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  • Wagyu: carne de luxo ficou famosa por receber massagem e até cerveja

    Wagyu: carne de luxo ficou famosa por receber massagem e até cerveja

    A carne wagyu é considerada uma das mais valorizadas do mundo e pode ultrapassar R$ 1.000 por quilo em cortes especiais vendidos no Brasil. Originária do Japão, a raça bovina ficou famosa pelo alto grau de marmoreio, característica que garante maciez, suculência e sabor diferenciados.

    Ao longo dos anos, diversas curiosidades passaram a cercar esses animais, incluindo a ideia de que recebiam massagens e até cerveja durante a criação. Mas será que isso realmente acontece?

    Wagyu recebe massagens e cerveja

    A fama de que os bois wagyu recebem tratamentos especiais surgiu no Japão há décadas.

    Na época, alguns criadores utilizavam massagens para estimular o bem-estar dos animais e ofereciam pequenas quantidades de cerveja durante períodos de calor intenso, acreditando que isso poderia estimular o apetite.

    No entanto, essas práticas não fazem parte da criação moderna da maioria das fazendas.

    Segundo Daniel Steinbruch, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCWagyu), não há comprovação científica de que massagens ou cerveja sejam responsáveis pela qualidade da carne.

    O principal diferencial do wagyu está na genética da raça e no manejo nutricional.

    O segredo da carne está no marmoreio

    A principal característica do wagyu é o intenso marmoreio, nome dado à gordura distribuída entre as fibras musculares.

    Esse padrão proporciona uma carne extremamente macia, suculenta e saborosa, considerada referência no mercado de carnes premium.

    A alimentação dos animais inclui grãos ricos em amido, como milho, sorgo, trigo, arroz e cevada — Foto: ABS Global

    Quanto maior o grau de marmoreio, maior costuma ser o valor comercial dos cortes.

    No Brasil, é possível encontrar cortes como picanha, ancho, chorizo, fraldinha e contrafilé.

    Os preços variam conforme a classificação da carne e o nível de marmoreio.

    Como a raça surgiu

    O nome wagyu significa literalmente “gado do Japão”, resultado da união das palavras japonesas wa (Japão) e gyu (gado).

    Os ancestrais da raça chegaram ao arquipélago japonês por volta do século II, vindos da Península Coreana.

    Durante séculos, esses animais permaneceram isolados no Japão.

    A partir de 1868, cruzamentos com raças europeias deram origem ao wagyu moderno. Já na década de 1970, os primeiros exemplares foram exportados para os Estados Unidos e, nos anos 1990, a raça começou a se expandir para diversos países.

    Criação no Brasil

    A criação da raça vem crescendo no país.

    Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCWagyu), o rebanho nacional conta atualmente com cerca de 5 mil animais puros e 30 mil bovinos oriundos de cruzamentos com wagyu.

    O aumento da produção acompanha o crescimento da demanda por carnes premium no mercado brasileiro.

  • Conheça a raça africana que está transformando a pecuária tropical

    Conheça a raça africana que está transformando a pecuária tropical

    Poucos nomes no universo da genética bovina carregam uma história tão precisa quanto o Bonsmara. O nome não é acidental. Ele une “Bons”, referência ao Rio Bonspruit, na África do Sul, onde a raça foi desenvolvida a partir da década de 1930, à palavra “Mara”, derivada de “Mahura”, termo em língua sesotho que significa “gordura”. Uma alusão direta à qualidade da carne que os criadores sul-africanos buscavam fixar.

    O Bonsmara é classificado como Bos Taurus Africanus do tipo Sanga, um grupo genético distinto tanto dos zebuínos (Bos indicus) quanto das raças britânicas convencionais como o Angus e o Hereford. Essa posição singular no mapa genético bovino não é um detalhe menor. É justamente ela que torna o Bonsmara tão atraente para os sistemas de produção tropical, especialmente no Brasil.

    Uma raça construída para o calor

    O desenvolvimento do Bonsmara foi conduzido pela Estação Experimental de Mara, no então Transvaal sul-africano, sob coordenação do pesquisador Jan Bonsma. O objetivo era claro: criar um animal capaz de prosperar no clima quente e semiárido da África subsaariana sem abrir mão da qualidade de carcaça típica das raças europeias de corte.

    Para atingir isso, Bonsma cruzou sistematicamente três raças: Afrikaner (gado nativo africano, adaptado ao calor e às condições locais), Shorthorn e Hereford (raças britânicas reconhecidas pela qualidade de carne e precocidade). Após décadas de seleção rigorosa, chegou-se a uma proporção genética que se tornou marca registrada do Bonsmara: 5/8 de sangue Afrikaner e 3/8 de sangue europeu. Uma fórmula que equilibra rusticidade e produção.

    O que diferencia o Bonsmara das demais raças

    Do ponto de vista fenotípico, o Bonsmara é um animal de porte médio a grande, com pelagem variando entre tons de vermelho e marrom, pele pigmentada, uma característica essencial para resistência à radiação solar intensa, e mucosas escuras. Apresenta chifres relativamente curtos e perfil corporal musculoso, com traseiro bem desenvolvido, o que favorece o rendimento de carcaça.

    Do ponto de vista produtivo, os atributos que mais chamam atenção são:

    • Adaptação térmica: a presença do sangue Afrikaner confere ao Bonsmara capacidade de termorregulação eficiente, com menor estresse calórico em comparação às raças europeias puras. Um fator decisivo em regiões tropicais como o Brasil central e o Nordeste.
    • Fertilidade: as fêmeas Bonsmara se destacam pela ciclagem precoce, alta taxa de concepção e boa habilidade materna, com produção de leite suficiente para garantir desenvolvimento adequado dos bezerros.
    • Qualidade de carne: o Bonsmara produz carne com marmoreio relevante, maciez, suculência e sabor diferenciados. Estudos sul-africanos e brasileiros apontam resultados consistentes em parâmetros como força de cisalhamento e perdas por cozimento. Portanto, métricas que definem a experiência sensorial do consumidor.
    • Eficiência alimentar: animais Bonsmara convertem alimento com eficiência acima da média, o que reduz o tempo no ciclo produtivo e melhora a viabilidade econômica dos sistemas a pasto.
    • Docilidade: o temperamento manso é um traço selecionado ativamente na raça, com reflexos positivos tanto no bem-estar animal quanto na facilidade de manejo.
    • Distância genética estratégica: por não ser zebuíno nem raça britânica pura, o Bonsmara apresenta distância genética relevante em relação às raças mais comuns no Brasil, como Nelore, Angus e Senepol, por exemplo. Isso amplia o efeito de heterose nos cruzamentos, gerando ganhos de desempenho superiores nos animais resultantes.

    O Bonsmara no Brasil: chegada tardia, impacto crescente

    Apesar de consolidado na África do Sul desde a segunda metade do século XX, onde ocupa posição de destaque entre as raças mais utilizadas no país, o Bonsmara chegou ao Brasil apenas nas últimas décadas, impulsionado pela demanda por genética alternativa ao zebu para cruzamentos industriais em ambientes tropicais.

    O potencial imediato era evidente: um país com mais de 230 milhões de cabeças de bovinos, predominância de Nelore e seus cruzamentos, clima quente em boa parte do território e uma demanda crescente por carne de qualidade superior tanto no mercado interno quanto externo. O Bonsmara entrava nesse cenário com uma proposta específica: oferecer heterose expressiva em cruzamentos com zebuínos e fêmeas meio-sangue Angus, sem os problemas de adaptação das raças europeias puras sob altas temperaturas.

    Fazenda Santa Silvéria: pioneira e referência na genética Bonsmara no Brasil

    A introdução do Bonsmara no Brasil está diretamente ligada à trajetória da Fazenda Santa Silvéria. Pioneira na raça no país, a propriedade construiu ao longo dos anos um programa de melhoramento genético que hoje serve de referência para criadores em todas as regiões brasileiras e em países da América Latina e da África.

    Foto: Divulgação

    O trabalho nasceu de uma demanda prática. A proprietária Clélia Pacheco buscava uma solução para um desafio recorrente na pecuária tropical de alto desempenho: preservar a precocidade das fêmeas meio-sangue Angus, reconhecidas pela qualidade de carne e eficiência reprodutiva, sem perder a adaptação ao ambiente tropical que as raças zebuínas oferecem naturalmente.

    O Bonsmara respondeu a essa equação. Como Bos Taurus Africanus, a raça apresenta distância genética tanto dos zebuínos quanto das raças britânicas. O que favorece cruzamentos com ganhos expressivos de heterose. O resultado são animais que combinam desempenho produtivo, resistência ao calor e qualidade de carne, em sistemas simples, a pasto e com touros em monta natural.

    “Nosso foco sempre foi produzir animais adaptados, férteis e produtivos. Capazes de gerar carne de alta qualidade em sistemas simples, a pasto e com touros em monta natural. O grande diferencial do Bonsmara é permitir que o produtor obtenha os benefícios da heterose em praticamente todo o território nacional. Com animais dóceis, resistentes e preparados para diferentes ambientes”, afirma Clélia Pacheco.

    Seleção que vai além do desempenho

    O programa de melhoramento da Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios de adaptação. A seleção não prioriza apenas números de ganho de peso ou rendimento de carcaça. Ela considera a capacidade dos animais de expressar produtividade em diferentes condições climáticas e de manejo. O que amplia a aplicabilidade da genética para criadores com realidades distintas.

    Entre os atributos que a fazenda seleciona e difunde estão fertilidade, rusticidade, docilidade, capacidade de conversão alimentar e produção de carne reconhecida por maciez, sabor e suculência. Essa combinação amplia as possibilidades de uso do Bonsmara tanto em cruzamentos industriais sobre matrizes zebuínas quanto em acasalamentos com fêmeas meio-sangue Angus. Em ambos os casos com resultados consistentes de desempenho e rentabilidade.

    Genética, sustentabilidade e eficiência: o tripé da Santa Silvéria

    A eficiência produtiva que o Bonsmara proporciona também dialoga com as demandas crescentes por sustentabilidade na pecuária. Animais de alta performance permanecem menos tempo no ciclo produtivo, o que reduz a pressão sobre pastagens e recursos naturais. Sistemas com pastagens bem manejadas, por sua vez, contribuem para maior retenção de carbono no solo. Um fator que ganha relevância no contexto de rastreabilidade e certificação de carne para mercados exigentes.

    Para Clélia Pacheco, genética, nutrição e manejo formam um tripé indissociável para conciliar viabilidade econômica e responsabilidade ambiental. É esse equilíbrio que a fazenda busca transmitir não apenas nos animais que vende. Mas na cultura de produção que dissemina para criadores em todo o Brasil e no exterior.

    22º Leilão Bonsmara Santa Silvéria

    No dia 1º de julho, às 20h, a Fazenda Santa Silvéria realiza o 22º Leilão Bonsmara Santa Silvéria. O evento acontece em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e reúne reprodutores selecionados para atuação a campo. São animais desenvolvidos dentro do programa de melhoramento genético da fazenda e preparados para as demandas da pecuária tropical brasileira.

    Interessados podem se cadastrar antecipadamente pelo site oficial da fazenda: www.fazendasantasilveria.com.br

  • Bife de ouro: conheça a carne de luxo servida em jantar de Vorcaro nos EUA

    Bife de ouro: conheça a carne de luxo servida em jantar de Vorcaro nos EUA

    O famoso bife de ouro voltou aos holofotes após aparecer em um jantar de luxo bancado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em Nova York. O encontro, estimado em cerca de R$ 60 mil, ocorreu no restaurante Nusr-Et Steakhouse, comandado pelo chef turco Salt Bae.

    O caso ganhou repercussão nacional depois que documentos da Polícia Federal apontaram que Vorcaro pediu uma experiência exclusiva para Castro, incluindo carnes folheadas a ouro, vinhos premium e champanhes internacionais.

    Como é o famoso “bife de ouro”

    O chamado bife de ouro se tornou um dos pratos mais conhecidos da alta gastronomia mundial. A iguaria utiliza cortes nobres, como Tomahawk e Wagyu, carnes valorizadas pelo elevado nível de marmorização, que garante maciez e sabor intenso.

    Após o preparo na grelha, o corte recebe delicadas folhas de ouro comestível de 24 quilates. O metal é aplicado diretamente sobre a carne ainda quente e cria o visual luxuoso que viralizou nas redes sociais.

    Filé com ouro em restaurante do chef turco Salt Bae — Foto: Reprodução

    Apesar da aparência extravagante, o ouro não altera o sabor da carne. Especialistas e críticos gastronômicos afirmam que ele funciona apenas como elemento visual e símbolo de ostentação. Ainda assim, o espetáculo à mesa ajudou a transformar o prato em febre mundial.

    Os preços impressionam. Dependendo do restaurante e do corte escolhido, o prato pode custar entre R$ 1,5 mil e mais de R$ 10 mil. Em Londres, por exemplo, versões do famoso tomahawk dourado chegaram a ultrapassar US$ 1 mil.

    O sucesso do prato também está ligado ao forte apelo visual. Vídeos publicados por Salt Bae, mostrando o preparo teatral das carnes e o famoso gesto de salgar os cortes com o braço inclinado, viralizaram na internet e transformaram o chef em meme global.

    Redes sociais de Salt Bae mostram malabarismo no preparo de carnes — Foto: Reprodução/Instagram

    Quem é Salt Bae?

    O chef turco Nusret Gökçe, conhecido como Salt Bae, nasceu em 1983, na Turquia, e começou a trabalhar ainda jovem como aprendiz de açougueiro em Istambul.

    Entre 2007 e 2010, ele viajou para países como Argentina e Estados Unidos para aperfeiçoar técnicas de preparo de carnes. Depois disso, abriu o primeiro restaurante da rede Nusr-Et, em 2010.

    A fama mundial veio em 2017, quando vídeos mostrando seu jeito teatral de cortar carnes e jogar sal viralizaram nas redes sociais. O gesto virou meme e ajudou a transformar o chef em um fenômeno da internet.

    Jantar de luxo e a investigação da Polícia Federal

    Segundo documentos obtidos pela GloboNews, Daniel Vorcaro orientou assessores a organizarem uma experiência diferenciada para Cláudio Castro durante viagem oficial aos Estados Unidos.

    “Pede aquela carne de ouro ou alguma especial pra ele ir”, escreveu o banqueiro, conforme a investigação.

    A PF afirma ainda que Vorcaro autorizou a compra do vinho Vega-Sicilia Único 2013 e de champanhes internacionais, como Dom Pérignon On Ice e Cristal.

    O relatório também indica que funcionários do restaurante informaram que Salt Bae estaria presente no local e atenderia pessoalmente a mesa.

    Embora Vorcaro não tenha participado diretamente do jantar, investigadores localizaram um pagamento de US$ 13,3 mil em seu cartão na mesma data do encontro, valor equivalente a cerca de R$ 66 mil na cotação da época.

    Castro elogia jantar com Vorcaro — Foto: Reprodução/TV Globo

    O jantar ocorreu em maio de 2023, durante a viagem de Cláudio Castro aos Estados Unidos para participar do LIDE Brazil Investment Forum. Meses depois, o Rioprevidência realizou aportes milionários no Banco Master.

    Segundo a investigação, o fundo aplicou inicialmente R$ 40 milhões na instituição financeira em novembro de 2023. Pouco depois, houve novos aportes de R$ 80 milhões e R$ 200 milhões.

    Os documentos foram enviados ao ministro do STF André Mendonça, relator dos inquéritos relacionados ao caso. A defesa de Cláudio Castro afirma que não houve irregularidades. Já o Banco Master sustenta que todas as operações seguiram critérios técnicos e legais.

  • Selo inédito deve impulsionar carnes premium no Brasil

    Selo inédito deve impulsionar carnes premium no Brasil

    A Associação Brasileira de Angus lançou um selo inédito para qualificar o mercado de carne premium no Brasil. O selo Beef on Dairy integra ciência e setor produtivo e contou com participação técnico-científica da Embrapa. A iniciativa estimula o cruzamento de vacas Holandesa e Jersey com touros da raça Angus. O objetivo é produzir carne diferenciada, já valorizada em mercados internacionais.

    Além disso, o selo amplia a oferta de cortes nobres no mercado brasileiro. A estratégia também diversifica a renda dos produtores de leite. Os pecuaristas passam a contar com nova alternativa de comercialização dos animais.

    Estratégia já consolidada no mercado internacional

    O presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, destaca o impacto do projeto.
    Segundo ele, a estratégia já funciona em outros países e agora chega ao Brasil. O país possui o maior rebanho comercial do mundo, o que amplia o potencial da iniciativa. Cairoli afirma que o cruzamento entre raças cria benefícios para produtores e consumidores. O consumidor, segundo ele, terá acesso a uma carne diferenciada e de alta qualidade.

    Base científica garante rigor e qualidade

    O chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso, ressalta a base científica do selo. De acordo com Cardoso, a Embrapa desenvolveu critérios técnicos e índices genéticos específicos. Esses parâmetros identificam os touros Angus mais indicados para o cruzamento. O trabalho considera precisão genética e rigor científico na seleção dos reprodutores. Segundo Cardoso, esse cuidado garante animais superiores para produção de carne premium.

    A Embrapa atuou por meio do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne, o Promebo. O programa deu segurança técnica ao setor para adotar a nova tecnologia. Para Cardoso, o selo agrega valor a toda a cadeia produtiva da carne.

    Critérios específicos para Jersey e Holandês

    A estratégia Beef on Dairy já é consolidada no cenário internacional. No Brasil, a proposta incentiva o uso de touros de corte em vacas leiteiras. Como raças leiteiras não são especializadas em carcaça, o selo orienta escolhas genéticas. Foram criados dois selos distintos, voltados às raças Jersey e Holandesa. No Jersey, o foco é reduzir riscos no parto, devido ao porte menor das vacas.No Holandês, o selo prioriza características que evitem animais excessivamente grandes.

    Promebo orienta seleção genética dos touros

    A Embrapa participa da implementação por meio do Promebo, gerenciado pela ANC. A instituição desenvolveu o índice técnico que orienta a seleção dos touros. O índice avalia crescimento, área de olho de lombo e conformação de carcaça. Essas características são essenciais para melhorar o rendimento frigorífico.

    O selo também atende à demanda das centrais de inseminação artificial. Grande parte do uso dos touros ocorre por meio de sêmen certificado. Para Leandro Hackbart, conselheiro técnico da Angus e da ANC, o selo surgiu do setor. Segundo ele, o projeto cria parâmetros claros e oferece segurança aos produtores. Para o consumidor, o selo representa confiança e qualidade alimentar.

    Selo já está disponível para o mercado

    De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, o selo já está disponível.
    O Promebo disponibiliza o selo para centrais de sêmen e criadores habilitados. A lista dos reprodutores certificados está disponível no Sistema Origen da ANC.