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  • Plantio de butiás vira alternativa de renda para agricultores

    Plantio de butiás vira alternativa de renda para agricultores

    Pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) realizaram o plantio de 40 mudas de butiazeiro no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sistemas Integrados e Meteorologia Aplicada (CESIMET), em Hulha Negra. O plantio seguiu um delineamento experimental circular para avaliar diferentes espaçamentos e analisar o comportamento das melhores mudas em variadas condições de solo e clima.

    “Nós também buscamos assegurar futuras pesquisas e a conservação de germoplasma de butiazeiros na unidade de Hulha Negra”, destaca Gilson Schlindwein, pesquisador do Centro de Pesquisas de Viamão, onde concentram-se os estudos sobre butiás. As mudas de butiá levam de 4 a 6 anos para crescer e iniciar a produção.

    Mudas de butiás levam entre 4 e 6 anos para crescer e produzir. Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

    A expectativa dos pesquisadores é ampliar o cultivo na unidade de Hulha Negra e expandir para propriedades rurais da região. O objetivo é gerar renda para pequenos agricultores por meio do cultivo e aproveitamento econômico do fruto. O projeto também organizará uma oficina de capacitação para agricultores familiares de Hulha Negra e arredores. Está previsto para o início de 2026, quando começa a próxima safra.

    Este projeto integra conservação ambiental e geração de renda, promovendo o manejo, cultivo e valorização econômica de áreas com butiazeiros nativos do Rio Grande do Sul. Segundo Gilson, a presença de vários butiazeiros em Hulha Negra indica a aptidão da região para o cultivo da espécie.

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  • RS: pesquisadores encontram híbrido natural de butiazeiro com frutos gigantes

    RS: pesquisadores encontram híbrido natural de butiazeiro com frutos gigantes

    Pesquisas inovadoras no Banco de Germoplasma (BAG) de butiás, localizado no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Aquicultura (CEPAQ) de Viamão, RS, revelaram um cruzamento natural entre duas espécies distintas de butiazeiro: Butia odorata e Butia yatay. A descoberta, liderada por pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), abre novas perspectivas para o estudo e conservação dessas plantas nativas.

    O estudo começou com uma matriz de B. odorata em Santa Maria, que se destacava por seus frutos “gigantes”. Eles chegam a pesar mais de 50 gramas e cachos de até 40 kg. Ao plantar 12 mudas dessa matriz no BAG de Viamão, após oito anos, os pesquisadores notaram que algumas plantas apresentavam características de B. odorata. Enquanto outras mostravam traços de B. yatay. Essa mistura de características sugere um cruzamento natural entre as duas espécies.

    O pesquisador Gilson Schlindwein, do Centro de Viamão, explica que o cruzamento provavelmente ocorreu devido à proximidade da planta matriz com a área de contato entre as duas espécies. Atualmente, estão sendo conduzidos estudos genéticos nas matrizes para confirmar essa hipótese.

    Banco de germoplasma: conservação e pesquisa

    Implantado em 2008, o BAG de Viamão é o primeiro do tipo para butiazeiros. Ele tem como objetivo reproduzir e manter indivíduos raros de diferentes espécies, muitas das quais estão em risco de extinção. O local abriga cerca de 300 indivíduos, com metade das plantas em ciclo de produção de frutos.

    As imagens na parte superior são dos frutos de Butia odorata e as na parte inferior de Butia yatay. Foto: Divulgação BAG Viamão

    A descoberta do híbrido natural e o trabalho desenvolvido no BAG de Viamão têm grande importância para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento de novas variedades de butiá. Além disso, a área é fonte para diversos estudos botânicos e genéticos, em parceria com universidades e outras instituições.

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