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  • Governo libera R$ 1,12 bilhão para habitação na reforma agrária

    Governo libera R$ 1,12 bilhão para habitação na reforma agrária

    O Governo Federal anunciou a liberação de R$ 1,12 bilhão para financiar moradias destinadas a famílias assentadas da reforma agrária. A medida deve beneficiar cerca de 9 mil famílias em todo o Brasil.

    Os recursos integram o Crédito Habitação e serão operacionalizados por meio de contrato entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Caixa Econômica Federal.

    O programa prevê valores de até R$ 107 mil por família na Amazônia Legal e R$ 97,5 mil nas demais regiões. As famílias terão desconto de até 96% sobre o valor financiado caso cumpram os prazos de pagamento, além de três anos para quitação.

    Durante o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da moradia digna como política de inclusão social. Ele reforçou o compromisso do governo com a redução das desigualdades e a garantia de direitos básicos no campo.

    A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou que o governo retomou políticas estruturantes para o meio rural. Segundo ela, o Incra já executou R$ 1,8 bilhão em créditos para famílias assentadas desde o início do atual mandato.

    Números

    Entre 2023 e maio de 2026, o instituto liberou R$ 1 bilhão em Crédito Instalação, o que permitiu a construção de cerca de 10 mil moradias. Com o novo aporte, o total deve chegar a aproximadamente 19 mil unidades habitacionais voltadas a assentados, quilombolas e extrativistas.

    A presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Vânia Marques, ressaltou o papel do programa Minha Casa Minha Vida Rural na inclusão de diferentes públicos do campo, como pescadores artesanais, povos indígenas e comunidades tradicionais.

    Investimentos em saneamento rural

    Além da habitação, o governo também ampliou ações voltadas ao saneamento básico no meio rural. A ministra Fernanda Machiaveli destacou que muitas propriedades ainda enfrentam falta de infraestrutura sanitária adequada.

    De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, mais de 120 mil intervenções já foram financiadas para construção e melhoria de banheiros em moradias rurais.

    Entre julho de 2025 e março de 2026, o programa contratou operações em 11 estados (lagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) com investimentos superiores a R$ 350 milhões.

  • Feira AGROTINS 2026 destaca consórcios com condições especiais da CAIXA

    Feira AGROTINS 2026 destaca consórcios com condições especiais da CAIXA

    A CAIXA Consórcio participa da AGROTINS 2026, em Palmas (TO), entre os dias 12 e 16 de maio, com condições exclusivas para o público do agronegócio. Durante a feira, a empresa oferece 10% de desconto na taxa de administração para consórcios de veículos leves, pesados e imóveis.

    Realizada no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, a AGROTINS reúne soluções voltadas à inovação, rastreabilidade e qualidade na produção agropecuária. Nesse cenário, a CAIXA Consórcio amplia sua presença ao disponibilizar alternativas financeiras voltadas ao planejamento de médio e longo prazo no campo.

    A iniciativa busca facilitar o acesso de produtores rurais a investimentos estratégicos, como renovação de frota, aquisição de imóveis e modernização das propriedades. O consórcio surge como opção sem juros, com previsibilidade financeira e maior controle sobre o orçamento.

    Segundo Vanessa Cattinne, diretora comercial da CAIXA Consórcio, a participação na feira fortalece a conexão com o setor. “Atuamos ao lado dos produtores rurais, desenvolvendo soluções alinhadas às necessidades de quem busca investir com segurança e planejamento. A AGROTINS é uma oportunidade estratégica para reforçar nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável do agronegócio”, afirma.

    Vanessa Cattinne, Diretora Comercial da CAIXA Consórcio. Foto: Divulgação

    O desconto na taxa de administração vale exclusivamente para contratações realizadas no Tocantins durante o período da feira.

    Consórcio AgroFlex aposta em parcelas semestrais para o produtor rural

    Além das condições promocionais, a CAIXA Consórcio apresenta o Consórcio AgroFlex, modalidade criada para atender às demandas específicas do agronegócio. O principal diferencial do produto está nas parcelas semestrais, que acompanham o fluxo de receitas do produtor rural.

    O AgroFlex permite maior flexibilidade no planejamento financeiro, com pagamentos menos frequentes ao longo do ano. O produto também oferece opção de lance embutido, taxa de administração a partir de 15% e fundo de reserva de 3,5%.

    Os prazos chegam a até 100 meses, com cartas de crédito entre R$ 200 mil e R$ 400 mil. A atualização monetária ocorre pelo INPC, o que ajuda a preservar o poder de compra ao longo do tempo.

    Para Gustavo Portela, presidente da CAIXA Seguridade, o lançamento reforça a estratégia da companhia no setor. “Fortalecemos nossa atuação no agronegócio com foco na experiência do cliente e na eficiência das soluções financeiras”, destaca.

    Os interessados podem contratar os consórcios diretamente na AGROTINS, em agências da CAIXA, casas lotéricas ou por meio de correspondentes CAIXA Aqui.

  • Caixa libera crédito habitacional para assentados da reforma agrária em todo o país

    Caixa libera crédito habitacional para assentados da reforma agrária em todo o país

    A Caixa Econômica Federal e o Governo Federal assinaram nesta sexta-feira (23), em Salvador (BA), um novo contrato que amplia o apoio financeiro para famílias beneficiárias da Reforma Agrária. O banco público atuará como agente pagador do Crédito de Instalação Habitacional, destinando recursos para melhorias nas condições de moradia em assentamentos rurais, unidades de conservação e territórios quilombolas.

    O anúncio ocorreu durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, do presidente da Caixa, Carlos Vieira, e do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi.

    Governo destina R$ 1 bilhão para 10 mil famílias

    O ministro Paulo Teixeira enfatizou o volume de recursos disponibilizados. “O governo destina R$ 1 bilhão que atenderá 10 mil famílias para construção e reforma de suas moradias”, afirmou o ministro durante o evento.

    A Caixa executará os repasses aos beneficiários conforme as diretrizes que o Incra estabelecer. Carlos Vieira destacou que a operação se alinha à estratégia institucional do banco. “A Caixa é o banco da habitação e levará melhores condições de moradia digna também para os assentados”, declarou o presidente da instituição financeira.

    Como funciona o Crédito Instalação

    O programa fortalece a produção rural, melhora as condições de vida e amplia a permanência das famílias assentadas no campo. Atualmente, o Crédito Instalação oferece 10 modalidades diferentes. A Caixa operacionalizará especificamente os recursos das modalidades Habitacional e Reforma Habitacional, a partir da seleção de beneficiários prioritários que o Incra realizar.

    O programa abrange famílias que residem em projetos de assentamentos que o Incra criou ou reconheceu, unidades de conservação de uso sustentável e territórios quilombolas incluídos no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

    Valores do benefício variam por região

    Os limites do benefício mudam conforme a modalidade e a localização:

    Região Norte:

    Habitacional: até R$ 107 mil

    Reforma Habitacional: até R$ 55 mil

    Demais regiões:

    Habitacional: até R$ 97,5 mil

    Reforma Habitacional: até R$ 50 mil

    Critérios para receber o crédito

    Para acessar o benefício, a família beneficiária precisa atender alguns requisitos. Deve estar em situação regular na relação de beneficiários do PNRA e manter os dados atualizados no Incra. A inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) é obrigatória.

    Além disso, a família não pode ter pendências no Sistema Nacional de Concessão e Cobrança de Crédito Instalação (SNCCI) e precisa ter firmado título provisório (CCU) ou definitivo (TD).

    Mais informações sobre o Crédito Instalação estão disponíveis no site oficial do Incra.

  • CAIXA recebe 88 projetos de florestas produtivas

    CAIXA recebe 88 projetos de florestas produtivas

    O Fundo Socioambiental (FSA) CAIXA recebeu 88 propostas no edital de Agricultura Regenerativa, realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A seleção integra o Programa Nacional de Florestas Produtivas e superou as expectativas das instituições envolvidas.

    O edital valoriza práticas regenerativas que restauram o solo, recuperam ecossistemas e fortalecem a produção sustentável. A estratégia de engajamento incluiu lives e o uso da nova plataforma Bússola Social, que facilitou as inscrições.

    Segundo o vice-presidente em exercício de Sustentabilidade e Cidadania Digital da CAIXA, Jean Benevides, as florestas produtivas unem benefícios ecológicos e sociais. “A extração sustentável de frutos, castanhas e madeira certificada gera renda e conserva a biodiversidade”, afirmou.

    R$ 50 milhões

    O edital destinará R$ 50 milhões a projetos voltados à agricultura regenerativa e à recuperação de áreas degradadas no chamado Arco do Desmatamento, que inclui Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Essas regiões abrigam grande número de agricultores familiares e assentamentos da reforma agrária, considerados prioritários para o programa.

    O secretário do MDA, Moisés Savian, destacou que a iniciativa representa “uma verdadeira aliança pelo meio ambiente”, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a inclusão social no campo.

    Etapas de avaliação

    Os projetos passarão por etapas de avaliação técnica e de elegibilidade, conduzidas por comitê formado por especialistas da CAIXA e do MDA. Cada proposta aprovada poderá receber até R$ 5 milhões. O resultado final deve ser anunciado durante a COP 30, em Belém (PA), em novembro.

    O modelo de florestas produtivas combina recuperação ambiental e viabilidade econômica, ao gerar renda e promover o uso sustentável da terra. Essas práticas também contribuem para o sequestro de carbono, a reabilitação do solo e a proteção dos recursos hídricos, reforçando o papel do setor agrícola no combate às mudanças climáticas.

  • Governo Federal anuncia apoio a produtores atingidos por incêndios em São Paulo

    Governo Federal anuncia apoio a produtores atingidos por incêndios em São Paulo

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou nesta segunda-feira (23) em São Paulo um pacote de apoio aos produtores rurais afetados pelos recentes incêndios. A iniciativa será viabilizada por meio do Programa de Financiamento de Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). O programa destina recursos para a recuperação de áreas degradadas.

    Durante reunião com representantes de instituições financeiras, como Banco do Brasil, Caixa, BNDES, BNB, Basa, Sicredi, Sicoob e Bradesco, Fávaro informou que o presidente Lula autorizou o uso de verbas do RenovAgro para socorro emergencial aos produtores. Alguns bancos, como o Banco do Brasil, já disponibilizam essa linha de crédito, enquanto outras instituições deverão oferecê-la a partir de outubro.

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    Um exemplo prático foi o produtor Manoel Benedito Rosa Filho, da região de Cáceres (MT). Ele assinou contrato para acessar essa linha de crédito durante o encontro. Sua propriedade foi gravemente afetada pelos incêndios, com 40% da área queimada.

    O ministro destacou que o crédito do RenovAgro oferece condições vantajosas, com taxas de juros menores e prazos amplos para pagamento. Além disso, algumas instituições financeiras, que inicialmente planejavam liberar parte dos recursos no próximo ano, decidiram antecipar essa liberação para este ano, dada a urgência da situação.

    A reunião também contou com a presença de Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz, secretário adjunto, e Fabio Paarmann, superintendente interino do Mapa em São Paulo.

    Incêndios em canaviais causam prejuízo de R$ 1.2 bilhão

    Os prejuízos causados pelas queimadas em canaviais no Estado de São Paulo podem superar R$ 1.2 bilhão. A Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) atualizou a estimativa de perdas nesta sexta-feira (13).

    Entre 23 de agosto e 10 de setembro, a organização identificou mais de 3 mil focos de incêndio. O balanço revelou que as chamas destruíram mais de 181 mil hectares de cana-de-açúcar e áreas de rebrota no estado de São Paulo.

    “A base de dados utilizada pela Orplana é a de um conjunto de satélites que fazem a verificação das áreas, inclusive com monitoramento de queimadas. Então, pela espectrofotometria é possível ver a diferença das áreas onde tinha cana e onde não tem e também o que aconteceu com a cana, se queimou, se mudou a coloração ou se manteve sem alteração, além da verificação a campo”, explica o CEO da organização, José Guilherme Nogueira.

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    Além disso, Nogueira afirma que o produtor ainda está juntando os cacos para entender os próximos passos. “O custo de implantação na renovação de canavial é por volta de R$ 13,5 mil por hectare. E mesmo naquela rebrota que ainda continuar viável, que não precisar do replantio, pode ser que precise de manejo e nutrientes, em que os custos também impactarão. Isso porque, o colchão de palha que havia ali auxiliava contra plantas daninhas, na retenção de água e na matéria orgânica do solo”, explica. “Além disso, as rebrotas de cana de 3 e 4 meses viraram pó, causando um acúmulo de cinzas, que também precisará de manejo na área”, reforça.

    Sem previsão dos impactos

    Os impactos das queimadas em canaviais para a próxima safra são imprevistos. “A taxa de plantio, a área a ser disponibilizada para colheita no próximo ano e o cenário de clima seco, podem sim impactar a safra futura, mas ainda é muito cedo para qualquer previsão, pois vamos depender de como virão as chuvas e climas para os próximos meses”, conclui Nogueira.