A carambola é uma das frutas favoritas de Mariana Ximenes. Aos 45 anos, a atriz de Quem Ama Cuida compartilhou fotos nas redes sociais em que aparece colhendo carambolas diretamente do pé.
Na publicação, Mariana escreveu: “Carambola direto do pé – Aceitam?!”. O registro chamou atenção justamente pelo hábito de consumir uma fruta bastante associada aos afetivos quintais de vó brasileiros.
Foto: Reprodução/Instagram/@marianaximenes
A carambola tem formato de estrela quando cortada e apresenta sabor que pode variar do ácido ao doce. Além disso, é uma fruta com água, fibras e vitamina C em sua composição.
A carambola (Averrhoa carambola) pertence à família Oxalidaceae e é comum em regiões tropicais, incluindo o Brasil.
Entre os nutrientes presentes na fruta estão vitamina C, fibras e minerais, como o potássio. A vitamina C exerce função antioxidante e participa de processos importantes do organismo, enquanto as fibras contribuem para o funcionamento intestinal e podemaumentar a sensação de saciedade.
Fruta de quintal também exige cuidados
Apesar de nutritiva, a carambola merece atenção em algumas situações. Pessoas com doença renal crônica devem evitar o consumo da fruta, devido ao risco de intoxicação.
O motivo está relacionado à caramboxina, uma neurotoxina presente na carambola. Em pessoas com função renal comprometida, a substância pode não ser eliminada adequadamente pelo organismo e atingir o sistema nervoso central.
Em 2025, Yasmin Brunet chamou a atenção dos fãs ao revelar uma grande mudança no corpo. A modelo e ex-BBB contou que perdeu cerca de 20 kg durante o processo de cuidados com o lipedema e com a própria saúde.
Nas redes sociais, Yasmin afirmou que o resultado veio acompanhado de mudanças de hábitos e de um processo de autocuidado. “Emagreci uns 20 kg cuidando do meu lipedema e, principalmente, da minha saúde. Foi um processo de autocuidado, consciência e amor-próprio”, escreveu.
Entre as mudanças na alimentação, a loira passou a seguir uma dieta com restrição de FODMAPs. E foi justamente nesse cardápio que uma fruta pouco lembrada pelos brasileiros brilhou: a carambola.
A dieta low FODMAP é uma estratégia alimentar desenvolvida principalmente para ajudar no controle de sintomas gastrointestinais, especialmente em pessoas com síndrome do intestino irritável. A sigla FODMAP reúne diferentes tipos de carboidratos de cadeia curta que podem ser mal absorvidos pelo intestino e provocar sintomas como gases, inchaço e dor abdominal.
O método deve ser realizado com acompanhamento profissional, e envolve uma fase inicial de restrição e, posteriormente, a reintrodução gradual dos alimentos.
No caso de Yasmin, a alimentação fez parte de um conjunto de mudanças relacionadas aos cuidados com a saúde. Entre os alimentos permitidos no cardápio acompanhado pela modelo estava a carambola, afirma a nutricionista Gisela Savioli.
A fruta esquecida das feiras
Com seu formato de estrela e sabor levemente adocicado, a carambola costuma passar despercebida nas feiras e supermercados. No entanto, a fruta apresenta uma composição nutricional muito interessante.
A carambola é famosa por seu formato estrelado, sabor agridoce e poderes antioxidantes (Foto: Reprodução/UFABC)
Ela é fonte de vitamina C, fibras e água, além de fornecer minerais como potássio. Uma pequena carambola, com aproximadamente 70 gramas, possui cerca de 22 calorias e 1,9 grama de fibras.
A vitamina C possui ação antioxidante e participa da produção de colágeno. Já as fibras contribuem para o funcionamento intestinal e podem aumentar a sensação de saciedade. Por isso, a carambola pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, inclusive em estratégias voltadas ao controle do peso.
Carambola exige atenção em alguns casos
Apesar dos benefícios nutricionais, a fruta não é indicada para pessoas com doença renal crônica.
Isso acontece porque a carambola contém caramboxina, uma substância que pode se acumular no organismo quando os rins não conseguem eliminá-la adequadamente.
O sabor azedo resulta de uma combinação química complexa. O pH, a quantidade total de ácidos e o tipo de ácido natural presente determinam o grau de acidez que sentimos ao provar uma fruta. Essa mistura química explica por que algumas frutas apresentam um azedinho leve e refrescante, enquanto outras provocam caretas mesmo nos paladares mais corajosos.
O pH mede a acidez imediata de um alimento. Quanto menor o número, mais ácido o produto. A acidez titulável, por sua vez, indica a quantidade total de ácidos presentes.
Segundo a Embrapa Agroindústria Tropical, as frutas brasileiras concentram três tipos principais de ácidos: cítrico, málico e tartárico. Cada ácido possui sabor característico e aparece em proporções diferentes conforme a espécie. Essa combinação define se a fruta será mais azeda, doce ou equilibrada no paladar.
O bilimbi lidera o ranking das frutas mais azedas conhecidas pela ciência. Originária do sudeste asiático e ainda pouco popular no Brasil, a fruta pertence à mesma família da carambola e apresenta suco extremamente ácido — mais intenso que o do limão.
Um levantamento da Universidade de Kerala, na Índia, registra pH médio entre 1,1 e 2,0. O bilimbi também concentra altas doses de ácido oxálico, que causa a sensação adstringente característica.
Pesquisadores da Universiti Sains Malaysia descrevem o bilimbi como “impróprio para consumo direto” devido à acidez excessiva. A fruta funciona melhor em pequenas quantidades como tempero ou conservante natural.
Tamarindo: acidez com toque adocicado
O tamarindo combina acidez intensa com leve doçura, resultado da presença de ácido tartárico em níveis elevados. A Embrapa Agroindústria Tropical caracterizou físico-quimicamente a polpa e encontrou pH médio entre 2,3 e 2,7 — faixa semelhante à do limão.
Limão e lima: referências clássicas de acidez
Limão e lima representam as referências mais conhecidas quando o tema é acidez. A Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO/Unicamp) registra pH do suco de limão entre 2,0 e 2,6, com acidez titulável em torno de 6% de ácido cítrico.
Acerola: vitamina C e acidez em dose dupla
Fruta oferece muitos benefícios
A acerola concentra alto teor de vitamina C e figura entre as frutas mais ácidas existentes. Um boletim técnico da Embrapa Mandioca e Fruticultura (2023) mostra pH de genótipos avaliados entre 2,3 e 4,4, dependendo da cultivar e do grau de maturação.
O estudo aponta que essa acidez intensa confere à acerola seu sabor característico e o potencial antioxidante que a popularizou em sucos e suplementos alimentícios.
Carambola: prima ácida do bilimbi
Foto: Geovani Ferreira Gonçalves/Flick
A carambola, parente do bilimbi, também apresenta acidez considerável. O pH de frutos verdes fica abaixo de 3,0 e sobe conforme a maturação. A fruta possui alto teor de ácido oxálico, que diminui à medida que o fruto amadurece.
Calamansi: o híbrido filipino super ácido
Foto: Karen Grace Cruzado/Flickr
O calamansi, híbrido de limão e tangerina amplamente consumido nas Filipinas, apresenta pH entre 2,2 e 2,5. Apesar de menos conhecido no Brasil, o fruto figura entre os mais ácidos do mundo.
Umbu: a acidez nativa do semiárido brasileiro
Foto: Auxiliadora Coêlho/Embrapa
O umbu, nativo do Semiárido brasileiro, registra pH entre 2,6 e 3,0, conforme dados da Embrapa Semiárido. Mangas e goiabas verdes também apresentam acidez notória, mas o pH sobe rapidamente durante o amadurecimento, reduzindo a sensação de azedume.