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  • Caminho Verde Brasil destina R$ 3 bi à Caatinga para integrar pequenos produtores ao milho e fortalecer avicultura

    Caminho Verde Brasil destina R$ 3 bi à Caatinga para integrar pequenos produtores ao milho e fortalecer avicultura

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destinou R$ 3 bilhões do Programa Caminho Verde Brasil para impulsionar o desenvolvimento sustentável na Caatinga, com foco na integração de pequenos produtores rurais à cadeia produtiva do milho e no fortalecimento da avicultura nordestina. A medida foi anunciada durante reunião estratégica realizada na quinta-feira (26), no Recife (PE).

    Do total de R$ 30 bilhões previstos no programa nacional, 10% serão aplicados exclusivamente no bioma, que abrange estados como Pernambuco, Bahia, Ceará e Piauí. A iniciativa reuniu representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), produtores rurais, avicultores, Banco do Brasil, Embrapa, Corteva e assessores do gabinete ministerial.

    (Imagem/Reprodução: Guilherme Martimon/MAPA)

    Milho local para reduzir custos da avicultura

    O abastecimento de milho representa um dos principais gargalos da avicultura nordestina. Por isso, a indústria busca o insumo a mais de 1.000 quilômetros de distância, o que eleva significativamente os custos de produção das aves. Diante desse cenário, o Caminho Verde Brasil propõe estruturar a produção do grão no entorno direto dos polos avícolas da região, aproximando a oferta da demanda e reduzindo a dependência logística.

    “Estamos buscando uma solução para a produção de milho nos arredores das avícolas, utilizando recursos do programa”, afirmou Carlos Augustin, coordenador do Caminho Verde Brasil e assessor especial do gabinete do ministro da Agricultura.

    A estratégia prevê a transição de pequenos agricultores, hoje voltados majoritariamente para a subsistência, para uma agricultura comercial integrada à indústria. Segundo Edival Veras, representante da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), os recursos poderão viabilizar o preparo de até 400 mil hectares para a produção sustentável de milho, dentro dos critérios ambientais do programa.

    Impacto social e econômico avaliado positivamente pelo setor

    Para o diretor de Relações Institucionais da ABPA, Marcelo Osório, o programa combina desenvolvimento regional com responsabilidade ambiental. “O programa tem um importante caráter social e de desenvolvimento regional, e houve consenso entre os participantes. Agora, avançamos para os detalhes de implementação”, destacou.

    Próximos passos: reunião em abril definirá cronograma

    Os participantes estabeleceram uma agenda de trabalho para estruturar as parcerias entre produtores rurais e indústria. Um novo encontro está previsto para abril, quando serão apresentados os avanços das ações e definido o cronograma de execução.

    Sobre o Caminho Verde Brasil

    Coordenado pelo Mapa, o programa tem como meta restaurar até 40 milhões de hectares de áreas degradadas em todo o território nacional, integrando-as a sistemas produtivos sustentáveis. O projeto busca equilibrar segurança alimentar, transição energética e proteção ambiental, posicionando o Brasil como referência global em agropecuária sustentável.

  • Restauração de áreas degradadas no Brasil recebe investimento de R$ 30 bilhões

    Restauração de áreas degradadas no Brasil recebe investimento de R$ 30 bilhões

    O segundo leilão do Eco Invest Brasil superou as expectativas e deve destinar cerca de R$ 30 bilhões à primeira fase do Programa Caminho Verde Brasil. A iniciativa mira recuperar 40 milhões de hectares de áreas degradadas nos próximos 10 anos e torná-las produtivas por meio de práticas sustentáveis.

    Coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o programa busca restaurar essas áreas para aumentar a produtividade sem expandir o desmatamento. Também promove o uso de tecnologias que reduzem a emissão de carbono.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou: “Vamos crescer a economia, produzir mais alimentos e gerar empregos protegendo o meio ambiente. O governo Lula apostou na sustentabilidade e no combate à fome.”

    Leilão

    O leilão reuniu 11 instituições financeiras. Elas se comprometeram a financiar a recuperação de pelo menos 1,4 milhão de hectares de terras degradadas entre 2025 e 2027. A iniciativa aumenta a oferta de terras para a agropecuária de forma sustentável.

    Carlos Augustin, coordenador do Caminho Verde Brasil, afirmou que o programa possibilita ampliar a produção de alimentos certificados, expansão das exportações e preservação de matas nativas.

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    Além do crédito com juros abaixo do mercado, os produtores devem cumprir regras de desmatamento zero durante o financiamento e manter o balanço de carbono equilibrado. Estima-se que a recuperação de 1,4 milhão de hectares retire 19,5 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera por ano, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

    Liderança da economia verde global

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou que o leilão posiciona o Brasil na liderança da economia verde global. Ele destacou a importância de instrumentos financeiros inteligentes para aumentar a produtividade e a competitividade do país.

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, também valorizou o papel do leilão no incentivo à restauração florestal e no freio ao avanço da fronteira agrícola.

    O BID, parceiro estratégico no projeto, aponta que o programa fortalece a resiliência econômica, ambiental e social e amplia a mobilização do mercado de capitais para investimentos sustentáveis.

    O Mapa busca mecanismos para financiar as próximas fases do Caminho Verde Brasil, com contratos de equity e parcerias nacionais e internacionais. A meta do programa é restaurar 40 milhões de hectares em uma década, aproveitando o potencial de terras degradadas para uso agropecuário sustentável.

    O Eco Invest Brasil criou novos instrumentos financeiros para atrair capital privado e externo. O programa financia projetos estratégicos que promovem a indústria verde, a recuperação de biomas e a adaptação às mudanças climáticas. A ação reforça o compromisso do Brasil com a transformação ecológica.

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