Tag: BRF

  • Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    As principais empresas brasileiras de proteína animal enxergam na Copa do Mundo uma oportunidade estratégica para fortalecer vendas e ampliar o consumo interno.

    Enquanto o setor de aves e suínos projeta um aumento expressivo na comercialização de produtos, a indústria da carne bovina acredita que o torneio pode marcar uma nova fase para o consumo per capita da proteína no país.

    Sadia aposta em crescimento de até 50% como patrocinadora BR

    A Sadia, marca de aves e suínos da MBRF, reforça sua presença no evento como patrocinadora oficial da seleção brasileira. A empresa estima que o volume de vendas durante a competição alcance níveis comparáveis aos registrados em datas tradicionalmente fortes para o varejo, como o Dia das Mães e as festas de fim de ano.

    Além disso, a marca firmou parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030. Dessa forma, será responsável pelo fornecimento de proteínas aos atletas da seleção principal e também a outras 19 equipes ligadas à entidade, incluindo categorias de base e seleções femininas.

    A previsão é distribuir cerca de duas toneladas mensais de produtos para aproximadamente 160 integrantes das equipes. Ao longo de quatro anos, o volume pode se aproximar de 100 toneladas.

    “A seleção, independentemente do período, é uma paixão nacional. Por isso, estamos muito felizes de ver nossa marca ligada à seleção, ainda mais agora com a Marfrig e a BRF em uma empresa única, as oportunidades são potencializadas”, afirmou Miguel Gularte, diretor-executivo da MBRF.

    ‘Lek Trek’ e ‘Canarinho’ em campanha da Sadia — Foto: CBF

    Após encerrar o primeiro trimestre com vendas domésticas 5,5% menores na comparação anual, a empresa vê a Copa como um dos principais vetores de crescimento em 2026.

    Por isso, a expectativa é ampliar em até 50% o volume comercializado durante o torneio em relação à edição de 2022. O desempenho deverá ser impulsionado principalmente por produtos como linguiças, salames, empanados e itens destinados ao churrasco.

    Engajamento digital

    Segundo levantamento da plataforma de inteligência de consumo Winnin, o interesse pelo torneio cresceu de forma significativa entre os consumidores. O volume de interações relacionadas à Copa nas redes sociais saltou de cerca de 20 milhões por mês no início do ano para 240 milhões em maio.

    Para aproveitar esse cenário, a Sadia desenvolveu uma linha especial com 20 produtos temáticos e lançou uma promoção que oferece brindes oficiais da seleção brasileira aos consumidores participantes.

    De acordo com a empresa, o planejamento das ações começou ainda em janeiro.

    “A procura pelos nossos produtos aumenta de forma significativa nos dias de jogos. Por isso, começamos a nos preparar com bastante antecedência”, destacou Manoel Martins, vice-presidente de Mercado Brasil e Marketing da MBRF.

    Sadia lançou ação promocional em parceria com a seleção brasileira — Foto: Divulgação

    Seara aposta no conceito do “primeiro tempo do churrasco”

    A Seara, marca de aves e suínos da JBS, também projeta forte crescimento nas vendas durante o torneio. A expectativa é registrar aumento de aproximadamente 40% em comparação à Copa anterior.

    Diferentemente da estratégia adotada em 2022, quando o foco estava em produtos específicos, a empresa decidiu concentrar sua campanha na valorização da etapa inicial do churrasco brasileiro.

    Segundo o presidente da Seara, João Campos, a proposta foi batizada de “1º tempo do churrasco”.

    “O churrasco brasileiro tem dois momentos. Tem a abertura, que é a linguiça, o frango, o suíno, às vezes um pão de alho, o petisco. Depois vai para o bovino. Fazendo alusão ao futebol, estamos dando foco na ideia de que o primeiro tempo do churrasco é tão importante quanto o segundo”, explicou.

    Além disso, a companhia lançou kits churrasco, inspirados nos tradicionais kits natalinos.

    Friboi vê oportunidade

    No segmento de carne bovina, a Friboi, operação da JBS, também trabalha com expectativas positivas. A expectativa é elevar em cerca de 10% as vendas.

    Base atual de consumo da marca já é superior à observada durante a Copa de 2022 — Foto: Friboi

    Nos dias em que houver partidas, entretanto, a projeção é ainda mais otimista. A empresa espera comercializar pelo menos 20% mais produtos em relação aos dias sem jogos.

    Segundo o diretor-executivo comercial da empresa, Leonardo Monteiro, a Copa pode representar um marco importante para a expansão do consumo de carne bovina no país.

  • MBRF assina acordo com MPT após casos de aborto entre trabalhadoras gestantes

    MBRF assina acordo com MPT após casos de aborto entre trabalhadoras gestantes

    A MBRF assinou acordo com o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) esta semana. E assumiu a obrigação de afastar imediatamente trabalhadoras gestantes de ambientes com excesso de ruído em sua unidade de Lucas do Rio Verde (MT). A juíza do Trabalho Priscila Assunção Lopes Nunes, da Vara do Trabalho da cidade, homologou o acordo. Ele decorre de ação civil pública movida pelo MPT por exposição sistemática de gestantes a fatores de risco dentro da empresa.

    A empresa se comprometeu a realocar todas as gestantes expostas a níveis de ruído iguais ou superiores a 80 decibéis para setores com exposição comprovadamente inferior a esse limite. Isso sem redução de salário, benefícios ou direitos trabalhistas. A MBRF também vai implantar um programa específico de gestão em saúde para gestantes. Que inclui busca ativa para identificar o estado gestacional das funcionárias, avaliação imediata dos riscos do posto de trabalho, realocação obrigatória diante de qualquer agente nocivo não neutralizado, acompanhamento médico multidisciplinar durante toda a gestação e capacitação contínua de lideranças.

    O acordo também prevê um Protocolo Específico de Atendimento a gestantes. Com fluxogramas visíveis em todos os setores, atendimento presencial obrigatório por médico ou enfermeiro do trabalho antes de qualquer liberação. E também disponibilização de veículo exclusivo para transporte emergencial com funcionamento 24 horas por dia, em todos os turnos. O veículo deve contar com equipamentos básicos de primeiros socorros e comunicação direta com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).

    Multas

    O descumprimento injustificado de qualquer cláusula gera multa de R$ 50 mil por irregularidade constatada e R$ 20 mil por trabalhadora prejudicada. Os valores vão para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou para o Fundo de Direitos Difusos (FDD).

    Ao homologar o acordo, a juíza destacou que a disposição das partes em fechar o acordo na fase de tutela de urgência contribui para a rapidez na implementação das obrigações, sem comprometer a discussão do mérito da ação.

    Para o MPT, o acordo permite adotar medidas urgentes de proteção às gestantes sem aguardar o desfecho do processo. E reforça a cultura de maternidade segura no ambiente de trabalho. A instituição destacou que, ao assumir obrigações imediatas e obrigatórias, a MBRF reconheceu a importância de ações preventivas para proteger a saúde das trabalhadoras e de seus nascituros.

    O caso integra o Projeto Nacional de Adequação das Condições de Trabalho em Frigoríficos do MPT. Atuaram no processo os procuradores Thalma Rosa de Almeida Furlanetti, Sandro Eduardo Sardá (gerente nacional do projeto), Lincoln Nobrega Cordeiro (vice-gerente nacional), Leomar Daroncho (vice-gerente nacional adjunto), Priscila Dibi Schvarcz e Alexandre Marin Ragagnin. O coordenador nacional do Codemat, Raymundo Ribeiro, também acompanhou a negociação. Pela BRF, assinaram o vice-presidente jurídico Heraldo Geres e o gerente-executivo Tiago Both.

    A MBRF se posicionou através de nota, em que confirma seguir a legislação e trabalha com todos os EPIs necessários. Leia na íntegra abaixo

    A MBRF informa que segue rigorosamente a legislação vigente e reitera seu compromisso com a saúde e segurança dos seus profissionais. Sobre exposição a ruídos, fornece e garante o uso de EPIs certificados pelo Ministério do Trabalho .

    De acordo com avaliação médica e com os atestados apresentados, não foi identificada correlação entre os casos citados no processo e as atividades desempenhadas. A empresa ainda irá apresentar a sua defesa na referida ação e reforça que possui um programa estruturado de acompanhamento às gestantes, desde 2017, com suporte médico, adequações de função de acordo com a etapa gestacional e monitoramento contínuo, a iniciativa já acompanhou mais de 13 mil colaboradoras.

  • MBRF inicia trajetória na bolsa como gigante global de alimentos

    MBRF inicia trajetória na bolsa como gigante global de alimentos

    A nova gigante global de alimentos, MBRF Global Foods Company, estreou oficialmente na bolsa de valores B3 nesta terça-feira (23). Com o ticker MBRF3, a companhia resultou da fusão entre Marfrig e BRF, consolidando-se entre as maiores empresas do setor no Brasil e no mundo.

    A cerimônia de toque da campainha marcou o início das negociações e simbolizou uma nova era para a indústria alimentar. A MBRF já nasce como a 7ª maior empresa do Brasil, com faturamento anual estimado em R$ 160 bilhões.

    Sua atuação abrange 117 países, entregando uma plataforma multiproteínas que integra carne bovina, suína e de frango, além de produtos processados, que correspondem a 38% do portfólio. Marcas icônicas como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit fortalecem a presença e a diversidade de oferta da companhia.

    A fusão, anunciada em maio e concluída em setembro, transformou a BRF em subsidiária integral da Marfrig, que absorveu todas as suas ações. Essa união visa aproveitar sinergias estratégicas e operar com simplicidade e eficiência. Miguel Gularte, ex-CEO da BRF, assumiu a presidência executiva da MBRF, reportando-se ao chairman Marcos Molina, controlador das duas empresas.

    Competitividade

    Além da escala, a nova empresa aposta em inovação e competitividade global. Sua gestão organizou oito vice-presidências voltadas para áreas essenciais como Finanças, Marketing, Mercado Halal, Operações Industriais, e Agro e Qualidade. O objetivo é acelerar o crescimento sustentável, ampliando opções para consumidores e fortalecendo a capacidade de inovação frente às demandas do mercado.

    Com a fusão, a MBRF desafia a JBS no cenário global, reforçando o Brasil como polo estratégico na cadeia mundial de proteínas. O novo grupo promete entregar valor consistente a acionistas, colaboradores e parceiros, mantendo foco na eficiência operacional e no respeito ao meio ambiente.

  • MBRF conclui fusão e lança nova estrutura organizacional

    MBRF conclui fusão e lança nova estrutura organizacional

    Marfrig e BRF finalizaram a fusão que originou a MBRF, uma das maiores empresas multiproteínas do mundo. A nova companhia apresenta receita anual superior a R$ 160 bilhões, com 38% do portfólio composto por produtos processados. A partir desta terça-feira (23), as ações da MBRF passam a ser negociadas na B3 sob o ticker MBRF3.

    A companhia definiu uma estrutura organizacional única, que prioriza simplicidade, agilidade e eficiência. Essa reorganização busca acelerar a geração de sinergias e otimizar processos para maximizar resultados. Miguel Gularte foi nomeado CEO e terá a missão de conduzir a integração das empresas, fortalecer a cultura e impulsionar o crescimento sustentável da MBRF.

    O comitê executivo da MBRF inclui oito vice-presidências. José Ignácio Scoseria Rey responde por Finanças, Relações com Investidores, Gestão e Tecnologia. Fábio Mariano comanda o Mercado Halal. Manoel Martins lidera Mercado Brasil e Marketing. Leonardo Dall’Orto continua à frente do Mercado Internacional e Supply Chain, e assume os negócios no Chile.

    Alisson Navarro coordena a Vice-presidência de Bovinos e as operações na Argentina e Uruguai. Heraldo Geres responde pela área Jurídica, Tributária, Assuntos Corporativos e Gente. Artemio Listoni lidera Operações Industriais e Logística, enquanto Fabio Stumpf permanece na agropecuária e qualidade.

    Marco histórico

    Marcos Molina, fundador da Marfrig e controlador da MBRF, definiu o momento como um marco histórico para o setor alimentício. Ele destaca que a nova empresa integra inovação tecnológica, eficiência operacional e marcas de reconhecimento internacional, prontos para acelerar o crescimento e gerar valor para clientes e acionistas.

    O CEO Miguel Gularte reforça o compromisso de unir os pontos fortes das empresas para construir uma companhia mais simples, ágil e eficiente. A MBRF conta com 130 mil colaboradores ao redor do mundo para concretizar essa visão.

    Com operações em 117 países, a MBRF reúne marcas como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit. A plataforma multiproteínas amplia a competitividade da empresa e diversifica as opções para consumidores, fortalecendo seu potencial de inovação para atender demandas globais.

  • Fusão Marfrig e BRF será concluída em 23 de setembro com forte apoio dos acionistas

    Fusão Marfrig e BRF será concluída em 23 de setembro com forte apoio dos acionistas

    A fusão entre Marfrig e BRF, que cria a MBRF, será concluída em 23 de setembro, com distribuição de R$ 5,67 bilhões em proventos e alta adesão dos acionistas, que rejeitaram quase que totalmente o direito de recesso.

    Os Conselhos de Administração da Marfrig e da BRF definiram nesta segunda-feira (8) o dia 23 de setembro para finalizar a operação que dará origem à MBRF. A negociação do direito de retirada, encerrada na última sexta-feira (5), teve baixa adesão: apenas 0,59% dos acionistas exercitaram esse direito. A maioria esmagadora, 99,41%, optou por permanecer na nova empresa, demonstrando forte confiança no negócio.

    A relação de troca foi mantida em 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF. A distribuição de proventos será de R$ 5,67 bilhões, sendo R$ 3,32 bilhões pela BRF e R$ 2,35 bilhões pela Marfrig, pagos em 29 e 30 de setembro, respectivamente.

    Ainda antes do fechamento, o dia 22 de setembro marca o último pregão das ações da BRF na bolsa. A partir de 23 de setembro, a negociação será feita pelo ticker MBRF3, unificando as ações da Marfrig na B3. Marcos Molina, fundador da Marfrig, continuará controlando a MBRF com aproximadamente 52% do capital.

    A fusão resultará em uma companhia global de alimentos com uma plataforma multiproteínas 100% integrada. A MBRF terá faturamento anual próximo a R$ 152 bilhões, sendo 38% do portfólio composto por produtos de valor agregado. A empresa manterá uma estrutura de capital sólida, com alavancagem menor que três vezes.

  • Fusão entre Marfrig e BRF é aprovada pelo CADE e cria gigante global

    Fusão entre Marfrig e BRF é aprovada pelo CADE e cria gigante global

    O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou nesta sexta, dia 05 de setembro, em sessão extraordinária, a fusão entre as empresas brasileiras Marfrig e BRF, consolidando a criação da nova gigante do setor alimentício, a MBRF.

    A decisão unânime do tribunal antitruste reafirma que a operação, já analisada anteriormente, não apresenta riscos concorrenciais. Pois as duas companhias pertenciam ao mesmo grupo econômico.

    A aprovação do CADE era uma das etapas finais previstas no protocolo de fusão assinado em 15 de maio de 2025. Antes disso, a operação já contava com o aval da maioria dos acionistas. Eles aprovaram a união em assembleias gerais realizadas em 5 de agosto de 2025. Com o fim do recesso, a expectativa é que a conclusão da fusão ocorra ainda neste mês de setembro.

    Com uma receita líquida anual estimada em R$ 152 bilhões e um portfólio com 38% de produtos de valor agregado, a MBRF incorporará marcas tradicionais e reconhecidas no mercado. Isso inclui Sadia, Perdigão, Qualy e Bassi. A nova empresa surge como uma das maiores do mundo no setor de alimentos, fortalecendo sua posição competitiva global.

  • BRF tem lucro recorde e reduz dívida ao menor nível histórico

    BRF tem lucro recorde e reduz dívida ao menor nível histórico

    A BRF, dona das marcas Sadia, Perdigão, Qualy e Banvit, encerrou o primeiro semestre de 2025 com o melhor desempenho de sua história. O EBITDA chegou a R$ 5,3 bilhões, alta de 11% sobre 2024, enquanto o lucro líquido somou R$ 1,9 bilhão, avanço de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

    No segundo trimestre, a empresa apresentou receita líquida de R$ 15,4 bilhões, aumento de 3% frente a 2024. Além disso, o EBITDA ajustado foi de R$ 2,5 bilhões e o lucro líquido alcançou R$ 735 milhões. O fluxo de caixa livre ficou em R$ 842 milhões, e a alavancagem caiu para 0,43 vezes, o menor índice já registrado pela companhia.

    Segundo o CEO Miguel Gularte, a performance traduz a consistência da estratégia. “Os números evidenciam a capacidade de reação e resiliência da empresa. Nosso foco em eficiência nos permitiu alcançar resultados consistentes, mesmo em um cenário adverso como o que se apresentou no trimestre, marcado por restrições nas exportações de frango”, afirmou.

    Brasil: processados lideram avanço

    No mercado interno, a BRF mostrou vigor. O volume cresceu 6%, com destaque para o segmento de processados, que alcançou o maior patamar já vendido em um segundo trimestre. Como resultado, a receita líquida no Brasil chegou a R$ 8,1 bilhões, impulsionando um EBITDA de R$ 1,3 bilhão e margem de 16,4%.

    Esse avanço foi possível graças à execução da estratégia comercial, que incluiu maior capilaridade e aumento da base de clientes, agora superior a 330 mil pontos de venda. Ao mesmo tempo, a companhia manteve os serviços logísticos em alto nível, consolidando ganhos de eficiência.

    O portfólio também ganhou novidades. A Sadia lançou a Salsicha Pop Dog, feita com carne bovina, enquanto a Perdigão entrou na categoria de lanches prontos. Além disso, a companhia expandiu a linha de hambúrgueres em parceria com Bassi e Montana, alavancando as vendas por meio da força de distribuição.

    Mercado internacional: preço e diversificação

    No exterior, a estratégia de diversificação geográfica permitiu à BRF manter preços competitivos mesmo em um ambiente desafiador. O EBITDA ajustado alcançou R$ 1,2 bilhão, com margem de 17,3%. Nesse intervalo, a empresa recebeu 11 novas habilitações de exportação, incluindo Argentina e Canadá, somando 198 desde 2022.

    No mercado Halal, a companhia obteve ganhos relevantes. O market share em processados avançou 1,4 ponto percentual nos países do Golfo, enquanto a estreia na Arábia Saudita ocorreu com o lançamento da Sadia Fresh, em parceria com a Addoha Poultry Company.

    “O endividamento regrediu para 4,7 bilhões, a alavancagem fechou o semestre em 0,43x, menor nível histórico e a geração de caixa livre segue suportando nossos planos de crescimento global de forma sustentável”, disse o vice-presidente de Finanças e RI, Fábio Mariano.

    Sustentabilidade e gestão de pessoas

    Além dos números, a BRF reforçou compromissos de longo prazo. A companhia foi reconhecida pelo CDP na “A List 2024”, devido às práticas de gestão de emissões de gases de efeito estufa.

    O Instituto BRF lançou a campanha Educação para o Futuro, que beneficiou mais de 5 mil pessoas com revitalização de espaços educativos e programas para jovens sobre mercado de trabalho.

    No campo da gestão de pessoas, a empresa valorizou talentos internos. Nos últimos 12 meses, 70% das posições de liderança foram ocupadas por colaboradores, reforçando o compromisso com a formação e retenção de profissionais.

    “Os ótimos resultados destes primeiros seis meses do ano demonstram nossa trajetória consistente de eficiência e de geração de valor com foco no longo prazo. Continuaremos norteados pela busca da excelência operacional, além de seguimos firmes e otimistas na jornada de crescimento sustentável da Companhia, tendo como base nosso compromisso com a qualidade, a segurança e a integridade em tudo o que fazemos”, concluiu Miguel Gularte.

  • Fusão BRF-Marfrig é aprovada por maioria dos minoritários

    Fusão BRF-Marfrig é aprovada por maioria dos minoritários

    A proposta de fusão entre BRF e Marfrig foi aprovada por uma expressiva maioria dos acionistas minoritários da BRF. Com isso, abrindo caminho para a consolidação de uma das maiores companhias do agronegócio do Brasil. Segundo comunicado liberado no sábado (2), 71,4% dos minoritários votaram a favor do acordo, sem contar abstenções, movimento que antecede a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) agendada para esta terça-feira (5).

    A votação já vinha sendo impactada por sucessivos adiamentos impostos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que cobrou mais transparência sobre os critérios de definição da troca de ações. A CVM identificou assimetrias nas informações e ausência de projeções financeiras detalhadas, o que gerou reclamações entre minoritários e fortaleceu a oposição ao modelo proposto inicialmente. A autarquia justificou os adiamentos como necessários para garantir equidade e clareza a todos os investidores.

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    No cerne da operação, a BRF será incorporada integralmente pela Marfrig: a cada ação da BRF, o investidor receberá 0,8521 ação da Marfrig. Além disso, a transação prevê o cancelamento das ações em tesouraria e assegura o direito de retirada para acionistas que discordarem dos termos. Uma aprovação na AGE transformará a BRF numa subsidiária integral da Marfrig, criando uma plataforma global de alimentos e somando receitas de mais de R$ 150 bilhões anuais, com promessas de ganhos de escala e expansão internacional.

    Panorama geral

    A votação é considerada praticamente irreversível. Dos 10% de minoritários que não participaram da votação antecipada, apenas 1% se inscreveu para a assembleia. Enquanto a Marfrig, que já controla 58,87% do capital da BRF, se absterá do voto.

    A polêmica mais marcante em torno do processo partiu da Previ, o maior fundo de pensão do Brasil. O fundo encerrou, em julho, uma relação de mais de 30 anos com a BRF. E vendeu todos os seus papéis por cerca de R$ 1,9 bilhão. A decisão foi baseada em análises técnicas e de risco. A Previ julgou que a relação de troca não refletia adequadamente o valor da BRF, potencializando riscos de perdas para minoritários caso a fusão se concretize. O valor obtido foi realocado em títulos públicos, reforçando a busca por segurança para seus associados. O movimento da Previ enfraqueceu a oposição interna e sinalizou preocupação sobre potenciais impactos negativos para investidores de longo prazo.

    A operação ainda depende da aprovação dos acionistas das duas empresas e do cumprimento de condições adicionais, como a análise concorrencial do Cade e eventuais recursos de rivais, como a Minerva. Além disso, há expectativa de que a incorporação gere sinergias superiores a R$ 800 milhões nos próximos anos.

    Destaques:

    71,4% dos minoritários da BRF aprovaram a fusão com a Marfrig;

    Operação pode criar a MBRF Global Foods, gigante de proteína animal;

    Previ vendeu sua participação histórica alegando riscos para minoritários;

    AGE que pode oficializar a fusão ocorre nesta terça-feira (5), em formato online.

    A concretização da fusão representará um novo marco no setor agroindustrial brasileiro. Mas ainda traz desafios regulatórios e judiciais a serem superados antes do surgimento da nova companhia global.

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  • Marfrig anuncia incorporação total das ações da BRF

    Marfrig anuncia incorporação total das ações da BRF

    A Marfrig comunicou nesta quinta-feira (15) a incorporação da totalidade das ações emitidas pela BRF que ainda não pertencem à companhia, formando a MBRF, uma nova empresa global no setor de carnes e alimentos processados. A receita consolidada da MBRF nos últimos 12 meses alcança R$ 152 bilhões, consolidando sua posição como uma das maiores do setor no mundo.

    A operação prevê a troca de 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF, já considerando a distribuição máxima de proventos pelas duas empresas: R$ 2,5 bilhões pela Marfrig e R$ 3,5 bilhões pela BRF, conforme comunicado conjunto divulgado pelas companhias. Essa fusão cria uma plataforma robusta que combina a expertise da Marfrig em carne bovina, com forte presença no Brasil e nos Estados Unidos, com a liderança da BRF em carnes de aves e suínos.

    Impacto no mercado global de proteínas

    A união entre Marfrig e BRF fortalece a competitividade frente à gigante JBS, que domina os três principais segmentos de proteína animal (bovina, suína e de aves). E também atua no mercado de alimentos processados. A MBRF surge como uma concorrente de peso, ampliando a oferta de produtos e consolidando sua atuação global.

    A formação da MBRF deve gerar sinergias operacionais, otimização de custos e maior capacidade de investimento em tecnologia e sustentabilidade. Para os consumidores, a fusão pode resultar em mais variedade de produtos, maior qualidade e preços competitivos. Além de fortalecer a cadeia produtiva brasileira de proteínas.

    Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a demanda mundial por proteínas animais cresce continuamente. Isso impulsionada pelo aumento da população e mudanças nos hábitos alimentares. A criação da MBRF posiciona o Brasil ainda mais como protagonista nesse cenário, ampliando sua capacidade de exportação e inovação.

    Sobre Marfrig e BRF

    • Marfrig: Especializada em carne bovina, com operações estratégicas no Brasil e nos Estados Unidos. A Marfrig é uma das maiores produtoras de carne do mundo, com foco em sustentabilidade e inovação.
    • BRF: Líder em carnes de aves e suínos, a BRF possui marcas reconhecidas internacionalmente e forte presença em diversos mercados. Além de atuar no segmento de alimentos processados.

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  • BRF anuncia nova fábrica de processados na Arábia Saudita

    BRF anuncia nova fábrica de processados na Arábia Saudita

    A BRF vai construir uma nova fábrica de alimentos processados de frango em Jeddah, na Arábia Saudita. A unidade será fruto de uma parceria com a Halal Products Development Company (HPDC), empresa vinculada ao fundo soberano saudita Public Investment Fund (PIF).

    O investimento total será de US$ 160 milhões, aplicados por meio da joint venture BRF Arabia Holding Company. Em resumo, a BRF arcará com 70% dos recursos, enquanto a HPDC responderá pelos 30% restantes. Segundo o cronograma, cerca de US$ 63 milhões serão desembolsados em 2025. Já os US$ 98 milhões restantes estão previstos para 2026. A nova unidade deve entrar em operação a partir de meados de 2026. Além disso, a empresa ainda estuda a origem dos recursos. As opções incluem capital próprio ou financiamento.

    Estratégia global e segurança alimentar

    O presidente do conselho de administração da BRF, Marcos Molina, destacou o avanço da estratégia global da companhia. “Esse investimento reforça nossa presença em um mercado estratégico e fortalece nossa parceria com o reino saudita”, afirmou Molina.

    De acordo com Fahad Alnuhait, CEO da HPDC, a fábrica atenderá à demanda crescente por produtos processados no país. Ele ressaltou que o projeto reduz a dependência de importações. “A iniciativa apoia o desenvolvimento do ecossistema halal e posiciona o reino como centro global de produtos halal”, afirmou Alnuhait.

    Capacidade inicial e possibilidade de expansão

    A fábrica terá capacidade inicial para produzir cerca de 40 mil toneladas por ano e pode ter futuras expansões. Segundo Igor Marti, vice-presidente da BRF para o mercado halal, o projeto pode mais que dobrar de tamanho. “A produção vai acompanhar a demanda. Podemos expandir conforme o consumo exigir”, afirmou. Inicialmente, o foco principal da produção será o mercado saudita. No entanto, a BRF avalia exportar para outros países da região.

    Frango halal será enviado do Brasil e da Addoha

    Grande parte da matéria-prima virá do Brasil. Outra parte será fornecida pela Addoha Poultry Company, produtora saudita de frangos. A BRF adquiriu recentemente 26% de participação na empresa. “A fábrica terá sinergia com a Addoha, que fornece granja, abate e frango resfriado”, explicou Marti. “Vamos usar parte dessa produção na nova unidade.”

    Jeddah: localização estratégica

    A cidade de Jeddah tem localização estratégica. Além disso, é a segunda maior cidade da Arábia Saudita e está próxima a projetos de crescimento populacional. Ao mesmo tempo, também oferece fácil acesso a rotas de importação de insumos vindos do Brasil.

    O investimento da BRF ocorre em um momento em que o governo saudita estimula a entrada de empresas estrangeiras. Em geral, o país também busca ampliar a segurança alimentar e oferece incentivos para novos projetos. Portanto, segundo Marti, os termos do acordo entre a BRF e o governo saudita são estratégicos e não podem ser divulgados.

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