Tag: Búfalos

  • Búfalos viram atração na Megaleite e ampliam visibilidade da produção leiteira

    Búfalos viram atração na Megaleite e ampliam visibilidade da produção leiteira

    A participação da bubalinocultura na Megaleite 2026 reforçou o interesse do público pela espécie e ampliou a visibilidade do setor no Brasil. A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) marcou presença no evento, realizado entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), com uma programação voltada à divulgação técnica, produção de leite e derivados bubalinos.

    Foto: ABCB/ Divulgação

    Pelo quarto ano consecutivo na feira, organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, a ABCB estruturou o Pavilhão dos Bubalinos para receber produtores, estudantes, técnicos e famílias. Escolas também participaram da programação, levando alunos para conhecer de perto os animais e os produtos derivados do leite de búfala.

    Durante os cinco dias de evento, a entidade promoveu palestras técnicas, exposição de animais, degustações e ações de relacionamento entre criadores. A programação incluiu ainda música ao vivo, churrasco com carne bubalina e atividades interativas com o público. Um dos destaques foi o passeio com búfalos, que chamou a atenção de crianças e adultos e aproximou os visitantes da realidade da criação.

    As dinâmicas realizadas dentro do pavilhão representaram uma das novidades desta edição. A iniciativa permitiu demonstrar o comportamento dos animais em contato direto com o público, além de esclarecer dúvidas e reduzir percepções equivocadas sobre a espécie.

    Informações sobre a bubalinocultura

    O presidente da ABCB, Simon Riess, avaliou positivamente a participação no evento e destacou o papel da feira na difusão de informações sobre a bubalinocultura. Segundo ele, a presença contínua na Megaleite fortalece o conhecimento sobre o setor. “Neste ano, trouxemos novas dinâmicas para mostrar a realidade da criação e a docilidade dos animais”, afirmou.

    Riess também ressaltou a importância de eventos de grande porte para conectar produtores e consumidores. “A proposta é ampliar o acesso à informação e desmistificar conceitos ainda existentes sobre o búfalo”, explicou.

    Ao final da feira, a organização reconheceu o Pavilhão dos Bubalinos como um dos estandes mais organizados da Megaleite 2026. Para a ABCB, o resultado reflete o engajamento do público e a presença expressiva de visitantes ao longo do evento.

    A entidade já projeta avanços para a próxima edição. Entre as possibilidades, está a inclusão de animais em pista para demonstrar o potencial produtivo da espécie e ampliar ainda mais a visibilidade da bubalinocultura no país.

  • Búfalos invadem 12% da maior reserva biológica de Rondônia

    Búfalos invadem 12% da maior reserva biológica de Rondônia

    No Vale do Guaporé, oeste de Rondônia, cerca de 5 mil búfalos pisam sobre solos que não são os seus. Eles secam lagoas, expulsam espécies nativas, assustam aldeias indígenas e resistem há mais de 70 anos a todas as tentativas de controle. Em maio de 2026, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) autorizou o ICMBio a retomar o abate experimental dos animais — desta vez de helicóptero. O problema, porém, está longe de acabar.

    Tudo começou em 1953, quando o então Território Federal do Guaporé comprou 36 búfalos da Ilha de Marajó, no Pará, para abastecer a Fazenda Pau D’Óleo. Com o abandono da propriedade, os animais escaparam, encontraram um ambiente fértil e, sem predadores naturais, simplesmente nunca pararam de se reproduzir.

    Hoje o rebanho ocupa aproximadamente 96.622 hectares dentro da Reserva Biológica do Guaporé. Isso é o equivalente a 12% de toda a unidade de conservação. O ICMBio estima 4.782 animais na área, mas o Ministério Público Federal (MPF) projeta um cenário ainda mais grave: sem intervenção, o número pode chegar a 50 mil até 2030.

    Uma máquina de destruição ecológica

    Os búfalos não são apenas numerosos, são destrutivos de forma sistemática. Pesados, com cascos largos e comportamento gregário, eles compactam o solo, desviam cursos d’água e pisoteiam a vegetação dos campos alagados, ecossistema único que mistura características da Amazônia, do Pantanal e do Cerrado.

    Os dados mostram o tamanho do estrago: nos últimos 34 anos, a superfície de água na área de transição ecológica caiu 48%. O cervo-do-pantanal, espécie ameaçada de extinção, compete diretamente com os búfalos por espaço e recursos hídricos. E perde.

    Além dos danos físicos ao ambiente, pesquisadores do ICMBio alertam para um risco menos visível. Segundo a analista ambiental Wilhan Cândido, a mudança ecológica provocada pelos bubalinos pode facilitar a dispersão de vírus, bactérias, fungos, protozoários e parasitas. “O impacto pode ser muito maior do que está visível. Podemos estar vendo só a ponta do iceberg”, disse ela.

    Perigo para quem vive na floresta

    O problema não afeta só a fauna e a flora. O povo indígena Tupari relatou à Justiça que os búfalos se aproximam cada vez mais das aldeias, colocando em risco crianças, idosos e moradores. Essa foi uma das razões que levou o TRF1 a considerar urgente a retomada dos abates em maio de 2026.

    Além da ameaça física, a situação gera riscos sanitários para comunidades que vivem próximas à reserva. E pode manchar a reputação da pecuária rondoniense no mercado externo, como aponta o próprio MPF na ação civil pública.

    Por que não dá para soltar ou vender os animais?

    A pergunta parece óbvia: por que simplesmente não retirar os búfalos vivos? A resposta está na geografia e na biologia. A reserva fica em uma região de acesso extremamente difícil, especialmente durante as cheias. Não existe logística viável para transportar milhares de animais de grande porte por aquele terreno.

    Pior: como o rebanho cresceu sem qualquer controle sanitário por décadas, a carne não tem certificação e não pode ser aproveitada para consumo. Isso torna o abate a única saída técnica viável. Mesmo que ela gere controvérsia.

    Abate de helicóptero e batalha judicial

    O ICMBio realizou os primeiros abates experimentais entre 16 e 20 de março de 2026, com controladores de fauna do Exército Brasileiro e pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Dias depois, o MPF pediu a suspensão das atividades, alegando falta de um plano formal de controle e de consulta prévia às comunidades indígenas e quilombolas.

    A Funai também entrou no debate, defendendo que o abate permanecesse suspenso até a realização de consulta livre e informada com os povos tradicionais, como prevê a Convenção 169 da OIT.

    O TRF1, porém, reconsiderou. Em meados de maio, o tribunal autorizou a retomada do projeto-piloto, reconhecendo seu caráter científico e a urgência da situação. Especialmente após os relatos do povo Tupari. A nova fase prevê o abate de aproximadamente 10% do rebanho, com equipes sobrevoando a reserva em helicópteros e realizando disparos durante o voo.

    Lei existe desde 2016, mas o problema, persiste

    O Estado de Rondônia não pode dizer que não sabia. Em 2016, o então governador Confúcio Moura sancionou a Lei nº 3.771, que estabeleceu diretrizes para manejo, controle e erradicação dos búfalos na reserva.

    O MPF aponta que o Estado é o principal responsável pelo problema, já que os animais escaparam justamente da Fazenda Pau D’Óleo, propriedade pública estadual. Por isso, a ação civil pública pede que Rondônia pague R$ 20 milhões por dano moral coletivo, com o valor destinado à recuperação ambiental da área.

    O setor produtivo toma posição

    A polêmica em torno dos abates chegou também ao setor bubalino organizado. A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) divulgou nota oficial em que reconhece os impactos ambientais da situação, mas faz questão de separar os animais do Guaporé da bubalinocultura produtiva nacional.

    Segundo a entidade, os búfalos da reserva têm origem nas iniciativas de introdução produtiva dos anos 1950. Com o abandono da Fazenda Pau D’Óleo, parte do rebanho passou a se reproduzir sem qualquer manejo, controle sanitário ou acompanhamento zootécnico. Algo que a ABCB afirma não ter relação com a atividade organizada que representa.

    “A situação registrada em Rondônia não representa a bubalinocultura brasileira conduzida de forma técnica, produtiva e responsável”, diz a nota. A associação defende que o caso exige “avaliação técnica, critérios científicos, respeito à legislação ambiental e protocolos adequados de bem-estar animal”, com atuação coordenada dos órgãos competentes.

    A ABCB também se ofereceu para contribuir tecnicamente com o debate, por meio do compartilhamento de conhecimento sobre manejo de bubalinos. O setor tem razões econômicas claras para se distanciar do caso: o MPF já alertou que a proliferação descontrolada dos animais pode prejudicar a credibilidade da cadeia pecuária de Rondônia no mercado externo.

    O que vem a seguir

    O projeto-piloto em andamento não é a solução definitiva, mas apenas o primeiro passo para construir um plano de erradicação em larga escala. O ICMBio precisa, com os dados do abate experimental, definir os métodos mais eficientes e ambientalmente seguros antes de avançar sobre o restante do rebanho.

    O prazo dado pela Justiça Federal é de 14 meses para execução das medidas , levando em conta que parte do ano a região fica inacessível por causa das cheias. Enquanto isso, os búfalos continuam se reproduzindo.

  • Búfala Catarina se torna fenômeno nas redes sociais

    Búfala Catarina se torna fenômeno nas redes sociais

    Felipe Rezende enfrenta diariamente uma pergunta inusitada dos amigos: “búfalos são de outro planeta?” A dúvida, que pode parecer absurda para quem trabalha com bubalinocultura, revela o desconhecimento geral sobre esses animais. O produtor rural decidiu mudar esse cenário e transformou a Fazenda Cantão em um fenômeno digital.

    Foto: Arquivo Pessoal

    Com menos de 900 publicações no feed, o perfil @fazendacantao ultrapassou 200 mil seguidores no Instagram. O número cresce rapidamente – apenas algumas horas após comemorar a marca, a página ganhou outros 11 mil inscritos.

    Rezende dedica o conteúdo a mostrar o dia a dia da propriedade em Piumhi, interior de Minas Gerais. O criador foca especialmente na docilidade e no comportamento afetuoso dos búfalos, características que surpreendem quem nunca teve contato com a espécie.

    “Comecei a perceber que poderia mostrar às pessoas aquilo que vivi na prática. Gravei minhas rotinas na fazenda, principalmente com os búfalos. A receptividade foi crescendo, passei a dar nomes aos animais, e a galera começou a reagir e interagir. Isso tomou grandes proporções”, explica o produtor.

    Catarina: a búfala blogueira que rouba a cena

    A estrela absoluta dos perfis é Catarina, uma búfala que possui centenas de quilos e carisma de sobra. A “blogueirinha” ganhou perfil próprio no Instagram (@bufalacatarina) e encanta seguidores com poses diferentes em cada publicação.

    “No topo da lista está a Catarina, que desperta um amor realmente muito grande. Ela foi pioneira nessa história toda. Quando bezerra, ficou doente e quase morreu. Cuidei dela e desenvolvemos uma conexão muito forte. As pessoas percebem isso. A Catarina é uma búfala diferenciada”, conta Rezende.

    https://www.instagram.com/p/Cl9SGREptJQ/

    Cada postagem da “atriz” mostra a diversão e o respeito com que os animais vivem na propriedade. O conteúdo atrai especialmente pessoas que nunca entraram em uma fazenda onde o bem-estar animal é prioridade.

    Da pecuária tradicional à bubalinocultura leiteira

    Felipe Rezende e o pai decidiram abandonar a criação de vacas holandesas para investir na produção leiteira com búfalos. Hoje, o produtor integra a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) e reconhece sua influência na cadeia produtiva.

    “Acredito que influencio a cadeia leiteira, principalmente nas boas práticas de manejo e nos bons tratos aos animais”, pondera.

    O receio inicial do próprio Rezende quanto ao tamanho e à aparência dos búfalos motivou sua atuação digital. Ao perceber que outras pessoas compartilhavam os mesmos preconceitos, o criador viu a oportunidade de educar o público sobre a espécie.

    Conteúdo para todas as idades conquista internet

    Os perfis da Fazenda Cantão e da búfala Catarina oferecem conteúdo adequado para todas as idades. A descrição do perfil da propriedade traz um alerta bem-humorado: “Cuidado! Você vai se apaixonar por búfalos”.

    A estratégia de mostrar a realidade da bubalinocultura com leveza e autenticidade transforma seguidores em admiradores da espécie. O trabalho de Rezende prova que desmistificar preconceitos e promover boas práticas de manejo pode gerar engajamento genuíno nas redes sociais.

  • Búfalos do Rio Pinheiros recebem cuidados veterinários e ganham novo lar em Suzano

    Búfalos do Rio Pinheiros recebem cuidados veterinários e ganham novo lar em Suzano

    O Governo de São Paulo concluiu nesta sexta-feira (26) a transferência de 14 búfalos que viralizaram nas redes sociais após serem flagrados nadando no Rio Pinheiros. Os animais receberam atendimento veterinário completo e foram realocados para um haras no município de Suzano, na Grande São Paulo.

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado trabalhou em conjunto com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) da Prefeitura de São Paulo para garantir o bem-estar dos búfalos. As equipes realizaram análise clínica, vacinação, vermifugação e cadastro dos animais no sistema estadual de rastreabilidade.

    Ação rápida garante saúde dos animais

    “Agimos rápido para garantir que esses búfalos fossem bem cuidados e retirados da água”, explica Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O secretário destaca que a permanência na água poderia prejudicar a saúde do rebanho.

    O caso ganhou repercussão nacional após um vídeo mostrar o grupo de búfalos nadando no Rio Pinheiros próximo à estação Santo Amaro, na manhã do dia 15 de setembro. As imagens chamaram atenção pela raridade da cena na capital paulista.

    A Defesa Agropecuária constatou que se tratava de uma criação de subsistência sem cadastro no sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal). O GEDAVE é um sistema informatizado que integra diferentes serviços da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, incluindo a emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA).

    “Nossos técnicos realizaram o cadastro dos animais e orientaram a proprietária sobre a necessidade da Guia de Trânsito Animal”, informa Rogério Junqueira, médico-veterinário e diretor do departamento da Defesa Agropecuária em Santos. O documento é obrigatório para movimentação de animais e garante a rastreabilidade.

    Legislação exige cadastro obrigatório

    O Decreto Estadual 45.781 de 2001 determina que todas as propriedades dedicadas à pecuária devem estar cadastradas na Defesa Agropecuária. O órgão disponibiliza orientações completas sobre os documentos necessários em seu site oficial.

    Entre maio de 2015 e maio de 2016, o sistema GEDAVE registrou a emissão de 979.559 Guias de Trânsito Animal para o transporte de 4,6 milhões de bovídeos, aves, equídeos, suínos e outros animais. A ferramenta demonstra a importância do controle sanitário no Estado.

    Após avaliação clínica realizada na sexta-feira, os búfalos foram transferidos para um haras em Suzano. O local oferece condições adequadas para o bem-estar dos animais, que agora possuem toda a documentação sanitária em ordem.

    O caso ilustra a importância do cadastro de propriedades rurais e da documentação adequada para criação de animais, mesmo em pequena escala. A ação conjunta entre Estado e município garantiu solução rápida e adequada para os búfalos.

  • Criadores de Búfalos emitem comunicado sobre animais no Rio Pinheiros

    Criadores de Búfalos emitem comunicado sobre animais no Rio Pinheiros

    Uma manada de búfalos chamou a atenção de paulistanos nesta segunda-feira (15). Os animais apareceram nadando no Rio Pinheiros e depois circularam por uma ciclovia da região. A cena incomum gerou curiosidade e também preocupação com a segurança.

    A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) emitiu um comunicado. Eles reforçam que a presença de animais de grande porte em vias urbanas oferece risco de acidentes. Portanto, a entidade pede que a população evite tentar interagir com os búfalos.

    Apesar do susto, a ABCB ressalta a docilidade da espécie criada no Brasil. O temperamento calmo resulta de seleção genética e manejo adequado. No entanto, em situações de pânico ou susto, mesmo animais dóceis podem causar acidentes.

    Especialistas orientam que, em casos assim, as pessoas devem manter distância. A recomendação é acionar imediatamente os órgãos de segurança e a vigilância sanitária.

    Leia a nota na integra

    A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) reforça que a presença dos animais em via pública ou cursos d’água urbanos representa risco de acidentes, ainda que a espécie seja conhecida por seu temperamento dócil. “Assim como bovinos, equinos ou mesmo capivaras, os búfalos podem se deslocar em busca de água e alimento. Embora sejam animais calmos quando bem manejados, o susto pode gerar acidentes de trânsito ou pânico em quem não está habituado ao convívio com grandes ruminantes”, destaca a entidade.

    A ABCB salienta que a docilidade é uma das principais características do búfalo criado no Brasil, fruto de seleção e manejo adequados. “É importante diferenciar o búfalo asiático, base da criação nacional, do búfalo africano, mais agressivo. No Brasil, a espécie contribui de forma crescente para a produção de carne e leite de qualidade, com sistemas sustentáveis e manejos seguros”, ressalta a nota.

    A entidade orienta que, em casos semelhantes, a população mantenha distância, evite tentar interagir com os animais e acione imediatamente órgãos de segurança e vigilância sanitária.

  • Búfalos são usados para proteger gado de ataques de onças

    Búfalos são usados para proteger gado de ataques de onças

    Fazendeiros do Pantanal têm recorrido ao uso de búfalos como estratégia para proteger rebanhos bovinos contra ataques de onças-pintadas. A prática consiste em introduzir búfalos junto ao gado, especialmente próximos a matas ciliares, formando uma espécie de “barreira de proteção” natural. Diferentemente dos bovinos, que costumam fugir e se tornam presas fáceis, os búfalos reagem em grupo diante da presença do predador, chegando a enfrentar e espantar as onças.

    Na Fazenda Porto Jofre, por exemplo, o proprietário relata que, após adotar a convivência de 20 búfalos com cerca de 300 cabeças de gado nelore, deixou de perder aproximadamente 70 bezerros por ano devido à predação. Os búfalos, mais pesados e agressivos, cercam os filhotes e intimidam as onças, reduzindo os ataques.

    Falta comprovação

    Apesar dos relatos de sucesso, especialistas alertam para a ausência de comprovação científica de que a presença dos búfalos realmente diminua as mortes de bovinos. Segundo veterinários e pesquisadores, o instinto de proteção deles é mais voltado para indivíduos da própria espécie, e não necessariamente se estende ao gado. Além disso, a criação de búfalos traz riscos ambientais e sanitários: animais que escapam do manejo podem formar bandos selvagens, sem predadores naturais, causando impactos como assoreamento de rios, transmissão de doenças e competição com espécies nativas.

    Outro desafio é o manejo. Os búfalos exigem contato diário para se manterem dóceis, e a cultura local do Pantanal, baseada em criação extensiva, dificulta esse controle.

    Portanto, embora a ideia de usar búfalos como proteção contra onças tenha ganhado espaço entre alguns produtores, não há consenso sobre sua eficácia e segurança. Assim, a recomendação de especialistas é que a decisão seja tomada com cautela, considerando os potenciais impactos ambientais, sanitários e de manejo na região.

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  • Parceria impulsiona qualidade do leite de búfala em São Paulo

    Parceria impulsiona qualidade do leite de búfala em São Paulo

    A produção de leite de búfala em São Paulo vem ganhando destaque nacional e internacional graças à parceria entre criadores e o Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (SAA), em colaboração com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB).

    O produtor Fábio Montezuma é um dos exemplos de sucesso. Com o apoio técnico e científico do IZ e da ABCB, seu rebanho apresentou expressivo aumento na produção leiteira e qualidade dos produtos, incluindo um queijo premiado internacionalmente. “Esses resultados só foram possíveis graças ao trabalho conjunto com instituições comprometidas com a inovação e a sustentabilidade”, afirmou Montezuma, durante evento promovido na Agrishow 2025.

    Presente na ocasião, o secretário da Agricultura, Guilherme Piai, destacou o papel estratégico de São Paulo na cadeia bubalina. “Somos o maior produtor e consumidor de leite de búfala do país, e isso exige investimentos constantes em pesquisa, manejo e sustentabilidade”, afirmou.

    Avanços em biotecnologia

    O pesquisador do IZ, Aníbal Eugênio Vercesi Filho, enfatizou os avanços em biotecnologia e nutrição animal. Entre os projetos em andamento, estão o desenvolvimento de enzimas como a kappa caseína, que aumenta o rendimento na fabricação de queijos, e a pesquisa da proteína lactoferrina, com potencial para uso como suplemento alimentar e melhoria da flora intestinal dos animais.

    Simon Riess, presidente da ABCB, reforçou a importância do suporte técnico do IZ. “O envolvimento do Instituto tem sido fundamental para o avanço genético e produtivo do rebanho nacional”, disse. Ele também destacou que cerca de 50% dos 115 associados da entidade estão localizados em São Paulo, refletindo o protagonismo do estado na pecuária bubalina brasileira.

    A parceria entre os criadores e os centros de pesquisa fortalece a cadeia produtiva e prepara o setor para atender um mercado consumidor cada vez mais exigente por qualidade e sustentabilidade.

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  • 3º Dia do Búfalo na UFRGS: manejo e produção leiteira em destaque

    3º Dia do Búfalo na UFRGS: manejo e produção leiteira em destaque

    A produção leiteira e o manejo de búfalos serão os temas centrais do 3º Dia do Búfalo, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na Estação Experimental Agronômica (EEA), em Eldorado do Sul (RS), no próximo dia 25. Com apoio da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), o evento contará com palestras, mesa redonda e visitas técnicas, reunindo pesquisadores, estudantes e produtores rurais.

    Um dos destaques da programação será a apresentação do Tambo EEA, um projeto pioneiro de sala de ordenha especializada para búfalas, desenvolvido em parceria com uma consultoria técnica. Vitória Di Domênico, uma das organizadoras, explica que a iniciativa visa aprimorar a produção leiteira no rebanho da universidade, que atualmente conta com 42 animais, sendo 20 fêmeas em lactação até julho.

    A presidente da Ascribu, Desireé Möller, reforçou a importância do projeto. Destacando que o rebanho da UFRGS é o quarto fornecedor de leite de búfala para o Laticínios Kronhardt. “Essa parceria fortalece a cadeia produtiva e abre novas perspectivas para a bubalinocultura no RS”, afirmou.

    Estudantes apresentam pesquisas em bubalinocultura

    O evento também dará espaço para alunos de graduação e pós-graduação apresentarem seus trabalhos em áreas como produção leiteira, sanidade, reprodução e nutrição. Amanda Motta, professora da UFRGS e organizadora, ressaltou que a participação dos estudantes é fundamental para o desenvolvimento do setor.

    Atualmente, a Estação Experimental conta com oito alunos de graduação e cinco de pós-graduação dedicados à pesquisa em bubalinocultura, além de professores e técnicos especializados.

    Serviço

    Evento: 3º Dia do Búfalo

    Data: 25 de abril

    Local: Estação Experimental Agronômica da UFRGS – Eldorado do Sul (RS)

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  • Fenasul Expoleite 2025 terá ampla participação de animais de diversas raças

    Fenasul Expoleite 2025 terá ampla participação de animais de diversas raças

    A Fenasul Expoleite 2025, um dos eventos mais aguardados do setor agropecuário gaúcho, já está em fase final de planejamento. E promete uma edição repleta de atrações. A feira, que acontecerá de 14 a 18 de maio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), terá como destaque a ampla exposição de animais de diversas raças, além de debates técnicos e científicos relevantes para o desenvolvimento do setor.

    A comissão organizadora da Fenasul Expoleite 2025 se reuniu na última sexta, dia 7 de março na sede da Gadolando (Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul). O Objetivo era alinhar os últimos detalhes da programação. A reunião contou com a presença de representantes de diversas entidades ligadas ao agronegócio, demonstrando a importância do evento para o setor.

    Para os criadores de gado leiteiro, a Fenasul Expoleite 2025 será uma oportunidade única de apresentar seus melhores exemplares. A expectativa é de que mais de 200 animais das raças holandesa, jersey, gir e girolando estejam presentes no Parque de Exposições Assis Brasil, disputando prêmios e atraindo a atenção de compradores e investidores.

    Búfalos e equinos

    Além do gado leiteiro, a feira contará com a participação de búfalos e equinos de várias raças, como Mangalarga e Árabe. Os pequenos animais também terão seu espaço garantido, com o retorno das aves (tanto galinhas quanto pássaros) e a presença de coelhos e ovinos. A raça Poll Dorset promoverá uma ação técnico-científica com um curso para jurados oficiais, visando aprimorar a avaliação morfológica dos animais.

    A Fenasul Expoleite 2025 não se limitará à exposição de animais. A feira também terá uma programação técnica e científica de alto nível. E também a realização de um Simpósio a cargo da Agptea (Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola). A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul também promoverá um Simpósio para discutir temas relacionados à Aftosa, doença que causa grandes prejuízos ao setor pecuário.

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  • Projeto gera aproveitamento de resíduos orgânicos

    Projeto gera aproveitamento de resíduos orgânicos

    O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está liderando um projeto inovador no Vale do Ribeira que visa o aproveitamento sustentável de resíduos orgânicos. Intitulado “Sistema de produção de leite de búfalas integrado à compostagem de resíduos orgânicos”, o estudo é apoiado pela Fundação AgriSus e está sendo desenvolvido no Núcleo Regional de Pesquisa de Registro do IZ.

    Com o aumento da produção de búfalos na região, a geração de resíduos orgânicos tem crescido significativamente, tanto no meio rural quanto urbano. O descarte inadequado desses resíduos representa uma grave ameaça à qualidade do solo, água e ar. “O objetivo do estudo é viabilizar um sistema de produção que integre forragem, leite e resíduos orgânicos de forma sustentável”, explica o pesquisador Nélcio Antonio Tonizza de Carvalho.

    Benefícios da compostagem

    A transformação dos resíduos em compostos orgânicos traz diversos benefícios, como a incorporação de carbono ao solo e a preservação da saúde ambiental. A utilização de adubação orgânica não apenas fornece nutrientes essenciais. Mas também melhora as características físicas do solo, ajudando a manter a umidade e aumentar a diversidade biológica. Isso, por sua vez, eleva a produtividade das plantas.

    O sistema proposto promete ser mais econômico e rentável para os produtores, além de reduzir os impactos ambientais associados à pecuária. Nélcio destaca que os principais resíduos na pecuária são as fezes e urina dos animais. Enquanto nas áreas urbanas predominam os resíduos verdes, como galhos e folhas. “Esses materiais são ricos em nutrientes e podem ser compostados, oferecendo uma alternativa viável à adubação química, reduzindo assim os custos de produção agrícola”, conclui.

    A iniciativa reflete um compromisso com a inovação e a sustentabilidade em um momento em que soluções ambientais são mais necessárias do que nunca.

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