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  • Comissão debate novas regras para contratação de trabalhador agrícola safrista

    Comissão debate novas regras para contratação de trabalhador agrícola safrista

    A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realizará, na próxima terça-feira (9), uma audiência pública para discutir propostas que podem alterar as regras de contratação do trabalhador agrícola safrista.

    O debate foi solicitado pelo deputado Bohn Gass (PT-RS), relator dos projetos em análise. Segundo o parlamentar, a audiência permitirá ampliar o diálogo com representantes do setor e reunir contribuições para a elaboração do parecer sobre as propostas.

    Atualmente, os contratos de safra são regulamentados pela Lei 5.889/73. Esse tipo de vínculo empregatício possui duração variável conforme a atividade agrícola e compreende o período entre o preparo do solo e a colheita.

    Além disso, a comissão analisa os Projetos de Lei 676/25 e 1456/25, que propõem mudanças nas normas para contratação de trabalhadores rurais temporários, conhecidos como safristas. De acordo com Bohn Gass, diversas entidades representativas já apresentaram sugestões sobre o tema, o que reforça a necessidade de um debate mais amplo.

    Câmara aprova manutenção de benefícios sociais

    Enquanto discute novas regras para os contratos de safra, a Câmara dos Deputados avançou recentemente em outra pauta relacionada aos trabalhadores temporários do campo.

    Em maio, os parlamentares aprovaram o Projeto de Lei 715/23, que garante ao trabalhador safrista a manutenção de benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família, durante o período de vigência do contrato de safra. Agora, a proposta segue para sanção presidencial.

    Além disso, o texto estabelece regras para o envio de informações trabalhistas ao e-Social enquanto o sistema ainda não dispõe de um campo específico para registrar esse tipo de contratação.

    Os deputados aprovaram parte do substitutivo apresentado pelo Senado ao PL 715/23, de autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), com parecer do deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES).

    O trecho mantido dispensa o empregador de informar ao e-Social os dados relacionados ao contrato de safra para fins de manutenção dos benefícios sociais até que o sistema seja adaptado. No entanto, as informações deverão permanecer disponíveis ao órgão responsável pela gestão do Bolsa Família.

    Por outro lado, permanecem válidas as disposições da Lei 5.889/73, que definem os contratos de safra como vínculos temporários utilizados em atividades agrícolas sazonais.

  • Agronegócio comemora aprovação de lei para safristas

    Agronegócio comemora aprovação de lei para safristas

    A aprovação do Projeto de Lei 715/2023 pela Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (19), foi recebida com entusiasmo por representantes do agronegócio. Conhecida como Lei dos Safristas, a proposta permite que trabalhadores temporários sejam contratados formalmente sem perder o acesso ao Bolsa Família. Agora, o texto segue para sanção presidencial.

    A medida busca ampliar a formalização no campo, especialmente em períodos de colheita, quando diferentes cadeias produtivas precisam reforçar a mão de obra. Com a nova regra, trabalhadores contratados por curto período poderão manter os benefícios sociais mesmo com a carteira assinada.

    O presidente da CitrusBR, Ibiapaba Netto, afirmou que a proposta traz mais equilíbrio para o setor. Segundo ele, a medida deve ampliar a oferta de trabalhadores dispostos a atuar formalmente durante as safras.

    “É acima de tudo um projeto de conformidade setorial. Ao permitir que os safristas acumulem os benefícios do Bolsa Família traz um novo contingente de mão de obra que não estava disponível para trabalhar formalizada”, declarou.

    Além disso, o representante da entidade destacou que a mudança reduz inseguranças jurídicas para produtores e empresas.

    “Isso traz segurança jurídica e mitiga riscos trabalhistas que eventualmente possam existir. Então, é uma ótima para setor para colheita de laranja e para indústria de suco como um todo”, completou.

    Cafeicultura também apoia a nova medida

    O Conselho Nacional do Café (CNC) também comemorou a aprovação do projeto. O setor cafeeiro depende fortemente de trabalhadores temporários em determinadas épocas do ano, principalmente durante a colheita.

    Para o presidente do CNC, Silas Brasileiro, a medida fortalece tanto os trabalhadores quanto os produtores rurais.

    “Esta é uma vitória do safrista, do produtor rural, em especial do cafeicultor, e da formalização no campo. Desde o início da tramitação, o CNC acompanhou de perto essa pauta por entender que ela é fundamental para a cafeicultura brasileira. O trabalhador não pode ser penalizado por aceitar um contrato formal durante a safra. Isso indica que ele não pode se negar a assinar a sua carteira”, afirmou.

    Tanto a citricultura quanto a cafeicultura enfrentam desafios para contratar trabalhadores em períodos específicos do calendário agrícola. Por isso, entidades do setor avaliam que a nova legislação pode estimular a formalização e reduzir a escassez de mão de obra em épocas de maior demanda.

  • JBS e Governo Federal firmam convênio para gerar empregos a beneficiários do Bolsa Família

    JBS e Governo Federal firmam convênio para gerar empregos a beneficiários do Bolsa Família

    Em uma iniciativa inédita de inclusão social, a JBS assinou nesta quinta-feira (31) um convênio de cooperação técnica com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O acordo tem como foco a oferta de vagas de emprego para inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), principal porta de entrada para o Bolsa Família.

    Com duração prevista de dois anos, o convênio busca promover a inclusão socioeconômica das famílias de baixa renda. Portanto, ampliando o acesso a oportunidades formais de trabalho. A cerimônia de assinatura ocorreu na sede da JBS, em São Paulo. E contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, do conselheiro da JBS, Wesley Batista, e do CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni.

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    “A geração de emprego é uma das formas mais efetivas de inclusão social. Ao unirmos esforços com o MDS, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atuamos”, destacou Wesley Batista. Ele ressaltou ainda a importância de oferecer oportunidades não só para os trabalhadores. Mas também para suas famílias, afirmando que “valorizar gente é o que move a JBS”.

    A JBS é uma das maiores empregadoras do Brasil, com unidades de produção em mais de 100 municípios e cerca de 158 mil colaboradores. Para o CEO Gilberto Tomazoni, investir no potencial das pessoas é essencial para promover o desenvolvimento social. “Nosso objetivo é ser referência naquilo que fazemos, impulsionando o crescimento das comunidades por meio da geração de empregos e formação profissional”, afirmou.

    Atuação em conjunto

    O Ministério do Desenvolvimento atuará em conjunto com a rede de assistência social para facilitar o acesso dos inscritos no CadÚnico aos processos seletivos da JBS. O fornecimento de dados ocorrerá mediante consentimento prévio dos candidatos. Sempre respeitando integralmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Política de Privacidade da empresa.

    Durante o evento, o ministro Wellington Dias reforçou a necessidade de uma integração estratégica entre as áreas social, econômica e ambiental para combater a fome e a pobreza no país. “O social deve estar integrado ao econômico para que a transformação aconteça de forma sustentável”, declarou.

    Criado em 2001, o CadÚnico reúne informações sobre as famílias em situação de vulnerabilidade social no Brasil. E é fundamental para a inclusão em programas de assistência e redistribuição de renda. O convênio entre a JBS e o governo abre novas portas para a inclusão produtiva desses beneficiários. Fomentando o desenvolvimento social e econômico de forma conjunta e sustentável.

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