Tag: camarões

  • Mina de ouro desaba e deixa mais de 100 mortos na África

    Mina de ouro desaba e deixa mais de 100 mortos na África

    Mais de 100 pessoas morreram após o desabamento de uma mina artesanal de ouro na República Centro-Africana, país localizado na região central do continente africano.

    A tragédia ocorreu na terça-feira (18), no povoado de Zamboye, na prefeitura de Nana-Mambéré, no oeste do país e próximo à fronteira com Camarões.

    https://x.com/EddyWarman/status/2090602327338275237?s=20

    O número de mortos superou 100 durante as operações de busca e retirada das vítimas. Equipes de resgate ainda procuravam pessoas desaparecidas no local, o que significa que o balanço pode aumentar.

    Desabamento atingiu mina artesanal de ouro

    A mina operava de maneira artesanal, modalidade caracterizada por métodos de extração de menor escala e, em muitos casos, pelo uso limitado de equipamentos e estruturas de segurança.

    Autoridades locais relataram mortos, feridos e pessoas desaparecidas após o desabamento.

    Imagens registradas no local mostram uma grande quantidade de pessoas nas proximidades da área atingida e o terreno cedendo sobre parte da região de mineração.

    O que provocou o acidente?

    As circunstâncias exatas do desastre ainda são investigadas.

    O Ministério Público local apontou como uma das hipóteses o colapso de galerias subterrâneas utilizadas pelos trabalhadores. As autoridades abriram uma investigação para esclarecer as causas e identificar os responsáveis pela operação do local.

    Mineração artesanal sustenta milhares de trabalhadores

    A mineração artesanal de ouro é uma importante fonte de renda em diferentes países africanos.

    Por outro lado, operações com pouca infraestrutura, fiscalização limitada e ausência de equipamentos adequados podem aumentar os riscos de soterramentos e outros acidentes.

    Na República Centro-Africana, milhares de trabalhadores dependem de pequenas operações de mineração para obter renda.

     

  • Produção de camarão cresce no interior impulsionada por novas tecnologias

    Produção de camarão cresce no interior impulsionada por novas tecnologias

    A interiorização da carcinicultura no Brasil avança impulsionada por soluções nutricionais que viabilizam o cultivo de camarão em diferentes níveis de salinidade. Tradicionalmente concentrada no litoral do Nordeste, a atividade ganha espaço no interior de estados como Ceará e Rio Grande do Norte, ampliando a produção nacional e diversificando as áreas de cultivo.

    Em 2025, o Brasil produziu cerca de 230 mil toneladas de camarão cultivado, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC). O crescimento ocorre principalmente devido à abertura de novas fronteiras produtivas fora do litoral. Produtores adotam tecnologias que permitem o cultivo em ambientes com alta ou baixa salinidade, o que fortalece a segurança alimentar, gera renda e descentraliza a atividade.

    A criação em regiões interiores, no entanto, exige atenção ao equilíbrio nutricional dos animais, sobretudo em águas de baixa salinidade. Para enfrentar esse desafio, empresas ampliam investimentos em pesquisa e desenvolvimento de rações funcionais capazes de reduzir perdas e melhorar o desempenho produtivo.

    Segundo Ricardo Garcia, gerente de Produtos de Aquicultura da ADM, a expansão para o interior acompanha as demandas do setor. “A interiorização da carcinicultura avança com base na oportunidade de produção em regiões com baixa salinidade. Trabalhamos para apoiar a sustentabilidade econômica dos produtores, com soluções que reduzem o impacto ambiental, aumentam a rentabilidade e promovem o bem-estar animal”, afirma.

    Expansão

    O executivo destaca ainda que esses fatores são essenciais para consolidar a atividade em novos territórios. “Nosso objetivo é contribuir para uma produção mais eficiente e responsável, apoiando o desenvolvimento dos camarões em diferentes sistemas de cultivo”, acrescenta.

    camarão
    Foto: Divulgação ADM

    O Brasil ocupa atualmente a quarta posição entre os maiores consumidores de camarão do mundo, atrás de China, Estados Unidos e Japão. A espécie mais cultivada no país, o Litopenaeus vannamei, apresenta alta adaptabilidade a ambientes de baixa salinidade, o que favorece a expansão da atividade para longe do litoral.

    A interiorização da carcinicultura também contribui para diversificar a produção, ampliar a oferta no mercado interno e fortalecer cadeias produtivas regionais. Ao distribuir a atividade em diferentes localidades, o setor se torna mais resiliente e sustentável, reduzindo a dependência exclusiva das áreas costeiras.

  • Milhares de camarões mortos aparecem às margens do Rio Tietê

    Milhares de camarões mortos aparecem às margens do Rio Tietê

    Milhares de camarões de água doce foram encontrados mortos às margens do Rio Tietê, em Igaraçu do Tietê, interior de São Paulo, desde a segunda-feira (2 de fevereiro). O fenômeno foi registrado na prainha local, área de lazer próxima à barragem da Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, e chamou a atenção de moradores que registraram vídeos da cena impressionante.

    A Secretaria de Meio Ambiente municipal informou que o fenômeno excepcional foi ocasionado pela redução do oxigênio dissolvido na água, uma condição complexa que pode envolver múltiplos fatores ambientais.

    De acordo com Juarez Sbeghen, responsável pela fiscalização municipal, os pitus começaram a se acumular na prainha por volta das 17h de segunda-feira. “A gente já tinha visto mortandade de peixes, que são até frequentes, mas de camarão nunca tinha acontecido”, declarou o fiscal.

    Operação de limpeza mobiliza equipes da prefeitura

    Funcionários da Prefeitura realizaram nesta quarta-feira (4) a remoção dos milhares de crustáceos mortos. Os animais foram ensacados e transportados para o aterro sanitário de Barra Bonita. Uma retroescavadeira foi utilizada para retirar camarões que estavam no meio do rio.

    Técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) vistoriaram a prainha na tarde de terça-feira (3). E coletaram amostras da água e dos espécimes. O material foi encaminhado para análise laboratorial com o objetivo de identificar as causas exatas do fenômeno.

    A Cetesb orientou que a população não pesque nem se banhe no local até a conclusão das investigações.

    Múltiplas causas podem estar relacionadas ao fenômeno

    O Grupo Macrófitas, que reúne representantes da sociedade civil, operadores de barcos e especialistas, destacou que a mortandade pode estar associada à poluição orgânica, eutrofização, descargas químicas e variações ambientais bruscas.

    O grupo também observou um aspecto peculiar: apenas camarões foram afetados, pontualmente na Praia de Igaraçu, sem que nenhuma outra espécie aquática tenha sido impactada.

    A Auren Energia, operadora da Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, negou qualquer conexão entre a manutenção preventiva da eclusa da usina e a mortandade dos camarões. A empresa comunicou a Cetesb assim que tomou conhecimento da situação e se colocou à disposição para colaborar com as investigações.

    Espécie é comum na região

    Os camarões encontrados mortos são da espécie pitu (gênero Macrobrachium), crustáceos de água doce nativos que ocorrem em águas correntes desde o sudeste dos Estados Unidos até o sul do Brasil.

    O episódio ilustra a fragilidade do ecossistema do Tietê e a urgência de implementar uma gestão integrada para a preservação do rio, alertam especialistas. A comunidade aguarda os resultados das análises da Cetesb para compreender melhor as causas do fenômeno e evitar que situações similares se repitam.

    A Prefeitura de Igaraçu do Tietê reafirmou seu compromisso com a preservação dos recursos hídrico. E informou que continuará monitorando a área, mantendo a população informada sobre os desdobramentos do caso.

  • Produção de camarões longe do mar

    Produção de camarões longe do mar

    O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está à frente de um projeto inovador para viabilizar a produção de camarões marinhos em água salinizada, longe do oceano. Em parceria com empresas privadas e com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag), o objetivo é criar uma alternativa sustentável e economicamente viável para os produtores aquícolas.

    A pesquisa está sendo realizada em Jaguariúna, interior de São Paulo, utilizando uma estrutura que simula as condições reais do cultivo. A tecnologia envolve a salinização artificial da água, replicando os sais presentes no ambiente marinho: cloreto, sódio, cálcio, potássio, sulfato e magnésio. Embora a salinidade específica não seja essencial para os camarões marinhos — que precisam desses sais — essa abordagem permite produzir em regiões distantes do litoral.

    Desafios e vantagens

    O grande desafio está na densidade de estocagem: alcançar altas densidades é crucial para tornar o cultivo economicamente viável. O pesquisador Fábio Sussel trabalha com até 300 camarões por metro cúbico. As vantagens incluem a possibilidade de produzir em áreas interioranas sem pressionar ecossistemas costeiros e ampliar oportunidades econômicas para pequenos produtores.

    Fábio Sussel, pesquisador responsável pelo projeto

    Além disso, o cultivo controlado permite um manejo eficiente da qualidade da água e alimentação dos animais. O uso exclusivo de água captada da chuva sem descarte ao meio ambiente destaca ainda mais sua sustentabilidade.

    Perspectivas

    “O maior desafio é lidar com patógenos em alta densidade”, afirma Sussel. “No entanto, isso não difere dos desafios enfrentados globalmente na carcinicultura.” Para superá-los estão sendo desenvolvidos protocolos específicos visando equilibrar produtividade e sanidade animal.

    Com essa iniciativa inovadora no setor aquícola brasileiro — principalmente no estado mais consumidor como São Paulo — há expectativas significativas tanto econômicas quanto ambientais para fortalecer essa cadeia produtiva localmente enquanto se reduzem impactos nos ecossistemas costeiros tradicionais.

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  • Brasil proíbe importação de camarões do Equador

    Brasil proíbe importação de camarões do Equador

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciaram nesta tsemana o fim das importações de camarões provenientes do Equador. A decisão, comunicada pelo ministro André de Paula e pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, foi baseada em uma auditoria que identificou irregularidades nos produtos equatorianos.

    Conduzida pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) em novembro, a auditoria avaliou o cumprimento dos requisitos zoossanitários exigidos pelo Brasil para exportação de camarões. Segundo Goulart, foram encontradas falhas técnicas que justificaram a suspensão. “A partir de 9 de dezembro, estará proibida a entrada de camarões equatorianos no Brasil”, declarou o secretário.

    O Brasil, que adota rigorosos padrões sanitários em sua produção agropecuária, reforça a necessidade de reciprocidade nas importações. “Se enfrentamos exigências altíssimas para exportar, devemos ser igualmente exigentes ao importar. Essa medida fortalece a defesa agropecuária e a segurança alimentar”, afirmou Goulart.

    Medida beneficia produtores nacionais

    A proibição atende a demandas antigas do setor aquícola brasileiro. No início do ano, os ministros Carlos Fávaro (Mapa) e André de Paula (MPA) se reuniram com representantes do setor para discutir preocupações sanitárias e econômicas relacionadas às importações equatorianas. A iniciativa foi considerada estratégica para proteger a cadeia produtiva nacional.

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    O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, destacou a importância da medida para a sustentabilidade da produção nacional. “Essa decisão reduz os riscos sanitários e valoriza o elevado padrão de qualidade do camarão brasileiro. Além disso, cria novas oportunidades para o setor aqui no Brasil”, avaliou.

    Produção nacional em destaque

    O Equador, líder global na exportação de camarão, responde por mais de 40% das importações brasileiras do produto congelado em 2024. No entanto, a produção nacional tem mostrado crescimento consistente. De acordo com o IBGE, em 2023 o Brasil produziu 127,4 mil toneladas de camarão, com destaque para o Ceará, maior produtor do país.

    Com a proibição das importações equatorianas, o governo espera impulsionar ainda mais a carnicicultura brasileira, que já se consolida como uma atividade de relevância econômica em todas as regiões do país, especialmente no Nordeste.