Tag: Biofertilizantes

  • BNDES oferece R$ 40 milhões para projetos de bioinsumos; inscrições terminam em 31 de agosto

    BNDES oferece R$ 40 milhões para projetos de bioinsumos; inscrições terminam em 31 de agosto

    As inscrições para o segundo ciclo do BNDES Bioinsumos terminam em 31 de agosto. Além disso, o programa oferece R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis. O valor é destinado a cooperativas e associações de agricultura familiar que produzem seus próprios insumos biológicos.

    A iniciativa faz parte do BNDES Bioinsumos, lançado em 2025. Assim, o objetivo é reduzir custos de produção. Além disso, o programa busca diminuir a dependência de insumos externos e apoiar práticas agrícolas mais sustentáveis.

    O que são os bioinsumos

    Bioinsumos são produtos de origem biológica usados no campo. Entre eles estão microrganismos, predadores naturais de pragas e extratos vegetais. Esses produtos ajudam no crescimento e na saúde das plantações.

    Para Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, esses produtos fortalecem a segurança alimentar. Segundo ela, “seu uso está associado a práticas agrícolas mais sustentáveis e à segurança alimentar”.

    Quem pode participar

    Organizações sem fins lucrativos podem se inscrever, individualmente ou em parceria, pelo Portal do Cliente do BNDES. Porém, os beneficiários finais precisam ser cooperativas ou associações da agricultura familiar. Essas entidades devem atuar juntas na produção, na agregação de valor e na venda de alimentos.

    Cada projeto, além disso, deve somar no mínimo R$ 5 milhões. O passo a passo completo, por sua vez, está disponível no site oficial da chamada.

    Quais projetos podem ser financiados

    Os recursos vão para a implantação ou estruturação de unidades industriais e semi-industriais de bioinsumos. Para isso, os projetos devem usar processos biotecnológicos. As categorias apoiadas incluem:

    • Inoculantes e bioestimulantes a partir de microrganismos
    • Microrganismos para controle de pragas
    • Insetos usados no controle biológico
    • Biofertilizantes

    Cada proposta, ainda, precisa mostrar como o projeto vai beneficiar a agricultura familiar. Ou seja, é preciso apresentar objetivos claros, público atendido, capacidade de produção e estratégia de uso dos bioinsumos.

    Embrapa pode entrar como parceira técnica

    Na segunda-feira (24), Tereza Campello visitou a Embrapa Agrobiologia, em Seropédica (RJ). O local reúne a maior coleção da Embrapa dedicada a bioinsumos. Durante a visita, as equipes avançaram nas conversas para formalizar o apoio técnico da Embrapa ao programa do BNDES.

    Se a parceria avançar, os projetos poderão contar com conhecimento científico da Embrapa já na fase de estruturação.

    Como foi o primeiro ciclo

    O BNDES Bioinsumos tem orçamento total de até R$ 60 milhões. Desse valor, R$ 20 milhões foram para o primeiro ciclo, encerrado em novembro de 2025. Já os outros R$ 40 milhões estão reservados para a chamada atual.

    Na primeira etapa, quatro projetos foram selecionados. Por enquanto, porém, o banco ainda avalia essas propostas antes de concluir a aprovação e a contratação.

    Com o segundo ciclo, portanto, o BNDES quer ampliar o número de organizações apoiadas. Ao mesmo tempo, o banco pretende fortalecer a produção própria de bioinsumos entre agricultores familiares.

  • Nutrição vegetal inteligente reúne especialistas em Piracicaba

    Nutrição vegetal inteligente reúne especialistas em Piracicaba

    Piracicaba (SP) recebe nos dias 9 e 10 de junho o Summit de Nutrição Vegetal Inteligente 2026. A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) promove o encontro no PECEGE. O evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais para debater avanços em fisiologia vegetal, nutrição via folha, fertilizantes de matriz orgânica e insumos biológicos.

    A programação concentra discussões sobre ciência aplicada e inovação. Durante os dois dias, os participantes terão acesso a pesquisas recentes e tendências que impactam diretamente a produção agrícola. Além disso, o encontro abordará soluções voltadas ao aumento da eficiência nutricional das lavouras.

    Entre os principais temas estão absorção e transporte de nutrientes, plasticidade fisiológica das plantas, microbiologia do solo e estratégias modernas de manejo nutricional. Dessa forma, o Summit busca ampliar o acesso ao conhecimento técnico e fortalecer a adoção de práticas mais eficientes no campo.

    Evento reúne indústria, pesquisadores e consultores

    A Krilltech, empresa do Grupo Casa Bugre, participará da programação técnica. A companhia atua no desenvolvimento de soluções voltadas à sinalização fisiológica e à ativação do metabolismo vegetal.

    Durante o Summit, a empresa apresentará sua visão sobre o papel dos sinalizadores fisiológicos na agricultura moderna. Segundo a companhia, essas tecnologias ajudam a melhorar o aproveitamento dos nutrientes pelas plantas. Como resultado, os produtores podem alcançar maior desempenho produtivo e sistemas agrícolas mais sustentáveis.

    Outro destaque será o debate sobre a capacidade adaptativa das plantas diante de diferentes condições ambientais. Além disso, especialistas discutirão a relação entre nutrição mineral, compostos orgânicos e comunidades microbianas presentes no solo. Esse conjunto de fatores influencia diretamente o desenvolvimento das culturas e a produtividade agrícola.

    O Summit de Nutrição Vegetal Inteligente 2026 tem como público-alvo profissionais da indústria de insumos agrícolas. Participam empresas ligadas a fertilizantes especiais, biofertilizantes, condicionadores de solo, substratos e produtos de base biológica.

    Ao mesmo tempo, o evento também atrai pesquisadores, consultores técnicos e estudantes. Esses profissionais buscam atualização científica e contato com novas tecnologias voltadas à nutrição vegetal.

    Networking e tendências para o futuro do agro

    Além do conteúdo técnico, o encontro abrirá espaço para networking entre representantes da indústria, pesquisadores e especialistas. Assim, os participantes poderão trocar experiências e ampliar conexões profissionais.

    Outro objetivo da iniciativa é estimular o debate sobre os desafios da agricultura sustentável. Para isso, a programação apresentará tendências e inovações que devem influenciar o setor nos próximos anos.

    Segundo a organização, o Summit proporcionará uma imersão em conhecimento técnico e científico. Os participantes terão acesso a pesquisas recentes e poderão acompanhar discussões sobre o futuro da nutrição vegetal. Além disso, o evento oferecerá oportunidades para o desenvolvimento de parcerias estratégicas.

    As inscrições para o Summit de Nutrição Vegetal Inteligente 2026 seguem abertas e podem ser realizadas pela plataforma oficial do evento.

  • Pesquisa cria bioinsumos a partir de resíduos da aquicultura para impulsionar agricultura e pecuária

    Pesquisa cria bioinsumos a partir de resíduos da aquicultura para impulsionar agricultura e pecuária

    O Instituto de Pesca (IP-APTA) integra um centro de pesquisa de ponta que desenvolve soluções sustentáveis para o setor aquícola. O CCD-AQUAINTEGRA, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), reúne instituições nacionais e a University of Melbourne, da Austrália, para transformar resíduos da aquicultura em bioinsumos de alto valor para a agricultura e a pecuária.

    A pesquisadora Fabiana Garcia Scaloppi, do Instituto de Pesca, coordena a iniciativa. O projeto concentra esforços na geração de evidências científicas sobre o desempenho ambiental e econômico de tecnologias aplicadas à aquicultura integrada. O objetivo principal é reduzir a poluição por efluentes e criar uma cadeia produtiva que valoriza resíduos até então descartados.

    Projeto aposta na integração produtiva para gerar biofertilizantes

    O CCD-AQUAINTEGRA foca no desenvolvimento de biofertilizantes orgânicos a partir de resíduos da aquicultura. Para validar as soluções na prática, o projeto implementará quatro Vitrines Tecnológicas:

    • AQUAHORT+: produz hortaliças de alto valor nutricional utilizando sistemas de aquaponia desacoplada.
    • AQUAPEC: integra a aquicultura com a pecuária para criar biofertilizantes inovadores.
    • AQUATEC+: aprimora tecnologias aplicadas a sistemas produtivos integrados.
    • AQUAMUDAS: utiliza efluentes aquícolas na produção de mudas para fruticultura e reflorestamento.

    Além dessas vitrines principais, o projeto conta com unidades de suporte focadas na capacitação de produtores rurais. A iniciativa garante a transferência de conhecimento e amplia a aplicação prática das tecnologias no campo.

    “O CCD AQUAINTEGRA reúne uma equipe multidisciplinar altamente capacitada. Nosso foco é gerar protocolos claros e executáveis para que produtores rurais migrem dos tradicionais monocultivos para os cultivos integrados de produção de alimentos”, destaca a pesquisadora Fabiana.

  • UNICA e CETESB unem forças por energia limpa

    UNICA e CETESB unem forças por energia limpa

    A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) firmaram, nesta terça-feira (4), um acordo de cooperação técnica que inaugura uma nova etapa de modernização regulatória, qualificação profissional e eficiência ambiental no setor sucroenergético paulista.

    A assinatura ocorreu durante o Summit Agenda SP + Verde, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Com isso, o acordo representa um avanço estratégico para fortalecer a segurança jurídica, incentivar a economia circular e acelerar a transição energética no estado.

    Regulação e inovação ambiental

    O documento estabelece uma agenda conjunta voltada à atualização técnica e à revisão de parâmetros ambientais, de modo a modernizar a gestão de resíduos da produção de etanol e açúcar. Além disso, a iniciativa busca ampliar o uso de biomassa como fonte renovável de energia, promovendo práticas de reaproveitamento industrial e fortalecendo a cadeia verde.

    Segundo Evandro Gussi, presidente da UNICA, a modernização regulatória reforça o papel do setor na economia de baixo carbono. “A produção sustentável de energia renovável pela cadeia sucroenergética tem ganhado novos contornos, com a ampliação dos energéticos extraídos da biomassa e a intensificação de práticas de economia circular, com o uso da vinhaça, da torta de filtro e, no futuro, o aproveitamento de resíduos de outros setores.”

    As diretrizes em construção tratam, por exemplo, do uso eficiente da vinhaça e das águas residuárias, bem como da definição de parâmetros técnicos para o emprego de Combustível Derivado de Resíduos (CDR) em caldeiras industriais. Desse modo, o acordo busca fortalecer o reaproveitamento de subprodutos, estimular o uso de biofertilizantes e apoiar iniciativas que convertam resíduos em energia limpa.

    Formação técnica e segurança regulatória

    Além da revisão regulatória, o acordo também avança na formação e capacitação profissional. Em parceria com a UNICA, a Escola Superior da CETESB lançará um curso de licenciamento ambiental voltado a engenheiros, gestores e técnicos do setor.

    A primeira turma deve reunir mais de 80 participantes. Assim, o projeto evidencia a forte demanda por atualização técnica e segurança regulatória. Para Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, o interesse demonstra o engajamento do setor com a agenda sustentável. “A rápida adesão ao programa reflete a confiança do setor no diálogo técnico com a CETESB. A capacitação das equipes é fundamental para fortalecer o modelo de desenvolvimento de baixo carbono e impulsionar a transição energética.”

    Cooperação e acompanhamento técnico

    Para Thomaz Toledo, diretor-presidente da CETESB, a parceria simboliza uma nova etapa de diálogo entre o órgão ambiental e a indústria. “O setor sucroenergético é uma peça-chave na transição energética do estado de São Paulo. Essa parceria é um marco no diálogo entre a CETESB e a indústria. Com isso podemos estabelecer mecanismos mais modernos, seguros e alinhados com as práticas internacionais de economia circular.”

    O acordo terá vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado. Além disso, a execução será acompanhada por um Comitê Técnico de Cooperação, composto por especialistas das duas instituições, responsável por supervisionar as entregas, propor planos de trabalho e monitorar resultados.

    Dessa forma, a iniciativa consolida um modelo de governança ambiental mais eficiente e colaborativo, reforçando o protagonismo do estado de São Paulo na transição energética e no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o futuro do agro.

  • Agricultores de Manaus aprendem a produzir sem adubos químicos

    Agricultores de Manaus aprendem a produzir sem adubos químicos

    Na zona leste de Manaus, a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) finalizou um curso de formação em biofertilizantes e compostagem orgânica para 15 produtores rurais da Associação de Piscicultores e Agricultores Familiares do ramal 14 (Apaf). O objetivo é promover o cultivo orgânico e melhorar o aproveitamento dos recursos naturais, evitando o uso de adubos e defensivos químicos.

    A comunidade manifestou interesse em ampliar seus conhecimentos sobre práticas orgânicas, e, em resposta, o Engenheiro Agrônomo José Portugal ministrou os cursos. Essa abordagem não apenas agrega valor aos produtos, mas também garante a saúde dos consumidores, atendendo a um nicho de mercado em crescimento.

    A propriedade da agricultora Raimunda Bittencourt, presidente da Apaf, sediou as aulas. Ela destacou a importância dos aprendizados teóricos para melhorar a eficiência dos processos já utilizados. “Agora, além do manuseio que já fazíamos, temos as informações teóricas para garantir o que estamos fazendo”, revelou.

    Impacto ambiental e social

    Além de evitar produtos químicos, os produtores podem multiplicar seus conhecimentos, disseminando as vantagens do reaproveitamento do material orgânico. Isso contribui para a causa ambiental, oferecendo alimentos mais saudáveis e protegendo o solo, a água e a saúde dos animais.

    O Departamento Pedagógico (Depe) da Sepror atua no fortalecimento da agricultura, pecuária e outras atividades do setor primário. Desde 2021, mais de 30 mil produtores foram capacitados em 19 municípios do Amazonas.

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  • Senado aprova marco legal dos bioinsumos; texto segue para sanção

    Senado aprova marco legal dos bioinsumos; texto segue para sanção

    O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3) o marco legal para bioinsumos na agropecuária. O projeto de lei 658/2021, de autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada e agora será enviado para sanção presidencial.

    O senador Jaques Wagner (PT-BA), relator da proposta, destacou que a regulamentação representa um avanço estratégico para os produtores agrícolas brasileiros. “O Brasil, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, tem um potencial extraordinário para liderar a produção de bioinsumos”, afirmou.

    Alternativa sustentável aos químicos

    Em resumo, Bioinsumos, como micro-organismos, biofertilizantes, agentes de controle biológico e extratos vegetais, oferecem uma alternativa sustentável aos insumos químicos tradicionais, como fertilizantes e pesticidas. Além disso, segundo Jaques Wagner, esses produtos são mais amigáveis ao meio ambiente e contribuem para a produção de alimentos mais saudáveis, além de preservar a biodiversidade e regenerar a saúde do solo.

    Ao mesmo tempo, o senador também ressaltou o reconhecimento internacional da tecnologia brasileira no setor. “Essa inovação é fundamental tanto para a agricultura quanto para a pecuária, permitindo uma produção mais sustentável e menos agressiva ao meio ambiente”, pontuou.

    Debate com diversos setores

    Entidades do setor, indústrias, movimentos sociais e a academia debateram para construir o marco legal. Wagner reforçou que o desenvolvimento do mercado de bioinsumos fortalece a posição do Brasil no cenário agrícola global, atrai investimentos e gera empregos de qualidade.

    “A inovação desempenha um papel central nesse contexto. Para que o Brasil se torne líder global em bioinsumos, é essencial o investimento conjunto do governo e da iniciativa privada em pesquisa e desenvolvimento”, destacou o relator. Ele também apontou que o mercado de agroquímicos ainda é dominado por grandes conglomerados internacionais.

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    Agricultura familiar e sustentabilidade

    A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também celebrou a aprovação do projeto. Em resumo, ela afirmou que a regulamentação beneficia desde pequenos agricultores familiares até grandes produtores, promovendo uma atividade mais sustentável. “Sem essa aprovação, muitos produtores rurais, inclusive os que produzem bioinsumos em suas propriedades, estariam na ilegalidade”, alertou.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, classificou a decisão como uma conquista para os produtores rurais. “O Brasil deu mais um grande passo na eficiência e qualidade dos seus produtos. Evitamos fragilizar os orgânicos e garantimos a continuidade da produção com qualidade e eficiência”, concluiu.

    Ou seja, com a sanção presidencial, o marco legal dos bioinsumos promete fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro e consolidar o país como referência global em produção sustentável.

     

  • BiomaPhos: absorção de fósforo impulsiona agricultura brasileira

    BiomaPhos: absorção de fósforo impulsiona agricultura brasileira

    Uma tecnologia inovadora desenvolvida pela Embrapa, em parceria com a Bioma, tem proporcionado benefícios significativos ao agronegócio brasileiro, gerando estimativas de R$ 4,27 bilhões desde seu lançamento em 2019 até a safra 2022/2023.

    O inoculante solubilizador de fosfato, conhecido comercialmente como BiomaPhos, foi inicialmente projetado para a cultura do milho, mas sua aplicação se expandiu para soja, feijão e cana-de-açúcar, impactando mais de 10 milhões de hectares ao longo dos últimos cinco anos.

    Na cultura da soja, por exemplo, a produtividade média aumentou de 67,2 sacas por hectare para 71,6 sacas, além de um incremento de 14% no teor de fósforo nos grãos. Após o registro do bioproduto para feijoeiro em 2023, observou-se um aumento de 14% na produtividade dessa cultura. O uso do BiomaPhos está sendo validado para outras culturas, como sorgo, arroz, tomate e batata.

    De acordo com Christiane Paiva, pesquisadora da área de Microbiologia do Solo da Embrapa Milho e Sorgo (MG), o solubilizador de fosfato é um dos maiores casos de sucesso na adoção de tecnologias da Embrapa nos últimos anos. “Além de ser uma solução tecnológica inovadora e sem precedentes no mercado, sua eficiência foi confirmada nos primeiros anos após o lançamento”, afirmou.

    Crescimento na adoção do bioinsumo

    O uso do BiomaPhos cresceu consideravelmente desde sua introdução. Na safra 2018/2019, o produto foi aplicado em 228 mil hectares; já na safra 2022/2023, esse número saltou para mais de 4 milhões de hectares. A expectativa é que na safra 2023/2024 a área adotada ultrapasse 5 milhões de hectares. Esses dados foram destacados no Balanço Social da Embrapa de 2023.

    Pesquisadores
    Christiane Paiva, Rubens Miranda e Guilherme Medeiros, pesquisadores

    A quantia estimada em benefícios financeiros é significativamente superior aos custos de desenvolvimento da tecnologia, que totalizaram cerca de R$ 53,3 milhões. “Esses números atestam a importância dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação para a agricultura nacional”, ressaltou Rubens Augusto de Miranda, pesquisador responsável pelo estudo.

    Expansão internacional

    A tecnologia não se limitou ao Brasil; ela começou a ser avaliada nos Estados Unidos em 2022 e obteve liberação em 14 estados americanos, incluindo o Corn Belt. Além disso, o produto foi registrado em países como Alemanha, Canadá, Argentina e Paraguai.

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    Artur Soares, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Bioma, destacou que as validações internacionais mostraram ganhos médios significativos na produtividade.

    Como funciona a solubilização do fósforo?

    A tecnologia atua na disponibilização do fósforo presente no solo. Apenas 0,1% do fósforo está disponível para absorção imediata pelas plantas. Estudos da Embrapa mostram que uma grande quantidade desse nutriente permanece inerte no solo. O inoculante utiliza microrganismos selecionados para solubilizar o fósforo e torná-lo acessível às raízes das plantas.

    Benefícios e futuro do uso de bioinsumos

    O uso crescente de bioinsumos como o BiomaPhos contribui para os esforços nacionais de descarbonização da agricultura. O Brasil se destaca como o maior consumidor mundial de biofertilizantes e tem potencial para liderar ainda mais esse mercado até o final da década.

    O pesquisador Rubens Augusto de Miranda realizou um estudo que registrou a expansão do uso do bioinsumo ao longo do tempo. “A confirmação da eficiência do produto nos dois primeiros anos resultou no grande sucesso na safra 2020/2021, quando alcançou a marca de 2,45 milhões de hectares. Em 2021/2022, chegou a 2,77 milhões de hectares e, na safra seguinte, alcançou novo recorde com quase 4 milhões de hectares de área plantada. A expectativa é que em 2023/2024 a área de adoção de inoculantes solubilizadores de fosfato com tecnologia da Embrapa ultrapasse 5 milhões de hectares”, revela o cientista.

    A pesquisa e desenvolvimento contínuos nesta área são essenciais para garantir a sustentabilidade e competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global. Com a adoção crescente dessas tecnologias inovadoras, espera-se que os agricultores brasileiros possam enfrentar desafios futuros com mais eficiência e sustentabilidade.

  • Brasil é protagonista mundial na adoção de bioinsumos

    Brasil é protagonista mundial na adoção de bioinsumos

    O uso de bioinsumos tem ganhado espaço de destaque no setor agrícola brasileiro, especialmente no cultivo de frutas e hortaliças. O Brasil, que já é considerado um dos protagonistas globais nesse segmento, movimentou cerca de R$ 5 bilhões em produtos biológicos agrícolas em 2023. Segundo a Blink/Croplife Brasil, o setor cresceu a uma taxa média de 21% ao ano nos últimos três anos. Isso equivale a um percentual quatro vezes superior à média mundial. Esse avanço reflete o crescente interesse por práticas mais sustentáveis e a busca por alternativas aos defensivos químicos tradicionais.

    Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) revelam que, em 2023, aproximadamente 50 milhões de hectares foram cultivados com algum tipo de bioinsumo no Brasil, sendo os biodefensivos e biofertilizantes os mais utilizados. Esses produtos biológicos têm se consolidado como ferramentas essenciais para o manejo sustentável das lavouras, contribuindo para a redução de resíduos químicos e o controle de pragas e doenças.

    Tendência

    Uma pesquisa exploratória realizada pela revista Hortifruti Brasil, do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, confirma a tendência. O estudo mostra que a maioria dos produtores já adota bioinsumos de forma rotineira. E destacando vantagens como a maior sustentabilidade no manejo das culturas e a redução da resistência de pragas aos produtos químicos.

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    Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios significativos. Entre os principais obstáculos citados pelos produtores estão o alto custo, questões de regulamentação e a eficácia dos produtos. Além disso, o conhecimento técnico sobre o uso dos bioinsumos ainda precisa ser ampliado para que a adoção dessas práticas possa crescer de forma mais consistente.

    Esses números e desafios refletem o compromisso do Brasil em promover uma agricultura mais sustentável. E destaca seu papel de liderança global no uso de tecnologias que contribuem para a preservação ambiental e a eficiência produtiva.

    O que são bioinsumos

    Bioinsumos são produtos de origem biológica, como microrganismos, extratos vegetais e substâncias naturais, que podem ser utilizados na agricultura para promover o crescimento das plantas, controlar pragas e doenças, e melhorar a qualidade do solo

    Sendo assim, eles se apresentam como uma alternativa mais sustentável e ecológica aos insumos químicos tradicionais. E também contribui, portanto, para uma agricultura mais equilibrada e saudável.

    Eles podem ser classificados em diferentes categorias, cada uma com suas próprias características e aplicações

    • Biofertilizantes: Contêm microrganismos benéficos, como bactérias e fungos, que ajudam a fixar nitrogênio, solubilizar nutrientes e melhorar a absorção pelas plantas.
    • Biopesticidas: Derivados de organismos vivos, como bactérias, vírus e fungos, que atuam no controle de pragas e doenças de forma natural e seletiva.
    • Extratos vegetais: Obtidos a partir de plantas, esses produtos podem estimular o crescimento, fortalecer a resistência das plantas e repelir insetos.
    • Substâncias húmicas: Derivadas da decomposição de matéria orgânica, melhoram as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo