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    Agricultura familiar impulsiona produção de café sombreado

    Santa Catarina vai reforçar a tradição cafeeira do Estado com o lançamento do Projeto Café Sombreado Catarinense, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) que começa em março. O programa integra o Financia Agro SC e oferece linhas de crédito para quem aposta na produção sustentável de café arábica sob sombra, consorciado com bananeiras, palmeiras e árvores nativas.

    Foto: Divulgação/Sape

    O projeto tem foco nas regiões do Litoral e do Vale do Itajaí, onde o sistema sombreado favorece a conservação ambiental e melhora o perfil sensorial dos grãos. Segundo o secretário da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, o programa atende pedidos de associações, cooperativas e pequenos produtores. “A cultura do café representa uma oportunidade de diversificação produtiva, geração de renda e valorização da agricultura familiar”, afirma.

    Embora ainda em expansão, o cultivo de café sombreado já se mantém presente nas propriedades rurais catarinenses. O especialista em cafeicultura e gerente de projetos da Sape, Thiago Leal, explica que o sistema consorciado proporciona maior vigor e longevidade às plantas. “Com a maturação mais lenta dos frutos, os grãos ganham uniformidade e qualidade superior. A combinação de clima, solo e altitude nas regiões do Estado favorece a produção de cafés com perfis diferenciados, voltados ao mercado de cafés especiais”, destaca.

    Financiamento e condições

    O apoio financeiro ao Café Sombreado Catarinense será disponibilizado pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR). Agricultores interessados devem procurar os escritórios da Epagri para obter orientação e acessar o crédito. Podem participar produtores com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo e que comprovem condições adequadas para o cultivo.

    Os valores de financiamento chegam a R$ 50 mil por família em projetos individuais e até R$ 120 mil em iniciativas coletivas com no mínimo três famílias. O pagamento ocorre em cinco parcelas anuais sem juros, com três anos de carência. Quem quitar as parcelas em dia recebe 30% de desconto no saldo devedor. A Epagri verificará a implantação e o desenvolvimento da lavoura para liberar a carência.