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  • Conheça o foie gras, prato francês que pode ser proibido no Brasil

    Conheça o foie gras, prato francês que pode ser proibido no Brasil

    O projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de foie gras no Brasil seguiu, nesta terça-feira (7), para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes disso, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a proposta. Agora, o texto reacende o debate sobre bem-estar animal e os métodos utilizados para produzir a tradicional iguaria francesa.

    Organizações de proteção animal apoiam a medida porque a produção do foie gras utiliza a alimentação forçada de patos e gansos. Segundo a presidente da Animal Equality, Sharon Núñez, a aprovação representa um avanço importante.

    “Em um país com enorme relevância na indústria agropecuária global, este avanço envia uma mensagem poderosa: o sofrimento animal não pode ser tratado como ingrediente de luxo.”

    Além disso, a entidade afirma que, caso o presidente sancione o projeto, o Brasil será o primeiro país da América Latina a proibir, por lei federal, tanto a produção quanto a comercialização do foie gras.

    Como o foie gras é produzido?

    Foie gras significa “fígado gordo” em francês. Os produtores obtêm a iguaria a partir do fígado de patos ou gansos submetidos a um processo de alimentação intensiva.

    Para isso, os criadores utilizam uma técnica conhecida como gavage.

    A imagem mostra um prato típico francês, o Foie Gras.
    O órgão animal aumenta diversas vezes de tamanho e adquire a textura característica do produto — Foto: Reprodução/PUC

    Durante esse processo, eles introduzem um tubo no esôfago da ave e fornecem grandes quantidades de alimento altamente energético. Em geral, essa etapa dura entre duas e três semanas e ocorre duas ou três vezes por dia.

    Impactos para as aves

    Em 1998, o Comitê Científico de Saúde e Bem-Estar Animal da União Europeia publicou um relatório sobre os efeitos da produção do foie gras.

    Segundo o documento, muitas aves evitam o contato com os tratadores durante o período de alimentação forçada. Além disso, o aumento do fígado compromete a postura e dificulta a locomoção. Em alguns casos, os animais permanecem sentados durante boa parte do dia.

    O relatório também informa que a introdução repetida do tubo pode provocar dor e lesões no esôfago. Ao mesmo tempo, o crescimento exagerado do fígado caracteriza uma condição patológica capaz de causar desconforto e alterações fisiológicas.

    Outro ponto destacado envolve o comportamento natural das aves. Normalmente, patos e gansos procuram alimento, exploram o ambiente e vivem em grupos. Entretanto, sistemas intensivos de criação podem limitar ou impedir esses comportamentos.

    A história do foie gras

    Embora muitos associem o foie gras à gastronomia francesa, sua origem é muito mais antiga.

    Pesquisadores encontraram registros da prática no Egito Antigo, há cerca de 4.500 anos. Pinturas da época mostram gansos sendo alimentados intensivamente, o que indica que os egípcios já conheciam técnicas semelhantes.

    Os egípcios observaram que aves migratórias acumulavam gordura no fígado antes de longas viagens — Foto: Reprodução/The Archaeologist

    Posteriormente, autores como Heródoto e Homero também citaram métodos de engorda de aves.

    Com o passar dos séculos, a técnica se espalhou pela Europa. No século XVII, ela ganhou força no sudoeste da

    Proibição

    Diversos países já proibiram a produção de foie gras por considerarem a alimentação forçada incompatível com normas de bem-estar animal. Ainda assim, muitos deles continuam permitindo a venda e o consumo da iguaria.

    No Brasil, a cidade de São Paulo aprovou uma lei com esse objetivo em 2015. No entanto, o Tribunal de Justiça declarou a norma inconstitucional porque entendeu que o município não tinha competência para regulamentar a comercialização do produto.

    Enquanto isso, Nova York aprovou uma lei em 2019 para proibir a venda de foie gras. Em 2026, a Justiça autorizou sua aplicação. Mesmo assim, disputas judiciais ainda podem influenciar a implementação definitiva da medida.

  • Câmara aprova projeto que proíbe venda de leite reconstituído com pó importado

    Câmara aprova projeto que proíbe venda de leite reconstituído com pó importado

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4309/23, que proíbe empresas de reconstituir leite em pó importado para venda como leite líquido no Brasil. A proposta, de autoria da deputada Daniela Reinehr (PL-SC), recebeu parecer favorável do relator Domingos Sávio (PL-MG).

    O texto incorpora ajustes feitos pela Comissão de Finanças e Tributação para assegurar que a medida não gere impacto nas receitas ou despesas públicas.

    O projeto tramitou em caráter conclusivo e já passou pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Agora, segue para o Senado, salvo se houver recurso para votação no plenário da Câmara.

    Para virar lei, o Congresso Nacional precisa aprovar a proposta nas duas casas legislativas, e a Presidência da República deve sancioná-la.

    Penalidades previstas

    O projeto estabelece punições para empresas que descumprirem a regra:

    • Multa de até R$ 1 milhão
    • Suspensão temporária ou definitiva do alvará de funcionamento

    A proposta permite a reidratação do leite em pó importado apenas em casos de desabastecimento de leite fluido no mercado interno.

    Defesa do mercado nacional

    O relator Domingos Sávio afirmou que a medida busca proteger a cadeia produtiva do leite no Brasil e combater práticas comerciais consideradas desleais.

    Segundo o deputado, priorizar o leite em pó nacional não configura discriminação, mas uma estratégia de política pública voltada à proteção de um setor estratégico.

    Ele destacou ainda que o projeto não impede a importação de leite em pó. A proposta, segundo ele, cria condições mais equilibradas de concorrência entre o leite fluido produzido no país e o produto reconstituído com matéria-prima importada, muitas vezes subsidiada.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Comissão da Câmara aprova redução da fração mínima de imóveis rurais

    Comissão da Câmara aprova redução da fração mínima de imóveis rurais

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 16 de dezembro, o Projeto de Lei 6088/23, que reduz para 5 mil metros quadrados (0,5 hectare) a fração mínima de parcelamento (FMP) dos imóveis rurais. A proposta é de autoria do deputado Zé Trovão (PL-SC) e busca atualizar regras criadas há mais de 50 anos.

    A FMP, instituída em 1972, define a menor área permitida para a divisão de propriedades rurais. Hoje, o valor varia conforme o município, entre dois e cinco hectares. Áreas abaixo desse limite não podem ser registradas em cartório nem cadastradas junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

    Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    O relator da proposta, deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA), defendeu a medida por entender que a legislação atual não reflete a realidade do campo. Segundo ele, a redução da FMP amplia a liberdade do produtor e diminui entraves burocráticos.

    “As técnicas modernas de produção garantem maior eficiência e sustentabilidade às pequenas propriedades, o que torna a rigidez legal injustificável”, afirmou Mendes.

    Tramitação segue para o Senado

    O texto já passou pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Por tramitar em caráter conclusivo, o projeto seguirá diretamente para o Senado, a menos que algum deputado apresente recurso para votação em Plenário.

    Caso os senadores também aprovem o projeto, a medida entrará em vigor após a sanção presidencial.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • CCJ aprova inclusão de 30% de produtos da agricultura familiar em cestas básicas

    CCJ aprova inclusão de 30% de produtos da agricultura familiar em cestas básicas

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que pode transformar a composição das cestas básicas distribuídas a populações em vulnerabilidade social. O PL 121/22 determina a inclusão de um percentual mínimo de produtos da agricultura familiar nesses auxílios alimentares.

    Deputada Lídice da Mata, relatora do projeto de lei na CCJ. Foto: Agência Câmara de Notícias

    A relatora do projeto, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), recomendou a aprovação com uma emenda que estabelece uma meta clara: sempre que possível, 30% dos itens da cesta básica devem vir da agricultura familiar. A proposta altera a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan).

    “A agricultura familiar tem muito a contribuir com a redução da fome. E as cestas básicas distribuídas pelo Sisan devem conter produtos saudáveis e nutritivos”, afirmou o autor do projeto, deputado Heitor Schuch (PSB-RS).

    Próximos passos da proposta

    Como tramitava em caráter conclusivo na comissão, o projeto segue agora para análise do Senado Federal. No entanto, se houver um recurso assinado por pelo menos 52 deputados, o texto ainda poderá passar pelo Plenário da Câmara antes de ir para a outra Casa. Para virar lei, precisa de aprovação final tanto do Senado quanto da Câmara.

    A nova regra determina que as entidades do Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan) definam os percentuais mínimos em seus programas. O objetivo é duplo: qualificar a assistência alimentar oferecida a famílias necessitadas, garantindo alimentos frescos e nutritivos. E ao mesmo tempo fortalecer a economia local e os pequenos produtores rurais, criando um canal de comercialização garantido.

    A medida busca atualizar a política de segurança alimentar, que atualmente prevê que o Sisan formule ações para garantir alimentação adequada, mas sem especificar a origem dos produtos.

  • Câmara barra mudança que facilitaria entrada de cacau africano no Brasil

    Câmara barra mudança que facilitaria entrada de cacau africano no Brasil

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 330/22, que suspende mudanças nas regras de importação de cacau africano. A matéria segue agora para análise no Plenário da Casa.

    O relator, deputado José Rocha (União-BA). Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    O projeto barra uma decisão da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que eliminou exigências fitossanitárias para a entrada de amêndoas de cacau provenientes da Costa do Marfim no mercado brasileiro.

    O deputado José Rocha (União-BA), relator da proposta, defendeu a aprovação do texto. “A retirada de mecanismo de proteção reconhecido como imprescindível à defesa agropecuária brasileira configura verdadeiro retrocesso sanitário”, declarou o parlamentar.

    Risco de contaminação preocupa produtores

    A Instrução Normativa 125/21, alvo da suspensão, dispensa a aplicação de brometo de metila nas cargas importadas. O produto atua no controle de pragas agrícolas comuns no continente africano.

    O deputado Zé Neto (PT-BA), autor do PDL, alerta para os perigos da medida. “Essas pragas podem contaminar as plantações brasileiras de cacau e até mesmo aquelas de outras culturas”, afirmou o parlamentar.

    O Plenário da Câmara dos Deputados analisará o projeto em breve. Caso os deputados aprovem a matéria, o texto ainda precisará passar pelo crivo do Senado Federal antes de entrar em vigor.

  • Comissão da Câmara aprova proibição do uso de fipronil

    Comissão da Câmara aprova proibição do uso de fipronil

    A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4592/23. O texto proíbe o uso do inseticida fipronil na pulverização foliar de plantas. O produto é usado contra insetos-praga em lavouras de soja e milho, mas também mata insetos benéficos, especialmente abelhas.

    O deputado Padre João (PT-MG) apresentou o projeto devido à preocupação com o impacto do fipronil sobre as abelhas. O relator da proposta, deputado Nilto Tatto (PT-SP), defendeu a proibição. Ele afirmou que o fipronil é um dos principais causadores da morte em massa de polinizadores. Esses insetos são essenciais para o equilíbrio ambiental e para a produção agrícola.

    Além dos riscos ambientais, Tatto destacou danos à saúde humana e animal. Pesquisas indicam que o uso prolongado do produto pode estar ligado ao desenvolvimento do mal de Parkinson em agricultores. Países como União Europeia, Vietnã, Uruguai, Colômbia e Costa Rica já proibiram o uso agrícola do fipronil.

    O Ibama suspendeu desde 2023 a aplicação foliar de agrotóxicos que contenham o fipronil. A proposta aprovada mantém outras formas de uso do inseticida, como o tratamento de sementes.

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural rejeitou o projeto, o que fez a proposta perder o caráter conclusivo. Agora, o texto seguirá para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e, depois, para votação no Plenário da Câmara. Se os parlamentares aprovarem a medida, o Senado ainda precisará avaliar o conteúdo antes que ele se transforme em lei.