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  • Filhote de onça-pintada resgatado no Amazonas segue para reabilitação

    Filhote de onça-pintada resgatado no Amazonas segue para reabilitação

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) transferiu no dia 7 de maio um filhote de onça-pintada (Panthera onca) do Amazonas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Brasília (DF). O animal, resgatado na zona rural de Itacoatiara (AM), permanecerá em quarentena e passará por novas avaliações clínicas e comportamentais. O objetivo é verificar se ele reúne condições para uma futura soltura na natureza.

    Moradores da região, a Superintendência do Ibama no Amazonas, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Itacoatiara, o Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) e a companhia aérea Latam atuaram em conjunto no resgate, recuperação inicial e transporte do felino.

    A secretaria municipal prestou os primeiros atendimentos ao animal, oferecendo alimentação e hidratação emergenciais antes de enviá-lo para Manaus.

    Quando chegou ao Cetas Manaus, uma equipe técnica do Ibama, junto com profissionais do Zoológico do Cigs (Exército Brasileiro), realizou exames clínicos. Os testes revelaram que se tratava de um macho. Ele apresentava desidratação, baixo peso corporal, proeminência óssea acentuada e miíase (infestação por larvas) na pata traseira esquerda. A equipe também coletou amostras de sangue, fez exames laboratoriais e avaliação radiográfica.

    Melhora

    O Zoológico do Cigs assumiu os cuidados especializados do filhote. Durante o acompanhamento, o animal recuperou-se progressivamente: seu peso subiu de 8 kg para 22 kg.

    Equipe envolvida na operação de traslado do animal . Foto: Divulgação/Ibama

    A Latam forneceu o apoio logístico para a transferência aérea a Brasília. No Cetas Brasília, uma equipe do Ibama dará continuidade ao monitoramento clínico e comportamental da onça-pintada. Os técnicos avaliarão se o animal pode integrar um programa de reabilitação que permita sua futura soltura em ambiente natural, desde que as condições clínicas e comportamentais se mostrem adequadas.

  • Centro de Triagem reabilita animais vítimas de queimadas e tráfico

    Centro de Triagem reabilita animais vítimas de queimadas e tráfico

    O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), mantido pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh), atua na recuperação de espécies afetadas pelas queimadas e pelo tráfico de fauna. Localizado em Teresina, o espaço abriga atualmente cerca de 200 animais silvestres em diferentes estágios de reabilitação.

    Gato-palheiro. Foto: Ascom Semarh

    Entre os pacientes em tratamento intensivo estão um filhote de gato-mourisco, um gato-palheiro, dois jabutis e uma jovem onça-parda batizada de Nazaré, que se tornou símbolo de sobrevivência após os incêndios registrados neste ano. Resgatada com sinais de desnutrição e exaustão, a onça é acompanhada diariamente por uma equipe técnica multidisciplinar.

    “Quando Nazaré chegou, pesava bem menos do que o ideal. Hoje já conseguimos ver nela o brilho de quem está se recuperando. É um trabalho diário que exige técnica, paciência e muito afeto”, explica a gerente de Fauna e Proteção Animal da Semarh, Danielle Melo.

    O centro funciona como um hospital e núcleo de readaptação, com estrutura voltada ao resgate, triagem e tratamento clínico. Veterinários e biólogos trabalham para devolver à natureza animais que perderam o rumo após o fogo ou sofreram maus-tratos. Segundo Danielle, cada caso é um alerta sobre a importância de prevenir incêndios florestais.

    O trabalho do Cetas é, ao mesmo tempo, técnico e humano. A estrutura do centro, em Teresina, é especializada em triagem, tratamento e reabilitação de animais silvestres. Gato-mourisco. Foto: Ascom Semarh

    “Nem sempre conseguimos reintroduzir todos os animais, mas cada vida salva reforça a urgência de combater as causas dos incêndios e não apenas as chamas”, destaca.

    Trabalho contínuo

    Além das ações técnicas, o Cetas mantém um trabalho contínuo de educação ambiental e conscientização sobre o tráfico de animais silvestres no estado. “O que fazemos aqui é devolver dignidade. Esses animais não escolheram estar no fogo, mas podemos escolher cuidar deles com responsabilidade”, completa a gestora.

    Atualmente, quase 200 animais estão no local passando por algum tipo de reabilitação para retornar à natureza. Foto: Ascom Semarh
  • Operação Vidas Livres resgata 85 aves silvestres do tráfico na Paraíba

    Operação Vidas Livres resgata 85 aves silvestres do tráfico na Paraíba

    Em uma ação de fiscalização no último domingo (18), o Ibama, com apoio do Batalhão da Polícia Ambiental da Paraíba (BpambPB), resgatou 85 aves silvestres que criminosos vendiam ilegalmente em uma feira livre em João Pessoa (PB). Entre as espécies apreendidas estavam azulão, papa-capim, corda-negra e galo-de-campina.

    Os agentes do Ibama apreenderam diversas aves, além de gaiolas e armadilhas. Foto: Divulgação/Ibama

    Os animais estavam em gaiolas pequenas, em condições precárias e sem cuidados, configurando maus-tratos. Além das aves, os agentes encontraram 14 armadilhas usadas para captura.

    Combate ao tráfico de animais silvestres

    A Operação Vidas Livres é uma iniciativa nacional do Ibama para coibir o comércio ilegal de animais. Geandro Guerreiro Pantoja, superintendente substituto do Ibama na Paraíba, explica que a ação partiu de um levantamento de inteligência que identificou os principais traficantes da região.

    OA Polícia Civil levou os infratores à delegacia, onde eles responderão por tráfico de animais silvestres e maus-tratos. As penas previstas incluem multas e até um ano de prisão. Com possibilidade de aumento caso as espécies envolvidas sejam raras ou estejam ameaçadas de extinção, conforme estabelece a Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998).

    As equipes encaminharam as aves resgatadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em João Pessoa. Lá, passarão por avaliação veterinária e reabilitação antes de voltarem à natureza.

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  • Jaguatirica resgatada no Pará chega ao Ibama para reabilitação

    Jaguatirica resgatada no Pará chega ao Ibama para reabilitação

    Uma jaguatirica resgatada de cativeiro ilegal em uma fazenda de Uruará, no Pará, chegou ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama. O felino, explorado por uma influenciadora digital em vídeos nas redes sociais, apresentava graves problemas de saúde, incluindo desnutrição, parasitas e lesões.

     

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    Uma publicação compartilhada por Ibama (@ibamagov)

    Ao ser avaliada pela equipe do Ibama, a jaguatirica revelou um quadro alarmante:

    • Desnutrição severa e perda de pelos;
    • Infestação por parasitas, como bicho-de-pé nas patas;
    • Lesão óssea na pata dianteira esquerda, possivelmente por trauma ou deficiência nutricional;
    • Perda dos caninos do lado esquerdo.

    A influenciadora publicou vídeos que exibiam o animal em situações incompatíveis com seu comportamento natural, como estar no colo da mulher, interagir com cães, gatos, galinhas e até um cavalo, além de receber uma alimentação inadequada. Alguns desses animais domésticos apresentavam sinais de leishmaniose, uma doença grave que pode ser transmitida a humanos e a outros animais.

    Riscos à saúde pública e ambiental

    A coordenadora de Conservação da Fauna do Ibama, Juliana Junqueira, alertou:

    “A exposição a animais domésticos e a alimentação incorreta agravaram o estado de saúde da jaguatirica. Além dos danos físicos, houve alteração comportamental, comprometendo seus instintos naturais.”

    Animal perdeu dois caninos, possivelmente por deficiência nutricional. Foto: Tony Aquino/Ascom-Ibama

    A equipe do Cetas fará exames clínicos e laboratoriais para detectar doenças infecciosas e zoonoses (doenças transmitidas entre animais e humanos). O protocolo de reabilitação inclui tratamentos médicos e treinamentos para restaurar comportamentos selvagens, visando à reintrodução na natureza, se possível.

    Apreensão e penalidades

    A ação ocorreu após denúncia de que a influenciadora usava a imagem do animal para monetização nas redes sociais. Durante a operação, a jaguatirica foi encontrada escondida em um guarda-roupa.

    A Justiça aplicou multa de R$ 10 mil à autora com base na Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998), que proíbe a posse ilegal e a exploração de fauna silvestre. Além disso, determinou a remoção dos vídeos das plataformas digitais, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.

    O Ibama reforça a importância de não compartilhar conteúdos que incentivem a posse irregular de animais silvestres. “A busca por likes não justifica o sofrimento de espécies protegidas. Denuncie!”, destacou Juliana.

    Enquanto a jaguatirica se recupera, autoridades ambientais investigam se outros animais da propriedade precisam de resgate. O caso expõe os perigos do tráfico de fauna e da humanização de espécies selvagens.

    Para denúncias: Disque Ibama 0800 61 8080 ou use o aplicativo Linha Verde.

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