína vem se consolidando como uma escolha importante nesse momento”, afirma.

    Receitas rápidas ganham espaço

    Entre as sugestões da empresa para os dias de partida está o palitinho de filé mignon suíno com pimentões.

    A receita combina cubos de carne já temperada com pimentões verdes e amarelos, preparados na air fryer em aproximadamente dez minutos.

    Outra alternativa é a linguiça suína fatiada na fritadeira elétrica, que fica pronta em cerca de quinze minutos e pode ser servida com cebolas douradas e limão.

    Leia mais: Confira três aperitivos para saborear durante os jogos

    Carne suína segue entre as favoritas dos brasileiros

    Além das receitas rápidas, produtos tradicionais continuam figurando entre os mais consumidos pelos brasileiros em eventos esportivos.

    Entre eles estão a panceta, o torresmo, filé mignon suíno e costela suína.

    O crescimento da demanda durante períodos de grande audiência esportiva também beneficia a cadeia da suinocultura nacional, setor que desempenha papel importante no agronegócio brasileiro.

  • Copa do Mundo 2026 aquece mercado de carne bovina e churrasco no Brasil

    Copa do Mundo 2026 aquece mercado de carne bovina e churrasco no Brasil

    A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar muito mais do que torcedores dentro e fora dos estádios. Com formato inédito de 48 seleções, calendário mais extenso e jogos da Seleção Brasileira previstos para o horário nobre, entre 19h e 21h30, o torneio deve ampliar as ocasiões de confraternização e fortalecer uma tradição nacional: reunir amigos e família em torno da boa comida, normalmente um churrasco.

    O mercado já sente o aquecimento. Dados da Kantar Worldpanel apontam que as ocasiões de churrasco cresceram 22% em 2025 em relação ao ano anterior. Historicamente, a Copa do Mundo ainda adiciona 10% de incremento nas vendas de carne durante o período do torneio. Para o setor, o Mundial representa muito mais do que um evento esportivo, é uma janela estratégica de consumo.

    Mais jogos, mais encontros, mais oportunidades

    A edição de 2026 será a maior da história da Copa. O aumento de 32 para 48 seleções eleva significativamente o número de partidas e estica o calendário por mais de um mês, criando múltiplas oportunidades para reuniões entre amigos e familiares.

    Os horários das partidas da primeira fase favorecem encontros após o expediente e abrem espaço para diferentes experiências gastronômicas, do tradicional churrasco a preparos mais ágeis, como cortes na air fryer, tábuas de petiscos e sanduíches especiais.

    Uma pesquisa da JBS reforça a tendência: 56% das famílias brasileiras pretendem se reunir para assistir às partidas do Mundial fazendo churrasco. Na Copa de 2022, essa ocasião movimentou R$ 550 milhões adicionais no varejo brasileiro. As linguiças se destacaram entre as categorias com melhor desempenho, registrando incremento superior a R$ 31 milhões em vendas acima da sazonalidade normal do período.

    Cortes premium e novas experiências ganham espaço

    Para a Minerva Foods, o Mundial de 2026 chega em um momento de evolução no comportamento do consumidor. “A Copa do Mundo historicamente impulsiona o consumo de alimentos ligados aos momentos de confraternização. Em 2026, esse movimento ganha força adicional com o maior número de jogos e horários que favorecem encontros presenciais. Observamos uma demanda crescente por experiências gastronômicas que vão além do churrasco tradicional e acreditamos que será um momento aquecido para o mercado de carne bovina, principalmente pensando em cortes premium”, afirma Daniela Arantes, Head de Marketing e Comunicação da empresa.

    Churrasco brasileiro ganhou destaque internacional com cortes tradicionais entre os melhores pratos do mundo — (Foto: Reprodução/Unsplash)

    A companhia aposta em três marcas para atender diferentes perfis de consumidores. A Cabaña Las Lilas é voltada para experiências premium com cortes de alto marmoreio. Já a Estância 92 é focada em cortes selecionados para momentos especiais. E a PUL, que entrega praticidade e qualidade para o dia a dia.

    Para ajudar na organização das compras, a Minerva Foods disponibiliza na plataforma My Minerva Foods uma calculadora de churrasco. Para um grupo de 15 pessoas, dez adultos e cinco crianças, reunidas por mais de quatro horas, a recomendação chega a aproximadamente 5,6 kg de carne. Isso considerando cortes como bife ancho, bife de chorizo, picanha, maminha e fraldinha.

    Friboi e Seara entram em campo com estratégias próprias

    A Friboi também chega ao Mundial com estratégia clara. “A Maturatta foi construída para liderar o território do churrasco dentro da Friboi. É uma marca especializada, com cortes desenvolvidos para entregar maciez, sabor e uma experiência superior nessa ocasião, que ganha ainda mais relevância em um cenário de Copa do Mundo, quando as confraternizações aumentam e o churrasco se fortalece como um dos principais momentos de consumo do varejo brasileiro”, afirma Renato Costa, presidente da Friboi.

    carne de churrasco sendo cortada
    Foto de Emerson Vieira na Unsplash

    Já a Seara decidiu disputar o “primeiro tempo do churrasco”, o momento anterior à grelha principal. A marca escalou Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho para estrelar a campanha “Churrasco que é churrasco começa com Seara”. E lançou uma linha de produtos que inclui mini-hambúrguer para grelha, linguiça com queijo coalho, smoked beef franks da linha American Grill e uma nova pasta de alho.

    “Hoje, metade da cesta dessa ocasião já se compõe por categorias que vão além da carne bovina, como linguiças, frango, aperitivos e acompanhamentos. Existe uma oportunidade importante de ampliar presença justamente nesses momentos, que ganham ainda mais relevância durante a Copa do Mundo”, explica João Campos, presidente da Seara. A expectativa da marca é que as vendas deste Mundial sejam 40% superiores às de 2022.

    Portanto, independentemente do cardápio, o Mundial de 2026 deve reforçar um hábito característico dos brasileiros: transformar grandes eventos esportivos em momentos de convivência, celebração e compartilhamento à mesa.

  • Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    As principais empresas brasileiras de proteína animal enxergam na Copa do Mundo uma oportunidade estratégica para fortalecer vendas e ampliar o consumo interno.

    Enquanto o setor de aves e suínos projeta um aumento expressivo na comercialização de produtos, a indústria da carne bovina acredita que o torneio pode marcar uma nova fase para o consumo per capita da proteína no país.

    Sadia aposta em crescimento de até 50% como patrocinadora BR

    A Sadia, marca de aves e suínos da MBRF, reforça sua presença no evento como patrocinadora oficial da seleção brasileira. A empresa estima que o volume de vendas durante a competição alcance níveis comparáveis aos registrados em datas tradicionalmente fortes para o varejo, como o Dia das Mães e as festas de fim de ano.

    Além disso, a marca firmou parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030. Dessa forma, será responsável pelo fornecimento de proteínas aos atletas da seleção principal e também a outras 19 equipes ligadas à entidade, incluindo categorias de base e seleções femininas.

    A previsão é distribuir cerca de duas toneladas mensais de produtos para aproximadamente 160 integrantes das equipes. Ao longo de quatro anos, o volume pode se aproximar de 100 toneladas.

    “A seleção, independentemente do período, é uma paixão nacional. Por isso, estamos muito felizes de ver nossa marca ligada à seleção, ainda mais agora com a Marfrig e a BRF em uma empresa única, as oportunidades são potencializadas”, afirmou Miguel Gularte, diretor-executivo da MBRF.

    ‘Lek Trek’ e ‘Canarinho’ em campanha da Sadia — Foto: CBF

    Após encerrar o primeiro trimestre com vendas domésticas 5,5% menores na comparação anual, a empresa vê a Copa como um dos principais vetores de crescimento em 2026.

    Por isso, a expectativa é ampliar em até 50% o volume comercializado durante o torneio em relação à edição de 2022. O desempenho deverá ser impulsionado principalmente por produtos como linguiças, salames, empanados e itens destinados ao churrasco.

    Engajamento digital

    Segundo levantamento da plataforma de inteligência de consumo Winnin, o interesse pelo torneio cresceu de forma significativa entre os consumidores. O volume de interações relacionadas à Copa nas redes sociais saltou de cerca de 20 milhões por mês no início do ano para 240 milhões em maio.

    Para aproveitar esse cenário, a Sadia desenvolveu uma linha especial com 20 produtos temáticos e lançou uma promoção que oferece brindes oficiais da seleção brasileira aos consumidores participantes.

    De acordo com a empresa, o planejamento das ações começou ainda em janeiro.

    “A procura pelos nossos produtos aumenta de forma significativa nos dias de jogos. Por isso, começamos a nos preparar com bastante antecedência”, destacou Manoel Martins, vice-presidente de Mercado Brasil e Marketing da MBRF.

    Sadia lançou ação promocional em parceria com a seleção brasileira — Foto: Divulgação

    Seara aposta no conceito do “primeiro tempo do churrasco”

    A Seara, marca de aves e suínos da JBS, também projeta forte crescimento nas vendas durante o torneio. A expectativa é registrar aumento de aproximadamente 40% em comparação à Copa anterior.

    Diferentemente da estratégia adotada em 2022, quando o foco estava em produtos específicos, a empresa decidiu concentrar sua campanha na valorização da etapa inicial do churrasco brasileiro.

    Segundo o presidente da Seara, João Campos, a proposta foi batizada de “1º tempo do churrasco”.

    “O churrasco brasileiro tem dois momentos. Tem a abertura, que é a linguiça, o frango, o suíno, às vezes um pão de alho, o petisco. Depois vai para o bovino. Fazendo alusão ao futebol, estamos dando foco na ideia de que o primeiro tempo do churrasco é tão importante quanto o segundo”, explicou.

    Além disso, a companhia lançou kits churrasco, inspirados nos tradicionais kits natalinos.

    Friboi vê oportunidade

    No segmento de carne bovina, a Friboi, operação da JBS, também trabalha com expectativas positivas. A expectativa é elevar em cerca de 10% as vendas.

    Base atual de consumo da marca já é superior à observada durante a Copa de 2022 — Foto: Friboi

    Nos dias em que houver partidas, entretanto, a projeção é ainda mais otimista. A empresa espera comercializar pelo menos 20% mais produtos em relação aos dias sem jogos.

    Segundo o diretor-executivo comercial da empresa, Leonardo Monteiro, a Copa pode representar um marco importante para a expansão do consumo de carne bovina no país.

  • China pressiona mercado e preço da picanha entra em alerta

    China pressiona mercado e preço da picanha entra em alerta

    O churrasco de domingo pode ficar ainda mais salgado. E não é força de expressão. O preço da picanha, do contrafilé e de outros cortes nobres no Brasil podem subir com as baixas na exportação para a China.

    A possibilidade de uma desaceleração nas compras de carne bovina brasileira pela China começou a provocar apreensão entre pecuaristas, frigoríficos e especialistas do setor agropecuário. O temor é simples de entender: quando o maior comprador do mundo pisa no freio, toda a cadeia sente o baque — do pasto ao prato.

    A discussão ganhou força após representantes do setor alertarem para uma possível redução de até 10% nas exportações brasileiras de carne bovina ao mercado chinês. O cenário envolve tarifas, tensões comerciais e uma economia chinesa menos acelerada do que nos anos anteriores.

    Mas a direção dessa mudança ainda divide opiniões.

    Queda nas exportações pode aumentar oferta no Brasil

    De um lado, economistas ligados ao agronegócio avaliam que uma redução das exportações poderia elevar a quantidade de carne disponível no mercado interno. Em teoria, isso ajudaria a aliviar os preços para o consumidor brasileiro.

    É a lógica do efeito dominó.

    Se menos contêineres deixam os portos rumo à Ásia, sobra mais produto nos frigoríficos nacionais. E aí o varejo tende a pressionar por preços menores.

    O problema é que o mercado da carne raramente funciona de maneira tão linear.

    Especialistas afirmam que fatores como dólar, custo do milho, transporte e margem dos frigoríficos continuam pesando na conta. Ou seja: mesmo com maior oferta, não há garantia de queda significativa nos supermercados.

    Enquanto isso, o consumidor observa tudo como quem olha fumaça saindo da churrasqueira antes de descobrir o tamanho da conta.

    Picanha virou símbolo do bolso do brasileiro

    A picanha deixou de ser apenas um corte bovino. Nos últimos anos, ela virou símbolo do poder de compra da classe média e até tema político.

    Quando o preço sobe, o impacto ultrapassa o açougue.

    Ele invade conversas de família, grupos de WhatsApp e corredores de supermercado. Afinal, pouca coisa traduz tão bem a sensação de inflação quanto o susto diante da etiqueta da carne.

    Nos últimos anos, o mercado viveu uma montanha-russa.

    Durante o auge das exportações para a China, frigoríficos priorizaram mercados internacionais mais rentáveis. Com isso, muitos cortes dispararam no Brasil. Em alguns períodos, a picanha virou quase artigo de luxo.

    Agora, o receio é diferente.

    Se a China reduzir compras, frigoríficos podem tentar compensar perdas elevando margens em outros mercados ou diminuindo o ritmo de abates. Nesse caso, o efeito sobre os preços internos pode ser limitado.

    Frigoríficos acompanham cenário com cautela

    Grandes empresas do setor acompanham o movimento chinês quase em tempo real. Não por acaso.

    Hoje, a China representa o principal destino da carne bovina brasileira. Em algumas operações, o mercado chinês responde por parcela decisiva da receita exportadora.

    Nos bastidores, o clima é de cautela.

    Executivos avaliam que uma desaceleração mais forte poderia afetar investimentos, geração de empregos e até o ritmo de expansão do setor frigorífico no país.

    Ao mesmo tempo, parte da indústria acredita que o Brasil continua competitivo internacionalmente, principalmente pela escala de produção e pelo tamanho do rebanho nacional.

    Ainda assim, ninguém ignora o peso do gigante asiático.

    Quando Pequim muda de humor, o agro brasileiro costuma sentir o tremor antes mesmo de o impacto chegar oficialmente às planilhas.

    Consumidor pode sentir mudanças nos próximos meses

    Especialistas afirmam que os efeitos mais perceptíveis devem aparecer ao longo dos próximos meses, principalmente se houver confirmação de redução mais intensa nas exportações.

    Até lá, o comportamento do dólar e da inflação dos alimentos seguirá decisivo.

    Se a moeda americana continuar elevada, exportar carne seguirá extremamente lucrativo. Isso reduz o espaço para quedas expressivas nos preços internos.

    Além disso, custos logísticos e alimentação do gado ainda pressionam produtores.

    Ou seja: apesar da expectativa criada em torno da possível sobra de carne no mercado brasileiro, não há consenso de que a picanha ficará barata tão cedo.

    Por enquanto, o churrasco do brasileiro segue dependendo de uma conta delicada — e cada vez mais global.

    Porque hoje, antes mesmo de a carne chegar à grelha, ela já passou pelo câmbio, pela geopolítica e pelas decisões de um mercado do outro lado do planeta.

     

  • Sertanejo com samba: Bruno & Marrone lançam hit com Zeca Pagodinho

    Sertanejo com samba: Bruno & Marrone lançam hit com Zeca Pagodinho

    Zeca Pagodinho já é figurinha carimbada aqui no portal, especialmente depois que mostramos o cuidado dele com sua horta comunitária, um hábito que qualquer produtor rural respeita. Mas agora, o “homem do quintal” decidiu levar sua simplicidade para um terreno bem conhecido por quem vive o agro: o palco das grandes arenas. Em uma parceria que parecia improvável, mas que soa como música para os ouvidos de quem não dispensa um bom churrasco de domingo, Zeca se uniu a Bruno & Marrone para lançar um hit que mistura a sofrência sertaneja com a malandragem do samba.

    A união de dois mundos que falam a mesma língua

    Engana-se quem pensa que o samba e o sertanejo moram em planetas distantes. No fundo, ambos tratam da vida real, do amor perdido e, claro, daquela cerveja gelada que acompanha o fim de semana na fazenda. A partir daí, a colaboração entre Bruno & Marrone e Zeca Pagodinho surge como um movimento natural de quem entende o que o povo gosta de ouvir. Enquanto a dupla sertaneja traz a potência vocal que ecoa nas feiras agropecuárias, Zeca entra com o gingado de quem sabe que a vida é curta para não celebrar.

    Os artistas se encontraram no Rio de Janeiro para as gravações do clipe — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Querido em todos os cantos

    Não é segredo para ninguém que Zeca Pagodinho transita com facilidade por todos os públicos, mas sua conexão com o estilo de vida simples é o que realmente brilha. Recentemente, críticos musicais destacaram como ele se tornou o artista mais versátil do país, gravando desde clássicos com Ivan Lins até sucessos de boteco com os ícones de Goiás.

    E é claro, o impacto desse lançamento vai muito além das plataformas de streaming. Estamos falando de uma música desenhada para ser o tema oficial das confraternizações em volta do fogo de chão. A fluidez narrativa da faixa combina o violão sertanejo com o cavaquinho de forma tão orgânica que parece que eles sempre tocaram juntos. Além disso, essa união estratégica reforça uma tendência: o entretenimento no campo está cada vez mais diverso, absorvendo o que há de melhor na cultura brasileira sem perder a raiz.

    Em um trecho que já nasceu com cara de clássico, os artistas entoam: “Podem dizer que sou louco / De tanto eu amar você / Eu ando ligando pouco / Pro que os outros vão dizer / O que você quiser de mim / Eu só digo sim, me peça, me diz / É desse jeito que eu te amo / E é assim que sou feliz”.

  • 3 farofas que prometem roubar a cena no seu churrasco

    3 farofas que prometem roubar a cena no seu churrasco

    Quem pensa que farofa deve ser só farinha, óleo e cebola ainda não experimentou essa versão. A sugestão começa com 1 xícara de arroz Tio João parboilizado, cozido conforme instruções da embalagem, esfriado e reservado. A ideia é transformar o arroz em estrutura de um acompanhamento mais preenchido, com corpo e gordura que aguenta qualquer tipo de carne da grelha .

    Enquanto isso, numa frigideira grande, você aquece 1 colher de azeite Nova Oliva, 1 colher de manteiga, e acrescenta 150 g de bacon picado, ½ pimenta dedo‑de‑moça picada e 1 cebola grande picada até dourar. O resultado é uma base aromática, salgadinha e picante, perfeita para dialogar com carne forte. Depois, desliga o fogo e mistura 1 cenoura média ralada grossa, 1 xícara de azeitonas verdes picadas, o arroz reservado, 100 g de castanha de caju picada grossamente e 1 xícara de farinha de mandioca crua .

    O resto é ajuste de sabor: sal e salsa picada a gosto. O prato sai com textura mista, crocante e macia ao mesmo tempo, e funciona até como “guarnição” cujo nome já chama atenção: não é só farofa, é um arroz farofado em cima de pão de alho, costela, frango ou linguiça .

    Farofa de feijão vermelho que usa sobra inteligente

    Se sobrar feijão vermelho na panela, essa receita é a desculpa perfeita para não deixar passar. O ponto de partida são 4 xícaras de feijão vermelho Meu Biju já cozido e 500 g de farinha de mandioca, que formam a base seca e macia da farofa .

    Para construir o sabor, você começa refogando 3 colheres de margarina com ½ cebola cortada em cubos em uma panela. Depois entra 2 ovos batidos, que são deixados fritarem e salgados “a gosto”. O feijão vermelho é adicionado em seguida, assim como a farinha de mandioca, que é torrada levemente até pegar cor e crocância .

    O resultado é uma farofa pesada, úmida na medida certa, com presença marcante de feijão e um toque de ovo que lembra muito a sensação de comida de casa. Para finalizar, salpica salsinha picada por cima e deixa a farofa respirar um pouco antes de levar à mesa, pois o aroma de cebola, feijão e gordura costuma ser suficiente para já chamar atenção .

    Farofa de feijão com banana: o contraste que funciona

    A terceira opção é a mais ousada: 2 colheres de manteiga, 3 bananas‑da‑terra maduras picadas em cubos, 1 cebola roxa média picada, 1 xícara de feijão carioca Meu Biju cozido al dente, sem caldo, 1 xícara de farinha de mandioca grossa, sal a gosto e ½ xícara de cebolinha picada .

    A técnica começa derretendo a manteiga em uma frigideira e refogando a banana até ela dourar. A partir daí, entra a cebola roxa, que amacia e deixa a panela com um fundo caramelo que combina perfeitamente com a doçura do amarelo. O feijão carioca, sem caldo, é adicionado em seguida, junto com a farinha de mandioca, e tudo é misturado até que a textura fique homogênea, com partes bem crocantes e outras mais macias .

    O sal entra na etapa de correção de gosto, e a cebolinha vai no final como toque verde e frescor, cortando um pouco da gordura e da doçura. A combinação de banana, feijão e mandioca cria um sabor que lembra pratos de comida regional, com a diferença de que tudo acontece em poucos minutos, sem precisar de forno ou panela de pressão .

    Jeito brasileiro de comer

    As três versões têm algo em comum: todas partem de ingredientes de prateleira, baratos e conhecidos, e tentam regenerar a ideia de farofa como algo “básico demais”. Em vez de tratar a farinha apenas como coadjuvante, as receitas a colocam no centro, misturando‑a com arroz, feijões, bacon, castanhas e banana, assim elas viram objeto de curiosidade, matéria de post, de vídeo de rede social e até de desafio de família no fim de semana .

    Além disso, todas trabalham com praticidade, algo que a Joaspar, detentora das marcas, calcula que o público de hoje valoriza muito. Cozinhar não precisa virar maratona de horas; em menos de 30 minutos, dá para montar uma farofa que vira protagonista do prato ou inspiração para um conteúno visual cheio de cores, fumaça, carne e conversa de churrasco .

  • Fraldinha e filé mignon puxam queda nos preços de carne para churrasco

    Fraldinha e filé mignon puxam queda nos preços de carne para churrasco

    Os amantes de um bom churrasco em São Paulo encontraram alívio no bolso em 2025. Cortes tradicionais e nobres da carne bovina, como fraldinha, filé mignon, picanha e costela, apresentaram quedas expressivas de preço ao longo do ano. Portanto, barateando a tradicional refeição.

    O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), levantamento da APAS (Associação Paulista de Supermercados) em parceria com a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), mapeou as reduções. A fraldinha liderou a baixa, com queda de 9,85% no período. O filé mignon vem em seguida, recuando 9,71%. A picanha registrou diminuição de 3,6%, e a costela, de 1,39%.

    De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, o comportamento dos preços refletiu a combinação entre a expansão das exportações e o fortalecimento da demanda, tanto no mercado interno quanto no externo.

    “Após um período inicial de preços mais altos, impulsionados pela forte demanda externa e pelo ciclo da pecuária, o mercado passou por ajustes ao longo do ano”, explicou Queiroz. O economista também destacou a resiliência do setor. Que se manteve estável mesmo após o anúncio de novas tarifas pelo governo de Donald Trump no início de agosto.

    A pesquisa consolida um cenário favorável para o consumidor paulista, que pode incluir cortes mais nobres no churrasco sem pesar tanto no orçamento doméstico.

  • IA vai ajudar a escolher a carne do churrasco

    IA vai ajudar a escolher a carne do churrasco

    Pesquisadores do Brasil, Canadá e Estados Unidos criaram um sistema de inteligência artificial (IA) que prevê a maciez e o percentual de gordura intramuscular da carne crua por meio de fotos tiradas com celular. O modelo usou 924 imagens de bifes bovinos e 514 de carne suína, capturadas em ambiente controlado com iluminação padrão, durante um ano de coleta coordenada pela equipe do pesquisador Márcio Duarte, da University of Guelph, no Canadá.

    A partir dessas imagens, o pesquisador João Dórea, da University of Wisconsin-Madison, liderou o desenvolvimento do projeto. O pesquisador Guilherme Lobato Menezes e Dário Oliveira, da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp), treinaram redes neurais capazes de analisar as fotos e prever a qualidade da carne. Cada imagem recebeu dados laboratoriais, como a força de cisalhamento, que indica a resistência ao corte, e o teor de gordura entre as fibras musculares.

    Categorias

    O modelo classificou cortes em categorias como “macia”, “intermediária” e “dura”, além de estimar valores numéricos exatos de maciez e gordura. A precisão do sistema mostrou-se superior à dos consumidores: ele acertou 76,5% das previsões para maciez na carne bovina, contra 46,7% dos participantes humanos. Para a carne suína, a IA atingiu 81,5% de acerto, enquanto a gordura intramuscular apresentou 77% e 79% de precisão nas carnes bovina e suína, respectivamente.

    “Estimamos o percentual de gordura intramuscular com grande precisão, algo essencial para definir a suculência e sabor da carne, e que o consumidor dificilmente avalia só olhando”, destacou Guilherme Menezes.

    Atualmente, o sistema funciona para cortes de contrafilé bovino e lombo suíno. Os pesquisadores planejam testar o modelo em outros cortes e diferentes condições. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de aplicativos que ajudem consumidores a escolher cortes de melhor qualidade na compra. Além de preservar transparência e justiça na precificação para a indústria.

    Para o pesquisador Dário Oliveira, da FGV EMAp, essa inovação pode transformar a cadeia produtiva da carne no Brasil. O país é um dos maiores produtores e exportadores mundiais do setor. Além de gerar impacto direto na vida das pessoas e na economia do país.

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