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  • Como as mulheres estão redesenhando o agronegócio capixaba

    Como as mulheres estão redesenhando o agronegócio capixaba

    No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), o Espírito Santo registra avanços concretos na participação feminina no agronegócio e na pesca artesanal. Produtoras, gestoras, empreendedoras e lideranças comunitárias ocupam cada vez mais espaço nas cadeias produtivas do Estado.

    A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) coordena quatro iniciativas voltadas ao fortalecimento da atuação das mulheres no campo e no litoral capixaba: Elas no Campo e na Pesca, Mulheres do Café, Mulheres do Cacau e Marisqueiras em Rede. Os programas combinam qualificação técnica, incentivo ao empreendedorismo e apoio à organização produtiva.

    “As mulheres estão cada vez mais à frente da produção, da gestão das propriedades e da inovação no meio rural”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli. “O Governo do Estado tem trabalhado para ampliar oportunidades e garantir que essas mulheres tenham acesso à capacitação, tecnologia e mercados.”

    Elas no Campo e na Pesca: capacitação e expansão até 2028

    Lançado em 2019 em parceria com o Incaper, o programa Elas no Campo e na Pesca promove visibilidade, autonomia econômica e liderança entre agricultoras e pescadoras capixabas.

    Em 2025, o programa realizou seis capacitações em parceria com o Sebrae, pelo projeto Delas. Atendendo 86 mulheres nos municípios de São José do Calçado, Mimoso do Sul, Vitória, Jerônimo Monteiro e Itapemirim. Os encontros abordaram vendas, marketing, empreendedorismo, marca pessoal, formação de preço e inteligência emocional.

    O programa também levou produtoras a feiras como a Feira Sabores da Terra, a ESX, a FEAFES, a Coffees e o Festival Internacional do Café Conilon. Com representantes de diversas cadeias produtivas, incluindo mulheres da reforma agrária, indígenas e quilombolas.

    Para o triênio 2026–2028, a Fapes aprovou um novo projeto pelo programa Inovagro, com investimento de R$ 599.498,00. Entre as ações previstas estão o mapeamento do perfil socioeconômico das participantes, ampliação da assistência técnica, inserção dos produtos no mercado formal e implantação de unidades demonstrativas para a produção de pimenta-do-reino no norte do Estado. O início das atividades está previsto para abril de 2026.

    Mulheres do Café: mais de 1.600 atendidas em um ano

    O projeto Mulheres do Café qualifica produtoras, estimula a troca de experiências e agrega valor à produção cafeeira capixaba.

    Em 2025, as ações voltadas às mulheres do café, em conjunto com o programa Elas no Campo e na Pesca, encerraram o ano com 1.633 mulheres atendidas em 67 atividades, entre capacitações, feiras, Dias de Campo, palestras, excursões e podcast.

    Mulheres do Cacau: associações como legado

    O Mulheres do Cacau aproxima produtoras das tecnologias de cultivo e processamento, garante assistência técnica e estimula a organização coletiva na cadeia cacaueira.

    Como resultado direto do projeto, quatro associações de mulheres do cacau já funcionam no Estado. E seguem recebendo apoio da Seag para capacitações e participação em espaços de comercialização.

    Marisqueiras em Rede: sustentabilidade no litoral capixaba

    Voltado às pescadoras artesanais, o Marisqueiras em Rede fortalece a organização produtiva e incentiva alternativas sustentáveis de renda no litoral capixaba.

    A iniciativa, realizada em parceria com a Associação de Pescadores de Jacaraípe (ASPEJ), o Sebrae e a Petrobras, atua em dez municípios: Serra, Vitória, Cariacica, Vila Velha, Guarapari, Anchieta, Piúma, Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy.

  • Exportações do agronegócio capixaba ultrapassam R$ 5,6 bilhões

    Exportações do agronegócio capixaba ultrapassam R$ 5,6 bilhões

    O agronegócio do Espírito Santo registrou um desempenho recorde nos primeiros quatro meses de 2025, com exportações que somaram US$ 998,6 milhões, equivalentes a quase R$ 5,6 bilhões. Esse resultado representa um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor alcançou US$ 950,1 milhões. O volume embarcado ultrapassou 774,3 mil toneladas, consolidando o Espírito Santo como um dos estados mais competitivos do setor no Brasil.

    O crescimento do agro capixaba superou a média nacional, que registrou alta de apenas 1,4% no valor das exportações e queda de 3,7% no volume. Entre os produtos que mais se destacaram no valor exportado estão a pimenta-do-reino (+149,2%), pescados (+121,4%), café solúvel (+84,1%), mamão (+33,4%) e carne de frango (+19,1%). Em volume, os maiores aumentos foram para pescados (+105,7%), pimenta-do-reino (+48,2%), mamão (+34,0%), carne de frango (+26,9%), café solúvel (+26,9%) e gengibre (+19,2%).

    O complexo cafeeiro lidera a pauta exportadora, respondendo por US$ 494,9 milhões, ou 49,6% do total exportado pelo agronegócio capixaba. O Espírito Santo mantém a segunda posição nacional nas exportações totais de café e derivados. Com destaque para o café conilon, que segue como carro-chefe do estado. Além disso, o estado lidera as exportações brasileiras de gengibre (57% do total nacional), pimenta-do-reino (67%) e mamão (41%).

    Valorização

    O secretário de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli, destaca que o crescimento reflete a valorização dos produtos capixabas no mercado internacional e a capacidade dos produtores em acessar mercados exigentes. Ele ressalta a relevância do mercado norte-americano, principal destino das exportações do setor, que absorveu 20,1% do valor exportado no período. Os EUA importaram 41% do café solúvel exportado pelo estado, totalizando US$ 28,6 milhões, impulsionados pela busca por fornecedores alternativos devido a tarifas sobre importações de países como Vietnã e Indonésia.

     

    Além dos Estados Unidos, a Turquia (11,2%) e o Vietnã (6,4%) figuram entre os principais destinos das exportações capixabas. No total, os produtos do agronegócio do Espírito Santo foram enviados para 107 países nos quatro primeiros meses de 2025.

    Outros produtos relevantes na pauta exportadora incluem celulose (US$ 311,9 milhões), pimenta-do-reino (US$ 135,3 milhões), mamão (US$ 10,7 milhões), carne bovina (US$ 8,8 milhões), chocolates e preparados com cacau (US$ 6 milhões), pescados (US$ 4,3 milhões), gengibre (US$ 3,9 milhões), álcool etílico (US$ 3,9 milhões) e carne de frango (US$ 2,2 milhões). Juntos, café, celulose e pimenta-do-reino representam 94,3% do valor total exportado.

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  • Espírito Santo inicia colheita da safra 2025 de gengibre

    Espírito Santo inicia colheita da safra 2025 de gengibre

    O Espírito Santo deu início à colheita da safra 2025 de gengibre durante o Dia Especial sobre a Cultura do Gengibre, realizado no Galpão Djalma Plaster, em Santa Maria de Jetibá. O evento, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), reforçou a importância do estado como maior produtor e exportador nacional do rizoma.

    Responsável por 75% da produção brasileira e 57% das exportações do país, o Espírito Santo estimou uma produção de 77,7 mil toneladas em 2024. Os principais municípios produtores são Santa Leopoldina (31,5 mil toneladas), Santa Maria de Jetibá (26,4 mil toneladas) e Domingos Martins (16,3 mil toneladas), seguidos por Itarana, Cariacica, Marechal Floriano, Santa Teresa e Alfredo Chaves.

    Espírito Santo dá início à colheita do gengibre da safra 2025. Foto: Henrique Fajoli/Seag

    A produtividade média no estado alcança 60,5 toneladas por hectare. E gera uma renda de R$ 293,4 milhões nas propriedades rurais em 2023, conforme dados da Gerência de Dados e Análises da Seag, baseados em levantamentos do IBGE, Painel Agro e Incaper.

    Cartilha para produtores

    No evento, o Incaper lançou a cartilha “Gengibre: Como Produzir Rizomas de Qualidade para Exportação”, elaborada pelo coordenador do CDRC Serrano, Galderes Magalhães de Oliveira. Também ocorreu a palestra “Controle de Pragas e Doenças do Gengibre – Aspecto Técnico e Legal”. Ela foi ministrada pelo professor e doutor em Fitopatologia Antonio Fernando de Souza, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).

    Para o secretário de Agricultura do ES, Enio Bergoli, a colheita simboliza a força do trabalho rural e a inovação dos produtores capixabas. Ele destacou que, em 2024, as exportações de gengibre movimentaram mais de US$ 45,3 milhões. Isso coloca o produto entre os quatro principais do agronegócio estadual, ao lado do café, celulose e pimenta-do-reino.

    O diretor-geral do Incaper, Alessandro Broedel, ressaltou a expectativa de crescimento da produção em 2025. Impulsionada pelos bons preços das últimas safras e pela valorização do gengibre capixaba no mercado internacional. Ele também destacou o papel da assistência técnica e extensão rural na adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis, alinhadas às exigências do mercado externo.

    O Dia Especial sobre a Cultura do Gengibre reuniu agricultores, técnicos, estudantes e lideranças locais. E promoveu troca de conhecimentos e incentivando boas práticas na cadeia produtiva. O evento reforça o papel estratégico do Espírito Santo na produção de alimentos diferenciados, com alto valor agregado e forte presença internacional.

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