Tag: C3 Ambiental

  • Sebrae-SP e Embrapa conectam startups a fazenda experimental para validar inovações no campo

    Sebrae-SP e Embrapa conectam startups a fazenda experimental para validar inovações no campo

    Uma parceria entre o Sebrae-SP e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai validar soluções tecnológicas de cinco startups agrícolas em uma fazenda experimental real. As empresas, integrantes do programa Sebrae for Startups, começarão a testar seus produtos na safra de inverno de 2026 no AgNest, fazenda laboratório da Embrapa em Jaguariúna (SP).

    A ação integra o Speed Agro, programa de aceleração do Sebrae for Startups focado em agtechs – startups do agronegócio. O objetivo é reduzir riscos técnicos e acelerar a entrada de inovações no mercado, testando-as em condições reais de produção.

    Uma comissão de pesquisadores das unidades Embrapa Meio Ambiente, Agricultura Digital e Recursos Genéticos e Biotecnologia avaliou e selecionou as startups. Os critérios consideraram a maturidade das propostas, a viabilidade de aplicação no campo e o potencial de impacto para o setor.

    As agtechs escolhidas são: AgScore, C3 Ambiental, Insuma Biotecnologia, Mondi Energy e Nutralis. Elas desenvolvem soluções em áreas como bioinsumos, sustentabilidade ambiental, eficiência energética e novos modelos tecnológicos para a agricultura.

    Helmo Basso, consultor do Sebrae-SP e integrante do Sebrae for Startups, destaca o diferencial da iniciativa. “A validação direta em área produtiva ainda é pouco comum no Brasil. Existem experiências semelhantes, mas não com a infraestrutura da Embrapa. Hoje, nosso programa de aceleração é o único no país que oferece a chance de testar tecnologias em uma fazenda experimental real antes da comercialização”, afirma.

    O Speed Agro percorre polos de produção desde 2023, buscando soluções inovadoras que possam ganhar escala e resolver desafios concretos do agronegócio brasileiro.

  • Semear Digital une agricultura e biodiversidade em pequenas e médias propriedades rurais

    Semear Digital une agricultura e biodiversidade em pequenas e médias propriedades rurais

    A Embrapa Agricultura Digital e a C3 Ambiental iniciaram, em maio, uma parceria para valorizar pequenos e médios produtores rurais que preservam a floresta. A iniciativa foca no bioma Mata Atlântica e abrange propriedades em Lagoinha e Jacupiranga, municípios do interior paulista. Esses locais integram o projeto Semear Digital, coordenado pela Embrapa e financiado pela Fapesp, que promove tecnologias inovadoras e sustentáveis para pequenas e médias propriedades.

    Por meio do programa Floresta & Carbono, a C3 Ambiental incentiva a conservação e recuperação de matas nativas, remunerando agricultores via mercado de carbono pelos serviços ambientais prestados. O projeto faz parte do BioMA Carbono, que cobre todo o bioma Mata Atlântica. Em Lagoinha, no Vale do Paraíba, a iniciativa atua desde 2023 com 13 propriedades participantes. Apesar da presença da Serra Quebra-Cangalha, um dos maiores contínuos de floresta atlântica do vale, a região apresenta fragmentos florestais isolados por pastagens, resultado da pecuária leiteira, principal atividade local.

    Em Jacupiranga, no Vale do Ribeira, a iniciativa será apresentada oficialmente aos produtores em reunião na Câmara Municipal no dia 6 de junho, durante a Semana do Meio Ambiente. Jacupiranga abriga a porção mais preservada da Mata Atlântica paulista e conta com 505 estabelecimentos agropecuários, destacando-se a produção de banana e palmito pupunha.

    Débora Drucker, da Embrapa Agricultura Digital, explica que a parceria visa desenvolver soluções que incentivem a preservação da floresta em propriedades rurais, conservando a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos da Mata Atlântica. “A remuneração por créditos de carbono oferece uma oportunidade de renda para os produtores, aliada a outras ações que promovem a sustentabilidade agrícola”, afirma.

    O projeto inclui capacitação de agentes multiplicadores sobre conservação, uso sustentável do solo e biodiversidade, com conteúdo definido em conjunto com os atores envolvidos.

    Pagamento por serviços ambientais e mercado de carbono

    A Mata Atlântica perdeu grande parte da vegetação original e mantém apenas 12,4% da cobertura natural. Cerca de 80% desses remanescentes estão em propriedades rurais privadas, evidenciando a importância de iniciativas que protejam a biodiversidade, melhorem a qualidade da água e do ar, controlem a temperatura, sequestram carbono e promovam serviços ecossistêmicos como polinização e redução de gases de efeito estufa.

    Além dos benefícios ambientais, a conservação florestal pode gerar renda alternativa para produtores. O carbono estocado nas matas se converte em créditos de carbono, negociados com empresas e pessoas que buscam compensar emissões. O mercado voluntário de carbono segue regras rigorosas de certificação para garantir transparência e rastreabilidade.

    Vanessa Fuentes, diretora de Operações da C3 Ambiental, destaca que pequenos e médios produtores enfrentam dificuldades para entrar no mercado de carbono devido aos custos e complexidade da certificação, tanto nacionalmente, com a Lei nº 15.042/2024, quanto internacionalmente. “Esses processos exigem metodologias específicas e auditorias independentes, inviabilizando a participação individual. Por isso, iniciativas que promovem a inclusão são fundamentais”, explica.

    A C3 Ambiental usa um modelo agrupado que reúne diversos produtores em uma única certificação, diluindo custos, facilitando o acesso ao mercado e viabilizando a geração de créditos mesmo para propriedades menores.

    Uso de DNA ambiental para monitoramento da biodiversidade

    A parceria também prevê pesquisas para aplicar técnicas avançadas de avaliação e monitoramento da biodiversidade via DNA Ambiental. Essa técnica coleta amostras de solo, água e outros componentes para extrair fragmentos de DNA das espécies locais.

    A análise genética ajuda a mapear a biodiversidade e pode gerar indicadores de qualidade ambiental. Em áreas com agricultura integrada à conservação, esses indicadores podem futuramente apoiar processos de certificação e a criação de créditos de biodiversidade.

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