Tag: Búfalo

  • Vaca “Melania” rouba a cena na feira de Trump em Washington

    Vaca “Melania” rouba a cena na feira de Trump em Washington

    A Great American State Fair, evento organizado pelo presidente Donald Trump para celebrar o 250º aniversário dos Estados Unidos, enfrentou uma sequência de contratempos desde sua abertura. Condições climáticas adversas forçaram os organizadores a cancelar atividades, e alguns artistas musicais desistiram de suas apresentações principais. Em meio a esse cenário, porém, uma participante conquistou a atenção do público: uma vaca batizada com o nome da primeira-dama Melania Trump.

    Piper Stolipher, aluna que apresentou o animal nas exposições da feira, contou ao The Washington Post como surgiu a ideia. Ela e os colegas da National FFA Organization, entidade anteriormente conhecida como Future Farmers of America, buscavam nomes que remetessem ao espírito patriótico da celebração dos 250 anos dos EUA.

    “Estávamos tentando criar nomes patrióticos para o 250º aniversário dos Estados Unidos, e achamos que Melania seria uma boa ideia porque é o nome da primeira-dama e as cores do cabelo combinam mais ou menos”, explicou Stolipher. “Simplesmente fez sentido.”

    Além de cuidar da apresentação do animal, a estudante celebrou a oportunidade de visitar a capital do país pela primeira vez durante um momento tão simbólico para o calendário nacional.

    “Melania” também cresceu como nome de bebê

    O nome escolhido pelos estudantes não é isolado. Dados da Administração da Seguridade Social dos Estados Unidos mostram que “Melania” ficou em quinto lugar entre os nomes femininos que mais cresceram em popularidade entre 2016 e 2017, período que coincide com o início do primeiro mandato de Trump. Na lista, o nome ficou atrás de outras escolhas em ascensão, como “Ensley” e “Oaklynn”.

    De origem grega e latina, o nome Melania significa “escura” ou “negra”, segundo o site especializado TheBump.com.

    Feira registra fechamentos por calor e chuva

    As exposições de animais figuram entre as atrações mais concorridas da Great American State Fair até o momento. Ainda assim, o público no National Mall pareceu reduzido ao longo do evento. Os organizadores precisaram fechar temporariamente as atividades na tarde de domingo devido ao calor extremo combinado com chuva forte.

    Quedas de energia também atingiram o evento, provocando o fechamento de uma roda-gigante e o derretimento de sorvetes vendidos na área de alimentação.

    Apesar dos contratempos, o presidente usou sua rede social, a Truth Social, na segunda-feira, 29 de junho, para defender o sucesso da feira. Ele questionou se o público reconhecia o “trabalho fantástico” de sua administração na organização do evento e comparou a iniciativa às gestões anteriores, afirmando que nem o ex-presidente Barack Obama nem o ex-presidente Joe Biden teriam conseguido promover uma celebração semelhante.

    Búfalo “sósia” de Trump vira atração em Bangladesh

    Além disso, a repercussão de animais associados ao presidente americano não ficou restrita aos Estados Unidos. Em uma fazenda de Narayanganj, cidade a cerca de 16 quilômetros da capital de Bangladesh, Dhaka, um búfalo albino de 700 quilos passou a atrair turistas e comerciantes pela semelhança com Trump.

    Foto: Montagem LightRocket via Getty Images

    O animal, de pele rosada, ganhou notoriedade nas redes sociais depois que os proprietários publicaram fotos no Facebook. Segundo o dono, o búfalo pertence a uma espécie de temperamento pacífico e só demonstra agressividade quando provocado.

    Uma visitante relatou ao jornal a primeira impressão ao ver as imagens do animal on-line. “Quando vi as fotos dele no Facebook, ele era a cara do Donald Trump. A estrutura facial e até o penteado dele são iguais aos do Trump.”

  • Búfalos invadem 12% da maior reserva biológica de Rondônia

    Búfalos invadem 12% da maior reserva biológica de Rondônia

    No Vale do Guaporé, oeste de Rondônia, cerca de 5 mil búfalos pisam sobre solos que não são os seus. Eles secam lagoas, expulsam espécies nativas, assustam aldeias indígenas e resistem há mais de 70 anos a todas as tentativas de controle. Em maio de 2026, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) autorizou o ICMBio a retomar o abate experimental dos animais — desta vez de helicóptero. O problema, porém, está longe de acabar.

    Tudo começou em 1953, quando o então Território Federal do Guaporé comprou 36 búfalos da Ilha de Marajó, no Pará, para abastecer a Fazenda Pau D’Óleo. Com o abandono da propriedade, os animais escaparam, encontraram um ambiente fértil e, sem predadores naturais, simplesmente nunca pararam de se reproduzir.

    Hoje o rebanho ocupa aproximadamente 96.622 hectares dentro da Reserva Biológica do Guaporé. Isso é o equivalente a 12% de toda a unidade de conservação. O ICMBio estima 4.782 animais na área, mas o Ministério Público Federal (MPF) projeta um cenário ainda mais grave: sem intervenção, o número pode chegar a 50 mil até 2030.

    Uma máquina de destruição ecológica

    Os búfalos não são apenas numerosos, são destrutivos de forma sistemática. Pesados, com cascos largos e comportamento gregário, eles compactam o solo, desviam cursos d’água e pisoteiam a vegetação dos campos alagados, ecossistema único que mistura características da Amazônia, do Pantanal e do Cerrado.

    Os dados mostram o tamanho do estrago: nos últimos 34 anos, a superfície de água na área de transição ecológica caiu 48%. O cervo-do-pantanal, espécie ameaçada de extinção, compete diretamente com os búfalos por espaço e recursos hídricos. E perde.

    Além dos danos físicos ao ambiente, pesquisadores do ICMBio alertam para um risco menos visível. Segundo a analista ambiental Wilhan Cândido, a mudança ecológica provocada pelos bubalinos pode facilitar a dispersão de vírus, bactérias, fungos, protozoários e parasitas. “O impacto pode ser muito maior do que está visível. Podemos estar vendo só a ponta do iceberg”, disse ela.

    Perigo para quem vive na floresta

    O problema não afeta só a fauna e a flora. O povo indígena Tupari relatou à Justiça que os búfalos se aproximam cada vez mais das aldeias, colocando em risco crianças, idosos e moradores. Essa foi uma das razões que levou o TRF1 a considerar urgente a retomada dos abates em maio de 2026.

    Além da ameaça física, a situação gera riscos sanitários para comunidades que vivem próximas à reserva. E pode manchar a reputação da pecuária rondoniense no mercado externo, como aponta o próprio MPF na ação civil pública.

    Por que não dá para soltar ou vender os animais?

    A pergunta parece óbvia: por que simplesmente não retirar os búfalos vivos? A resposta está na geografia e na biologia. A reserva fica em uma região de acesso extremamente difícil, especialmente durante as cheias. Não existe logística viável para transportar milhares de animais de grande porte por aquele terreno.

    Pior: como o rebanho cresceu sem qualquer controle sanitário por décadas, a carne não tem certificação e não pode ser aproveitada para consumo. Isso torna o abate a única saída técnica viável. Mesmo que ela gere controvérsia.

    Abate de helicóptero e batalha judicial

    O ICMBio realizou os primeiros abates experimentais entre 16 e 20 de março de 2026, com controladores de fauna do Exército Brasileiro e pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Dias depois, o MPF pediu a suspensão das atividades, alegando falta de um plano formal de controle e de consulta prévia às comunidades indígenas e quilombolas.

    A Funai também entrou no debate, defendendo que o abate permanecesse suspenso até a realização de consulta livre e informada com os povos tradicionais, como prevê a Convenção 169 da OIT.

    O TRF1, porém, reconsiderou. Em meados de maio, o tribunal autorizou a retomada do projeto-piloto, reconhecendo seu caráter científico e a urgência da situação. Especialmente após os relatos do povo Tupari. A nova fase prevê o abate de aproximadamente 10% do rebanho, com equipes sobrevoando a reserva em helicópteros e realizando disparos durante o voo.

    Lei existe desde 2016, mas o problema, persiste

    O Estado de Rondônia não pode dizer que não sabia. Em 2016, o então governador Confúcio Moura sancionou a Lei nº 3.771, que estabeleceu diretrizes para manejo, controle e erradicação dos búfalos na reserva.

    O MPF aponta que o Estado é o principal responsável pelo problema, já que os animais escaparam justamente da Fazenda Pau D’Óleo, propriedade pública estadual. Por isso, a ação civil pública pede que Rondônia pague R$ 20 milhões por dano moral coletivo, com o valor destinado à recuperação ambiental da área.

    O setor produtivo toma posição

    A polêmica em torno dos abates chegou também ao setor bubalino organizado. A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) divulgou nota oficial em que reconhece os impactos ambientais da situação, mas faz questão de separar os animais do Guaporé da bubalinocultura produtiva nacional.

    Segundo a entidade, os búfalos da reserva têm origem nas iniciativas de introdução produtiva dos anos 1950. Com o abandono da Fazenda Pau D’Óleo, parte do rebanho passou a se reproduzir sem qualquer manejo, controle sanitário ou acompanhamento zootécnico. Algo que a ABCB afirma não ter relação com a atividade organizada que representa.

    “A situação registrada em Rondônia não representa a bubalinocultura brasileira conduzida de forma técnica, produtiva e responsável”, diz a nota. A associação defende que o caso exige “avaliação técnica, critérios científicos, respeito à legislação ambiental e protocolos adequados de bem-estar animal”, com atuação coordenada dos órgãos competentes.

    A ABCB também se ofereceu para contribuir tecnicamente com o debate, por meio do compartilhamento de conhecimento sobre manejo de bubalinos. O setor tem razões econômicas claras para se distanciar do caso: o MPF já alertou que a proliferação descontrolada dos animais pode prejudicar a credibilidade da cadeia pecuária de Rondônia no mercado externo.

    O que vem a seguir

    O projeto-piloto em andamento não é a solução definitiva, mas apenas o primeiro passo para construir um plano de erradicação em larga escala. O ICMBio precisa, com os dados do abate experimental, definir os métodos mais eficientes e ambientalmente seguros antes de avançar sobre o restante do rebanho.

    O prazo dado pela Justiça Federal é de 14 meses para execução das medidas , levando em conta que parte do ano a região fica inacessível por causa das cheias. Enquanto isso, os búfalos continuam se reproduzindo.

  • Vídeo: homem resgata bebê búfalo preso no chifre da mãe e conquista a internet

    Vídeo: homem resgata bebê búfalo preso no chifre da mãe e conquista a internet

    Um vídeo publicado no Instagram da Fazenda Dom Pedro está conquistando as redes sociais e se aproxima rapidamente de 5 milhões de visualizações. As imagens registram o momento em que um homem resgata um bebê búfalo que ficou preso no chifre da própria mãe, uma cena que mistura tensão, cuidado e emoção.

    No início do resgate, a búfala demonstra certo nervosismo e se mostra arredia, revelando a preocupação natural de uma mãe com o filhote. Contudo, em poucos instantes, o animal percebe as intenções do homem e passa a aceitar a ajuda, permitindo que ele retire o bebê do chifre antes que a situação se agravasse.

    A atitude solidária do homem encantou internautas de todo o país, que lotaram os comentários com elogios ao cuidado e à sensibilidade demonstrados com os animais.

    Veja a cena:

    https://www.instagram.com/reel/DYhynMuSXFz/?igsh=MWxpMnJ6dnV3ODc2Zw==

  • Filhote de búfalo rejeitada ao nascer ganha mãe adotiva

    Filhote de búfalo rejeitada ao nascer ganha mãe adotiva

    Às vésperas do Dia das Mães, um caso registrado no Simba Safari, em São Paulo, chama a atenção para o comportamento de adoção entre animais. Outra fêmea do rebanho acolheu uma filhote de búfalo rejeitada logo após o nascimento, evidenciando os fortes laços sociais da espécie.

    A filhote, batizada de Catarina, nasceu em 7 de abril, durante um período de alta natalidade no parque, que contabilizou oito nascimentos de búfalos em apenas um mês. Pouco depois do parto, no entanto, a mãe biológica não demonstrou comportamento de cuidado, situação que pode ocorrer, especialmente em fêmeas de primeira gestação.

    Diante da rejeição, a equipe técnica do Simba Safari encaminhou o animal ao hospital veterinário do Zoológico de São Paulo. No local, Catarina recebeu alimentação adequada, acompanhamento clínico e cuidados intensivos, fundamentais para sua sobrevivência nos primeiros dias de vida.

    A reintrodução ao grupo foi planejada com base em uma característica típica dos búfalos: o cuidado coletivo. A espécie é conhecida por estabelecer vínculos sociais fortes, permitindo que diferentes fêmeas compartilhem a amamentação e a proteção dos filhotes.

    Com o nascimento recente de outro bezerro no parque, os profissionais promoveram a aproximação entre Catarina e uma nova mãe. A aceitação foi imediata. Assim que a equipe colocou as duas juntas, a filhote passou a mamar e integrou-se ao cuidado da búfala adotiva.

    Atualmente, Catarina vive no habitat dos búfalos ao lado da nova mãe e dos demais integrantes do grupo. A expectativa é que ela receba amamentação entre seis e nove meses e também inicie, nesse período, a transição para alimentos sólidos.

    Cuidados com animais sob manejo humano

    O caso também reforça a importância do trabalho realizado por equipes técnicas em instituições de conservação ex-situ, onde animais vivem sob cuidados humanos. Em situações de rejeição, abandono ou incapacidade materna, veterinários, biólogos e tratadores desempenham papel essencial na garantia da sobrevivência dos filhotes.

    No Simba Safari e no Zoológico de São Paulo, recém-nascidos recebem monitoramento constante desde os primeiros dias. Em alguns casos, os profissionais assumem funções como alimentação, aquecimento e socialização até que os animais possam retornar ao convívio com outros indivíduos da espécie.

    Um exemplo envolve o filhote de carneiro-da-barbária, que cresceu sob cuidados humanos e desenvolveu vínculo com a tratadora responsável pela alimentação. O comportamento de seguir a profissional pelo recinto demonstra a formação de laços de confiança.

    Outro caso envolve filhotes de cisne-negro, cujos ovos podem ser abandonados pelos pais. Nessas situações, as equipes realizam a incubação artificial e mantêm os recém-nascidos em ambientes com temperatura controlada. Posteriormente, a equipe transfere os filhotes para espaços adaptados, onde eles aprendem a nadar antes da integração ao lago com os adultos.

  • Único batalhão do mundo que usa búfalo como viatura fica no Brasil

    Único batalhão do mundo que usa búfalo como viatura fica no Brasil

    Imagine uma ocorrência policial numa área alagada, com lama no joelho e nenhuma estrada à vista. A viatura para na beira do campo. A moto afunda. O barco não tem profundidade suficiente para navegar. É exatamente nesse cenário, que se repete todo ano durante o período chuvoso na Amazônia, que o 8º Batalhão da Polícia Militar do Pará encontrou uma solução que nenhum outro lugar do mundo teve: mandar um búfalo.

    O policiamento com búfalos existe há mais de três décadas na ilha de Marajó, mas foi oficializado em 2021 pelo 8º Batalhão da Polícia Militar. A unidade, considerada única no mundo nessa modalidade, mantém sete búfalos em serviço ativo e reserva dez policiais exclusivamente para esse tipo de patrulhamento. No entanto, quase todo o efetivo sabe montar, e não é por acaso: 80% dos militares nasceram no próprio arquipélago.

    A geografia que obrigou a criatividade

    Soure, a chamada “Pérola do Marajó,” tem cerca de 25 mil habitantes e fica a apenas 80 km de Belém, mas poderia estar em outro mundo em termos de infraestrutura. A cidade é banhada por rios e concentra muitas áreas de difícil acesso, o que limita o alcance de motocicletas e viaturas operacionais em determinadas ocorrências.

    O policiamento com búfalos não é apenas atração turística na área urbana. Nas zonas alagadas, que se tornam intrafegáveis em certos períodos do ano, nem a pé, nem de moto, nem de viatura, nem mesmo de embarcações menores é possível circular. O búfalo vai onde nenhum veículo chega.

    “É um policiamento totalmente adaptado às condições geográficas da região do Marajó Oriental. Uma região que, na época do inverno, tem alagamentos. Com isso, a viatura e a moto não conseguem percorrer, e onde elas não conseguem, tanto o búfalo quanto o cavalo são meios de deslocamento do policial até áreas de difícil acesso”, explica a tenente-coronel Christine Pinheiro, comandante do 8º BPM.

    Um animal que pesa 590 kg e não afunda

    O búfalo não é um substituto improvisado, mas uma escolha técnica. O animal, que pesa em média 590 quilos, consegue se locomover em terrenos e áreas alagadas devido à força e à tração das patas. Além disso, os cascos resistentes não apodrecem com a umidade, o que garante durabilidade nas longas patrulhas. Os búfalos também conseguem buscar alimento debaixo d’água, o que lhes dá energia constante durante o serviço.

    Os animais passam por um processo de seleção e treinamento rigoroso. Apenas quando o búfalo chega à fase adulta e apresenta bom desempenho nos treinos em áreas alagadas é que se torna apto ao serviço policial militar. O treinamento é conduzido pelos próprios policiais nativos da região, que cresceram com o animal e entendem seu comportamento.

    “A nossa região pede que o policial saiba montar e atuar com búfalos, porque os municípios do Marajó, como Soure, Cachoeira do Arari e Salvaterra, possuem várias áreas alagadas”, afirmou o sargento Manoel Vitelli Júnior, integrante do 8º Batalhão.

    O búfalo no Marajó tem raiz histórica

    A presença do búfalo no arquipélago não começou com a polícia. Nos anos 1890, um fazendeiro de Soure chamado Vicente Chermont de Miranda viajou pela Itália, viu o potencial do animal e trouxe os primeiros exemplares para a ilha. De lá para cá, o rebanho cresceu de forma impressionante. Segundo dados do IBGE de 2021, o Pará concentrava cerca de 620 mil cabeças de búfalo, o equivalente a 40% do total nacional, com mais de 430 mil delas apenas na ilha do Marajó.

    Assim, o búfalo foi deixando de ser apenas um animal de produção para se tornar símbolo cultural. No Marajó, ele está presente na culinária, no policiamento, na produção de couro, nas apresentações culturais e no ambiente familiar dos moradores. O brasão do próprio 8º Batalhão traz a imagem do animal, e em 2023 o búfalo do Marajó chegou ao Carnaval carioca, inspirando o enredo da escola Paraíso do Tuiuti no Rio de Janeiro.

    Segurança que virou vitrine

    O policiamento montado resolve um problema logístico real, mas gerou outro resultado. De quinta a domingo, os militares levam os animais até o porto de Soure para receber turistas de vários estados e de outros países. Muitos visitantes buscam a ilha justamente para ver de perto esse policiamento inusitado.

    O comandante do 8º Batalhão, tenente-coronel Wilson Carlos de Araújo Filho, destaca que o búfalo aproxima a PM tanto do turista quanto da população local. O animal é símbolo do Marajó, e o policiamento ostensivo se alinha a esse aspecto cultural da região.

    A professora Ana Paula, moradora de Soure, resume o que muitos vizinhos sentem: “Esse policiamento é interessante e único, porque nas outras cidades não é comum a gente ver búfalos no meio da rua, muito menos sendo utilizado no serviço policial. Eu costumo ver todos os dias os policiais e isso me deixa tranquila e me traz a sensação de segurança.”

    No fundo, o 8º Batalhão transformou uma limitação geográfica em estratégia. A Amazônia impõe suas regras. A polícia aprendeu que a melhor resposta para um terreno impossível nem sempre está num manual de segurança pública. Às vezes, está no pasto ao lado do batalhão, pesando 590 quilos e esperando a próxima ronda.

     

  • Fazendeiro planeja criar universidade do búfalo no Marajó

    Fazendeiro planeja criar universidade do búfalo no Marajó

    Em Soure, na Ilha de Marajó, crianças nadam com búfalos em meio às águas quentes da região. A cena, comum no arquipélago paraense, revela a forte ligação dos moradores com o animal que simboliza o cotidiano local.
    O Marajó abriga o maior rebanho bubalino do Brasil, com estimativas entre 650 mil e 800 mil cabeças. A maioria está concentrada em Soure, Chaves e Cachoeira do Arari. O búfalo está presente nas ruas, na culinária, no transporte e até no policiamento.

    Essa relação inspirou o fazendeiro Carlos Augusto Gouvêa, conhecido como Tonga, a planejar o Centro de Estudos da Bubalinocultura, uma espécie de “universidade do búfalo”. O projeto ainda não tem data para sair do papel, mas promete ser o primeiro espaço do país dedicado à pesquisa sobre genética, manejo e aproveitamento integral do animal. “Precisamos estudar melhor o búfalo, do melhoramento genético à agregação de valor no leite, couro e carne”, afirma Tonga. “O centro envolveria também turismo, tecnologia e medicina.”

    Turismo e educação fortalecem tradição marajoara

    Enquanto o projeto acadêmico não se concretiza, a Fazenda e Empório Mironga mantém viva a tradição com o turismo pedagógico. Criada em 2017, a iniciativa “Vivência Mironga” permite aos visitantes acompanhar o dia a dia da fazenda, observar o manejo dos animais e participar da produção do queijo artesanal de leite de búfala.

    “Produzíamos muito queijo e doce, mas não queríamos crescer em escala. Então apostamos no turismo”, explica Gabriela Gouvêa, filha de Tonga e presidente da Associação dos Produtores de Leite e Queijo do Marajó (APLQM). Segundo ela, o turismo já representa dois terços da renda da fazenda. Em setembro, o local recebeu recorde de 400 visitantes.

    Queijo do Marajó conquista reconhecimento nacional

    Feito com leite cru e receitas seculares transmitidas por gerações, o queijo do Marajó é um patrimônio gastronômico e cultural. A família Gouvêa teve papel decisivo na legalização da produção artesanal e na criação de normas sanitárias específicas para o produto.

    Em 2013, a queijaria da Mironga foi a primeira a obter inspeção oficial. Anos depois, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu a Indicação Geográfica (IG) ao queijo do Marajó. O processo contou com o apoio do Sebrae, que orientou produtores na formalização e organização coletiva.

    Café Dona Bila une afeto e gastronomia regional

    A valorização dos sabores locais também impulsiona novos negócios em Soure. O Café Dona Bila, comandado pela empreendedora Lana Correia, tornou-se ponto de encontro de moradores e turistas. Cearense radicada no Marajó, Lana mistura culinária nordestina e ingredientes paraenses, com destaque para o queijo marajoara e a carne de búfalo. “Queria um café com sabor e clima de casa. As pessoas lembram da infância quando comem aqui”, diz Lana. O cardápio tem tapioca molhada, bolo de milho cremoso e cuscuz recheado.

    Pensando na COP30, que ocorrerá em Belém em novembro, a empreendedora criou dois pratos que celebram a biodiversidade local: o Cuscuz de Murrá, com filé de búfalo, e o Cuscuz Praia do Amor, com camarão regional e queijo do Marajó.
    Lana vive há quatro anos na cidade e há dois comanda o café. Antes, trabalhou com educação superior em Fortaleza e Belém. Hoje, representa a nova geração de empreendedores marajoaras, apoiados por capacitações e articulações do Sebrae.

    Bubalinos e desafios ambientais na Amazônia

    Apesar da importância econômica e cultural, a pecuária bubalina enfrenta desafios ambientais. O último levantamento do SEEG (2023) mostra que a pecuária é a segunda maior fonte de emissões de gases de efeito estufa no Brasil, atrás apenas das mudanças no uso da terra.
    Os bovinos e búfalos emitiram 405 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, principalmente pelo metano liberado durante a digestão. Para Tonga, essas questões reforçam a urgência de um centro de estudos voltado à sustentabilidade da bubalinocultura.
    “O búfalo é parte da nossa história, mas também do nosso futuro. Precisamos entender como produzir com menos impacto”, resume o fazendeiro.

    Marajó mira o futuro com tradição e inovação

    A Ilha de Marajó quer mostrar ao mundo que tradição e inovação podem andar juntas. Ou seja, entre o turismo pedagógico, a gastronomia afetiva e o sonho de uma universidade do búfalo, a região se prepara para entrar na rota da sustentabilidade e da pesquisa agropecuária amazônica.
    No coração da Amazônia, o búfalo segue como símbolo de força, identidade e esperança para o povo marajoara.

     

  • Búfalos do Rio Pinheiros recebem cuidados veterinários e ganham novo lar em Suzano

    Búfalos do Rio Pinheiros recebem cuidados veterinários e ganham novo lar em Suzano

    O Governo de São Paulo concluiu nesta sexta-feira (26) a transferência de 14 búfalos que viralizaram nas redes sociais após serem flagrados nadando no Rio Pinheiros. Os animais receberam atendimento veterinário completo e foram realocados para um haras no município de Suzano, na Grande São Paulo.

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado trabalhou em conjunto com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) da Prefeitura de São Paulo para garantir o bem-estar dos búfalos. As equipes realizaram análise clínica, vacinação, vermifugação e cadastro dos animais no sistema estadual de rastreabilidade.

    Ação rápida garante saúde dos animais

    “Agimos rápido para garantir que esses búfalos fossem bem cuidados e retirados da água”, explica Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O secretário destaca que a permanência na água poderia prejudicar a saúde do rebanho.

    O caso ganhou repercussão nacional após um vídeo mostrar o grupo de búfalos nadando no Rio Pinheiros próximo à estação Santo Amaro, na manhã do dia 15 de setembro. As imagens chamaram atenção pela raridade da cena na capital paulista.

    A Defesa Agropecuária constatou que se tratava de uma criação de subsistência sem cadastro no sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal). O GEDAVE é um sistema informatizado que integra diferentes serviços da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, incluindo a emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA).

    “Nossos técnicos realizaram o cadastro dos animais e orientaram a proprietária sobre a necessidade da Guia de Trânsito Animal”, informa Rogério Junqueira, médico-veterinário e diretor do departamento da Defesa Agropecuária em Santos. O documento é obrigatório para movimentação de animais e garante a rastreabilidade.

    Legislação exige cadastro obrigatório

    O Decreto Estadual 45.781 de 2001 determina que todas as propriedades dedicadas à pecuária devem estar cadastradas na Defesa Agropecuária. O órgão disponibiliza orientações completas sobre os documentos necessários em seu site oficial.

    Entre maio de 2015 e maio de 2016, o sistema GEDAVE registrou a emissão de 979.559 Guias de Trânsito Animal para o transporte de 4,6 milhões de bovídeos, aves, equídeos, suínos e outros animais. A ferramenta demonstra a importância do controle sanitário no Estado.

    Após avaliação clínica realizada na sexta-feira, os búfalos foram transferidos para um haras em Suzano. O local oferece condições adequadas para o bem-estar dos animais, que agora possuem toda a documentação sanitária em ordem.

    O caso ilustra a importância do cadastro de propriedades rurais e da documentação adequada para criação de animais, mesmo em pequena escala. A ação conjunta entre Estado e município garantiu solução rápida e adequada para os búfalos.

  • Assado de búfalo é destaque no Paleta Atlântida em Porto Alegre

    Assado de búfalo é destaque no Paleta Atlântida em Porto Alegre

    O tradicional festival Paleta Atlântida, consagrado como o maior churrasco coletivo do Brasil, realizou sua primeira edição em Porto Alegre no ultimo sábado (7). O evento reuniu mais de 15 mil pessoas no Cais Mauá, no Centro Histórico da capital gaúcha. Após oito edições no litoral norte do Rio Grande do Sul, o evento migrou para a Capital Mundial do Churrasco, levando uma experiência única de gastronomia, tradição e cultura à beira do Guaíba.

    Foto: Stéphany Franco/ AgroEffective /Divulgação

    Entre as atrações que chamaram a atenção do público, o assado de uma carcaça inteira de búfalo, com impressionantes 240 quilos, foi um dos pontos altos do festival.A empresa Búfalos El Dorado, de Eldorado do Sul, forneceu a peça que o chef e assador Everton Kunzler preparou. Segundo Kunzler, sua equipe já assou 28 carcaças de búfalo, mas esta foi a primeira vez que realizaram o preparo do corte de forma integral, sem separar as partes. O processo de assar a carcaça começou na noite de sexta-feira. E se estendeu por 18 horas, para ser servida ao público no início da tarde de sábado.

    Evento de peso

    O evento contou com mais de 600 metros de churrasqueiras ao ar livre e aproximadamente mil assadores, entre profissionais e amadores, atuando simultaneamente. Além do tradicional churrasco, o Paleta Atlântida ocupou quatro armazéns do Cais Mauá com atrações variadas. Incluindo food trucks, feira de cutelaria, shows musicais e a aguardada competição da Melhor Paleta.

    A presidente da Associação Gaúcha dos Criadores de Búfalos (Ascribu), Desireé Möller, destacou a importância da participação da carne de búfalo no evento, ressaltando o crescimento do setor e a expansão do consumo para além dos criadores tradicionais.

    O Paleta Atlântida reforçou seu papel como símbolo da cultura gaúcha, promovendo encontros familiares, valorizando a gastronomia local e impulsionando negócios do segmento.

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  • Carne de búfalo é destaque na Expochurrasco 2025

    Carne de búfalo é destaque na Expochurrasco 2025

    A carne de búfalo volta a ser protagonista na Expochurrasco 2025, que acontece neste sábado, 26 de abril, no Jockey Club do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Pelo terceiro ano consecutivo, a proteína bubalina marca presença no maior festival de churrasco do país, reforçando seu espaço no cenário gastronômico gaúcho e nacional.

    O destaque da carne de búfalo no evento é resultado da parceria entre criadores, chefs e a Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu). Nesta edição, será assado um animal de 14 meses e 348 quilos, cedido pelo criador e diretor da Ascribu, Luiz Paulo de Moura Nunes, da Cabanha Coxilha Grande. O preparo ficará a cargo do chef Everton Kunzler, da Búfalos El Dorado. Ele aposta em cortes especiais e novas formas de apresentação da carne bubalina para surpreender o público.

    Experiência gastronômica diferenciada

    O Festival Internacional do Churrasco, reconhecido como o principal evento do gênero nas Américas, oferece cinco horas de degustação liberada, com 42 estações gastronômicas comandadas por chefs renomados. O evento vai servir carne de búfalo acompanhada de purê de moranga cabotiá com hortelã, oferecendo uma experiência inovadora aos visitantes. No mesmo espaço, a organização também vai apresentar a proteína ao lado do Wagyu, o que permitirá ao público comparar as características dessas duas carnes nobres.

    A participação da carne de búfalo na Expochurrasco tem como objetivo ampliar o conhecimento do consumidor sobre seus atributos nutricionais, qualidade e sabor diferenciado. Segundo Luiz Paulo de Moura Nunes, a ação valoriza a genética de animais precoces. E destaca o potencial da carne bubalina como alternativa saudável e saborosa entre as proteínas vermelhas.

    Expochurrasco 2025: tradição, inovação e cultura gaúcha

    A Expochurrasco 2025 reúne tradição, inovação e experiências únicas para os amantes do churrasco. Ela tem programação das 10h às 18h e festival gastronômico das 12h às 17h, mediante aquisição de passaporte. O evento integra ainda atrações culturais, feira de negócios, exposições e atividades para toda a família, consolidando Porto Alegre como a capital mundial do churrasco.

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    Carne de búfalo: consumo cresce no Brasil

    A carne de búfalo, ainda pouco conhecida pela maioria dos brasileiros, emerge como uma opção promissora no cenário de alimentação saudável e sustentável. Embora o país abrigue o maior rebanho de búfalos do Ocidente – com cerca de 1,4 milhão de cabeças em 2019 e projeções de chegar a 2 milhões até 2025 –, seu consumo interno permanece modesto, representando menos de 5% do mercado de carnes vermelhas. Enquanto regiões como o Amapá quase não a incluem na dieta, cidades como Brasília e Porto Alegre começam a adotá-la em restaurantes e mercados, impulsionadas por consumidores em busca de alternativas nutritivas e ecológicas.

    A carne bubalina se destaca por seu perfil nutricional avantajado. Com 12 vezes menos gordura, 40% menos colesterol e 55% menos calorias que a carne bovina, ela também oferece 11% mais proteínas e 10% mais minerais, além de ser rica em ômega-3 – uma porção de 100g supre mais de 20% da necessidade diária desse ácido graxo essencial. Essas características a tornam ideal para quem prioriza saúde cardiovascular e controle de peso.

    No campo ambiental, os búfalos revelam vantagens significativas: são animais rústicos, adaptam-se a áreas alagadas e pantanosas (onde bovinos não prosperam) e demandam menos intervenções com medicamentos, reduzindo o uso de antibióticos. O manejo é 20% mais barato que o de gado tradicional, e subprodutos como queijos e linguiças artesanais agregam valor à cadeia produtiva.

    Desafios: textura, desconhecimento e mercado

    Apesar dos benefícios, a carne de búfalo enfrenta resistência. Sua textura mais firme e a ausência de marmoreio (gordura entremeada) podem levar à percepção de que é “dura”, especialmente se o abate ocorrer tardiamente. Para contornar isso, especialistas recomendam consumir animais jovens (até 24 meses) e preparar a carne entre mal passada e ao ponto. Estudos mostram que 66% dos consumidores não notam diferenças de sabor em comparação à carne bovina, mas a falta de informação ainda é uma barreira.

    Outro obstáculo é a legislação: a ausência de padrões específicos para qualidade e certificação dificulta a padronização do produto. Enquanto isso, supermercados e açougues hesitam em investir em cortes como picanha, filé mignon e costela de búfalo, mesmo estes sendo tão versáteis quanto os bovinos.

    O futuro da carne bubalina no brasil

    O setor avança a passos firmes, com crescimento de 10% ao ano e faturamento estimado em R$ 1 bilhão. Iniciativas como o Selo de Pureza Genética ABCB (Associação Brasileira de Criadores de Búfalos) buscam garantir qualidade e atrair consumidores exigentes. Parcerias com chefs de cozinha têm popularizado pratos sofisticados, como tornedós com aspargos ou hambúrgueres gourmet, enquanto feiras agropecuárias ampliam a visibilidade do produto.

    Para conquistar espaço, estratégias de marketing focam em embalagens atrativas e rótulos que destacam benefícios nutricionais. “O búfalo é o futuro da pecuária sustentável no Brasil. Seu potencial vai além da carne: o leite, mais cremoso e proteico, e o couro, mais resistente, são diferenciais”, afirma um relatório da Embrapa.

    Além da saúde e da ecologia, a carne de búfalo oferece versatilidade. Pode ser grelhada, assada ou usada em ensopados, adaptando-se a receitas tradicionais. Em propriedades rurais, sua criação ajuda a recuperar solos degradados, alinhando-se aos princípios da agricultura regenerativa.

    Enquanto o Brasil consolida sua posição como líder global em bioinsumos, a carne bubalina surge como um símbolo de inovação no agronegócio – uma resposta às demandas por alimentos nutritivos, éticos e de baixo impacto ambiental. Quem experimenta, dificilmente volta atrás.

    Baby Buf Premium lança linha especial na Serra Gaúcha

    A marca Baby Buf Premium, originária da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, está prestes a lançar sua linha de cortes especiais de carne de búfalo na Serra Gaúcha. O evento de lançamento ocorrerá no dia 7 de abril, na Bodega Del Toro, em Caxias do Sul, reunindo degustadores especializados e a imprensa. A ideia é ampliar o mercado para a região, destacando as qualidades diferenciadas da carne de búfalo, especialmente dos animais mais jovens, que apresentam bom acabamento de gordura e rendimento de carcaça.

    História e qualidade

    A propriedade em Rosário do Sul, onde a Baby Buf Premium é produzida, tem mais de 50 anos de experiência no cultivo de búfalos. Rogério Gonçalves, proprietário da marca, identificou a necessidade de criar um mercado diferenciado, não apenas em termos de oferta, mas também em preço e valor agregado. “Fizemos um estudo sobre onde colocar esse produto e decidimos que a alternativa seria processar a carne em frigorífico, transformando-a em produtos como linguiça e hambúrguer, com o selo e garantia da Baby Buf Premium,” explica Gonçalves.

    Além do lançamento na Serra Gaúcha, a propriedade em Rosário do Sul está em processo de certificação orgânica. E assim, permitir que as embalagens carreguem o selo de carne orgânica. Raphael Gonçalves, vice-presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), elogia a iniciativa, destacando que os búfalos são jovens, livres de hormônios e antibióticos, e criados a pasto, seguindo as regras de bem-estar animal. “Essa iniciativa valoriza a carne de búfalo, uma proteína vermelha de alta qualidade,” afirma.

    Mercado de alta renda

    A Ascribu apoia a iniciativa, visando valorizar o búfalo como uma alternativa de produção de proteína vermelha de alta qualidade. Gonçalves acredita que a Baby Buf Premium tem potencial para atingir um mercado de alta renda com produtos selecionados e carnes de primeira qualidade. “Desejamos um grande sucesso a essa empreitada dos criadores, demonstrando o potencial do búfalo para a carne,” conclui.

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