Tag: bubalinocultura

  • Búfala Serena bate recorde mundial de produção de leite

    Búfala Serena bate recorde mundial de produção de leite

    A búfala Serena, criada em Piquete (SP), tornou-se a nova recordista mundial de produção de leite da espécie ao alcançar a marca de 40,250 quilos durante a Expass Agro 2026, realizada em Passos (MG).

    Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos (ABCB), o resultado supera o recorde anterior, registrado em 2024, e consolida o animal como referência na bubalinocultura brasileira.

    Recorde supera marca anterior

    Serena pertence ao criador Thiago Quirino Mansfeld e faz parte do plantel da Fazenda Búfalas da Mantiqueira.

    Curiosamente, o recorde anterior, de 39,820 quilos de leite, também era de uma búfala do mesmo criador, demonstrando a evolução genética do rebanho.

    Nascida em 27 de fevereiro de 2022, Serena foi selecionada para alcançar alto desempenho produtivo.

    Genética, nutrição e manejo fizeram a diferença

    De acordo com Thiago Quirino Mansfeld, o novo recorde é resultado da combinação entre genética, alimentação balanceada e manejo adequado.

    “Apostamos em um animal com potencial maior”, afirmou o criador, segundo informações divulgadas pela ABCB.

    Ele explica que outras búfalas participantes receberam alimentação semelhante e foram submetidas às mesmas condições de manejo, mas não alcançaram o mesmo desempenho produtivo.

    Melhoramento genético impulsiona produtividade

    Para o pecuarista, o resultado evidencia a importância do investimento contínuo em melhoramento genético aliado ao acompanhamento técnico da alimentação dos animais.

    “Temos um animal de alto potencial, uma dieta ajustada com acompanhamento dos zootecnistas e alimentos de primeira linha. A genética é a cereja do bolo”, destacou.

  • Búfala brasileira quebra recorde mundial de produção de leite

    Búfala brasileira quebra recorde mundial de produção de leite

    A búfala Serena escreveu mais um capítulo na história da bubalinocultura brasileira. Durante a Expass Agro 2026, realizada em Passos (MG), o animal produziu 40,250 quilos de leite em duas ordenhas e quebrou o recorde mundial da categoria. Uma marca que pertencia ao próprio criador, o produtor Thiago Quirino Mansfeld, de Piquete (SP).

    Em 2024, outro animal de Mansfeld havia alcançado 39,820 kg na mesma competição e já havia derrubado o recorde anterior, que era de 37 kg e pertencia a uma búfala do Paquistão. Desta vez, Serena ultrapassou até esse resultado.

    Genética como diferencial

    Nascida em 27 de fevereiro de 2022, Serena integra o plantel da Fazenda Búfalas da Mantiqueira e competiu na Expass Agro com o apoio da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB). Para Mansfeld, o novo recorde reflete um trabalho minucioso que vai além do manejo diário.

    “Foi uma combinação quase perfeita. Não digo perfeita porque ainda podemos alcançar outros resultados. Melhoramos a nutrição, o manejo e também apostamos em um animal com potencial maior”, afirmou o produtor.

    Mansfeld destaca que outros concorrentes adotaram alimentação, dieta e manejo semelhantes aos da sua equipe, mas não alcançaram produção equivalente. O que, na sua avaliação, evidencia o peso da genética no resultado final. “O tripé é manejo, dieta e genética. Temos um animal de alto potencial, uma dieta ajustada com acompanhamento dos zootecnistas e alimentos de primeira linha. A genética é a cereja do bolo”, avaliou.

    Manejo impecável na pista

    O criador também atribui parte do desempenho ao cuidado durante a própria competição. Segundo ele, a rotina de manejo na pista permite que o potencial produtivo do animal apareça com mais força.

    “O manejo foi impecável. Todos os concorrentes tentam fazer o melhor pelos animais, mas o nosso resultado surpreendeu”, relatou Mansfeld.

  • Búfalos viram atração na Megaleite e ampliam visibilidade da produção leiteira

    Búfalos viram atração na Megaleite e ampliam visibilidade da produção leiteira

    A participação da bubalinocultura na Megaleite 2026 reforçou o interesse do público pela espécie e ampliou a visibilidade do setor no Brasil. A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) marcou presença no evento, realizado entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), com uma programação voltada à divulgação técnica, produção de leite e derivados bubalinos.

    Foto: ABCB/ Divulgação

    Pelo quarto ano consecutivo na feira, organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, a ABCB estruturou o Pavilhão dos Bubalinos para receber produtores, estudantes, técnicos e famílias. Escolas também participaram da programação, levando alunos para conhecer de perto os animais e os produtos derivados do leite de búfala.

    Durante os cinco dias de evento, a entidade promoveu palestras técnicas, exposição de animais, degustações e ações de relacionamento entre criadores. A programação incluiu ainda música ao vivo, churrasco com carne bubalina e atividades interativas com o público. Um dos destaques foi o passeio com búfalos, que chamou a atenção de crianças e adultos e aproximou os visitantes da realidade da criação.

    As dinâmicas realizadas dentro do pavilhão representaram uma das novidades desta edição. A iniciativa permitiu demonstrar o comportamento dos animais em contato direto com o público, além de esclarecer dúvidas e reduzir percepções equivocadas sobre a espécie.

    Informações sobre a bubalinocultura

    O presidente da ABCB, Simon Riess, avaliou positivamente a participação no evento e destacou o papel da feira na difusão de informações sobre a bubalinocultura. Segundo ele, a presença contínua na Megaleite fortalece o conhecimento sobre o setor. “Neste ano, trouxemos novas dinâmicas para mostrar a realidade da criação e a docilidade dos animais”, afirmou.

    Riess também ressaltou a importância de eventos de grande porte para conectar produtores e consumidores. “A proposta é ampliar o acesso à informação e desmistificar conceitos ainda existentes sobre o búfalo”, explicou.

    Ao final da feira, a organização reconheceu o Pavilhão dos Bubalinos como um dos estandes mais organizados da Megaleite 2026. Para a ABCB, o resultado reflete o engajamento do público e a presença expressiva de visitantes ao longo do evento.

    A entidade já projeta avanços para a próxima edição. Entre as possibilidades, está a inclusão de animais em pista para demonstrar o potencial produtivo da espécie e ampliar ainda mais a visibilidade da bubalinocultura no país.

  • Único batalhão do mundo que usa búfalo como viatura fica no Brasil

    Único batalhão do mundo que usa búfalo como viatura fica no Brasil

    Imagine uma ocorrência policial numa área alagada, com lama no joelho e nenhuma estrada à vista. A viatura para na beira do campo. A moto afunda. O barco não tem profundidade suficiente para navegar. É exatamente nesse cenário, que se repete todo ano durante o período chuvoso na Amazônia, que o 8º Batalhão da Polícia Militar do Pará encontrou uma solução que nenhum outro lugar do mundo teve: mandar um búfalo.

    O policiamento com búfalos existe há mais de três décadas na ilha de Marajó, mas foi oficializado em 2021 pelo 8º Batalhão da Polícia Militar. A unidade, considerada única no mundo nessa modalidade, mantém sete búfalos em serviço ativo e reserva dez policiais exclusivamente para esse tipo de patrulhamento. No entanto, quase todo o efetivo sabe montar, e não é por acaso: 80% dos militares nasceram no próprio arquipélago.

    A geografia que obrigou a criatividade

    Soure, a chamada “Pérola do Marajó,” tem cerca de 25 mil habitantes e fica a apenas 80 km de Belém, mas poderia estar em outro mundo em termos de infraestrutura. A cidade é banhada por rios e concentra muitas áreas de difícil acesso, o que limita o alcance de motocicletas e viaturas operacionais em determinadas ocorrências.

    O policiamento com búfalos não é apenas atração turística na área urbana. Nas zonas alagadas, que se tornam intrafegáveis em certos períodos do ano, nem a pé, nem de moto, nem de viatura, nem mesmo de embarcações menores é possível circular. O búfalo vai onde nenhum veículo chega.

    “É um policiamento totalmente adaptado às condições geográficas da região do Marajó Oriental. Uma região que, na época do inverno, tem alagamentos. Com isso, a viatura e a moto não conseguem percorrer, e onde elas não conseguem, tanto o búfalo quanto o cavalo são meios de deslocamento do policial até áreas de difícil acesso”, explica a tenente-coronel Christine Pinheiro, comandante do 8º BPM.

    Um animal que pesa 590 kg e não afunda

    O búfalo não é um substituto improvisado, mas uma escolha técnica. O animal, que pesa em média 590 quilos, consegue se locomover em terrenos e áreas alagadas devido à força e à tração das patas. Além disso, os cascos resistentes não apodrecem com a umidade, o que garante durabilidade nas longas patrulhas. Os búfalos também conseguem buscar alimento debaixo d’água, o que lhes dá energia constante durante o serviço.

    Os animais passam por um processo de seleção e treinamento rigoroso. Apenas quando o búfalo chega à fase adulta e apresenta bom desempenho nos treinos em áreas alagadas é que se torna apto ao serviço policial militar. O treinamento é conduzido pelos próprios policiais nativos da região, que cresceram com o animal e entendem seu comportamento.

    “A nossa região pede que o policial saiba montar e atuar com búfalos, porque os municípios do Marajó, como Soure, Cachoeira do Arari e Salvaterra, possuem várias áreas alagadas”, afirmou o sargento Manoel Vitelli Júnior, integrante do 8º Batalhão.

    O búfalo no Marajó tem raiz histórica

    A presença do búfalo no arquipélago não começou com a polícia. Nos anos 1890, um fazendeiro de Soure chamado Vicente Chermont de Miranda viajou pela Itália, viu o potencial do animal e trouxe os primeiros exemplares para a ilha. De lá para cá, o rebanho cresceu de forma impressionante. Segundo dados do IBGE de 2021, o Pará concentrava cerca de 620 mil cabeças de búfalo, o equivalente a 40% do total nacional, com mais de 430 mil delas apenas na ilha do Marajó.

    Assim, o búfalo foi deixando de ser apenas um animal de produção para se tornar símbolo cultural. No Marajó, ele está presente na culinária, no policiamento, na produção de couro, nas apresentações culturais e no ambiente familiar dos moradores. O brasão do próprio 8º Batalhão traz a imagem do animal, e em 2023 o búfalo do Marajó chegou ao Carnaval carioca, inspirando o enredo da escola Paraíso do Tuiuti no Rio de Janeiro.

    Segurança que virou vitrine

    O policiamento montado resolve um problema logístico real, mas gerou outro resultado. De quinta a domingo, os militares levam os animais até o porto de Soure para receber turistas de vários estados e de outros países. Muitos visitantes buscam a ilha justamente para ver de perto esse policiamento inusitado.

    O comandante do 8º Batalhão, tenente-coronel Wilson Carlos de Araújo Filho, destaca que o búfalo aproxima a PM tanto do turista quanto da população local. O animal é símbolo do Marajó, e o policiamento ostensivo se alinha a esse aspecto cultural da região.

    A professora Ana Paula, moradora de Soure, resume o que muitos vizinhos sentem: “Esse policiamento é interessante e único, porque nas outras cidades não é comum a gente ver búfalos no meio da rua, muito menos sendo utilizado no serviço policial. Eu costumo ver todos os dias os policiais e isso me deixa tranquila e me traz a sensação de segurança.”

    No fundo, o 8º Batalhão transformou uma limitação geográfica em estratégia. A Amazônia impõe suas regras. A polícia aprendeu que a melhor resposta para um terreno impossível nem sempre está num manual de segurança pública. Às vezes, está no pasto ao lado do batalhão, pesando 590 quilos e esperando a próxima ronda.

     

  • Unesp abre as portas para o 1º Buffalo Day

    Unesp abre as portas para o 1º Buffalo Day

    A Universidade Estadual Paulista (Unesp) recebe neste sábado (11) o 1º Buffalo Day, evento que coloca no mesmo espaço pesquisadores, produtores, técnicos e empresas da bubalinocultura. O encontro acontece no Centro de Pesquisas Tropicais em Bubalinos (CPTB), ligado à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), em Botucatu (SP), e tem como objetivo central traduzir conhecimento científico em soluções práticas para o campo.

    A Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) promove o evento em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), a Fatec Botucatu, o Boi 777, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o Instituto de Zootecnia (IZ) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

    O que o produtor vai encontrar no evento

    A programação combina palestras técnicas, visitas guiadas às estruturas do CPTB e contato direto com pesquisas em andamento. Os temas centrais incluem eficiência produtiva, nutrição e bem-estar animal, todos com abordagem aplicada. Empresas que atuam na cadeia produtiva também marcam presença para apresentar produtos e serviços ao setor.

    A pesquisadora Caroline Francisco, do CPTB, explica que o Buffalo Day nasce de uma necessidade concreta. “A gente trabalha diariamente para transformar pesquisa em ferramenta prática. O que desenvolvemos aqui pode ser aplicado diretamente na atividade, com impacto no resultado do produtor”, afirma.

    Primeira prova de eficiência em bubalinos do Brasil

    Um dos destaques do evento é a apresentação do espaço onde acontecerá a primeira prova de eficiência em bubalinos do país. Os participantes vão conhecer o ambiente, entender como os animais serão avaliados e quais indicadores técnicos entram no processo.

    Para Caroline, a transparência é um dos pilares do encontro. “Isso ajuda a dar mais segurança para quem investe na atividade”, destaca a pesquisadora.

    Além das apresentações técnicas, o formato do evento estimula o diálogo direto entre quem pesquisa e quem produz. “Quando todos os elos estão no mesmo espaço, conseguimos discutir soluções de forma mais objetiva, com base na realidade de quem está no campo”, observa Caroline Francisco.

    O Buffalo Day começou às 7h e a entrada é pelo CPTB da FMVZ-Unesp, em Botucatu.

  • Búfalos destroem o solo do Vale do Ribeira e ameaçam a Mata Atlântica

    Búfalos destroem o solo do Vale do Ribeira e ameaçam a Mata Atlântica

    O Vale do Ribeira, no interior de São Paulo, carrega dois títulos relevantes: é um dos maiores polos produtores de banana do Brasil e abriga os maiores remanescentes de Mata Atlântica do país. Agora, uma pesquisa da Unesp publicada na revista Geoderma Regional revela que a criação de búfalos na região ameaça os dois patrimônios ao mesmo tempo.

    A bubalinocultura chegou ao Vale do Ribeira na década de 1960, aproveitando os terrenos alagados e o clima úmido da região. Hoje, segundo o IBGE, São Paulo concentra o maior rebanho bubalino fora do Norte do Brasil, 118.824 cabeças , e aproximadamente 53% desses animais ficam no Vale do Ribeira. A atividade movimenta a economia local com a venda de leite e carne, mas o manejo inadequado gera um problema crescente: a destruição do solo.

    O peso do problema

    Cada búfalo adulto pode atingir 1,70 m de altura e pesar mais de 800 kg. Apoiado em quatro patas, o animal exerce uma pressão de contato em movimento de até 408 kPa (quilopascal). È um valor superior ao de máquinas agrícolas, já que toda a força se concentra em apenas quatro pontos de contato com o chão.

    O resultado é a compactação do solo. O pisoteio contínuo eleva a densidade e a resistência à penetração do terreno, que frequentemente ultrapassa o limite crítico de 2 a 3 MPa (megapascals). Acima desse limite, as raízes das plantas não conseguem se expandir, o que compromete o crescimento das culturas e a absorção de água e nutrientes.

    A degradação não para por aí. O solo compactado bloqueia a infiltração de água, agrava o encharcamento superficial e acelera a erosão. A diferença é expressiva: áreas de vegetação nativa absorvem entre 92% e 95% mais água do que terrenos danificados pelo pisoteio dos búfalos.

    Da fazenda para a floresta

    O estudo aconteceu em uma fazenda próxima ao rio Ribeira de Iguape, área de solo bastante argiloso. Conforme a água infiltra, o terreno perde resistência mecânica e fica mais maleável, o que intensifica ainda mais a compactação. Rodrigo Batista Pinto, primeiro autor da pesquisa e mestre em agronomia pela Unesp, observou animais que permaneciam até 21 dias seguidos na mesma área de pastagem durante o verão, prática que considera inadequada.

    O impacto direto para o agronegócio é a perda de produtividade agrícola. Mas o problema tem uma consequência mais ampla: fazendeiros com terras degradadas abrem novas áreas de cultivo e pastoreio, pressionando a Mata Atlântica nativa. Desde 1999, o Vale do Ribeira integra o Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco e reúne um mosaico de unidades de conservação, incluindo o PETAR e o Parque Estadual da Ilha do Cardoso.

    A solução já existe

    Pinto defende a bubalinocultura, mas cobra mudanças no manejo. A saída, segundo ele, é a rotação de pastagens: fazer os búfalos circularem com mais frequência entre diferentes áreas, reduzindo o tempo de permanência em cada espaço.

    “Com uma rotação bem planejada, o solo tem tempo para se recuperar, a compactação diminui e a vegetação se regenera”, afirma o pesquisador. A medida beneficia o produtor que preserva a produtividade da terra e o meio ambiente, ao reduzir a pressão sobre as reservas florestais da região.

  • Búfala Catarina se torna fenômeno nas redes sociais

    Búfala Catarina se torna fenômeno nas redes sociais

    Felipe Rezende enfrenta diariamente uma pergunta inusitada dos amigos: “búfalos são de outro planeta?” A dúvida, que pode parecer absurda para quem trabalha com bubalinocultura, revela o desconhecimento geral sobre esses animais. O produtor rural decidiu mudar esse cenário e transformou a Fazenda Cantão em um fenômeno digital.

    Foto: Arquivo Pessoal

    Com menos de 900 publicações no feed, o perfil @fazendacantao ultrapassou 200 mil seguidores no Instagram. O número cresce rapidamente – apenas algumas horas após comemorar a marca, a página ganhou outros 11 mil inscritos.

    Rezende dedica o conteúdo a mostrar o dia a dia da propriedade em Piumhi, interior de Minas Gerais. O criador foca especialmente na docilidade e no comportamento afetuoso dos búfalos, características que surpreendem quem nunca teve contato com a espécie.

    “Comecei a perceber que poderia mostrar às pessoas aquilo que vivi na prática. Gravei minhas rotinas na fazenda, principalmente com os búfalos. A receptividade foi crescendo, passei a dar nomes aos animais, e a galera começou a reagir e interagir. Isso tomou grandes proporções”, explica o produtor.

    Catarina: a búfala blogueira que rouba a cena

    A estrela absoluta dos perfis é Catarina, uma búfala que possui centenas de quilos e carisma de sobra. A “blogueirinha” ganhou perfil próprio no Instagram (@bufalacatarina) e encanta seguidores com poses diferentes em cada publicação.

    “No topo da lista está a Catarina, que desperta um amor realmente muito grande. Ela foi pioneira nessa história toda. Quando bezerra, ficou doente e quase morreu. Cuidei dela e desenvolvemos uma conexão muito forte. As pessoas percebem isso. A Catarina é uma búfala diferenciada”, conta Rezende.

    https://www.instagram.com/p/Cl9SGREptJQ/

    Cada postagem da “atriz” mostra a diversão e o respeito com que os animais vivem na propriedade. O conteúdo atrai especialmente pessoas que nunca entraram em uma fazenda onde o bem-estar animal é prioridade.

    Da pecuária tradicional à bubalinocultura leiteira

    Felipe Rezende e o pai decidiram abandonar a criação de vacas holandesas para investir na produção leiteira com búfalos. Hoje, o produtor integra a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) e reconhece sua influência na cadeia produtiva.

    “Acredito que influencio a cadeia leiteira, principalmente nas boas práticas de manejo e nos bons tratos aos animais”, pondera.

    O receio inicial do próprio Rezende quanto ao tamanho e à aparência dos búfalos motivou sua atuação digital. Ao perceber que outras pessoas compartilhavam os mesmos preconceitos, o criador viu a oportunidade de educar o público sobre a espécie.

    Conteúdo para todas as idades conquista internet

    Os perfis da Fazenda Cantão e da búfala Catarina oferecem conteúdo adequado para todas as idades. A descrição do perfil da propriedade traz um alerta bem-humorado: “Cuidado! Você vai se apaixonar por búfalos”.

    A estratégia de mostrar a realidade da bubalinocultura com leveza e autenticidade transforma seguidores em admiradores da espécie. O trabalho de Rezende prova que desmistificar preconceitos e promover boas práticas de manejo pode gerar engajamento genuíno nas redes sociais.

  • 3º Dia do Búfalo na UFRGS: manejo e produção leiteira em destaque

    3º Dia do Búfalo na UFRGS: manejo e produção leiteira em destaque

    A produção leiteira e o manejo de búfalos serão os temas centrais do 3º Dia do Búfalo, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na Estação Experimental Agronômica (EEA), em Eldorado do Sul (RS), no próximo dia 25. Com apoio da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), o evento contará com palestras, mesa redonda e visitas técnicas, reunindo pesquisadores, estudantes e produtores rurais.

    Um dos destaques da programação será a apresentação do Tambo EEA, um projeto pioneiro de sala de ordenha especializada para búfalas, desenvolvido em parceria com uma consultoria técnica. Vitória Di Domênico, uma das organizadoras, explica que a iniciativa visa aprimorar a produção leiteira no rebanho da universidade, que atualmente conta com 42 animais, sendo 20 fêmeas em lactação até julho.

    A presidente da Ascribu, Desireé Möller, reforçou a importância do projeto. Destacando que o rebanho da UFRGS é o quarto fornecedor de leite de búfala para o Laticínios Kronhardt. “Essa parceria fortalece a cadeia produtiva e abre novas perspectivas para a bubalinocultura no RS”, afirmou.

    Estudantes apresentam pesquisas em bubalinocultura

    O evento também dará espaço para alunos de graduação e pós-graduação apresentarem seus trabalhos em áreas como produção leiteira, sanidade, reprodução e nutrição. Amanda Motta, professora da UFRGS e organizadora, ressaltou que a participação dos estudantes é fundamental para o desenvolvimento do setor.

    Atualmente, a Estação Experimental conta com oito alunos de graduação e cinco de pós-graduação dedicados à pesquisa em bubalinocultura, além de professores e técnicos especializados.

    Serviço

    Evento: 3º Dia do Búfalo

    Data: 25 de abril

    Local: Estação Experimental Agronômica da UFRGS – Eldorado do Sul (RS)

    Leia mais:

     

    + Agro em Campo: Pequenos produtores de café especial conquistam mercados globais
    + Agro em Campo: Ibama investiga banco por suposto financiamento a desmatamento ilegal