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  • Unesp abre as portas para o 1º Buffalo Day

    Unesp abre as portas para o 1º Buffalo Day

    A Universidade Estadual Paulista (Unesp) recebe neste sábado (11) o 1º Buffalo Day, evento que coloca no mesmo espaço pesquisadores, produtores, técnicos e empresas da bubalinocultura. O encontro acontece no Centro de Pesquisas Tropicais em Bubalinos (CPTB), ligado à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), em Botucatu (SP), e tem como objetivo central traduzir conhecimento científico em soluções práticas para o campo.

    A Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) promove o evento em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), a Fatec Botucatu, o Boi 777, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o Instituto de Zootecnia (IZ) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

    O que o produtor vai encontrar no evento

    A programação combina palestras técnicas, visitas guiadas às estruturas do CPTB e contato direto com pesquisas em andamento. Os temas centrais incluem eficiência produtiva, nutrição e bem-estar animal, todos com abordagem aplicada. Empresas que atuam na cadeia produtiva também marcam presença para apresentar produtos e serviços ao setor.

    A pesquisadora Caroline Francisco, do CPTB, explica que o Buffalo Day nasce de uma necessidade concreta. “A gente trabalha diariamente para transformar pesquisa em ferramenta prática. O que desenvolvemos aqui pode ser aplicado diretamente na atividade, com impacto no resultado do produtor”, afirma.

    Primeira prova de eficiência em bubalinos do Brasil

    Um dos destaques do evento é a apresentação do espaço onde acontecerá a primeira prova de eficiência em bubalinos do país. Os participantes vão conhecer o ambiente, entender como os animais serão avaliados e quais indicadores técnicos entram no processo.

    Para Caroline, a transparência é um dos pilares do encontro. “Isso ajuda a dar mais segurança para quem investe na atividade”, destaca a pesquisadora.

    Além das apresentações técnicas, o formato do evento estimula o diálogo direto entre quem pesquisa e quem produz. “Quando todos os elos estão no mesmo espaço, conseguimos discutir soluções de forma mais objetiva, com base na realidade de quem está no campo”, observa Caroline Francisco.

    O Buffalo Day começou às 7h e a entrada é pelo CPTB da FMVZ-Unesp, em Botucatu.

  • Safrinha começa com ataques da cigarrinha-do-milho

    Safrinha começa com ataques da cigarrinha-do-milho

    O início da safrinha 2025 traz desafios significativos para os produtores de milho no Brasil, com o avanço da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) sendo um dos principais problemas fitossanitários enfrentados. O engenheiro agrônomo José de Freitas, da Sipcam Nichino Brasil, alerta que a praga tem se espalhado por diversas regiões do país. Assim, exigindo uma nova abordagem no manejo.

    Freitas destaca que o controle da fase ninfa da cigarrinha é crucial para o sucesso das lavouras. “Estudos demonstram que focar na ninfa se tornou central na estratégia de manejo do produtor, permitindo a quebra do ciclo da praga e promovendo uma colheita mais produtiva”, afirma. Essa conclusão é resultado de quase 80 trabalhos de campo realizados em parceria com 24 consultorias e instituições de pesquisa, incluindo a Unesp de Botucatu.

    <h4>Inovação no manejo

    A Sipcam Nichino lançou recentemente o inseticida Fiera®, que visa combater efetivamente a cigarrinha em todas as suas fases, não apenas na fase adulta. “Historicamente, o manejo focava apenas na fase adulta do inseto. Agora, oferecemos um novo olhar técnico que considera todas as fases jovens da praga”, explica Freitas. Os testes mostraram que o produto pode controlar ninfas com eficácia entre 95% e 100%. “As reduções observadas foram significativas: 66% na postura de ovos e 92% na eclosão”, ressalta Freitas.

    A cigarrinha-do-milho se destaca como uma das pragas mais vorazes da agricultura. Ela é responsável pela disseminação de doenças que podem levar a perdas significativas nas lavouras. Portanto, com seu ciclo de vida rápido e alta capacidade de migração, a praga representa um desafio constante para os agricultores.

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