Tag: bovino

  • Aprenda como calcular a área necessária para o manejo do gado confinado

    Aprenda como calcular a área necessária para o manejo do gado confinado

    Saber calcular a área necessária para o cuidado do gado é uma das necessidades básicas de um proprietário rural. O espaço disponível precisa ser suficiente para permitir a movimentação dos animais e, ao mesmo tempo, facilitar o acesso à alimentação, à água e às áreas de descanso.

    Como referência, um confinamento com 100 bovinos pode precisar de cerca de 2 mil metros quadrados, considerando uma área de aproximadamente 20 m² por animal. A conta, porém, não deve ser aplicada de maneira isolada, já que o tamanho adequado depende também das características da instalação e do sistema de manejo adotado.

    Como fazer o cálculo?

    A conta básica é simples. Basta multiplicar a quantidade de animais pela área estimada para cada bovino.

    Por exemplo, para um lote de 100 animais, o cálculo seria de 100 × 20 m², resultando em 2 mil m². Para 200 bovinos, seriam cerca de 4 mil m². Já um confinamento com 500 animais precisaria de aproximadamente 10 mil m² dentro desse mesmo parâmetro.

    Essa metragem, entretanto, corresponde à referência de espaço para os animais. O planejamento completo ainda precisa considerar as estruturas utilizadas no manejo.

    Espaço interfere no bem-estar do gado

    No confinamento, os bovinos permanecem em uma área delimitada e dependem da estrutura disponível para realizar atividades essenciais, como comer, beber água, descansar e se movimentar.

    Por isso, uma área mal dimensionada pode dificultar o manejo e aumentar problemas como a concentração de lama e dejetos, especialmente durante períodos de chuva.

    Além disso, o excesso de animais em um espaço pequeno  também pode aumentar a competição por recursos e prejudicar as condições de conforto do rebanho.

    A drenagem do terreno é outro ponto importante. Quando a água não consegue escoar adequadamente, o acúmulo de lama pode comprometer a locomoção e o descanso dos bovinos.

    Área do confinamento não é o único cálculo

    Apesar de a metragem por animal ser um dos principais parâmetros, o produtor também precisa dimensionar corretamente o acesso aos cochos e bebedouros. A disposição dessas estruturas deve permitir que os bovinos consigam se alimentar e beber água sem dificuldades.

    O sistema utilizado também influencia o espaço necessário. Instalações a céu aberto e estruturas fechadas possuem características diferentes e podem trabalhar com referências distintas de área por animal.

    Por isso, os 20 m² por bovino devem ser entendidos como uma referência de cálculo, e não como uma regra universal para todos os sistemas de confinamento.

    Como definir a área ideal?

    O primeiro passo é estabelecer quantos animais serão confinados. A partir daí, o produtor pode utilizar uma referência de área por cabeça para chegar à metragem inicial do curral.

    Depois, é necessário avaliar o terreno, a drenagem, a localização dos cochos e bebedouros e os espaços necessários para circulação e manejo. Também é importante considerar as condições climáticas da região e a possibilidade de formação de lama.

    Assim, calcular a área para o gado confinado vai além de descobrir quantos animais cabem em determinado espaço. O objetivo é criar uma estrutura que permita manejo eficiente e condições adequadas de bem-estar para o rebanho.

    Para uma referência de 20 m² por animal, a conta é direta: 100 bovinos exigem cerca de 2 mil m²; 200 animais, 4 mil m²; e 500 bovinos, aproximadamente 10 mil m². A definição final, porém, deve considerar as características específicas de cada confinamento.

  • Grande nome do sertanejo é dono de fazenda de R$ 60 milhões com lago, haras e 5 mil bois

    Grande nome do sertanejo é dono de fazenda de R$ 60 milhões com lago, haras e 5 mil bois

    Longe dos holofotes, o cantor Leonardo construiu um verdadeiro império rural no interior goiano. Não se trata de hobby de celebridade. Estamos falando de um negócio sólido, com escala, estrutura e estratégia dentro do agronegócio brasileiro.

    A Fazenda Talismã fica em Jussara, no interior de Goiás, e se tornou uma das propriedades rurais mais conhecidas entre artistas brasileiros, reunindo estrutura de alto padrão e operação rural ativa. Aos 62 anos, Leonardo segue ativo nos palcos e, ao mesmo tempo, firme na gestão de uma das fazendas mais comentadas do setor.

    De R$ 4,6 milhões para R$ 60 milhões

    Adquirida por cerca de R$ 4,6 milhões, a propriedade vale hoje aproximadamente R$ 60 milhões, trajetória que qualquer investidor rural reconhece bem.

    A área ocupa cerca de mil hectares e integra natureza preservada, criação de animais e espaços de descanso, formando praticamente uma pequena cidade privada. No plantel, cerca de 5 mil cabeças de gado compõem a base produtiva da operação. Além da pecuária, parte das terras segue para o cultivo de soja e milho por arrendamento, o que reforça ainda mais o caráter estratégico da propriedade.

    Virginia Fonseca curtindo lago da fazenda — (Foto: Reprodução/Instagram)

    Haras, lago e pista de pouso

    A infraestrutura chama atenção por onde se olha. A fazenda conta com mansão ampla, lago com praia artificial, pista de pouso, capela e espaços para eventos. O lago, além do lazer, compõe o visual característico das grandes fazendas modernas do Centro-Oeste.

    Um haras de alto padrão abriga cavalos selecionados e reforça o vínculo do artista com o universo do campo. Estruturas como essa deixaram de ser símbolo de status e passaram a funcionar como negócios rentáveis, especialmente diante da explosão dos leilões equinos nos últimos anos.

    Nome que conecta música e campo

    O nome da fazenda homenageia um dos maiores sucessos da dupla Leandro e Leonardo, conectando diretamente o patrimônio à trajetória artística do cantor. Mesmo após alcançar fama nacional e estabilidade financeira, Leonardo preserva a conexão com suas raízes rurais, algo que ele próprio aponta como fonte de equilíbrio. A fazenda, assim, funciona em dois níveis ao mesmo tempo: como negócio consolidado no agronegócio e como âncora pessoal de um artista que cresceu nesse ambiente e nunca se afastou dele.

  • Festas de fim de ano elevam preços de suínos e bovinos

    Festas de fim de ano elevam preços de suínos e bovinos

    A demanda por cortes suínos típicos das festas de fim de ano cresce no mercado atacadista. Como resultado, as cotações avançam, segundo levantamentos do Cepea. De acordo com o Centro de Pesquisas, o pernil lidera a valorização no atacado paulista.

    Na parcial de dezembro, até o dia 16, o quilo atingiu média de R$ 14,11. O valor representa alta de 2,3% em relação a novembro de 2025. Além disso, outros cortes tradicionais ganham destaque neste período festivo.
    O lombo, por exemplo, registra aumento na procura.

    Carne bovina

    No mercado de carne bovina, os preços também seguem em trajetória de alta. O movimento se intensifica neste fim de 2025, impulsionado pelo consumo sazonal. Segundo o Cepea, a carcaça casada sustenta a valorização no atacado. O avanço ocorre, principalmente, pelos preços maiores do traseiro e da ponta de agulha. Esses cortes ganham força por causa da maior demanda para churrascos de fim de ano. Enquanto isso, o dianteiro apresenta alta mais moderada, padrão comum neste período.

    Entre outubro e a semana encerrada em 12 de dezembro, cortes desossados tiveram fortes ganhos. A picanha acumulou valorização de 21,5%. A maminha subiu 11,2%, enquanto a fraldinha avançou 12,8%.

    Por outro lado, o mercado de animais para abate mostra arrefecimento. A proximidade dos feriados reduz o ritmo das negociações, explicam pesquisadores. Grande parte das escalas de abate para o fim do ano e início de janeiro já está preenchida. Com isso, alguns frigoríficos se afastam das compras no mercado. Ao mesmo tempo, pecuaristas adotam postura mais cautelosa. Muitos já fecharam vendas de 2025 ou aguardam preços mais altos em janeiro.

     

  • Programa Pró-Genética impulsiona pecuária capixaba

    Programa Pró-Genética impulsiona pecuária capixaba

    O Espírito Santo celebra um marco no setor pecuário: as feiras do Pró-Genética ultrapassaram a marca de 800 touros melhoradores vendidos desde 2009. Na última edição, realizada em Colatina, produtores locais adquiriram 22 animais de genética superior, consolidando o programa como política pública essencial para o desenvolvimento do agronegócio regional.

    Coordenado pelo Incaper, o projeto Bovinocultura Sustentável facilita o acesso a reprodutores de raças como Guzerá, Tabapuã e Nelore, todos com Registro Genealógico Definitivo (RGD) certificado pela ABCZ. Os preços acessíveis, entre 40 e 60 arrobas de boi gordo, permitem que pequenos e médios produtores invistam em melhoramento genético para rebanhos de corte e leite.

    Anderson Marim, extensionista do Incaper, destaca: “O produtor compra genética de ponta perto de casa, elevando o rendimento e a produção”. Roberto Winkler, da ABCZ, reforça a eficácia do modelo: “Desde 2009, levantamos a demanda local e organizamos feiras diretas, com impacto real na produtividade”.

    Parcerias e impacto socioeconômico

    A feira de Colatina, organizada pela prefeitura em parceria com Incaper, ABCZ e outras instituições, superou expectativas com maior público e vendas em relação ao ano anterior. Bernardo Lima, coordenador do Incaper, atribui o sucesso ao crescente interesse dos pecuaristas por tecnologia e sustentabilidade.

    Foto: SEAG/ES

    Estudos do Incaper comprovam que os touros melhoradores aumentam o valor comercial dos bezerros. “Antes, os machos leiteiros tinham baixo valor. Agora, os cruzamentos geram animais com melhor padrão racial e peso à desmama”, explica Roberto Sobreira, responsável pela pesquisa. O agricultor Rodrigo Manhani, que adquiriu um touro Guzerá em 2015, é um exemplo: “Os bezerros são de encher os olhos, e o retorno financeiro é imediato”.

    Com 45 feiras realizadas e 806 touros comercializados, o programa segue fortalecendo a cadeia produtiva capixaba. O modelo, que combina acesso à tecnologia, crédito e assistência técnica, já virou referência para outros estados.

    Para mais informações:

    Coordenação de Comunicação do Incaper

    (27) 98849-6999 | [email protected]

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Anvisa proíbe venda de azeite, molho e champignon; veja lista

    + Agro em Campo: Mato Grosso bate recorde de abate de bois em junho