Tag: Brics

  • Rússia reconhece status sanitário do Brasil e impulsiona exportações do agro

    Rússia reconhece status sanitário do Brasil e impulsiona exportações do agro

    O agronegócio brasileiro ganhou essa semana mais um aliado estratégico no Leste. A Rússia reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. O avanço sanitário consolida a confiança internacional no sistema de defesa agropecuária do país e abre espaço para novas categorias de produtos e maior volume de exportações ao mercado russo.

    O movimento não é isolado. A China fez anúncio semelhante no início deste mês, e ambas as decisões seguem a certificação concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2025. O contraste com o Ocidente é evidente: enquanto Rússia e China ampliam o acesso ao mercado brasileiro, os Estados Unidos mantêm tarifas elevadas sobre produtos agrícolas do Brasil, e a União Europeia impõe barreiras regulatórias e restrições que dificultam as exportações nacionais, com destaque para as regras sobre desmatamento, que ameaçam travar negócios bilionários.

    Missão oficial percorre três cidades russas

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou uma delegação à Rússia nos últimos dias, com agenda em São Petersburgo, Kirovsk e Moscou. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, liderou o grupo. Que contou ainda com o adido agrícola do Brasil em Moscou, Marco Túlio Santiago, e o coordenador de Articulação, Rafael Requião.

    A missão começou durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, um dos principais eventos de diálogo econômico da Rússia. Lá, o secretário Luís Rua participou de painéis sobre as relações econômicas entre Brasil, Rússia e os países do Brics. A agenda incluiu reuniões bilaterais com ministros e vice-ministros da Agricultura e da Economia de países como Uruguai, Uzbequistão, Belarus e Vietnã, além de encontros com o setor privado.

    Fertilizantes na pauta: Brasil é mercado prioritário para empresas russas

    A missão também tratou de fertilizantes, insumo estratégico para o agronegócio brasileiro. A delegação visitou a operação de fertilizantes fosfatados da PhosAgro em Kirovsk, localizada nas Montanhas Khibiny, uma das principais regiões produtoras de rocha fosfática da Rússia. No local, conheceu a estrutura de mineração e processamento responsável pela produção de concentrado de apatita, matéria-prima dos fertilizantes fosfatados.

    Além da visita à PhosAgro, a delegação se reuniu com quatro das principais empresas russas do setor. As conversas deixaram clara a percepção de que o Brasil ocupa posição prioritária entre os mercados atendidos pelas companhias russas.

    Moscou avança em cooperação sanitária e habilitação de estabelecimentos

    A etapa final da missão, em Moscou, reuniu a delegação com o Ministério da Agricultura da Federação Russa e o Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor). As reuniões abordaram cooperação sanitária, habilitação de estabelecimentos brasileiros, ampliação das exportações agropecuárias e novas oportunidades comerciais.

    A relação bilateral já acumula avanços recentes. Três estabelecimentos brasileiros de pescado receberam habilitação para exportar ao mercado russo. E a Rússia abriu as portas para as exportações brasileiras de castanhas.

    US$ 10 bilhões e complementaridade econômica

    Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Rússia superou, pelo segundo ano consecutivo, a marca de US$ 10 bilhões. A relação se baseia na complementaridade: o Brasil exporta carnes, café e amendoim, enquanto importa fertilizantes e trigo.Esses insumos são essenciais para a produção agrícola nacional.

    Em Moscou, a delegação participou ainda do Brazilian Beef Dinner, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e pela ApexBrasil, voltado à promoção da carne bovina brasileira junto a importadores russos. O secretário Luís Rua participou também de evento organizado pela Embaixada do Brasil para discutir governança global e o papel dos Brics.

    A atuação coordenada entre o Mapa, o Ministério das Relações Exteriores, a Embaixada do Brasil em Moscou e a ApexBrasil revela uma estratégia deliberada. Diante das barreiras crescentes do Ocidente, o agronegócio brasileiro aposta no Sul Global para sustentar e ampliar suas exportações.

  • Fertilizantes dos BRICS podem ter registro acelerado no Brasil

    Fertilizantes dos BRICS podem ter registro acelerado no Brasil

    Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados pode agilizar a entrada de fertilizantes e outros insumos agrícolas no Brasil. A proposta estabelece registro automático para produtos que já possuem certificação válida das autoridades dos países membros do BRICS.

    Deputado Max Lemos (PDT-RJ). Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    O PL 823/25, de autoria do deputado Max Lemos (PDT-RJ), altera a lei que regula o setor de fertilizantes. O objetivo central é reduzir os custos de produção no campo. Com insumos mais baratos, a expectativa é que o preço final dos alimentos no prato do consumidor também caia.

    “O barateamento dos insumos rurais geraria benefício direto para a população com a redução do preço do arroz, do feijão, do milho e de outros produtos”, defendeu Lemos na justificativa do projeto.

    Como funcionaria o registro automático

    Pelo texto, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) terá um prazo máximo de 15 dias para conceder o registro, contados a partir do pedido da empresa. Se o ministério não emitir o documento nesse período, a empresa poderá comercializar o produto normalmente, sem risco de multas.

    A medida também simplifica a atuação de distribuidoras e representantes de fabricantes estrangeiras. Elas não precisarão mais abrir uma empresa específica no Brasil (pessoa jurídica), bastando manter uma representação legal regularizada no país.

    Próximas etapas e tramitação

    O bloco do BRICS reúne atualmente 11 nações: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. A certificação por parte desses países servirá como aval para o processo rápido no Brasil.

    O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões da Câmara. Isso significa que não precisa passar pelo plenário, a menos que haja recurso. As comissões responsáveis pela análise são a de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e a de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Após a Câmara, a proposta ainda precisará de aprovação do Senado Federal e, posteriormente, sanção presidencial para se tornar lei.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Brics repercute medidas protecionistas dos Estados Unidos

    Brics repercute medidas protecionistas dos Estados Unidos

    O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, defendeu neste domingo (6) a retomada do multilateralismo no comércio global. Durante a cúpula do Brics, ele criticou as medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos contra parceiros comerciais.

    Segundo Fávaro, o grupo, agora com 11 países, representa quase metade da população mundial e atua em defesa do livre mercado. Para ele, o Brics oferece esperança de normalidade no comércio internacional.

    “O mundo não precisa de supertaxação e protecionismo. Taxar alimentos é taxar o combate à fome. Isso encarece a comida globalmente”, afirmou o ministro.

    Fávaro apontou incoerência na postura econômica do governo norte-americano. “É um contrassenso que os Estados Unidos, com um governo dito liberal, adotem taxações e medidas protecionistas”, disse.

    Ele ressaltou que o Brasil, sob um governo progressista, defende o livre comércio. “Nosso país segue um rumo certo. Apoia o multilateralismo e rejeita a taxação. O Brics é uma plataforma essencial para isso”, completou.

    Gripe aviária controlada no Brasil

    O ministro também comentou a resposta do Brasil ao surto de gripe aviária em uma granja do país. De acordo com Fávaro, o caso foi isolado rapidamente, com o abate de apenas 17 mil aves. Para efeito de comparação, os Estados Unidos enfrentaram o abate de 170 milhões de animais pela mesma doença.

    Após a ocorrência, mais de 20 países impuseram restrições à carne de frango brasileira. Atualmente, apenas nove continuam com embargos, entre eles a China e a União Europeia.

    Fávaro destacou que tratou do assunto com o primeiro-ministro chinês, durante reunião bilateral com o presidente Lula. “Pedi a ele que reavaliasse a restrição. Ele disse que está ciente do caso e que a China analisa os protocolos para retomar as compras.”

    Exportação de carne bovina avança com apoio do Brics

    As articulações no Brics também abriram novas portas para a carne bovina brasileira. Fávaro celebrou o embarque da primeira carga com destino à Indonésia. “O mercado indonésio é vantajoso e muito importante. Essa conquista gera oportunidades para a agropecuária brasileira”, afirmou o ministro.

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  • JBS inicia exportação de carne bovina para o Vietnã

    JBS inicia exportação de carne bovina para o Vietnã

    A gigante brasileira JBS marcou um marco no agronegócio neste sábado (5) com o primeiro embarque de carne bovina para o Vietnã. O movimento estratégico amplia a presença da empresa no Sudeste Asiático e consolida o Brasil como fornecedor global de proteínas.

    A JBS enviou 27 toneladas de carne bovina processadas na unidade da Friboi em Mozarlândia (GO), recentemente habilitada para exportações ao Vietnã. A cerimônia no Rio de Janeiro contou com a presença do primeiro-ministro vietnamita Phạm Minh Chính e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

    O embarque ocorreu durante a Cúpula dos BRICS e simboliza o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. O presidente Lula celebrou o acordo com uma caixa simbólica da Friboi, destacando a importância do Vietnã como parceiro estratégico.

    Mercado promissor e investimentos bilionários

    O Vietnã, com 101 milhões de habitantes e crescimento de 7,6% no PIB no segundo trimestre de 2025, importou 300 mil toneladas de carne bovina em 2024. A JBS projeta dominar até 50% desse mercado, movimentando até R$ 590 milhões anuais.

    Além da exportação, a JBS anunciou um investimento de US$ 100 milhões para construir duas fábricas no Vietnã. As unidades produzirão carne bovina, suína e de aves, utilizando matérias-primas brasileiras. A primeira fábrica será instalada no parque industrial Nam Đình Vũ, com operação prevista para 2026.

    Marcela Rocha, diretora-executiva da JBS, destacou que a entrada no Vietnã beneficia toda a cadeia do agronegócio brasileiro, setor que representa 20% do PIB nacional. A empresa já opera no país desde 2014 com uma fábrica de couro em Dong Nai, que emprega 600 pessoas.

    Com 12 frigoríficos brasileiros prestes a receber habilitação para exportar ao Vietnã, o país asiático se consolida como peça-chave na diversificação de mercados da JBS, que emprega 280 mil pessoas em 17 países.

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  • Brasil lidera debate sobre agricultura sustentável e segurança alimentar no BRICS

    Brasil lidera debate sobre agricultura sustentável e segurança alimentar no BRICS

    O Brasil liderou nesta quinta-feira (17), em Brasília, uma reunião estratégica do BRICS sobre agricultura e sustentabilidade. O ministro Carlos Fávaro conduziu a abertura do encontro no Palácio do Itamaraty. A Reunião Ministerial do Grupo de Trabalho de Agricultura (AWG) contou com representantes dos 11 países do bloco.

    Atualmente, o BRICS inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Em resumo, o objetivo do encontro foi discutir soluções conjuntas para os desafios agrícolas globais e promover práticas sustentáveis no setor.

    Os países do BRICS concentram cerca de 30% das terras agrícolas do mundo e metade da população global. Em geral, também respondem por 30% da pesca extrativa e 70% da produção aquícola mundial. Além disso, reúnem mais da metade dos 550 milhões de estabelecimentos familiares agrícolas do planeta. Esses agricultores produzem cerca de 80% dos alimentos em termos de valor. Por isso, o bloco ocupa posição estratégica na segurança alimentar global. Carlos Fávaro destacou a responsabilidade dos países em liderar uma agenda sustentável e inclusiva para o setor. — O futuro da agricultura depende da nossa capacidade de inovar com equidade, produzir com responsabilidade e cooperar com confiança — afirmou Fávaro.

    O ministro também ressaltou o papel do BRICS como protagonista na produção global de grãos, carnes, fertilizantes e fibras. Durante a reunião, os países firmaram compromissos importantes na nova Declaração Ministerial de Agricultura.

    Segurança alimentar e combate à fome

    Os países reafirmaram o apoio à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Ao mesmo tempo, também se comprometeram com políticas públicas focadas na redução da insegurança alimentar e promoção da nutrição.

    Valorização da agricultura familiar

    Os ministros reconheceram a importância dos agricultores familiares, povos indígenas e comunidades locais. Eles geram renda no campo e manejam os recursos naturais de forma sustentável. Portanto, o BRICS vai fortalecer políticas públicas e ampliar a cooperação técnica dentro da Década da Agricultura Familiar da ONU (2019–2028).

    Parceria para restauração de terras

    Foi lançada a Parceria dos BRICS para a Restauração de Terras. Ou seja, a iniciativa quer recuperar áreas degradadas e fortalecer a agricultura sustentável e a segurança alimentar. Portanto, o grupo vai investir em pesquisa sobre degradação do solo, estimular soluções técnicas e buscar financiamento com bancos de desenvolvimento e setor privado.

    Pesca e aquicultura sustentáveis

    Os ministros criaram um diálogo sobre Pesca e Aquicultura. O objetivo é promover práticas sustentáveis, apoiar pescadores artesanais e integrar energias renováveis às cadeias produtivas. Ao mesmo tempo, o BRICS também reconheceu a pesca artesanal como patrimônio cultural.

    Inclusão de mulheres e jovens

    Os países firmaram compromisso com a igualdade de gênero nos setores agrícola e aquícola. Ou seja, as medidas incluem acesso a crédito, tecnologia e inovação para mulheres. Também houve apoio à permanência de jovens no campo, com políticas de acesso à terra, educação e financiamento.

    Inovação e sustentabilidade na agricultura

    O encontro reforçou o foco em uma agricultura sustentável, resiliente ao clima e baseada em práticas agroecológicas. Em resumo, os países defenderam o uso de bioinsumos, conservação da biodiversidade e manejo eficiente da água. Além disso, também apoiaram o fortalecimento da Plataforma de Pesquisa Agrícola dos BRICS (BARP).

    Tecnologia para pequenos produtores

    Os ministros destacaram a importância de máquinas adaptadas à realidade da agricultura familiar. O objetivo é aumentar a produção e estimular a organização coletiva por meio de cooperativas e associações.

    Comércio agrícola sustentável

    Os países avançaram na proposta de criar um Mecanismo de Financiamento de Importações de Alimentos, inspirado na FAO. A ideia é apoiar países em desenvolvimento com base em práticas sustentáveis. Também foi debatida a criação de uma Bolsa de Grãos do BRICS para facilitar o comércio interno.

    Certificação eletrônica no comércio

    Os ministros promoveram o uso de certificados eletrônicos fitossanitários e veterinários. A medida visa tornar o comércio mais seguro e eficiente. Também foi apoiada a adoção de normas da ONU/CEFACT e a interconexão entre plataformas nacionais de certificação.

    Plano de Ação 2025–2028

    Durante o encontro, os países iniciaram a negociação do novo Plano de Ação para Cooperação Agrícola. O documento vai consolidar e operacionalizar os compromissos assumidos nesta reunião.

    Convite à COP 30 em Belém

    Ao final do evento, o ministro Fávaro convidou os países do BRICS para participarem da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em novembro, na cidade de Belém (PA). — A COP será uma oportunidade histórica para integrar as agendas de agricultura, clima e desenvolvimento sustentável — destacou o ministro.

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  • BRICS discute segurança alimentar e restauração de terras em Brasília

    BRICS discute segurança alimentar e restauração de terras em Brasília

    Brasília sedia nesta semana a 2ª reunião presencial do Grupo de Trabalho de Agricultura do BRICS. O evento segue até o dia 17 de abril e reúne representantes dos países do bloco, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

    O encontro é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A programação culmina com a reunião ministerial na quinta-feira (17), que contará com ministros e vice-ministros da Agricultura dos países-membros.

    Temas estratégicos

    Ao longo das discussões, os participantes buscam finalizar documentos estratégicos voltados à segurança alimentar, certificação eletrônica e sustentabilidade no campo. Entre os principais desafios em debate estão a fome, a degradação do solo e o uso racional de recursos naturais.

    Durante a abertura, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou o espírito de cooperação entre os países. Segundo ele, os avanços nas reuniões preparatórias aproximaram os membros de um acordo sólido. “Estamos muito próximos de concluir a Declaração Ministerial. Um texto forte, baseado em prioridades comuns, que mostra como os países do BRICS podem liderar ações concretas contra a insegurança alimentar”, afirmou.

    A minuta da declaração prevê o lançamento da Parceria do BRICS para a Restauração de Terras. A proposta será oficializada na reunião ministerial e apresentada na próxima Cúpula de Líderes do bloco, marcada para julho.

    Principais ações

    Foto: Divulgação – Mapa

    A iniciativa pretende recuperar áreas degradadas, conservar solos e otimizar o uso da água. As ações devem se basear em ciência e financiamento inovador, com foco no Sul Global. Além disso, a parceria quer envolver governos, comunidades locais e o setor privado em soluções de longo prazo.

    Ao mesmo tempo, outro ponto central é a conclusão do Plano de Ação 2025–2028. O documento guiará a cooperação agrícola do bloco nos próximos quatro anos. Entre os eixos prioritários estão: segurança alimentar, produção sustentável, inovação tecnológica, financiamento agrícola e comércio internacional.

    As discussões também abordam como essas ações podem beneficiar diretamente quem vive no campo. Delegados tratam de estratégias para apoiar pequenos agricultores, mulheres rurais, pescadores artesanais e jovens do meio rural.

    Os países analisam detalhes técnicos, métodos de implementação e mecanismos de monitoramento das propostas. A expectativa é que a reunião ministerial consolide os compromissos e fortaleça a atuação coordenada do bloco.

    Neste ano, o Brasil ocupa a presidência rotativa do BRICS. Em geral, o país aposta no fortalecimento da agricultura como caminho para o desenvolvimento sustentável. Portanto, a proposta brasileira une crescimento econômico, inclusão social e conservação ambiental.

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  • Indonésia será membro pleno do Brics em 2025

    Indonésia será membro pleno do Brics em 2025

    O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira (6) a entrada da Indonésia como membro pleno do Brics em 2025. O país asiático, com mais de 284 milhões de habitantes, é a quarta nação mais populosa do mundo e ocupa a 10ª posição na economia global em paridade de poder de compra, segundo o Banco Mundial.

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) destacou que a Indonésia, maior economia do Sudeste Asiático, compartilha com o bloco a defesa da reforma das instituições de governança global. Além disso, o país contribui para fortalecer a cooperação entre nações do Sul Global, uma prioridade durante a presidência brasileira do Brics.

    Brics deve crescer

    Em 2025, nove novos países devem ingressar formalmente no grupo, incluindo Cuba, Bolívia, Malásia e Tailândia, seja como membros plenos ou parceiros. O Brasil assumiu a presidência rotativa do bloco em 1º de janeiro, com mandato até 31 de dezembro deste ano.

    A cúpula de Joanesburgo, na África do Sul, em agosto de 2023 aprovou a candidatura da Indonésia. No entanto, o país oficializou seu interesse apenas após as eleições presidenciais de 2024.

    “Os países do Brics aprovaram por consenso a entrada da Indonésia, respeitando os princípios, critérios e procedimentos definidos para expansão do bloco”, informou o Itamaraty.

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    No total, 13 países foram convidados a integrar o Brics. Entre eles, Nigéria, Turquia, Argélia e Vietnã ainda aguardam confirmação.

    Em 2024, o bloco já havia ampliado sua composição com cinco novos membros: Irã, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Arábia Saudita. Apesar de não ter formalizado sua adesão, a Arábia Saudita segue participando ativamente das reuniões do Brics.

    Em resumo, a expansão reflete a crescente importância do bloco na economia global e seu papel estratégico na geopolítica internacional.

  • Crescimento populacional no mundo – Como isso favorece o Brasil?

    Crescimento populacional no mundo – Como isso favorece o Brasil?

    Crescimento populacional global é grande oportunidade para o agro brasileiro, afirma Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o “Banco do Brics”. Ele será o palestrante do encerramento do 18º Circuito Aprosoja, que ocorrerá em Cuiabá no dia 24 de junho. Troyjo discutirá as oportunidades para o agro brasileiro, destacando a soja, principal cultura agrícola do país.

    Troyjo aponta que as mudanças econômicas e geopolíticas globais oferecem oportunidades significativas para o setor agropecuário brasileiro. Segundo ele, enquanto alguns países enfrentarão decréscimo populacional nos próximos 25 anos, outros, como Índia, Indonésia e China, aumentarão a população mundial em cerca de 2 bilhões de habitantes. “Isso é equivalente a acrescentar outra China, outros Estados Unidos e outra Rússia no mundo”, diz Troyjo.

    Demanda por Alimentos

    O economista ressalta que o crescimento econômico em países com grande densidade populacional impulsionará a demanda por alimentos. Ele destaca que o Brasil, se aproveitar essas oportunidades, tem potencial para se transformar de maneira significativa, assim como fez no passado, ao passar de importador para exportador de alimentos.

    Reprodução: Marcos Troyjo/X

    “Quando você tem uma expansão econômica nesses países, a maioria da renda adicional vai para o consumo de alimentos. Observamos uma mudança estrutural na procura por alimentos devido ao aumento da demanda asiática”, explica Troyjo.

    Relações Comerciais e Investimentos

    Troyjo enfatiza a importância de manter as relações comerciais com os mercados europeus e norte-americanos, apesar das barreiras protecionistas. Entretanto, ele argumenta que é crucial convencer os europeus de que o discurso de proteção ambiental é muitas vezes utilizado para justificar barreiras comerciais. “É uma pena utilizar a desculpa ambiental para criar barreiras protecionistas contra a exportação do agronegócio brasileiro. No entanto, tanto o Brasil quanto os países europeus têm muito a ganhar se continuarem a expandir seu comércio”, conclui o economista.