Tag: cervejaria

  • Cervejaria do interior conquista prêmio internacional com cerveja de trigo

    Cervejaria do interior conquista prêmio internacional com cerveja de trigo

    A cervejaria Ashby, de Amparo, no interior de São Paulo, conquistou medalha de prata com a Ashby Weiss na Copa Cervecera Mitad del Mundo, considerada a principal competição de cervejas artesanais do Equador. O resultado integra a lista de vencedores da décima edição do evento, divulgada recentemente.

    Fundada em 1993, a Ashby atua como uma das pioneiras na produção de cervejas especiais no Brasil. Com mais de três décadas de mercado, a marca acumula premiações nacionais e internacionais, consolidando sua presença no setor.

    A Copa Cervecera Mitad del Mundo reúne cervejarias de diversos países da América Latina e conta com avaliação de jurados especializados, incluindo profissionais internacionais do segmento cervejeiro. A premiação ocorre tradicionalmente durante o verão equatoriano.

    Clássica

    Inspirada nas receitas clássicas da Baviera, na Alemanha, a Ashby Weiss utiliza maltes de trigo e cevada em sua composição. A cerveja não passa por filtragem, característica típica do estilo Weissbier, o que garante aparência turva e presença de leveduras no fundo da garrafa.

    Cerveja Ashby Weiss
    Foto: Divulgação Ashby

    No perfil sensorial, a bebida apresenta sabor levemente adocicado, com baixo amargor e presença marcante de especiarias. No aroma, destacam-se notas de cravo e banana, características tradicionais do estilo. A recomendação de consumo inclui o uso do copo Weizen, com capacidade mínima de 500 ml, ideal para servir toda a garrafa e preservar a experiência sensorial.

    O estilo Weissbier surgiu na Alemanha, no século XV, associado a uma família nobre da Baviera. O nome deriva do alemão, em que “Weiss” significa branco e “bier”, cerveja. E é uma referência à coloração mais clara em comparação a outros estilos da época. Com a imigração alemã para o Brasil, especialmente para a região Sul, o estilo se popularizou e ganhou versões nacionais.

    Além da recente medalha de prata, a Ashby Weiss já acumula mais de dez premiações internacionais, incluindo medalha de ouro na edição de 2024 da mesma competição. A cerveja harmoniza com pratos condimentados, já que a alta carbonatação contribui para limpar o paladar entre as degustações.

    Segundo Scott Ashby, fundador da cervejaria, a inspiração para a receita veio das tradicionais cervejarias do sul da Alemanha. “Buscamos referência nas grandes cervejarias da Baviera e desenvolvemos uma receita autêntica. Mesmo competindo com rótulos renomados de diversos países, conquistamos essa medalha e mostramos que o Brasil tem qualidade no setor cervejeiro”, afirma.

  • Cerveja brasileira maturada em castanheira vence Copa do Mundo da Cerveja nos EUA

    Cerveja brasileira maturada em castanheira vence Copa do Mundo da Cerveja nos EUA

    A Daoravida Brewpub, cervejaria de Campinas (SP), conquistou medalha de ouro no World Beer Cup 2026, realizado nos Estados Unidos, com a cerveja Terminus 2026. A premiação ocorreu na categoria Wood-and-Barrel-Aged Strong Beer, uma das mais disputadas da competição. Conhecida como a Copa do Mundo da Cerveja, o evento reuniu 8.166 amostras de 1.644 cervejarias de 50 países.

    Wagner Falci e Michele Gimenez, sócios da Daoravida Brewpub na cerimôina de premiação. Foto: Divulgação Daoravida

    A Terminus 2026 tem como diferencial a maturação em barris de castanheira, madeira nativa do Brasil. No copo, a cerveja entrega notas de caramelo, toffee, rapadura, frutas secas e chocolate amargo, complementadas por nuances da castanheira ( castanhas, amêndoas torradas e um leve caráter resinoso). O corpo alto e a textura aveludada dão espaço a um final longo, com equilíbrio entre a doçura inicial, o calor alcoólico e o toque seco da madeira.

    “Vencer em uma das categorias mais disputadas do mundo usando uma madeira do Brasil reafirma a nossa identidade e mostra que o país já tem uma assinatura sensorial potente e respeitada lá fora”, diz Wagner Falci, co-fundador e cervejeiro da Daoravida.

    O Grand Slam da cerveja

    O ouro nos Estados Unidos completa uma trajetória que o projeto Terminus iniciou em 2021. As duas últimas safras acumularam medalhas nos quatro “Grand Slam” da cerveja,as competições mais relevantes do mundo. São elas: World Beer Cup, World Beer Awards, European Beer Star e Brussels Beer Challenge. Desde 2022, a Terminus recebe prêmios em praticamente todos os concursos dos quais participa, incluindo a Copa Guarani de Cervezas e o Concurso Brasileiro de Cervejas.

    No Concurso Brasileiro de Cervejas mais recente, a Terminus 2025 conquistou bronze e prata. E a Terminus 2026 levou o ouro na mesma categoria, superando a edição anterior do próprio projeto.

    Michele Gimenez, co-fundadora da Daoravida. Foto: Divulgação Daoravida

    “Nossa cerveja mais premiada até então foi superada pela nova safra. Isso mostra que o projeto continua evoluindo”, comemora Michele Gimenez, co-fundadora da Daoravida.

    A conquista reforça que a excelência técnica independe do tamanho da fábrica. Operando no modelo de brewpub, um bar que produz a própria cerveja, a Daoravida superou estruturas industriais de diferentes nações e traz visibilidade internacional para as cervejarias independentes brasileiras.

    Sobre o World Beer Cup

    A Brewers Association fundou o World Beer Cup em 1996. Hoje o evento representa a maior competição cervejeira do planeta e avalia as amostras às cegas. Em 2026, ao completar 30 anos, o concurso recebeu 8.166 inscrições, com 255 jurados, 128 internacionais, de 37 países, ao longo de 14 sessões em sete dias.

    Foto: Divulgação Daoravida

    O Brasil chegou à quinta posição entre os países com mais amostras inscritas, com 164 cervejas de 37 cervejarias.

  • Sorgo vira matéria-prima de cerveja artesanal sem glúten

    Sorgo vira matéria-prima de cerveja artesanal sem glúten

    O brasileiro bebe, em média, 69 litros de cerveja por ano. Com o aumento da conscientização sobre a doença celíaca, cresce também a demanda por cervejas artesanais sem glúten. E cervejarias buscam substituir trigo e cevada por ingredientes alternativos como arroz, milho, milheto e, mais recentemente, o sorgo. Nutritivos, sustentáveis e capazes de gerar novos sabores, esses grãos impulsionam o potencial de crescimento desse nicho de mercado.

    Para explorar esse cenário, a Advanta Seeds Brasil firmou parceria técnica com a cervejaria paulista X Craft Beer e desenvolveu um lote experimental de cerveja à base de sorgo. Com receita exclusiva, o projeto comprova, na prática, a versatilidade do cereal como ingrediente estratégico para a indústria de bebidas.

    Mudar a percepção do sorgo

    O principal objetivo da iniciativa foi demonstrar o potencial técnico e sensorial do grão ancestral, ampliando sua percepção além dos usos tradicionais. Aline Silva, responsável pela área de inteligência de mercado da Advanta, explica a motivação: “O sorgo ainda é muito associado a uma cultura secundária, utilizada em safrinha, com destinação a ração ou biocombustíveis. Com essa iniciativa, buscamos provocar uma mudança de percepção, mostrando que ele também pode ser protagonista em produtos inovadores, conectando agricultura, indústria e consumidor final.”

    A cerveja experimental não está disponível comercialmente, mas cumpre seu papel como demonstração técnica das possibilidades do cereal.

    Parceria nasceu em evento do agronegócio

    Presente na história da humanidade há milênios, o sorgo já serve de base para bebidas fermentadas em regiões da África e da Ásia. No Brasil, a ideia de produzir uma cerveja com o grão era um projeto antigo da Advanta, inspirado em uma iniciativa realizada pela empresa na Argentina. E encontrou o momento ideal para tomar forma após a conexão com a X Craft Beer em um evento do agronegócio em São Paulo.

    A X Craft Beer atua há 12 anos no mercado, possui fábrica própria há cinco e conta com um portfólio de mais de 30 rótulos registrados. Alexandre Lewis Xerxenevsky, cervejeiro com 16 anos de experiência e formação no Canadá e nos Estados Unidos, lidera a empresa e assumiu o desafio técnico do projeto.

    Desafio técnico exigiu processo específico

    A parceria resultou em uma cerveja experimental com mais de 50% de sorgo não maltado. A meta é chegar a um produto final com 100% do cereal. “Esse projeto vai além do produto: trata de inovação e sustentabilidade. Ao explorar o sorgo em uma bebida artesanal moderna, unimos tradição e tecnologia, valorizando um grão com herança cultural e grande potencial para cadeias produtivas sustentáveis”, destaca Aline.

    O processo utilizou condução enzimática e técnicas modernas de brassagem. Xerxenevsky explica o desafio: “O sorgo não maltado não possui naturalmente as enzimas necessárias para converter o amido em açúcares fermentáveis. Foi preciso desenvolver um processo específico, com controle rigoroso de temperatura, pH e uso de enzimas, garantindo eficiência na conversão e qualidade final da cerveja.”

    Para o estilo, o cervejeiro optou por uma Pale Ale com lúpulos americanos e adição mínima de cevada. “O resultado foi surpreendente. Chegamos a uma cerveja leve, refrescante, com baixo teor alcoólico e características únicas de aroma e sabor”, afirma.

    Receptividade positiva abre caminho para novos lotes

    Os primeiros lotes chegaram a colaboradores, parceiros e fornecedores durante eventos da Advanta e geraram receptividade positiva, incluindo pedidos por novas produções.

    Foto: Divulgação

    Aline ressalta que a intenção da empresa não é entrar no mercado de bebidas em escala, mas sim movimentar a cadeia produtiva. “Demonstramos que, quando a indústria identifica oportunidades, é possível desenvolver produtos inovadores e diferenciados. Além disso, o sorgo representa uma alternativa interessante para o público que busca opções sem glúten mais acessíveis e de qualidade”, conclui.

  • Cervejaria brasileira celebra marca histórica de 100 medalhas em competições internacionais

    Cervejaria brasileira celebra marca histórica de 100 medalhas em competições internacionais

    A cervejaria Ashby, fundada em 1993 na região de Amparo, interior de São Paulo, acaba de atingir um marco expressivo no mercado cervejeiro. 100 medalhas conquistadas em premiações nacionais e internacionais. A empresa, criada pelo físico americano Scott Ashby, surgiu com a missão de apresentar aos brasileiros a diversidade de estilos de cerveja além do convencional encontrado nos supermercados.

    O setor cervejeiro brasileiro vive momento de expansão. Dados do Anuário da Cerveja 2025 mostram que o país chegou a 1.949 cervejarias em 2024, com a abertura de 102 novos estabelecimentos. Crescimento de 5,5% em relação a 2023. Segundo o Relatório Global de Consumo de Cerveja da Kirin Holdings, os brasileiros consomem 14,9 bilhões de litros por ano, média de 69,3 litros por pessoa.

    Conquistas internacionais colocam Brasil no mapa cervejeiro

    Em 2025, a Ashby recebeu 37 medalhas em diferentes competições. No European Beer Challenge, principal concurso cervejeiro da Europa, a marca garantiu sete premiações, incluindo três Ouro Duplo, o mais alto reconhecimento do evento.

    Destaque também para o World Beer Awards 2025, realizado em Londres, onde a Ashby conquistou nove medalhas. A Ashby British Strong Ale levou o título de melhor cerveja do mundo na categoria Bitter com mais de 5,5% de teor alcoólico. O feito ganha relevância por se tratar de uma cerveja tipicamente inglesa premiada justamente no país de origem do estilo.

    “Alguns consumidores brasileiros ainda hesitam em comprar bebidas nacionais e preferem marcas internacionais. Quando veem no rótulo que uma cerveja brasileira já foi premiada, isso funciona como um atestado de qualidade e eles experimentam”, explica Scott Ashby, fundador da cervejaria.

    Expansão e reconhecimento

    A Ashby opera atualmente com uma fábrica em Amparo, loja online e mais de 100 distribuidores espalhados por São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A empresa planeja ampliar a presença física com novas lojas na capital e interior paulista, além de continuar participando de competições mundiais.

    “O mundo inteiro está de olho no Brasil. As produções nacionais vêm recebendo prêmios em eventos renomados internacionalmente, e isso inclui as cervejas brasileiras, que ajudam a mostrar o potencial do nosso país”, completa Scott.

  • Cervejaria artesanal de Santos recebe selo Carbono Neutro inédito no estado

    Cervejaria artesanal de Santos recebe selo Carbono Neutro inédito no estado

    A Santos Cervejeiros se tornará a primeira cervejaria artesanal do Estado de São Paulo a receber o selo Carbono Neutro, certificação que atesta a compensação integral das emissões de gases de efeito estufa (GEE) nas operações da empresa.

    A entrega oficial acontece na próxima terça-feira (28), às 16h, na fábrica-bar da marca, localizada na Rua Santos Dumont, 78, bairro Macuco. E contará com presença a do secretário municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello.

    Neutralização de 32 toneladas de CO₂e

    A certificação é resultado de auditoria conduzida pela AKVO ESG, startup especializada em medição e compensação de carbono. O processo validou a neutralização de aproximadamente 32 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) geradas pela operação da cervejaria ao longo do período avaliado.

    A análise abrangeu emissões diretas e indiretas (escopos 1 e 2) e parte das emissões relacionadas ao transporte (escopo 3), incluindo consumo de energia, uso de gás e logística de insumos e resíduos. A compensação foi realizada por meio de créditos de carbono certificados, resultando em impacto líquido zero.

    Práticas sustentáveis na produção artesanal

    Desde 2024, a Santos Cervejeiros implementou programa contínuo de sustentabilidade com foco na redução da pegada ambiental. Entre as iniciativas adotadas estão o reaproveitamento de resíduos orgânicos e grãos de malte para panificação artesanal e compostagem, diminuindo significativamente o envio de materiais a aterros sanitários.

    A empresa também utiliza parte da energia elétrica proveniente de fonte solar por meio de assinatura, contribuindo para a redução das emissões no processo produtivo. “Ser carbono neutro vai muito além de obter um selo. É a comprovação de que é possível crescer sem perder a essência artesanal. E sem abrir mão da responsabilidade ambiental”, afirma Mariana Nogueira, sócia e gerente de marketing da cervejaria.

    O reconhecimento chega em momento estratégico para o município. Segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP), Santos ocupa a primeira posição no ranking nacional de sustentabilidade, entre 404 municípios avaliados com base em indicadores ESG (ambientais, sociais e de governança corporativa).

    Tradição artesanal e inovação

    Fundada pelo mestre cervejeiro Jefferson Omelczuk, em parceria com Wilber Gadi e Mariana Nogueira, a Santos Cervejeiros produz entre 1.800 e 2.000 litros mensais, com maturações que variam de 30 a 40 dias. O portfólio conta com mais de 20 estilos, incluindo Pilsen, American IPA, Berliner Weisse, Dortmunder, Maibock, Australian Sparkling Ale, Red Rye Ale, Belgian Blond, English Porter e Weiss.

    Entre as criações recentes destaca-se o chope de vinho branco, primeiro do tipo produzido no Estado de São Paulo, e a cerveja Maibock, inspirada na primavera alemã, com notas marcantes de malte e aroma equilibrado de lúpulo. “Cada ingrediente abre novas possibilidades. Nenhuma receita é apenas técnica; cada criação nasce com propósito e afeto”, explica Wilber Gadi, químico e responsável técnico pela produção.

    Expansão com identidade regional

    Com a certificação Carbono Neutro, a cervejaria planeja fortalecer seu posicionamento sustentável e ampliar a distribuição. A partir de dezembro, lançará linha de latas temáticas inspiradas em pontos turísticos de Santos, como a Igreja do Embaré, a Cadeia Velha e a orla da praia, unindo referências medievais à identidade visual da marca.

    A empresa também tem expandido sua atuação em eventos corporativos, casamentos e festivais, consolidando presença no segmento premium. “Nosso objetivo é crescer com coerência: manter o artesanal, inovar nos produtos e avançar em sustentabilidade”, conclui Gadi.

    Serviço:
    • Evento: Entrega do selo Carbono Neutro à Santos Cervejeiros
    • Data: Terça-feira, 28 de janeiro
    • Horário: 16h
    • Local: Rua Santos Dumont, 78 – Macuco, Santos/SP
  • Ervilhas revolucionam produção de cerveja

    Ervilhas revolucionam produção de cerveja

    Cientistas da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida desenvolveram uma técnica inovadora para simplificar e acelerar a produção de cerveja azeda, estilo apreciado por seu sabor frutado e acidez marcante. O segredo?

    Açúcares extraídos de ervilhas, feijões e lentilhas, que promovem o crescimento de bactérias essenciais ao processo, dispensando etapas demoradas. O estudo, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, promete revolucionar o mercado de cervejas artesanais.

    A ciência por trás da inovação

    A pesquisa focou em oligossacáridos da família da rafinose (RFOs), açúcares presentes em leguminosas como ervilhas. A levedura comum não metaboliza esses compostos, mas eles alimentam as bactérias lácticas (BAL), que produzem o ácido lático responsável pelo perfil ácido da bebida. “Ao usar esses açúcares, eliminamos a dependência de fermentações longas e imprevisíveis”, explica Bjørge Westereng, coautor do estudo.

    Em testes, quatro cervejas experimentais foram produzidas em apenas 19 dias. Um avanço frente aos meses ou anos exigidos no método tradicional. Um painel de provadores treinados avaliou as amostras: as versões com RFOs de ervilha apresentaram maior acidez, notas frutadas e níveis de etanol comparáveis a cervejas azedas belgas comerciais. Surpreendentemente, nenhum sabor residual de ‘feijão’ foi detectado, problema comum em tentativas anteriores com leguminosas.

    Vantagens para o mercado da cerveja

    O processo tradicional de cervejas azedas envolve múltiplas etapas de fermentação, uso de barris de madeira e controle complexo de micróbios. Com os RFOs, os produtores podem reduzir custos e tempo, mantendo a qualidade sensorial. “É uma alternativa viável para escalonar a produção sem perder o caráter artesanal”, destaca Westereng.

    Cervejas azedas, populares desde a Idade Média, ganharam força na era craft beer, mas a fabricação lentas sempre foi um obstáculo. Estudos anteriores, como os da Universidade de Redlands (EUA), já mapeavam compostos-chave do sabor, como ácido acético e succínico. Agora, a descoberta norueguesa abre caminho para ingredientes sustentáveis – leguminosas são ricas em proteínas e de cultivo ecoeficiente.

    A equipe planeja testar outras fontes de RFOs e otimizar a técnica para produção em larga escala. Enquanto isso, cervejeiros artesanais já veem a novidade como uma oportunidade para inovar sem abrir mão do perfil ácido que conquista paladares exigentes.

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