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  • Cargill abre estágio 2026 com vagas em todo o Brasil e sem exigir experiência

    Cargill abre estágio 2026 com vagas em todo o Brasil e sem exigir experiência

    A Cargill abriu as inscrições para o seu Programa de Estágio 2026. A empresa, que completou 60 anos de operação no Brasil em 2025 e figura entre as maiores do agronegócio mundial, busca estudantes que estejam preferencialmente no penúltimo ou último ano da graduação e com vínculo ativo em universidade ou faculdade.

    O ponto que chama atenção logo de cara: a empresa não exige experiência profissional anterior. O critério central é o potencial de aprendizado e o alinhamento com os valores da companhia. Para quem ainda está construindo o currículo, isso reduz uma barreira que costuma travar muitas candidaturas.

    A Cargill processa e comercializa produtos agrícolas, fabrica ingredientes alimentícios, nutrição animal e produtos industriais.

    Onde estão as vagas e em quais áreas

    As oportunidades estão distribuídas por todo o território nacional, com presença em polos econômicos e agrícolas relevantes: São Paulo (SP), Campinas (SP), Mairinque (SP), Uberlândia (MG), Goiânia (GO), Ilhéus (BA), Barreiras (BA), Santarém (PA), Três Lagoas (MS), Primavera do Leste (MT), Campo Novo do Parecis (MT) e Balsas (MA).

    As áreas contempladas são diversas. O programa inclui posições em Comercial, Originação e Mercado Interno, Engenharia e Projetos, Excelência Operacional, Manutenção, Marketing, Pricing, Pesquisa e Desenvolvimento, Inovação, Produção, Supply Chain, Logística, Sustentabilidade e Comércio Exterior. Na prática, estudantes de cursos distintos, de Agronomia e Engenharia a Administração e Relações Internacionais, encontram caminhos viáveis dentro do programa.

    Benefícios, duração e o que esperar do processo

    O estágio pode durar entre um e dois anos, conforme as diretrizes de cada instituição de ensino. O pacote de benefícios inclui bolsa-auxílio, auxílio-transporte, assistência médica e odontológica, seguro de vida e Gympass. Dependendo da localidade, o estagiário também conta com restaurante no local ou vale-refeição, além do cartão de Natal da companhia.

    O processo seletivo já está em andamento, com etapas de triagem, entrevistas e seleção final. Os aprovados devem iniciar as atividades entre julho e agosto de 2026.

    Como se inscrever antes que o prazo feche

    As inscrições ficam abertas até o final de maio de 2026 e devem ser feitas pelo portal oficial de carreiras da Cargill. Ao acessar o site, o candidato precisa buscar pelo termo “Estágio” para localizar as vagas disponíveis no Brasil e realizar a candidatura.

    Com prazo relativamente curto e vagas espalhadas por regiões que concentram grande parte da produção agrícola brasileira, o programa representa uma entrada direta no setor para quem quer começar a carreira no agronegócio com estrutura de uma multinacional. Vale agir antes de maio terminar.

  • Mais produção, menos área: integração ganha espaço no campo

    Mais produção, menos área: integração ganha espaço no campo

    A Cargill Nutrição e Saúde Animal apresentou, nesta terça-feira (31), em Campinas (SP), cidade a aproximadamente 100 km da capital paulista, o Probeef ILP, nova formulação voltada a sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP). O produto chega ao mercado com a proposta de melhorar o desempenho nutricional de bovinos de corte em pastagens integradas, ampliando a eficiência produtiva por área e atendendo a uma demanda crescente por soluções sustentáveis no campo.

    O lançamento, exclusivo para imprensa especializada, ocorreu no Centro de Inovação da empresa e reuniu executivos e representantes do setor, em um momento que reforça o posicionamento estratégico da companhia no segmento de nutrição animal. Atualmente, essa área responde por cerca de 80% dos negócios da Cargill no Brasil, mercado considerado prioritário pela companhia devido ao potencial da pecuária nacional.

    Segundo o diretor de Negócios Probeef, Tiago Galafassi Zarpelon, o país reúne condições únicas para expansão da bovinocultura. “O Brasil está muito bem posicionado globalmente. A demanda por carne cresce, e temos capacidade de atender com eficiência e escala”, afirmou.

    Integração e tecnologia no centro da estratégia

    Desenvolvido especificamente para sistemas ILP, o Probeef ILP busca otimizar a absorção de nutrientes e o aproveitamento da fibra dos pastos, contribuindo para ganhos de produtividade tanto individuais quanto por área. A tecnologia também se insere em um contexto de expansão desses sistemas no país, que já ocupam milhões de hectares e permitem até três safras anuais na mesma área.

    De acordo com o gerente de Tecnologia para Gado de Corte, Felipe Bortolotto, a inovação parte de uma escuta ativa do campo. “Inovação é como um esporte coletivo, pautado no que o cliente precisa. Não existe uma solução única para a pecuária brasileira, que é diversa e desafiadora”, disse.

    Dados apresentados pela empresa indicam avanços significativos na eficiência da produção nas últimas décadas. Em cerca de 20 anos, o peso médio de abate aumentou em aproximadamente três arrobas, enquanto a idade dos animais caiu de forma relevante, refletindo ganhos em produtividade e manejo.

    Além do novo produto, a linha Probeef Pasto passa por ajustes nas formulações, com níveis otimizados de macro e microminerais, ampliando a cobertura para diferentes perfis de produtores, do pequeno ao altamente intensivo.

    Produtividade exige planejamento e gestão

    Para o pecuarista José Leandro Olivi Peres, da Fazenda Alegria, em Mato Grosso, a tecnologia só gera resultado quando alinhada a objetivos claros. “O produtor precisa saber onde quer chegar. Quando isso está definido, o técnico consegue entregar a solução certa, no momento certo”, afirmou.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Ele destacou ainda que a busca por maior produtividade deve estar associada à sustentabilidade econômica da propriedade. “Eu queria aumentar a produção por área e agregar mais arrobas, desde que o negócio fosse sustentável”, disse.

    A empresa também aposta em ferramentas digitais para apoiar o produtor na tomada de decisão, incluindo softwares de gestão, monitoramento por imagens de satélite e tecnologias de ajuste nutricional. A proposta é integrar produtos, pessoas e plataformas, os chamados “três Ps”, como base da estratégia.

    Reorganização do portfólio e foco no mercado

    O lançamento do Probeef ILP faz parte de um movimento mais amplo de reorganização do portfólio da companhia. As marcas passam a ser segmentadas por cadeia produtiva, com foco em soluções completas para cada área.

    No segmento de bovinos de corte, a marca Probeef assume papel central, com a proposta de oferecer desde produtos até suporte técnico especializado. A estratégia também inclui a atualização da identidade visual, baseada no conceito de confiança, elemento considerado essencial na relação com o produtor.

    Segundo o diretor de Marketing e Tecnologia, Marcelo Dalmagro, o objetivo é contribuir para a evolução da pecuária brasileira. “Queremos ajudar o produtor a dar o próximo passo, independentemente do tamanho da operação”, afirmou.

    A expectativa da empresa é ampliar participação em um mercado ainda fragmentado, mas em crescimento contínuo, impulsionado pela demanda global por proteína animal. Nesse cenário, a integração entre lavoura e pecuária surge como caminho para aumentar a eficiência produtiva e atender às exigências ambientais e econômicas do setor.

  • Fiscalização mais rígida trava embarques de soja brasileira para a China

    Fiscalização mais rígida trava embarques de soja brasileira para a China

    A Cargill suspendeu as exportações de soja do Brasil para a China. A causa é uma mudança nos procedimentos de inspeção sanitária adotados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que dificulta a emissão dos certificados exigidos para os embarques. A informação veio a público na quarta-feira por Paulo Sousa, responsável pelas operações da empresa na América Latina.

    A pedido do governo chinês, o Mapa passou a adotar uma avaliação sanitária mais rigorosa para cargas de soja destinadas ao país asiático, com foco na detecção de pragas e plantas daninhas. Para Sousa, o novo procedimento destoa do padrão do mercado de grãos.

    “Temos um sistema padrão de inspeção no comércio, baseado em amostragens. O Ministério da Agricultura do Brasil começou a realizar um novo tipo de análise próprio”, disse o executivo, acrescentando que a mudança gera resultados divergentes nas inspeções.

    A consequência prática é direta: sem os certificados sanitários, os navios carregados com soja simplesmente não podem partir. “Em alguns casos, os certificados que precisam acompanhar os embarques até o destino não estão sendo emitidos”, afirmou Sousa durante a conferência Argentina Week 2026, em Nova York, organizada pelo Bank of America.

    A paralisação nas exportações gerou um efeito em cadeia. A Cargill também suspendeu temporariamente a compra de soja de produtores brasileiros,  já que, sem conseguir exportar, não há motivo para adquirir o grão. Produtores rurais confirmaram o cenário: havia escassez de ofertas de compra por parte das tradings para a soja disponível no mercado local.

    Um impasse no pior momento

    O timing é preocupante. A China compra cerca de 80% de toda a soja que o Brasil exporta, e o país é o maior produtor e exportador mundial da oleaginosa. O impasse coincide com o período de pico das exportações brasileiras, exatamente quando o volume embarcado é maior.

    A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) manifestou preocupação em nota divulgada na quarta-feira. Segundo a entidade, exportadores enfrentam dificuldades para ajustar suas operações ao novo sistema de inspeção justamente nesse momento crítico do calendário agrícola.

    Sousa informou que as novas inspeções começaram no início da semana passada e que as negociações entre as partes continuam, mas ainda sem solução definida. O Ministério da Agricultura ainda não se manifestou sobre o tema.

  • Cargill troca estimativa por precisão no manejo da ração

    Cargill troca estimativa por precisão no manejo da ração

    A Cargill Nutrição e Saúde Animal apresentou ao mercado brasileiro o Cargill FeedView powered by BinSentry, solução digital voltada à gestão inteligente da ração em sistemas de produção de aves e suínos. O lançamento foi detalhado em entrevista coletiva com Celso Mello, diretor-geral da Cargill Nutrição Animal Latam, e Ana Paula Maia, gerente de Soluções Digitais da companhia. Na ocasião, os executivos reforçaram a estratégia da empresa de apoiar o produtor rural com tecnologia, dados e acompanhamento técnico.

    A ferramenta integra hardware, software em nuvem e consultoria especializada. Com isso, permite que produtores e indústrias acompanhem, em tempo real, o estoque e o consumo de ração, do planejamento da fábrica até o cocho. O objetivo é claro: reduzir perdas, evitar falhas de abastecimento e apoiar decisões mais precisas em um dos principais custos da produção animal, que pode representar até 70% do custo total.

    Gestão da ração baseada em dados

    Desenvolvido em parceria com a BinSentry, o sistema utiliza sensores de imagem 3D de alta precisão, instalados diretamente nos silos de ração. Esses sensores se conectam a uma plataforma inteligente em nuvem, que oferece visibilidade instantânea dos níveis de ração, previsões de consumo, alertas de desabastecimento e relatórios personalizados.

    Além disso, a tecnologia reduz a dependência de medições manuais e elimina decisões baseadas apenas em estimativas. Essa prática ainda é comum em muitas granjas, onde o produtor recorre a métodos empíricos, como bater no silo para identificar o nível de ração. Dessa forma, o FeedView permite trabalhar com informações confiáveis, atualizadas e acessíveis, fortalecendo o planejamento da produção e da logística.

    Segundo Celso Mello, o FeedView representa um avanço relevante na gestão da cadeia de ração. “Estamos falando de uma solução que conecta fábrica, logística e granja, colocando o dado no centro das decisões e ajudando o produtor a ganhar eficiência de forma consistente”, destacou durante a coletiva.

    Ana e Celso durante apresentação do novo sistema de monitoramento – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Tecnologia de precisão no silo

    Na prática, o sistema possibilita controlar o estoque de ração com até 98% de precisão. Esse desempenho é alcançado graças a sensores com carregamento solar, câmera 3D autolimpante e mais de nove mil pontos de leitura por silo. A comunicação ocorre via LTE-M ou wi-fi, o que garante estabilidade e atualização contínua das informações.

    Além disso, a plataforma permite criar alertas automáticos para falta ou excesso de ração e gerar relatórios por granja, lote ou unidade produtiva. Esses dados apoiam o planejamento de entregas, reduzem pedidos emergenciais e contribuem para uma operação mais organizada e previsível.

    Resultados comprovados no campo

    Em operações já monitoradas pela tecnologia, os resultados são expressivos. Os dados apontam redução de até 75% nos eventos de falta de ração. Também indicam queda de até 80% em sobras e retornos, diminuição de 95% nos pedidos de urgência e redução de 15% nas entregas. Esses números geram impacto direto nos custos logísticos e na eficiência industrial.

    Além do ganho operacional, o FeedView ajuda a evitar misturas de fases, sobras e falhas de abastecimento. Com isso, favorece o uso mais eficiente dos nutrientes, melhora a conversão alimentar e amplia a segurança na oferta de aditivos e medicamentos nos momentos corretos da produção.

    Abordagem consultiva e suporte ao produtor

    Mais do que uma plataforma tecnológica, o Cargill FeedView conta com um modelo consultivo estruturado. A solução é sustentada por especialistas em nutrição, produção animal, fábrica de ração e logística. O acompanhamento começa na prova de valor e segue até a implementação em escala, sempre com foco na captura efetiva de resultados.

    A metodologia inclui diagnóstico, definição de indicadores, implantação gradual, treinamento das equipes e apoio à gestão da mudança. Dessa forma, envolve todos os elos da operação, do nutricionista ao produtor, passando por logística, planejamento e TI.

    Para Ana Paula Maia, líder de soluções digitais da Cargill Nutrição e Saúde Animal, a proposta é transformar a rotina no campo. “O Cargill FeedView inaugura uma nova jornada na gestão da cadeia de ração, em que as decisões deixam de ser baseadas em suposições e passam a ser orientadas por dados. Isso se traduz em menos desperdício, mais eficiência e bem-estar animal, com retorno claro sobre o investimento”, afirmou.

    Histórico e expansão no Brasil

    A tecnologia que sustenta o FeedView já está presente em cerca de 80 empresas na América do Norte, com mais de 50 mil sensores ativos. Ao longo do tempo, acumulou um histórico consistente de ganhos operacionais. No Brasil, a Cargill Nutrição e Saúde Animal pretende expandir gradualmente a oferta da solução para diferentes segmentos da cadeia de proteína animal.

  • Futuro da proteína animal é destaque em evento

    Futuro da proteína animal é destaque em evento

    Profissionais do setor de proteína animal têm um compromisso marcado para setembro. A 41ª Conferência FACTA WPSA-Brasil ocorre nos dias 2 e 3 do mês, em Campinas (SP). Com o tema “Gestão, Inovação e Excelência”, o evento promete atualizar os participantes sobre as principais tendências do mercado.

    O engenheiro agrônomo e diretor mundial de contas estratégicas da Cargill, Antônio Mário Penz Junior. Foto: Divulgação

    Um dos destaques da programação será a palestra “O futuro da proteína animal”. Quem comanda a discussão é Antônio Mário Penz Junior, diretor mundial de contas estratégicas da Cargill.

    O especialista trará uma perspectiva otimista. Ele projeta um longo período de oportunidades – um “oceano azul” – para a indústria brasileira. A combinação de preços baixos de insumos e a expertise nacional em produção fortalece a competitividade no mercado global.

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    Sua apresentação cobrirá temas cruciais: a evolução do consumo global de carnes, os fatores de crescimento e o impacto das carnes vegetais. Penz defenderá que as escolhas da indústcia devem sempre priorizar informações técnicas, evitando vieses ideológicos.

    A conferência é uma tradição no calendário do setor. Reconhecida por sua excelência, é uma oportunidade única para networking e aprendizado com os maiores especialistas da área.

    O prazo para se inscrever com o valor promocional é 26 de agosto de 2025. Após essa data, os preços aumentam. Estudantes têm direito a meia-entrada.

    Serviço:

    Evento: 41ª Conferência FACTA WPSA-Brasil 2025

    Data: 2 e 3 de setembro

    Local: Campinas, São Paulo

    Informações e inscrições: site oficial do evento

  • Produtores de soja avançam sobre a Amazônia

    Produtores de soja avançam sobre a Amazônia

    Em meio ao verde intenso da Amazônia, onde antes havia floresta secundária em recuperação, agora se estendem fileiras intermináveis de soja. O cenário se repete em várias regiões do Pará, estado que se tornou a nova fronteira agrícola do Brasil. Apesar do Acordo da Soja da Amazônia, pacto firmado em 2006 para conter o desmatamento, produtores encontraram uma brecha perigosa na legislação: o acordo só protege florestas primárias, aquelas nunca antes derrubadas, deixando de fora as áreas em regeneração.

    Um relatório oficial recente mostra que a área de soja plantada em floresta primária quase triplicou desde 2018, alcançando 250 mil hectares. No entanto, pesquisas independentes revelam números muito mais alarmantes. Xiaopeng Song, professor da Universidade de Maryland, analisou dados de satélite e descobriu que cerca de 1,04 milhão de hectares de soja na Amazônia brasileira estão em terras desmatadas após 2008 – data limite estabelecida pelo acordo. A discrepância ocorre porque o monitoramento oficial ignora pequenos desmatamentos acumulados e focos em municípios com mais de 5 mil hectares de cultivo.

    Transformação

    Em Santarém, no oeste do Pará, a expansão da soja transformou radicalmente a paisagem. O terminal da Cargill, construído às margens do rio Amazonas, tornou-se um polo de atração para produtores que buscam reduzir custos de exportação. “Aqui temos condições de fazer até três safras por ano”, explica Edno Cortezia, presidente do sindicato rural local. Ele está referindo-se ao cultivo sucessivo de soja, milho e trigo na mesma área. Enquanto isso, comunidades próximas sofrem com os impactos. Raimundo Freitas, diretor de uma escola em Belterra, mostra registros de intoxicação por agrotóxicos em alunos e professores ocorridos no ano passado.

    A pressão para flexibilizar o acordo vem crescendo. No final de abril, um ministro do STF autorizou o estado do Mato Grosso a retirar incentivos fiscais de empresas signatárias do pacto. André Nassar É presidente da Abiove, s associação que reúne as principais traders de grãos. E já sinalizou que o setor busca “um meio termo” entre manter e extinguir o acordo. Enquanto isso, a China, destino de dois terços da soja brasileira, continua comprando o grão rotulado como “livre de desmatamento”, mesmo com as evidentes falhas no sistema de monitoramento.

    Cientistas alertam que a combinação de desmatamento e mudanças climáticas pode levar a Amazônia a um ponto de não retorno, quando começaria a se transformar irreversivelmente em savana. “O acordo evitou um desastre maior, mas está longe de ser suficiente”, afirma André Guimarães, do IPAM. Com a temporada de plantio se aproximando, a pergunta que fica é: até quando as brechas na legislação continuarão permitindo que a soja avance sobre o que resta da floresta?

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  • Gestão eficiente da água: Cargill ganha certificação máxima

    Gestão eficiente da água: Cargill ganha certificação máxima

    A unidade da Cargill em Goiânia, Goiás, recebeu o Certificado de Sustentabilidade, Selo Ouro, entregue pela Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA). O reconhecimento é resultado de um compromisso contínuo da empresa com práticas sustentáveis na região, envolvendo colaboradores e membros da comunidade.

    Sete áreas temáticas críticas

    Para conquistar o selo, a fábrica demonstrou excelência em sete áreas: água, biodiversidade, educação, energia, gases, resíduos e socioambiental. A Estação de Tratamento de Efluentes Industriais (ETEI) da unidade é um dos destaques, devolvendo a água utilizada nos processos em condições ainda melhores do que quando foi captada.

    Engajamento dos colaboradores

    Eli Cardoso Lessa, gerente de Grupo de Tratamento de Água, Efluentes e Resíduos, afirma que a conquista do Selo Ouro mostra o compromisso da empresa com o meio ambiente e a comunidade local. “A Cargill foi a primeira indústria a conquistar o selo, incentivando outras a participar do programa e seguir pelo caminho verde”, explica Eli Lessa.

    Projetos sustentáveis

    Além da ETEI, a planta implementou o projeto Escola Verde, focado em educação ambiental e gestão de resíduos, e conta com um ecoponto de logística reversa da casa so+ma. “Estamos fazendo um trabalho intenso, algo que beneficia a empresa, os colaboradores e deixa um legado para a comunidade e próximas gerações”, finaliza Eli Lessa.