Tag: Biodigestor

  • Projeto transforma batata-doce em etanol, biogás e ração animal

    Projeto transforma batata-doce em etanol, biogás e ração animal

    A Agropecuária Vista Alegre, empresa do Better Group, deu início ao processo de obtenção de documentos ambientais para implantar um projeto que transforma batata-doce em etanol, biogás e ração animal. A empresa investirá R$ 20 milhões na ampliação da indústria e na construção de um biodigestor, movimento que amplia a capacidade produtiva e diversifica o uso do tubérculo fora do padrão comercial.

    Foto da Usina Agropecuaria Vista Alegre
    Foto: Divulgação

    O projeto prevê a produção de 7 milhões de litros de etanol por ano, dos quais 5 milhões virão da fermentação da batata-doce. A iniciativa também gerará 7 mil toneladas anuais de ração animal e 7 milhões de metros cúbicos de biogás, este último produzido com a inclusão de dejeto bovino.

    Anúncio reforça vínculo com a Batatec

    A empresa anunciou o início do processo um ano após apresentar o projeto na Feira Tecnológica da Batata-Doce (Batatec) 2025, em Presidente Prudente (SP). O anúncio animou os agricultores locais. Neste ano, a Batatec acontece entre os dias 23 e 26 de julho, organizada em parceria com a Agropecuária Vista Alegre, e reunirá produtores, pesquisadores e empresas ligadas à cadeia da batata.

    “Esse projeto representa um novo passo na estratégia do Better Group de investir em soluções que ampliam a eficiência das operações e geram valor para os diversos elos da cadeia produtiva. Reunimos, em uma única iniciativa, produção de biocombustível, geração de energia e nutrição animal. Com aproveitamento integral da matéria-prima”, afirma David de Carlo, gerente industrial da Agropecuária Vista Alegre. Segundo ele, a proposta também fortalece a relação com os produtores da região ao criar uma alternativa para o aproveitamento da batata-doce fora dos padrões exigidos pelo mercado de consumo. Com a ampliação, a empresa elevará sua produção de etanol de 2 milhões para 7 milhões de litros por ano.

    Foto: Divulgação

    Para a companhia, o projeto materializa a economia circular na prática. O biodigestor converterá resíduos e dejetos bovinos em biogás, que gerará energia térmica e elétrica para a própria operação e contribuirá para reduzir a pegada de carbono do negócio.

    Parcerias locais garantem fornecimento de matéria-prima

    A empresa firmará parcerias com pequenos, médios e grandes produtores da região para garantir o fornecimento de batata-doce. “Como o processamento industrial não depende de critérios estéticos, ampliamos o aproveitamento da produção com redução de perdas no campo”, explica David de Carlo. Para complementar o abastecimento da indústria, a Agropecuária Vista Alegre também cultivará 400 hectares de batata-doce irrigada por pivô central, com adubação feita a partir de resíduos orgânicos da própria operação.

    O processamento da batata-doce também produzirá Wet Distillers Grains (WDG), coproduto utilizado na fabricação de ração para os animais confinados do Better Group. Testes laboratoriais apontam teor de proteína acima de 29% no ingrediente, o que permitirá produzir aproximadamente 7 mil toneladas de ração por ano. Depois da extração desse material, os resíduos seguirão para o biodigestor, onde se converterão em biogás para gerar energia para a própria indústria.

    “Enquanto o mercado discute sustentabilidade, o Better Group pratica esse conceito em cada elo da cadeia. Com nosso propósito de ‘Alimentar Hoje. Cuidando do Amanhã’, construímos um sistema para entregar carne de excelência com impacto ambiental reduzido, em um modelo maduro de economia circular. A transformação da batata-doce em diferentes produtos mostra como a inovação pode ampliar o aproveitamento dos recursos. Além de criar novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, afirma Everton Gardezan, gerente de marketing do Better Group.

    Embora recém-lançado, o projeto Bioenergia da Batata-Doce já conquistou reconhecimento nacional. Em junho, a Agropecuária Vista Alegre recebeu o 32º Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria Energias Limpas. Essa é uma das principais premiações ambientais do país, que destaca iniciativas que associam inovação, eficiência produtiva e responsabilidade ambiental.

  • Família troca problema ambiental por economia de energia com biodigestor de baixo custo

    Família troca problema ambiental por economia de energia com biodigestor de baixo custo

    Até pouco tempo, os dejetos das vacas leiteiras representavam um grande problema para a família Capitani, em Xaxim, no Oeste de Santa Catarina. Agora, com a instalação de um biodigestor desenvolvido pela Epagri, o esterco se transformou em biogás e biofertilizante, unindo economia e sustentabilidade na pequena propriedade rural.

    A tecnologia, batizada de Biodigestor de Baixo Custo, surgiu na primeira década dos anos 2000 por meio da Epagri, com apoio da Embrapa, e passa por contínuos aprimoramentos. O sistema já funciona na propriedade da família, onde o biogás gerado aquece a água para a limpeza do sistema de ordenha e também serve para o cozimento dos alimentos, reduzindo o consumo de gás de cozinha e de lenha. A próxima etapa prevê a instalação de um sistema para levar água quente aos chuveiros e torneiras da residência. Portanto, gerando ainda mais economia na conta de energia elétrica.

    Para o engenheiro-agrônomo da Epagri, o grande potencial do biodigestor no Oeste catarinense reside na sua acessibilidade. “É uma tecnologia de baixo custo e fácil instalação. A região é uma grande bacia leiteira onde predominam pequenas propriedades, que podem se beneficiar com a geração de biogás e biofertilizante, reduzindo gastos com energia elétrica ou gás”, explica o especialista.

    A produtora rural Aline Capitani recomenda a iniciativa para outros agricultores. “Eu com certeza recomendo para outros produtores, não somente por uma questão econômica, mas também ambiental. Eu acho que a gente fala tanto em preservação do meio ambiente e não tem só que falar, a gente tem que fazer”, destaca Aline. Embora a instalação seja recente e a família ainda não tenha calculado a economia exata, os benefícios práticos já são evidentes no dia a dia.

    Economia e sustentabilidade caminham juntas

    Além do biogás, o processo de biodigestão gera o digestado, um biofertilizante de alta qualidade. “Esse material já pode ser aplicado diretamente na lavoura, não necessitando ser curtido. Ele apresenta grande quantidade de nutrientes e uma rápida resposta das plantas, podendo substituir grande parte dos adubos inorgânicos necessários”, explica o engenheiro-agrônomo.

    A solução também resolveu antigos incômodos na propriedade. “Alguns anos atrás, como em muitas propriedades, a gente não tinha um lugar apropriado para armazenar os dejetos dos animais. E o descarte causava muitos problemas, como moscas e odores. Agora, temos uma esterqueira, mas o biodigestor vem para auxiliar ainda mais,” relata Aline.

    O biodigestor da família Capitani contou com fomento do Sicoob e apoio da Prefeitura de Xaxim, que realizou a abertura do buraco para a construção do tanque. Assim, os investimentos na estrutura totalizaram R$ 15 mil, incluindo geomembrana (lona), caixa de areia, caixa de passagem, calhas para captação de água da chuva, tubulações, cerca para isolamento, fogão campeiro (jipão) e fogareiro.

    Tecnologia consolidada pela Epagri

    A história do Biodigestor de Baixo Custo começou em 2008, com a primeira instalação em Laurentino, no Alto Vale do Itajaí. Dez anos depois, a Embrapa validou a tecnologia. “Hoje, esse sistema está praticamente no Brasil todo, mas não temos controle de quantos foram instalados. O produtor de Laurentino já recebeu mais de 300 visitas de interessados em conhecer o biodigestor”, conta Osnei Córdova Muniz, extensionista da Epagri que acompanhou a instalação pioneira.

    Biogás substituiu a lenha no fogão instalado na propriedade dos Capitani. Foto: Aline Capitani/Epagri

    O nome do sistema revela seus principais atrativos: o baixo custo e a facilidade de instalação. Segundo Muniz, o valor para implantação em uma propriedade com rebanho de 20 a 30 vacas varia entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. “Em dois anos o investimento se paga, considerando a redução no consumo de lenha, gás, energia elétrica, mão de obra e fertilizante”, calcula. “Ver a alegria da família em estar economizando e enxergando maior conforto no seu dia a dia é muito satisfatório”, completa Duchini.

    O coordenador estadual do Programa Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental da Epagri, engenheiro agrônomo Jeferson João Soccol, destaca a relevância da tecnologia para as atuais demandas do setor. “Há necessidade de reduzir impactos ambientais, descarbonizar cadeias produtivas, baixar custos de produção e aumentar a eficiência das propriedades rurais. O biodigestor é uma tecnologia extremamente importante e acessível aos agricultores familiares e atende a todas estas demandas”, afirma Soccol.

    Ele acrescenta que a expectativa é que a tecnologia ganhe ainda mais força com a disponibilização de recursos de fomento pelo estado de Santa Catarina, por meio da Epagri, e com eventos de capacitação, como o realizado recentemente em Xaxim.

  • Biodigestor transforma resíduos em fonte de energia e biofertilizante

    Biodigestor transforma resíduos em fonte de energia e biofertilizante

    A 12ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que ocorre de 26 a 31 de maio, traz como destaque a tecnologia para produção orgânica, com foco no Biodigestor 2000. Desenvolvido pela Emater-RO, essa inovação transforma resíduos em fonte de energia e biofertilizante, contribuindo para a sustentabilidade no agronegócio.

    O Biodigestor 2000 é uma adaptação do biodigestor Sertanejo, capaz de produzir o equivalente a 1,5 botijas de gás GLP por mês. Além disso, ele transforma os dejetos de animais em biofertilizante, evitando problemas ambientais como a criação de moscas e a poluição do solo e das fontes de água. O biofertilizante resultante é rico em nitrogênio e fosforo, essenciais para o desenvolvimento das plantas. E também atua como defensivo agrícola, combatendo infestação de pragas e doenças.

    Importância para o agronegócio

    A Rondônia Rural Show Internacional é um marco para o agronegócio na Região Norte, promovendo inovações que fortalecem o desenvolvimento sustentável. O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destaca a importância do evento para criar um ambiente propício à integração de novas tecnologias no cotidiano dos produtores. “Estamos trabalhando para criar um ambiente propício para que novos negócios surjam e as tecnologias mais avançadas se integrem ao cotidiano dos produtores”, salientou.

    Os produtores interessados em adotar o Biodigestor 2000 poderão contar com suporte técnico em todas as fases da construção, além de assistência na elaboração de projetos de crédito para financiamento. Segundo o presidente da Emater-RO, Luciano Brandão, essa assistência é crucial para facilitar a adoção da tecnologia. ” Inclusive na elaboração do projeto de crédito, no caso do produtor que desejar financiar a construção”, frisou.

    Impacto ambiental

    A utilização do Biodigestor 2000 não apenas reduz a geração de resíduos. Mas também contribui para a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, uma vez que o biogás produzido pode substituir fontes de energia fósseis. Além disso, o biofertilizante resultante melhora a estrutura física do solo, aumentando sua capacidade de retenção de água e nutrientes, o que é essencial para a agricultura sustentável.

    Este ano, a Rondônia Rural Show Internacional traz o tema “Do Campo ao Futuro”, refletindo a importância da inovação e da tecnologia para o desenvolvimento do agronegócio. O evento é uma oportunidade para produtores, técnicos e empresas se reunirem e discutirem as últimas tendências e soluções para o setor.

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