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  • Produtor tem a maior nota da história no Concurso de Cafés de Minas

    Produtor tem a maior nota da história no Concurso de Cafés de Minas

    O agricultor familiar João Pedro Emerick Ramos, de Alto Jequitibá, na região das Matas de Minas, alcançou um feito inédito no 22º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Emater-MG. Seu café atingiu 93,2 pontos, a maior nota já registrada desde o início da competição.

    Foto: Divulgação Emater-MG

    O anúncio dos vencedores ocorreu nesta semana, durante solenidade na sede da Emater-MG, em Belo Horizonte. As amostras foram avaliadas pela metodologia da Specialty Coffee Association (SCA), referência mundial na classificação de cafés especiais.

    Aos 24 anos, João Pedro cultiva 20 hectares de café com a família e o apoio técnico da Emater-MG. O café premiado leva o nome João Miguel, homenagem ao filho do produtor. “Desde 2019 trabalhamos com café especial. É um esforço conjunto da família, com muita dedicação e carinho. Nosso objetivo é sempre fazer tudo com excelência”, contou o campeão.

    Com o título estadual, João Pedro recebeu R$ 10 mil em prêmio. E também foi reconhecido como Produtor Destaque do programa Certifica Minas Café, o maior programa público de certificação de propriedades cafeeiras do país.

    Recorde de participação e valorização do café mineiro

    A edição de 2025 do concurso bateu recorde de inscrições, com 1.857 amostras provenientes de 162 municípios mineiros. Foram mais de 10 mil xícaras avaliadas em todas as etapas. A disputa envolveu as quatro principais regiões produtoras (Sul de Minas, Cerrado, Matas de Minas e Chapada de Minas) em duas categorias: Café Natural e Café Cereja Descascado/Despolpado/Desmucilado, com cafés 100% Arábica da safra 2025.

    Para o presidente da Emater-MG, Otávio Maia, o concurso é essencial para o desenvolvimento da cafeicultura mineira. “É uma estratégia de extensão rural e assistência técnica que incentiva a melhoria contínua da qualidade e valoriza, principalmente, a agricultura familiar presente na cafeicultura”, afirmou.

    Premiação e mercado para os cafés campeões

    Durante o evento, a cafeicultora Beatriz Aparecida de Souza Guimarães, de Serra do Salitre, no Cerrado Mineiro, recebeu o prêmio Mulher Destaque em Qualidade, com a nota de 91 pontos. Os dois primeiros colocados também receberam prêmios em dinheiro oferecidos pelo Sicoob Crediminas.

    Os cafés campeões terão compra garantida pelo Supermercado Verdemar, que pagará até R$ 6 mil por saca e lançará, em 2026, uma linha especial com os produtos vencedores.

    O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, destacou o papel do café no agro mineiro. “De janeiro a novembro, o agronegócio estadual exportou US$ 18,1 bilhões, superando a mineração. O café responde por 52% dessas exportações”, ressaltou.

    O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais é promovido pela Emater-MG, em parceria com a Seapa, Ufla, Faepe e o Conselho Nacional do Café (CNC). E tem patrocínio do Sistema Sicoob Crediminas e dos Supermercados Verdemar.

    Vencedores – Categoria Cereja Descascado

    Matas de Minas
    1º João Pedro Emerick Ramos – Alto Jequitibá – 93,2 pts – CAMPEÃO ESTADUAL
    2º Flávio José Protásio de Abreu – Espera Feliz – 92,8 pts
    3º Tatiane Larissa Quintino – Manhuaçu – 92,2 pts

    Sul de Minas
    1º Flávio Roberto Carvalho Ferraz – Dom Viçoso – 88,8 pts
    2º João Onofre da Silva – São Pedro da União – 88,7 pts
    3º Thiago Chagas de Almeida – Muzambinho – 88,4 pts

    Cerrado
    1º Beatriz Aparecida de Souza Guimarães – Serra do Salitre – 91 pts
    2º Luciano Rodrigues Carneiro – Patrocínio – 88,8 pts
    3º Eduardo Pinheiro Campos – Presidente Olegário – 87,9 pts

    Chapada
    1º Vicente de Paula Rego de Lima – Angelândia – 88,2 pts
    2º Vílson dos Reis Resende – Rio Pardo de Minas – 86,8 pts

    Vencedores – Categoria Café Natural

    Matas de Minas.
    lass=”yoast-text-mark” />>1º José Alexandre de Abreu Lacerda – Espera Feliz – 92,8 pts
    2º Augusto Evaristo Lacerda – Espera Feliz – 92,3 pts
    3º Luiz Felipe Lacerda Gomes – Espera Feliz – 91,2 pts

    Sul de Minas.
    >1º Rosângela Camelo Sebe Barbosa – Dom Viçoso – 91,4 pts
    2º Gabriel Borges Oliveira – Carmo do Rio Claro – 91,1 pts

    3º Pieter Keijsers – São Sebastião do Paraíso – 90,6 pts

    Cerrado.
    1º Sílvia Nishikawa – Campos Altos – 89,4 pts
    2º Márcia Mayumi Tomizawa – Carmo do Paranaíba – 88,1 pts
    3º Thiago Corsi – Rio Paranaíba – 87,9 pts

    Chapada.
    1º Cláudio Fujio Nakamura – José Gonçalves de Minas – 87,4 pts
    2º Ecoagrícola – Francisco Dumont – 87 pts

    Produtor Certifica Minas Café: João Pedro Emerick Ramos – Alto Jequitibá

    Mulher Destaque em Qualidade/Certifica Minas Café: Beatriz Aparecida de Souza Guimarães – Serra do Salitre

    Extensionista Destaque: Antônio Fernando Teixeira – Carangola

  • São Paulo Coffee Festival: Cafés da Região Vulcânica são destaque na feira

    São Paulo Coffee Festival: Cafés da Região Vulcânica são destaque na feira

    A Região Vulcânica, formada por uma caldeira extinta há cerca de 80 milhões de anos, continua surpreendendo o mercado de cafés especiais. Durante o São Paulo Coffee Festival 2025, um dos destaques foi a Loja Vulcânica, empório digital que atua como ponte entre o consumidor e os pequenos produtores da região. Fundada em 2022, a marca aposta na curadoria de cafés arábica produzidos exclusivamente em altitude, com foco na sustentabilidade e no desenvolvimento territorial.

    A seguir, Filipe Ferreira Figueiredo, proprietário da Loja Vulcânica, da cidade de Poços de Caldas, no estado de Minas Gerais, fala sobre a importância da feira, os diferenciais do terroir e os princípios que norteiam o trabalho da marca.

    Como a Região Vulcânica influencia na qualidade do café?

    É uma região com solo diferenciado por causa da atividade vulcânica de milhões de anos atrás. Esses minerais no solo e a altitude criaram um microclima muito especial, ideal para o cultivo do café arábica. Esse terroir é o que dá identidade única aos cafés da região.

    Quantos municípios fazem parte dessa indicação geográfica?

    São 12 municípios no total, divididos entre o sul de Minas Gerais e o nordeste paulista. É uma área que vem sendo estruturada como uma indicação geográfica, com uma identidade própria e protegida.

    O que a Loja Vulcânica trouxe para o festival este ano?

    Trouxemos duas linhas principais: cafés prontos, direto dos produtores, já embalados, e também a nossa linha própria, feita com curadoria de grãos crus. Nesse caso, nós mesmos fazemos a torra e garantimos a qualidade final.

    Qual o papel da loja nesse ecossistema?

    A Loja Vulcânica é um empório online que nasceu da paixão pelos produtos regionais. Atuamos conectando consumidores a pequenos produtores com responsabilidade, inclusão social e sustentabilidade.

    Há foco em algum tipo específico de café?

    Sim. Por conta da altitude da região, lá só se produz café arábica. É uma produção exclusiva, que garante sabores mais refinados e complexos.

    Foto: Agro em Campo/ Pedro H. Lopes

    Quais os valores que a marca defende?

    Sustentabilidade, transparência, inovação, inclusão e cooperativismo. A gente quer ir além da venda de café – buscamos valorizar o trabalho artesanal e a tradição da cafeicultura passada de geração em geração.

    A feira tem sido importante para a marca?

    Sem dúvida. A gente participa ano após ano e tem conquistado espaço. É uma grande oportunidade para mostrar o valor da Região Vulcânica e fortalecer a identidade dessa origem.

    Como vocês veem o futuro da Região Vulcânica?

    Estamos construindo um futuro sustentável para a cafeicultura local. Queremos criar novas oportunidades com ética, inovação e respeito ao meio ambiente. O objetivo é tornar a região cada vez mais reconhecida pela excelência dos seus cafés.

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