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  • Agricultor cria bandeira do Brasil com 39 mil hortaliças

    Agricultor cria bandeira do Brasil com 39 mil hortaliças

    Uma propriedade rural de Brumadinho, em Minas Gerais, chamou atenção ao transformar a produção de hortaliças em uma homenagem à Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2026.

    O agricultor Djalma Cordeiro utilizou mais de 39 mil mudas de alface e almeirão para formar uma bandeira gigante do Brasil nos canteiros da lavoura. O projeto, que une criatividade, agricultura familiar e paixão pelo futebol, rapidamente ganhou repercussão na região.

    Sonho guardado por quase 30 anos

    Segundo Djalma, a ideia surgiu durante a Copa do Mundo de 1998.

    Por quase três décadas, o agricultor manteve o sonho de criar uma bandeira brasileira utilizando plantas cultivadas na própria terra.

    “Eu sonhava em fazer isso muito antes de chegar aqui, mas nunca tive a oportunidade. Também é uma demonstração da minha torcida pelo hexa.”

    Além da confiança na Seleção Brasileira, Djalma afirma que a expectativa de ver Neymar em campo aumentou ainda mais o entusiasmo para realizar o projeto.

    Como a bandeira foi construída

    Para transformar a ideia em realidade, o agricultor contou com a ajuda do filho, Djordyan Cardoso.

    A etapa de marcação do terreno levou aproximadamente dez dias e exigiu precisão para reproduzir o formato da bandeira.

    Depois disso, foram plantadas cerca de 39,2 mil mudas de alface crespa, alface roxa e almeirão.

    Ao todo, foram utilizadas 140 bandejas de mudas, cada uma com capacidade para 280 plantas.

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    Propriedade virou atração

    O resultado final superou as expectativas do agricultor.

    A bandeira formada pelas hortaliças passou a atrair visitantes, moradores da região e até grupos de estudantes interessados em conhecer o trabalho desenvolvido na propriedade.

    “Eu nunca imaginei que teria tanta repercussão. Parece algo simples, mas acabou virando uma atração.”

    Há 26 anos trabalhando no local, Djalma também cultiva outras culturas agrícolas ao longo do ano, como pimentão, abobrinha e tomate.

    Além de valorizar o trabalho no campo, iniciativas desse tipo aproximam a população urbana da realidade dos produtores e ajudam a destacar a importância do agronegócio brasileiro.

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  • Museu Inhotim bate recorde de visitas

    Museu Inhotim bate recorde de visitas

    O Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho, no interior de Minas Gerais, atingiu o maior número de visitantes já registrado neste ano, com 357.684 pessoas, segundo dados do museu. A estimativa é de que o total chegue a 361 mil até o final de dezembro, um crescimento de 8,5% em relação a 2024.

    O recorde de público ocorre em um momento simbólico para a instituição, que completa 20 anos em 2026. A diretoria aponta um calendário especial de programação para marcar a data.

    “Ao longo de 2026, ano em que celebramos o aniversário, seguimos fortalecendo a gestão, a governança, a captação de patrocínios, a programação, o compliance e o acesso ao território. O resultado é concreto e nos motiva a projetar o museu para o futuro”, afirma Paula Azevedo, diretora-presidente do Inhotim.

    Como parte das ações de férias e para ampliar o acesso, o Inhotim adotará uma medida especial em janeiro. O museu funcionará às terças-feiras e oferecerá meia-entrada para todos os públicos. A iniciativa visa ampliar a visitação durante o recesso escolar, abrindo novas oportunidades para famílias, turistas e moradores da região.

    “Reconhecido como o maior museu a céu aberto da América Latina, o Inhotim oferece uma experiência que integra arte contemporânea, paisagem e biodiversidade. Em um território com galerias imersivas, obras comissionadas, jardins botânicos e ações educativas para públicos diversos”, ressalta o instituto.

    Programação 2026

    A programação de 2026 prevê oito inaugurações e uma exposição comemorativa que revisita marcos da história do Inhotim. A diretora artística Júlia Rebouças adianta que a mostra inclui a exibição de The Murder of Crows (2008), de Janet Cardiff e George Bures Miller, retornando ao acervo.

    A galeria dedicada a Cildo Meireles passará por reforma para receber uma obra inédita, e novos projetos de artistas como Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento e Lais Myrrha estão confirmados. A artista Lais Myrrha inaugura uma escultura ao ar livre de grandes dimensões. E será acompanhada pela celebração de aniversário em 18 de outubro, com programação especial e entrada gratuita.

    Localização

    O Inhotim fica em Brumadinho, a cerca de 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem) pelo km 500 da BR-381, no sentido BH/SP. Também é acessível pela BR-040, em cerca de 1h30, pela entrada para o Retiro do Chalé, no sentido BH/Rio.

  • Minas Gerais prevê safra recorde de tangerina ponkan em 2025

    Minas Gerais prevê safra recorde de tangerina ponkan em 2025

    Minas Gerais deve colher 238,6 mil toneladas de tangerina ponkan em 2025, consolidando-se como o segundo maior produtor da fruta no Brasil, atrás apenas de São Paulo. A projeção foi divulgada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). E aponta crescimento de 3,1% em relação ao volume registrado em 2024. O pico da colheita ocorre entre maio e julho, período de maior movimentação nos pomares do estado.

    O cultivo da tangerina ponkan, também conhecida como mexerica, ocupa uma área de 12,4 mil hectares em Minas Gerais e é dominado pela agricultura familiar. São 6.175 pequenos produtores responsáveis pela produção, que se beneficia do fácil manejo da planta e da alta produtividade por hectare, fatores que garantem boa rentabilidade aos agricultores.

    Segundo Deny Sanábio, coordenador de fruticultura da Emater-MG, “a ponkan tem uma predominância da agricultura familiar por ser uma planta de fácil manejo, com uma produtividade alta por hectare. Isso traz um rendimento bom para os produtores”.

    Principais polos produtores

    Os três municípios mineiros com maior produção de tangerina ponkan são Belo Vale (região Central), Campanha (Sul de Minas) e Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Em Belo Vale, maior polo produtor do estado, a expectativa é colher 34,6 mil toneladas em 2025, numa área de 2,1 mil hectares dedicada à fruta.

    A fruta se adapta melhor a regiões com temperaturas médias entre 20°C e 30°C, o que favorece áreas como o Sul de Minas, região Central, Zona da Mata e Campo das Vertentes. As temperaturas mais elevadas reduzem a expressão do cultivo no Norte e Nordeste do estado. Mas o uso de irrigação pode viabilizar a produção nessas regiões.

    A tradição da produção de ponkan em Minas Gerais é passada de geração em geração. Produtores como Flávio Amaral Santos, de Belo Vale, mantêm a atividade na família desde a década de 1960. “É um plantio que vem passando de geração a geração. Tenho orgulho da nossa história”, relata. Mesmo com atraso na colheita este ano devido à baixa pluviosidade em fevereiro e março, a expectativa é de boa safra e vendas para diversos mercados do país. Isso inclui São Paulo, Belo Horizonte, Uberlândia, Maceió, Teresina, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

    Desafios sanitários: combate ao greening

    A Emater-MG reforça a necessidade de cuidados para evitar o greening, doença bacteriana considerada a mais grave da citricultura. O greening provoca deformação dos frutos, maturação irregular, queda de produtividade e pode levar à morte das plantas. A principal forma de controle é a eliminação imediata das plantas contaminadas, controle do inseto transmissor (psilídeo), uso de mudas sadias e viveiros certificados. Além da erradicação de pomares antigos que possam servir de foco para a doença. Técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) devem acompanhar a eliminação de plantas doentes, conforme as normas do Ministério da Agricultura.

    No cenário nacional, Minas Gerais ocupa posição de destaque, respondendo por uma parcela significativa da produção brasileira de tangerina. O estado mantém desempenho superior à média nacional em produtividade e área cultivada, reforçando sua importância para a citricultura do país.

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