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  • Criadores de Marchigiana agora podem registrar animais na ANC

    Criadores de Marchigiana agora podem registrar animais na ANC

    Criadores da raça bovina Marchigiana agora podem registrar seus animais na Associação Nacional de Criadores-Herd-Book Collares (ANC). A aprovação para a ANC incorporar a Marchigiana em seus livros genealógicos ocorreu em 17 de janeiro de 2025. A raça tem origem na região de Marche, na Itália, e está presente no Brasil desde 1965.

    A superintendente de Registro Genealógico da ANC, Silvia Freitas, destaca que a entidade oferece um sistema que agiliza o processo de registro, com certificados em formato PDF disponibilizados instantaneamente após a comunicação do criador. “Visamos receber cada vez mais raças na ANC, permitindo que as associações promocionais se dediquem mais às ações promocionais da raça,” detalha Freitas. A ANC, com 119 anos de história, já possui 39 raças em seus registros.

    História da Marchigiana no Brasil

    A Marchigiana foi introduzida no Brasil pelo engenheiro agrônomo Ermanno Bonaspeti, que importou sêmen da Itália. A raça é predominante nas cidades de Macerata e Ancona, na região de Marche, o que originou seu nome.

    A Marchigiana possui pelagem clara e fina, semelhante à do Nelore. Sua pele é preta, vascularizada e oleosa, o que confere grande capacidade de dissipação de calor e resistência a ectoparasitas, como carrapatos. A raça é rústica, precoce e ganha peso rapidamente, diminuindo a idade ao abate. Apresenta produtos de alto rendimento e boa qualidade de corte, permitindo o aproveitamento das fêmeas cruzadas para engorda e abate também.

    Nova era para a Marchigiana

    Adauto Martínez Filho, criador de Marchigiana há mais de 30 anos em São Paulo e presidente da Associação Brasileira de Criadores de Marchigiana (ABCM), celebra a parceria com a ANC. “Acreditamos firmemente que essa parceria com a ANC representa uma nova era para a raça Marchigiana no Brasil e para nós que temos a Marchigiana no coração,” enfatiza o pecuarista.

    O bovino Marchigiano é caracterizado pelo notável desenvolvimento dos músculos e do quarto traseiro, com um tronco alongado e cilíndrico. Os exemplares adultos podem superar 1.200 quilos nos touros e 700 quilos nas vacas, com adequado acabamento de carcaça. Além do Brasil e da Itália, a raça está presente nos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Argentina, Inglaterra e Holanda.

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  • Brasil: Produção de carnes bovina, suína e de frango bate recorde

    Brasil: Produção de carnes bovina, suína e de frango bate recorde

    No 3º trimestre de 2024, o abate de bovinos atingiu um aumento de 15,3% em comparação ao mesmo período de 2023 e cresceu 3,9% em relação ao 2º trimestre de 2024. O total de cabeças abatidas chegou a 10,37 milhões, superando pela primeira vez a marca de dez milhões em um único trimestre. Além disso, os abates de suínos e frangos também cresceram, resultando no recorde na produção de carnes . Esses dados foram divulgados (05/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas Estatísticas da Produção Pecuária.

    Angela Lordão, gerente da pesquisa, afirmou: “O ano de 2024 está sendo de recorde no abate de bovinos e na produção de carne. Estamos nos encaminhando para um recorde anual, a depender do quarto trimestre.” Ela destacou que julho foi o melhor mês da série histórica, iniciada em 1997, para o abate geral.

    A boa oferta de animais se deve à retenção de fêmeas entre o final de 2019 e 2021. Lordão acrescentou que o setor ainda vive uma fase de baixa nos preços, especialmente do bezerro, o que desestimula a retenção de fêmeas.

    Em relação ao mesmo período do ano anterior, o abate aumentou em 1,37 milhão de cabeças. Dentre as 27 unidades da federação (UFs), 25 registraram crescimento no abate. O aumento no abate de fêmeas foi de 19,6%, enquanto o dos machos subiu 12,5%, influenciado pela queda nos preços dos bezerros.

    Angela ressaltou a forte demanda por carne bovina: “Estamos com exportações recordes, e aqui no mercado interno também temos observado um aumento do consumo per capita das famílias.” Sendo assim, as exportações atingiram um patamar inédito de 706,43 mil toneladas no trimestre, refletindo um aumento de 30,6% na comparação anual.

    Recordes produção de carnes de Suínos e Frangos

    O abate de frangos alcançou 1,62 bilhão de cabeças, representando um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado e um acréscimo de 0,8% em comparação com o trimestre anterior. Este resultado, portanto, estabeleceu um novo recorde trimestral.

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    O abate de suínos também atingiu um novo marco com 14,95 milhões de cabeças abatidas, aumento de 2,1% em relação ao ano anterior e alta de 2,6% frente ao segundo trimestre.

    As exportações brasileiras de carne suína, sendo assim, voltaram a crescer e estabeleceram novo recorde trimestral. As vendas externas da carne de frango também se mantiveram elevadas no terceiro trimestre, alcançando o segundo melhor resultado na série histórica da Secex. “O Brasil tem aberto novos mercados para exportação de carne suína e é o maior exportador mundial de carne de frango”, afirmou Angela.

    Produção de Ovos Atinge Novo Recorde

    Além do recorde na produção de carnes, a produção de ovos de galinha chegou a 1,2 bilhão de dúzias no terceiro trimestre deste ano. Esse número, portanto, representa um aumento significativo: 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado e 3% na comparação com o trimestre anterior.

    Angela explicou: “A produção de ovos também foi recorde; eles são a proteína mais acessível para a população.” A oferta maior levou à queda dos preços dos ovos. Foram produzidas 111,94 milhões de dúzias a mais do que no terceiro trimestre do ano passado. Mais da metade das granjas (54,2%) dedicou-se à produção para consumo.

    Aquisição e Preço do Leite

    A aquisição totalizada foi de 6,30 bilhões de litros de leite cru. Embora tenha havido uma leve redução (0,3%) em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve um crescimento significativo (7,1%) comparado ao trimestre anterior. O preço médio pago ao produtor subiu para R$ 2,80 por litro.

    Angela destacou que a competição entre indústrias aumentou devido à oferta menor: “Com uma oferta menor no campo, temos uma competição maior pelas indústrias.” Minas Gerais apresentou recuperação na produção e continua sendo o maior produtor nacional.

    Crescimento na Aquisição de Couro

    Por fim, os curtumes receberam 10,55 milhões de peças no terceiro trimestre deste ano. Esse total representa um aumento significativo (17,4%) em relação ao mesmo período do ano anterior e alta (2,7%) frente ao segundo trimestre. Além disso, Angela explicou que o aumento no abate bovino naturalmente reflete no couro: “Esse incremento é justamente pelo maior número de cabeças abatidas.”