Tag: Ceasa

  • Ceasas movimentam R$ 68,7 bilhões com frutas e hortaliças

    Ceasas movimentam R$ 68,7 bilhões com frutas e hortaliças

    As Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras comercializaram 16,6 milhões de toneladas de frutas e hortaliças em 2025. O setor movimentou R$ 68,7 bilhões, segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Os dados fazem parte do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). A pesquisa analisou 54 Ceasas e avaliou o desempenho dos segmentos de frutas e hortaliças.

    Ceagesp lidera comercialização no país

    A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na capital paulista, liderou a comercialização nacional. A unidade negociou 2,99 milhões de toneladas e movimentou R$ 13,9 bilhões em 2025.

    Em seguida, apareceram o Mercado Municipal de Juazeiro (BA), com 1,62 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões, a CeasaMinas, em Contagem (MG), com 1,499 milhão de toneladas e R$ 6 bilhões, e a Ceasa do Rio de Janeiro, com 1,497 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões.

    Volume comercializado permanece estável

    A pesquisa apontou estabilidade no volume total comercializado pelos entrepostos atacadistas. Na comparação com 2024, o volume caiu 0,82%.

    Segundo a Conab, a redução de 9,29% no quantitativo negociado reflete os preços elevados registrados em 2024. Esses valores foram influenciados pelas condições climáticas adversas durante o período. O Sudeste concentrou 52% do volume comercializado e respondeu por 54% do valor total negociado em 2025.

    Clima reduz oferta de hortaliças

    Entre as 26 Ceasas que integram o Sistema de Informações do Mercado Atacadista de Hortigranjeiros (Simab), seis registraram aumento na comercialização de hortaliças.

    Rio Branco (AC) liderou o crescimento, com alta de 44,9%. Belo Horizonte (MG) avançou 4,4%, enquanto Foz do Iguaçu (PR) registrou crescimento de 4,2%. Mesmo assim, a quantidade total de hortaliças comercializadas recuou 2,8% em 2025.

    A Conab atribui essa redução aos impactos das condições climáticas sobre a produção.

    Mercado de frutas mostra resiliência

    A comercialização de frutas aumentou em 11 Ceasas durante o último ano. Os maiores avanços ocorreram em Rio Branco (AC), com 24,11%, e Goiânia (GO), com 21,04%.

    No entanto, o volume total negociado caiu 1,52% na comparação anual. Segundo a Conab, o mercado permaneceu resiliente, apesar das variações de temperatura e do regime de chuvas.

    Exportações de frutas crescem quase 20%

    O Brasil exportou cerca de 1,3 milhão de toneladas de frutas em 2025. O volume embarcado cresceu 19,7% em relação ao ano anterior.

    Além disso, o faturamento aumentou 29% e alcançou US$ 1,56 bilhão. O desempenho foi impulsionado pelas exportações de mangas, melões, melancias, limões e limas. Essas frutas responderam por mais de 73,5% dos embarques brasileiros. A União Europeia permaneceu como o principal destino das frutas exportadas pelo Brasil.

  • A preço de banana: como o morango egípcio derrubou os preços no Sul de Minas

    A preço de banana: como o morango egípcio derrubou os preços no Sul de Minas

    O Brasil importou morango em volume 868% maior nos últimos quatro anos, e o principal fornecedor é o Egito. O avanço do produto estrangeiro já pressiona os preços pagos ao produtor nacional e ameaça a viabilidade econômica de pelo menos 11 mil agricultores familiares, concentrados principalmente no Sul de Minas Gerais e na região do Campo das Vertentes.

    Os dados são da analista de agronegócio do Sistema Faemg Senar, Mariana Marotta, e foram apresentados em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo ela, o salto nas importações tem raiz em um acordo comercial assinado há mais de uma década.

    “Parte desse avanço está ligada ao acordo firmado em 2010 entre o Mercosul e o Egito para ampliar o comércio bilateral. O processo foi regulamentado em 2017, pelo Decreto nº 9.229, que estabeleceu a redução gradual das tarifas de importação. A partir de 2022, o morango passou a entrar no mercado brasileiro com preços ainda mais competitivos”, explica Marotta.

    Preço do produto importado é quase metade do custo de produção no Brasil

    A distorção de preços é o centro do problema. No mercado interno egípcio, o quilo do morango é comercializado por cerca de 90 libras egípcias, o equivalente a aproximadamente R$ 15. Para exportação, porém, o valor despenca para pouco mais de R$ 7,50 por quilo. No Brasil, o custo médio de produção gira em torno de R$ 8,50 por quilo. A diferença torna a competição, na prática, insustentável para o produtor brasileiro.

    Especialistas apontam indícios de dumping, prática em que empresas vendem um produto no mercado externo por valor inferior ao preço praticado no próprio país de origem, situação que o comércio internacional considera concorrência desleal.

    Minas Gerais: maior produtor de morango da América Latina

    Minas Gerais responde pela maior produção de morango da América Latina. Em 2023, o estado colheu cerca de 190 mil toneladas da fruta em aproximadamente 4.800 hectares, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A produção se concentra no Sul de Minas, especialmente na microrregião de Pouso Alegre, mas também tem expressão significativa no Campo das Vertentes.

    A cadeia tem forte perfil social: 98% dos produtores são da agricultura familiar, o que torna o setor especialmente vulnerável à pressão externa.

    Apesar disso, as importações seguem crescendo. Em 2025, Minas Gerais importou cerca de US$ 2,3 milhões em morangos e derivados,aproximadamente 2 mil toneladas, segundo dados da Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro. No ano anterior, as compras externas somaram US$ 658 mil e 743 toneladas, o que representa crescimento de 164% em volume em apenas 12 meses.

    “Neste caso, o preço passou de R$ 17 para R$ 8 em fevereiro”

    No município de Ipuiuna, no Sul de Minas, a produtora Solange de Oliveira Paiva cultiva 140 mil pés de morango e sente diretamente os efeitos da concorrência estrangeira. Ela afirma que o chamado “morango de fábrica” registrou a queda mais acentuada. Esse tipo de fruta segue para a fabricação de polpa e suco, setor que mais absorve o produto importado congelado.

    Foto: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar

    “O preço passou de R$ 17, no fim do ano passado, para R$ 8 em fevereiro deste ano. A gente tem que vender a preço de banana”, lamenta Solange. Ela relata também perdas no morango de bandeja, a variedade com frutos maiores, produzida no período mais frio. Na última comercialização, em 2025, recebeu R$ 7 por caixa com quatro cumbucas. No mesmo período do ano anterior, o valor variava entre R$ 10 e R$ 13.

    Campo das Vertentes também sente o impacto

    A pressão não se limita ao Sul do estado. Em Alfredo Vasconcelos, no Campo das Vertentes, 75% dos pouco mais de 7 mil habitantes são produtores rurais. A cidade conta com mais de cem hectares plantados com morango e produção anual de 6 mil toneladas, segundo a prefeitura local.

    Iasmin Ribeiro e Silva, que trabalha com o pai no cultivo da fruta, viu o faturamento da família despencar sete meses após concluir o programa Gestão com Qualidade em Campo (GQC), oferecido pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sicoob Credivertentes, iniciativa voltada justamente para melhorar a gestão e a competitividade das propriedades rurais.

    “Parte da produção era vendida congelada e nós perdemos esse mercado. Para tentar escapar dos baixos preços na Ceasa, estamos negociando diretamente com os supermercados”, conta Iasmin. Ela ressalta ainda o peso dos insumos e o avanço de pragas e doenças cada vez mais resistentes, que elevam os custos de produção e reduzem ainda mais a margem do agricultor.

  • Tomate fica mais barato: preços caem mais de 26% no atacado em novembro, aponta Conab

    Tomate fica mais barato: preços caem mais de 26% no atacado em novembro, aponta Conab

    O preço do tomate despencou mais de 26% nos mercados atacadistas em novembro, impulsionado pela boa oferta do produto nas Centrais de Abastecimento (Ceasas). O levantamento faz parte do 12º Boletim Hortigranjeiro do Programa Prohort, divulgado nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Segundo o relatório, as temperaturas mais altas aceleraram o amadurecimento dos frutos, ampliando a disponibilidade nos centros de distribuição. A forte oferta também reduziu o preço do alimento no varejo, conforme mostra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, elaborada pela Conab em parceria com o Dieese.

    Cenoura e batata também caem de preço

    A cenoura registrou queda média de 9,68% nos preços atacadistas em relação a outubro. Na Ceagesp (SP), a redução chegou a 21,15%, a maior entre as centrais analisadas, mesmo com volume menor da raiz no mercado.

    A batata também ficou mais barata, com retração média de 2,37% entre outubro e novembro. Apesar da variação modesta, o preço está 51,3% inferior ao observado no mesmo mês do ano passado. O movimento marca o fim da safra de inverno e a entrada da safra das águas, o que influencia o equilíbrio de oferta.

    Alface e cebola ficam mais caras

    A alface voltou a subir em novembro, após um período de baixa, por causa da menor oferta nos entrepostos. A valorização ficou em 3,36%. Já a cebola aumentou 8,79% na média ponderada — alta típica para o período, em função da mudança nas regiões fornecedoras do bulbo.

    Entre as frutas, o mês de novembro mostrou estabilidade nos preços. Banana, maçã e laranja tiveram pequenas quedas de 0,13%, 0,82% e 1,10%, respectivamente.

    A oferta da banana diminuiu, com destaque para a queda de produção da variedade nanica no Vale do Ribeira (SP) e da prata no norte de Minas Gerais. A maçã gala teve leve recuperação de preços no fim do mês, acompanhada de estoques menores e demanda estável. No caso da laranja, o setor industrial se manteve cauteloso na compra de novos lotes, refletindo a demanda externa enfraquecida.

    Em sentido contrário, mamão e melancia encareceram. As cotações médias subiram 6,55% e 4,45%, respectivamente. A menor produção de mamão, afetada por chuvas e temperaturas mais baixas, e a queda na qualidade das melancias vindas do sul da Bahia e do centro paulista ajudaram a elevar os preços.

    Exportações crescem mais de 23%

    Entre janeiro e novembro de 2024, as exportações de frutas e hortaliças somaram 1,176 milhão de toneladas, alta de 23,22% frente ao mesmo período do ano anterior. O faturamento chegou a US$ 1,4 bilhão (FOB), um avanço de 9,23%. A Europa e a Ásia continuam sendo os principais destinos das vendas brasileiras.

  • Sistema transforma toneladas de lixo orgânico em energia limpa no Ceará

    Sistema transforma toneladas de lixo orgânico em energia limpa no Ceará

    Uma inovação tecnológica desenvolvida no Ceará promete revolucionar o aproveitamento de resíduos orgânicos no Brasil. O Sistema Integrado de Reatores Anaeróbios, criado pela Embrapa e pela Universidade Federal do Ceará (UFC), consegue transformar até 25 toneladas mensais de frutas e verduras descartadas em energia renovável de alta qualidade.

    A tecnologia surge como solução para um problema que custa caro: mensalmente, a Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa-CE) gasta aproximadamente R$ 230 mil apenas para enviar seus resíduos orgânicos ao aterro sanitário. Com o novo sistema, esse passivo se transforma em oportunidade de negócio sustentável.

    Segundo o pesquisador Renato Leitão, da Embrapa Agroindústria Tropical, coordenador do projeto, a quantidade de biogás gerada pode suprir 100% da demanda energética da Ceasa-CE nos horários de ponta e ainda gerar um excedente de 20% nos demais períodos.

    “Caso não seja utilizado na própria Ceasa, esse biogás pode ser comercializado como biometano após tratamento adequado”, explica Leitão. A alternativa representa redução significativa no impacto ambiental e nos custos de transporte e tratamento de resíduos.

    Tecnologia inovadora otimiza produção

    O diferencial do sistema está na metodologia aplicada. Enquanto o método tradicional utiliza Reatores de Mistura Completa (CSTR) com limitações operacionais e necessidade de grandes volumes, a nova tecnologia emprega um pré-tratamento inteligente.

    Todos os meses, de 17 a 25 toneladas de frutas e hortaliças – impróprias para o consumo humano – são enviadas ao aterro sanitário do estado, a um custo superior a R$ 200 mil. Foto: Embrapa

    O processo separa os resíduos através de trituração e prensagem em duas frações:

    • Fração líquida: tratada em reatores UASB (manta de lodo de fluxo ascendente), altamente eficazes para cargas orgânicas elevadas
    • Fração sólida: direcionada para compostagem, gerando fertilizante de alta qualidade, ou para reatores de metanização seca (ainda em estudos)

    Potencial de expansão nacional

    A inovação, inicialmente projetada para a Ceasa cearense, tem potencial para ser replicada nas outras 57 centrais de abastecimento distribuídas pelo território brasileiro. O impacto seria considerável, considerando que o Brasil desperdiça aproximadamente 42% dos alimentos produzidos ao longo da cadeia produtiva.

    Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) indicam que cerca de 30% das frutas e vegetais comercializados nas Ceasas são perdidos – totalizando 10,9 milhões de toneladas anuais no país.

    Paralelamente ao desenvolvimento do biogás, os pesquisadores investigam a produção de biohidrogênio a partir dos mesmos resíduos. Utilizando fermentação escura em reatores AnStBR, a técnica, embora ainda não competitiva em volume, abre perspectivas para uma nova rota de energia limpa no futuro.

    Destaque em evento científico internacional

    A tecnologia será apresentada durante o XV Workshop e Simpósio Latino-Americano de Digestão Anaeróbia (XV DAAL), que acontece entre 14 e 17 de outubro de 2025, em Fortaleza. O evento, considerado o principal fórum científico sobre digestão anaeróbia na América Latina, reunirá especialistas de centros de pesquisa mundiais.

    “O impacto pode ser enorme: energia limpa, menos resíduos, mais empregos e economia circular na prática”, destaca André dos Santos, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC.

    Para ampliar a escala de produção, os pesquisadores planejam a construção de uma unidade-piloto maior para calibrar os equipamentos. O sistema representa uma solução promissora para transformar grandes volumes de resíduos orgânicos em energia renovável, reduzindo simultaneamente custos de descarte e emissões de gases do efeito estufa.

    A iniciativa coloca o Ceará na vanguarda da economia circular aplicada ao setor alimentício, oferecendo um modelo sustentável que pode ser expandido nacionalmente.

    A produção de biogás ocorre através da digestão anaeróbia – processo de transformação microbiana da matéria orgânica em bioprodutos energéticos na ausência de oxigênio. Além da geração de energia renovável, o processo permite recuperar nutrientes do lodo gerado e mitigar emissões de gases do efeito estufa.

  • Descubra como aproveitar a abóbora e o inhame de forma integral

    Descubra como aproveitar a abóbora e o inhame de forma integral

    No estado de Alagoas, agricultores familiares estão encontrando um novo caminho para diversificar seus produtos e aumentar a renda. A solução está em receitas de abóbora e inhame, desenvolvidas por uma equipe do Laboratório de Gastronomia do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) em parceria com a Embrapa Alimentos e Territórios (AL) e apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

    Essas receitas incluem o uso da polpa, sementes, talos e até das cascas de inhame e abóbora, reduzindo o desperdício e melhorando o aproveitamento integral desses alimentos tradicionais da dieta nordestina.

    Além disso, elas também incluem preparos culinários diferenciados, estimulando o aproveitamento integral das hortaliças e oferecendo mais uma oportunidade de geração de renda.

    “Observamos que há outras variedades cultivadas na região. Esses frutos podem apresentar variações na sua composição não só nutricional, mas sensorial quando preparados para consumo. Assim, buscamos explorar essas características e conhecer melhor as propriedades benéficas à saúde, pois tanto o ambiente como o manejo, a coleta e o manuseio também interferem na qualidade dos produtos”, explica a pesquisadora da Embrapa Priscila Zaczuk Bassinello.

     

    Divulgação – Embrapa

    A abóbora é um produto consumido no País todo, mas no Nordeste, o consumo é diferenciado, pois compõe o cardápio do café da manhã ao jantar.

    Há várias variedades comerciais sendo plantadas oriundas da seleção das sementes tradicionais, ou crioulas, que abastecem o mercado de outros estados da região.

    Duas espécies se destacam: a moranga ou jerimum caboclo (Cucurbita maxima) e a abóbora ou jerimum de leite (Cucurbita moschata D.).O inhame, ou cará, é fonte de fibras e vitaminas, e é um alimento nutritivo rico em energia, fibras e uma fonte de vitaminas (A, C, E e complexo B) e de minerais, como potássio, ferro e cálcio.

    Ele é um produto de fácil conservação, que pode durar até mais de 15 dias se for mantido em local fresco, seco, escuro e arejado.

    Também pode ser congelado cru, fatiado ou cozido na forma de purê. “Foi um desafio gratificante fazer os testes, elaborar essas receitas e ministrar as oficinas”, diz a professora Ingrid Tavares de Lima, do Ifal. “A proposta foi diversificar ao máximo o consumo integral desses ingredientes, gerando uma nutrição mais completa e despertando o interesse dos agricultores e suas famílias por novas formas de preparo”, explica.

    As receitas incluem desde empadinhas, bolinhos, pães, bolos, panquecas, biscoitos e chips de inhame e abóbora, até sucos e cremes. Com limão, maçã e gengibre, é possível fazer suco de inhame.

    Divulgação – Embrapa/Elias Rodrigues

    As sementes e as cascas também podem ser usadas para fazer farinha, chips e sucos, entre outros preparos.

    Alagoas tem uma grande oportunidade de ampliar a sua produção de inhame para abastecer o mercado interno, que vem apresentando demanda crescente pelo produto.

    Em Maceió, são comercializadas cerca de 850 toneladas de inhame por mês somente na Ceasa. Sendo que mais de 90% dos produtos comercializados no município são produzidos em outros estados.

    “Nosso trabalho busca, ainda, resgatar as cultivares tradicionais de inhame barba de arame e gereba, entre outras variedades presentes na região”, conta o pesquisador da Embrapa João Gomes. “Estamos avaliando essas variedades, que são raras, para verificar se elas podem ser menos suscetíveis a doenças como a casca-preta e pinta-preta, que têm causado muitos prejuízos à cultura”, complementa.

    O resgate dessas variedades tradicionais é fundamental para a manutenção da variabilidade genética e a soberania e segurança alimentar das famílias da região nordestina. Outro objetivo é incentivar o uso integral dos tubérculos a partir das variadas receitas desenvolvidas pelo Ifal, campus Marechal Deodoro.