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  • Cerveja garantida: Brasil vai produzir quase 680 mil toneladas de cevada

    Cerveja garantida: Brasil vai produzir quase 680 mil toneladas de cevada

    A cerveja brasileira tem garantia de matéria-prima. O Paraná caminha para uma safra histórica de cevada em 2026, com projeção de 550 mil toneladas. Um volume que impulsiona diretamente a produção de malte e, consequentemente, de cerveja no país.

    Foto:Jaelson Lucas / AEN

    O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), divulgou nessa semana que o plantio já cobre 44% da área estimada para este ano. O avanço ocorre graças ao clima seco e à umidade adequada do solo nas últimas semanas.

    A área total de plantio deve alcançar 126 mil hectares. Ou seja, 21% superior aos 104 mil hectares cultivados em 2025. Trata-se da maior extensão já registrada no estado para a cultura da cevada.

    O Paraná concentra a maior produção nacional do grão, enquanto o Rio Grande do Sul ocupa o segundo lugar, com cerca de 100,4 mil toneladas estimadas. Juntos, os dois estados sustentam a base da cadeia cervejeira brasileira. O Brasil deve fechar 2026 com 678,7 mil toneladas de cevada, conforme estimativas do IBGE. Um crescimento de 7,2% sobre o volume de 2025.

    “O plantio evoluiu bem nessa semana porque tivemos um tempo mais seco, diferente de maio, quando as chuvas foram intensas. Mas essas chuvas de maio também foram importantes, porque disponibilizaram umidade no solo para que os trabalhos acontecessem de forma plena”, afirma Carlos Hugo Godinho, engenheiro agrônomo e analista do Deral.

    Por que a cevada importa para a cerveja brasileira

    A cevada é a principal matéria-prima do malte, ingrediente essencial em qualquer cerveja. O Brasil historicamente dependeu de importações do grão, especialmente da Argentina e do Uruguai, para abastecer as cervejarias nacionais. O crescimento da produção paranaense representa um passo relevante na redução dessa dependência e na consolidação de uma cadeia produtiva nacional mais robusta.

    O cenário positivo traz um alerta: o fenômeno El Niño pode provocar chuvas excessivas na primavera, período crítico para a qualidade dos grãos durante a colheita. O excesso de umidade nessa fase compromete a qualidade do grão para a produção de malte cervejeiro. Portanto, um risco que produtores e técnicos monitoram de perto.

  • Do campo à folia: como o agronegócio passa pela passarela do carnaval

    Do campo à folia: como o agronegócio passa pela passarela do carnaval

    Quando milhões de brasileiros saem às ruas para celebrar o Carnaval, poucos imaginam que por trás da festa mais popular do país existe uma complexa engrenagem agroindustrial. Os 41,4 milhões de consumidores que devem participar das festividades em 2026 não estão apenas curtindo música e alegria — estão movimentando uma cadeia produtiva que começa nos campos de cevada do Paraná e termina nos blocos de rua do Rio de Janeiro.

    Os números impressionam: a festa deve injetar cerca de R$ 6 bilhões na economia do Rio de Janeiro, com projeções nacionais que chegam a R$ 14,48 bilhões no setor de turismo. Mas o que poucos percebem é que boa parte desse montante retorna diretamente para o agronegócio brasileiro.

    A cerveja: o elo mais forte entre campo e folia

    Se existe um produto que simboliza a conexão entre agro e carnaval, esse produto é a cerveja. Em 2026, a cerveja liderou o volume de vendas no iFood durante o Carnaval, com 92,1 mil pedidos, apresentando crescimento de 26,7%. Entre as 10 bebidas mais consumidas no aplicativo, seis eram cervejas.

    Mas essa “queridinha” da folia esconde uma dependência crítica do agronegócio nacional. O Brasil produziu 15,34 bilhões de litros de cerveja em 2024, sendo o terceiro maior produtor mundial, atrás apenas de Estados Unidos e China. Desse total, aproximadamente 24,7% são de cerveja puro malte, enquanto o restante utiliza adjuntos cervejeiros como o milho — uma adaptação brasileira que equilibra custos e qualidade em clima tropical.

    O desafio da cevada nacional

    A produção brasileira de cevada tem crescido de forma consistente. Em 2024, o volume alcançou 438,4 mil toneladas, e para 2025 as projeções indicam um novo recorde de 516,5 mil toneladas. O Paraná lidera a produção nacional, concentrando 67,4% da safra.

    Apesar do crescimento, o Brasil ainda está longe da autossuficiência. A indústria cervejeira demanda cerca de 2,1 milhões de toneladas de malte anualmente, mas o país só produz em torno de 970 mil toneladas. A diferença? É importada, principalmente de países vizinhos da América do Sul.

    Em 2024, foi inaugurada a Maltaria Campos Gerais, em Ponta Grossa, com capacidade para produzir 240 mil toneladas de malte por ano, resultado de um investimento de R$ 1,6 bilhão de cooperativas paranaenses. A unidade atende exclusivamente Heineken e Ambev — gigantes que dominam o mercado carnavalesco.

    O que os foliões consomem: um retrato do agro brasileiro

    A pesquisa da CNDL/SPC Brasil revela o papel central dos produtos agroindustriais no Carnaval 2026. No ranking de consumo, lideram:

    • Água, sucos, energéticos ou chás (55%)
    • Cerveja/chopp (50%)
    • Comidas/lanches fora de casa (48%)
    • Refrigerantes (44%)
    • Itens para churrasco (43%)

    Refrigerantes e sucos dependem diretamente da cana-de-açúcar brasileira. Os itens para churrasco refletem o consumo de carne bovina, suína e de frango, setores onde o Brasil é potência global. Tudo isso movimenta o agronegócio em um período concentrado de poucos dias.

    Inflação da folia: quando o campo encarece a festa

    O custo do Carnaval tem crescido acima da inflação geral, e o agronegócio é parte dessa história. Nos últimos 12 meses até fevereiro de 2025, cervejas e chopps acumularam alta de 4,39% no Rio de Janeiro, 2,63% em Recife e 2,53% em Salvador.

    A cerveja teve aumento de 5,29% no acumulado de 12 meses, explicado pela alta do preço do milho, principal ingrediente, e também pela alta do dólar, que encarece os insumos importados. Refrigerantes seguiram trajetória similar, com alta de 6,74%, impulsionada pelo açúcar, commodity que oscila conforme safras e mercado internacional.

    Águas e refrigerantes também registraram altas significativas: Recife (5,88%), Salvador (4,88%), Rio de Janeiro (4,43%).

    Patrocínio corporativo: o agro financia a cultura

    Além de fornecer produtos, o agronegócio é um dos principais patrocinadores diretos do Carnaval. A Ambev, maior cervejaria do país e um dos maiores compradores de cevada e milho nacionais, investiu mais de R$ 10 bilhões nos últimos três anos em suas operações no Brasil.

    Em 2026, a Skol retornou como patrocinadora oficial do Carnaval de São Paulo após seis anos, enquanto Brahma mantém presença em Salvador, Rio e São Paulo. A estratégia é clara: a Ambev trata o Carnaval como território cultural central, conectando consumo de bebidas à identidade nacional.

    Outras empresas do setor seguem o mesmo caminho. A Xeque Mate, cervejaria independente, projeta crescimento de 20% na produção entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, e reforça apoio a blocos em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

    O retorno econômico: cultura vale mais que indústria

    Estudos recentes mostram que o investimento em cultura, e o Carnaval é seu maior expoente. Pois gera retorno econômico superior ao de setores tradicionais. Para cada real investido em cultura, o retorno pode chegar a R$ 7,59 em empregos e renda. Em comparação, o mesmo investimento na indústria de automóveis e caminhões gera um impacto multiplicador de R$ 3,76.

    A economista Mariana Mazzucato, que lidera pesquisa da University College London sobre o tema, é enfática: “O investimento público em artes e cultura contribui muito mais para a economia do que grande parte da indústria manufatureira tradicional”.

    Esse efeito multiplicador beneficia diretamente o agronegócio. A cada litro de cerveja vendido, a cada churrasco consumido, a cada suco de frutas servido, há produtores rurais, cooperativas, transportadores e distribuidores recebendo sua parte.

    O futuro da relação agro-carnaval

    O principal desafio é aumentar a autossuficiência na produção de cevada. Pesquisadores da Embrapa Trigo apontam que questões climáticas e logísticas ainda limitam a expansão. No Rio Grande do Sul, o excesso de chuvas pode comprometer a qualidade do grão. No Cerrado, as condições climáticas são boas, mas as áreas já estão ocupadas por culturas mais rentáveis.

    A solução pode estar na expansão da irrigação. Entre 1960 e 2017, as áreas irrigadas no Brasil passaram de 500 mil hectares para 6,7 milhões de hectares, um aumento de 1.340%. Se esse ritmo se mantiver, a produção de cevada no Brasil Central pode viabilizar a autossuficiência.

    Outro caminho é a diversificação. A Ambev e outras cervejarias investem em pesquisa genética para desenvolver cultivares mais adaptadas ao clima brasileiro. A produção de cerveja sem álcool cresceu 536,9% entre 2023 e 2024, saltando de 118,9 milhões de litros para 757,4 milhões de litros, abrindo novos mercados.

    Cerveja é agro, carnaval é economia

    A frase do presidente-executivo do Sindicerv resume bem a relação: “Cerveja é agro, emprego, renda, diversidade, cultura e gastronomia. Cerveja é Brasil”.

    O Carnaval 2026 não é apenas a maior festa popular do país. É um laboratório econômico em escala real, que testa a capacidade produtiva do agronegócio brasileiro, revela gargalos na cadeia de suprimentos e evidencia oportunidades de crescimento.

    Quando os blocos desfilarem pelas ruas e as escolas de samba encantarem a Sapucaí, o campo estará presente. Seja nacerveja gelada, no churrasco compartilhado, no suco de frutas, no refrigerante. A maior festa do Brasil é, também, uma das maiores vitrines do agronegócio nacional.

  • Rio Grande do Sul inicia colheita da canola

    Rio Grande do Sul inicia colheita da canola

    O Rio Grande do Sul deu início à colheita da canola com perspectivas positivas para a safra 2024/2025. A Emater/RS-Ascar divulgou nesta quinta-feira (25/09) que 3% das lavouras já foram colhidas, enquanto 87% permanecem na fase de floração e enchimento de síliquas.

    As condições climáticas favorecem o desenvolvimento da cultura. A boa disponibilidade de radiação solar e as temperaturas amenas beneficiaram o florescimento e a formação das síliquas. O estado nutricional das lavouras apresenta-se adequado em toda a região produtora.

    A área cultivada alcança 203.206 hectares, com produtividade projetada de 1.737 kg/ha. Os produtores mantêm o manejo preventivo com fungicidas e inseticidas, especialmente nas áreas em florescimento.

    Na região de Frederico Westphalen, 20% da área encontra-se em florescimento. Outros 70% estão em enchimento de grãos, 8% em maturação e 2% já colhidos. A produtividade projetada atinge 1.600 kg/ha.

    A região de Ijuí apresenta 75% das lavouras em granação, 3% em maturação e 2% colhidas. O rendimento varia entre 1.800 e 2.100 kg/ha. Em Santa Rosa, 12% dos cultivos estão em floração, 65% em enchimento de grãos, 20% em maturação e 3% colhidos.

    Trigo enfrenta desafios após chuvas intensas

    As lavouras de trigo gaúchas mantêm desenvolvimento satisfatório, apesar da variabilidade climática regional. As chuvas volumosas do último fim de semana (20 e 21/09) geraram apreensão entre os produtores.

    Os produtores intensificaram o manejo fitossanitário após o período de molhamento prolongado. As aplicações de fungicidas aumentaram para prevenir doenças nas áreas em floração e enchimento de grãos.

    Atualmente, 35% das lavouras estão em floração e outros 35% em enchimento de grãos. O restante divide-se entre desenvolvimento vegetativo (25%) e maturação (5%). A área cultivada atinge 1.198.276 hectares, com produtividade estimada em 2.997 kg/ha.

    Aveia-branca e cevada mantêm perspectivas positivas

    A aveia-branca beneficia-se da alternância entre dias ensolarados e precipitações regulares. Contudo, o excesso hídrico aumentou a pressão de doenças fúngicas e pragas.

    O quadro fenológico mostra 10% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 25% em floração, 42% em enchimento de grãos, 17% em maturação e 6% colhidas. A área projetada alcança 401.273 hectares, com produtividade de 2.254 kg/ha.

    A cevada apresenta desenvolvimento adequado, favorecida pelas condições climáticas recentes. Do total cultivado, 37% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 36% em florescimento e 27% em enchimento de grãos.

  • Paraná prevê safra recorde de milho em 2025

    Paraná prevê safra recorde de milho em 2025

    Mesmo com perdas climáticas, o Paraná deve colher a maior safra de milho da história. A estimativa da safra 2024/25 alcança 16,15 milhões de toneladas na segunda safra. A previsão é do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do Paraná.

    Somadas a primeira e a segunda safras, a produção deve ultrapassar 18,1 milhões de toneladas. O volume supera o recorde anterior, registrado em 2016/17. Os dados fazem parte da Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (29).

    A segunda safra de milho já foi 100% plantada. A área cultivada é 7,4% maior que a do ciclo anterior, totalizando 2,72 milhões de hectares. A ampliação da área reflete a confiança dos produtores mesmo com os riscos climáticos.

    A colheita da primeira safra foi concluída na semana passada. Apesar da redução de 8% na área plantada, a produtividade surpreendeu. Foram colhidos cerca de 10,8 mil quilos por hectare, a maior média já registrada no Estado. O resultado garantiu quase 3 milhões de toneladas, mesmo com a diminuição de área de 298,2 mil para 274,5 mil hectares.

    Produção de cevada cresce 39%

    A cevada também apresenta perspectivas positivas. O plantio atingiu 31% da área prevista, estimada em 94,3 mil hectares — 17% acima do ciclo anterior. A expectativa é colher 411,5 mil toneladas, um aumento de 39% em relação ao ano passado. Guarapuava, principal polo da cultura, deve acelerar o plantio nos próximos dias.

    Café se recupera da seca

    O café mostra sinais de recuperação após os impactos da seca em 2023. A estimativa para 2025 é de 42,8 mil toneladas, um crescimento de 6% sobre a última safra. O avanço reforça o otimismo do setor, que começa a retomar estabilidade.

    Trigo pode render 2,73 milhões de toneladas

    O trigo também registra boas projeções, mesmo com redução na área plantada. A expectativa é colher 2,73 milhões de toneladas, 19% a mais que a safra anterior. A área plantada caiu de 1,13 milhão para 849,8 mil hectares. Ainda assim, 96% das lavouras estão em boas condições. Se o clima continuar favorável, a produtividade pode atingir 3,2 mil quilos por hectare.

    Feijão sofre com seca e pragas

    A segunda safra de feijão enfrenta dificuldades. A estiagem e o ataque da mosca branca reduziram o potencial produtivo. A colheita, que já passou da metade, deve alcançar 534 mil toneladas. O volume representa queda de 22% em relação ao ano anterior. A área também encolheu 25%, somando 328,5 mil hectares.

    Boletim destaca frutas e proteína animal

    O Deral também divulgou o Boletim de Conjuntura Agropecuária. O documento traz dados sobre a produção de banana, laranja, grãos e proteína animal. As informações ajudam produtores e agentes do setor a acompanhar o desempenho das cadeias produtivas.

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  • Safra de inverno promete recorde de produtividade

    Safra de inverno promete recorde de produtividade

    A safra de inverno 2024/2025 em Santa Catarina deve ter resultados superiores à safra anterior, de acordo com as estimativas iniciais divulgadas pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Embora a área plantada de alho, cebola, trigo, e cevada tenha diminuído em relação à safra passada, a perspectiva é de um aumento significativo na produtividade de todos os produtos.

    O crescimento da produtividade é esperado devido à perspectiva de uma safra com menos intercorrência, de acordo com, João Alves, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa. O excesso de chuva, que afetou negativamente a safra anterior não deve se repetir esse ano. Além disso, Alves destaca que essas estimativas são baseadas no histórico das safras catarinenses e no levantamento das intenções dos produtores.

    O presidente da Epagri, Dirceu Leite, enaltece o trabalho da Epagri/Cepa no monitoramento das safras. “Temos o compromisso de divulgar dados corretos e confiáveis. São informações importantes para que o agricultor possa tomar decisões com maior assertividade”, diz ele.

    Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, esses números são fundamentais para fornecer subsídios ao Governo de Santa Catarina na formulação de políticas públicas. “Nós contamos, atualmente, com vários programas para melhorar a produção no campo, como é o caso do incentivo ao cultivo de cereais de inverno. Basta que as pessoas busquem na Epagri informações para receber esses benefícios”, esclarece Collato.

    Trigo

    O trigo deve manter sua posição como o principal cereal de inverno cultivado em Santa Catarina. Entretanto, a área plantada é prevista para chegar a 125,3 mil hectares, uma redução de 9% em relação à safra anterior.

    Foto: Divulgação/Epagri – Nilson Teixeira

    No entanto, a produtividade total deve aumentar, com uma estimativa de 3,45 mil quilos por hectare, 54% maior do que a produtividade registrada na safra anterior. Isso resultaria em uma produção total de 432,6 mil toneladas, um crescimento de 41% na comparação com a safra anterior.

    Aveia

    A áera plantada de aveia deve crescer 3% e deve chegar a 30,5 mil hectares. As estimativas iniciais apontam para um crescimento significativo tanto da produtividade como da produção total. Devem ser colhidas, no Estado, 45,46 mil toneladas de aveia, uma produtividade de quase 1,5 mil quilos por hectare, o que representa, respectivamente, um aumento de 33% e 29% na comparação com a safra anterior.

    Cevada

    A cevada deve ter uma redução de 37% na área plantada. A expectativa é que sejam plantados 964 hectares de cevada em Santa Catarina, quantidade 37% menor do que na safra anterior.

    A produtividade deve ter um crescimento de 34% e chegar a 3,5 mil quilos por hectare. A produção total será de 3,4 mil toneladas, 15% menor do que na safra de inverno anterior, caso a estimativa se confirme.

    Alho e Cebola

    A safra de alho e cebola teve uma quebra significativa na safra anterior devido a problemas climáticos. Agora, a perspectiva é de um resultado melhor. Embora a área plantada com alho tenha uma redução significativa, a produtividade deve chegar a 10,5 mil quilos por hectare, crescimento de 44%.

    Foto: Divulgação/Epagri

    No entanto, a produção total deve ter redução de 15% na comparação com a safra anterior. A produção de cebola, por sua vez, deve aumentar e chegar a 521 mil toneladas na safra atual, o que é 29% a mais do que o registrado na safra 2023/2024.

    O principal motivo é a estimativa de um aumento da produtividade na ordem de 37%, ou seja, quase 30 mil quilos por hectare. A perspectiva é que a área plantada fique um pouco abaixo dos 17,4 mil hectares, redução de 6% na comparação com a safra anterior.

    A safra de inverno 2024/2025 em Santa Catarina apresenta uma perspectiva positiva, com um crescimento significativo na produtividade de todos os produtos, apesar da redução na área plantada.