A expansão do processamento de grãos pode aumentar a geração de valor e fortalecer cadeias produtivas em Goiás. O tema foi discutido na abertura da 7ª DATAGRO Abertura de Safra – Soja, Milho e Algodão, realizada na quinta-feira (20/8), no World Trade Center, em Goiânia.
André Rocha, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e do Sifaeg/Sifaçúcar, afirmou que a integração entre produtores, cooperativas e indústria cria novas oportunidades para a economia do Estado.
Segundo ele, a indústria transforma matérias-primas agrícolas em produtos de maior valor agregado. O avanço da produção de etanol de milho é um dos principais exemplos desse processo.
Além do biocombustível, as usinas produzem DDG (grãos secos de destilaria), utilizado na alimentação animal. Para Rocha, o insumo pode reforçar a pecuária goiana, que tem um dos maiores rebanhos bovinos do país e ocupa a segunda posição entre os estados em confinamento.
“Junto com esse etanol vai vir o DDG. Goiás hoje tem um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil, o segundo maior Estado em confinamento. Nós vamos não só aumentar isso, mas aumentar também as oportunidades para a nossa pecuária”, afirmou.
Mais valor dentro do Estado
Plínio Nastari, presidente da DATAGRO, também destacou o potencial da industrialização dos grãos para ampliar o valor gerado ao produtor rural.
Além do etanol de milho, ele citou os impactos sobre segmentos como biodiesel, fertilizantes e produção de proteína animal. Com isso, a soja e o milho passam a abastecer diferentes cadeias dentro de Goiás.
Investimentos dependem de articulação
A programação também abordou fatores que influenciam a produção e os investimentos no agronegócio. Entre eles estão:
mercado futuro
seguro rural
tributação
logística
comércio exterior
mudanças climáticas
políticas públicas
competitividade
Os debates reforçaram a necessidade de articulação entre produtores, cooperativas, indústria e poder público para enfrentar os desafios do setor e ampliar a capacidade de investimento.
Lideranças participam do evento
O encontro reuniu representantes das cadeias de soja, milho e algodão. Participaram o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, representando o governador Daniel Vilela; o presidente da Aprosoja-GO, Clodoaldo Calegari; o presidente da Agopa, Aroldo Rodrigues da Cunha; além de representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e do setor industrial.
Para Rocha, a aproximação entre campo e indústria ajuda Goiás a aproveitar melhor suas vocações produtivas.
“É graças a esse trabalho conjunto que nós estamos, dia a dia, construindo um Goiás melhor”, afirmou.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 41,88 bilhões de litros a estimativa de produção de etanol do Brasil na safra 2026/27. A projeção considera avanços tanto no biocombustível produzido a partir da cana-de-açúcar quanto no etanol de milho.
O novo número representa um aumento de mais de 1 bilhão de litros em relação à estimativa divulgada em abril. Segundo a Conab, a produção total deve crescer 11,7% na comparação com a temporada anterior.
Etanol de cana e de milho
A produção de etanol de cana-de-açúcar está estimada em 29,98 bilhões de litros na safra 2026/27. O volume representa crescimento de 9,7% em relação ao ciclo anterior.
Já a fabricação de etanol de milho deve alcançar 11,91 bilhões de litros, alta estimada em 17% na comparação anual.
De acordo com a Conab, a perspectiva de um mercado mais favorável ao etanol em relação ao açúcar influencia a destinação da cana pelas usinas. Ao mesmo tempo, a produção de etanol de milho continua em expansão.
Conab reduz estimativa para a cana
Apesar da projeção maior para o etanol, a Conab revisou para baixo a estimativa de produção de cana-de-açúcar em 2026/27.
O novo levantamento aponta para 705,2 milhões de toneladas, ante 709,1 milhões de toneladas previstos anteriormente.
Mesmo com o corte em relação à projeção de abril, o volume representa uma alta de 4,7% sobre a safra anterior.
O avanço esperado está relacionado à combinação entre maior área colhida e melhora da produtividade média nacional.
Produção de açúcar também é revisada para baixo
A revisão da produção de cana também aparece na estimativa para o açúcar.
A Conab agora projeta uma produção de aproximadamente 42,9 milhões de toneladas de açúcar na safra 2026/27. Na estimativa anterior, o volume previsto era de 43,95 milhões de toneladas.
Se confirmado, o novo número representará uma queda de 2,9% em relação à produção da temporada anterior.
Assim, o levantamento mostra um cenário de aumento da produção de etanol, especialmente com a expansão do biocombustível de milho.
A agroindústria iniciou 2026 com a produção em alta, mas perdeu força ao longo dos meses seguintes. Com isso, encerrou o primeiro semestre com retração acumulada de 0,3%, segundo o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV (FGV Agro).
O desempenho, porém, variou entre os segmentos. Enquanto as indústrias não alimentícias registraram queda de 2% na produção no semestre, as de alimentos e bebidas avançaram 1,1%. De acordo com o FGV Agro, “a desaceleração da economia brasileira e as turbulências no setor externo explicam a perda de ritmo do setor”.
Entre os segmentos analisados, a indústria de insumos agropecuários apresentou o pior resultado, com queda de 8,3% na produção. O setor já vinha registrando retração desde 2025 e teve o desempenho agravado pela guerra no Oriente Médio, devido aos “potenciais efeitos sobre custos e disponibilidade de insumos”, segundo o centro de estudos.
Outros segmentos também fecharam o semestre no vermelho. A produção de produtos têxteis recuou 5%, enquanto a de produtos florestais caiu 2,4%.
Na direção oposta, as indústrias de biocombustíveis registraram forte crescimento. A produção avançou 18,1% no semestre, impulsionada principalmente pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar. As indústrias de fumo também tiveram resultado positivo, com alta de 1,6%.
Agroindústria perde ritmo no segundo trimestre
O desempenho da agroindústria também mudou de forma significativa entre os dois primeiros trimestres do ano. Entre janeiro e março, o PIMAgro cresceu 0,3% em relação ao mesmo período de 2025. Já entre abril e junho, o indicador registrou queda de 0,8% na comparação anual.
No segmento de alimentos e bebidas, entretanto, todas as indústrias apresentaram crescimento no primeiro semestre. O destaque ficou com as bebidas alcoólicas e não alcoólicas, que registraram alta de 1,5% cada.
A produção de alimentos de origem animal também avançou. O crescimento foi de 1,3%, impulsionado principalmente pelos setores de carnes e laticínios.
Já as indústrias de alimentos de origem vegetal tiveram alta mais moderada, de 0,4% até junho. O resultado foi sustentado pela produção de conservas e sucos, óleos e gorduras, moagem de trigo e café.
Ainda assim, o segmento perdeu força ao longo do semestre. Depois de avançar 4,4% no primeiro trimestre, a produção recuou 2,7% entre abril e junho.
Em junho, o PIMAgro caiu 0,9% na comparação com o mesmo mês de 2025. Foi a segunda queda consecutiva do indicador.
Cota chinesa e exportações podem pressionar setor
Para o FGV Agro, a agroindústria deve enfrentar novos desafios no segundo semestre. Um dos principais fatores é o preenchimento da cota chinesa para a carne bovina.
Segundo o centro de estudos, a produção destinada ao mercado asiático vinha contribuindo para sustentar um dos segmentos mais dinâmicos do indicador. Com o limite de embarques, portanto, esse impulso pode perder força nos próximos meses.
Além disso, a interrupção dos embarques de produtos de origem animal para a União Europeia, prevista para entrar em vigor em 3 de setembro, também deve pressionar o desempenho da agroindústria brasileira no segundo semestre.
O etanol produzido a partir do milho pode abrir um novo mercado para os produtores e ampliar a demanda mundial pelo grão nos próximos anos. A National Corn Growers Association, entidade que representa os produtores de milho dos Estados Unidos, defende o uso do biocombustível no transporte marítimo como alternativa para acelerar a descarbonização da navegação.
A proposta aproveita uma infraestrutura já existente de produção, armazenamento e distribuição do etanol, reduzindo custos para a adoção do combustível pelo setor naval. Além disso, a iniciativa integra a estratégia da NCGA para ampliar os mercados consumidores da safra norte-americana, que alcançou o recorde de 17 bilhões de bushels em 2025, com valor estimado em US$ 70,1 bilhões.
O transporte marítimo responde por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa. Por isso, empresas do setor buscam alternativas aos combustíveis derivados do petróleo para atender às metas de descarbonização estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO).
Nesse cenário, o etanol de milho ganha espaço por apresentar características semelhantes às do metanol, outro combustível renovável utilizado na indústria naval. Além disso, sua cadeia logística já está consolidada em diversos mercados, o que facilita uma eventual expansão do uso em escala comercial.
Segundo a empresa de navegação Maersk, essa infraestrutura existente pode acelerar a adoção do etanol como combustível marítimo.
Mercado pode ampliar o consumo de milho
A NCGA estima que, caso o etanol conquiste 10% do mercado global de combustíveis para navios, a demanda adicional poderá chegar a aproximadamente 3 bilhões de bushels de milho.
O volume é semelhante às exportações anuais de milho dos Estados Unidos, indicando um potencial significativo para fortalecer a renda dos produtores e ampliar a competitividade da cadeia agrícola.
Testes reforçam a viabilidade do combustível
Empresas ligadas à navegação já iniciaram projetos para validar o uso do etanol em embarcações comerciais.
Entre os principais avanços estão o abastecimento de um navio movido integralmente a etanol realizado pela Maersk; o desenvolvimento de motores marítimos movidos a etanol pela fabricante suíça WinGD e encomendas da nova tecnologia por armadores interessados em reduzir emissões.
Esses resultados indicam que a adoção do combustível pode ocorrer sem a necessidade de construir uma cadeia logística completamente nova.
Expansão ainda depende de políticas públicas
Apesar dos avanços tecnológicos, a expansão do etanol de milho no transporte marítimo dependerá da criação de políticas públicas e de regras internacionais para avaliação das emissões de carbono dos combustíveis.
A NCGA defende que os modelos utilizados reconheçam os ganhos de sustentabilidade obtidos pela produção de milho nas últimas décadas.
Entre as prioridades apontadas pela entidade estão:
adoção de metodologias científicas para medir emissões;
reconhecimento internacional dos combustíveis renováveis produzidos a partir de culturas agrícolas;
fortalecimento das políticas de incentivo às exportações de etanol;
integração entre agricultura, energia e meio ambiente.
Estratégia pode fortalecer o mercado global do milho
Para o presidente da NCGA, Jed Bower, desenvolver novos mercados para o etanol representa uma estratégia de longo prazo para garantir demanda consistente pelo milho produzido nos Estados Unidos.
Segundo ele, a diversificação dos mercados consumidores contribui para aumentar a renda dos agricultores e criar perspectivas para as futuras gerações permanecerem na atividade rural.
Se a tecnologia avançar e as políticas de incentivo forem implementadas, o uso do etanol de milho no transporte marítimo poderá representar um novo capítulo para a cadeia global dos biocombustíveis, unindo inovação, sustentabilidade e novas oportunidades para o agronegócio.
A inovação no agro ocupa papel cada vez mais estratégico para garantir a competitividade da agricultura brasileira. Essa foi a principal conclusão dos debates realizados durante evento promovido pela Bayer, em 15 de junho, em São Paulo. Especialistas, representantes da indústria, juristas e produtores rurais discutiram os fatores que sustentam o desenvolvimento tecnológico no campo e os desafios para atender às novas demandas do mercado.
Ao longo de três painéis, os participantes defenderam que o avanço do agronegócio depende da combinação entre pesquisa científica, segurança jurídica, proteção da propriedade intelectual e adoção de novas tecnologias. Além disso, destacaram a necessidade de preparar o setor para um cenário marcado pela transição energética, pela busca por sustentabilidade e pelo aumento da demanda global por alimentos e combustíveis renováveis.
Da pesquisa ao campo
O painel “Do laboratório à lavoura: como a inovação chega ao campo” contou com a mediação de Francila Calica, diretora de Sustentabilidade e Assuntos Agrícolas da Bayer para a América Latina. Participaram da discussão Fábio Passos, diretor de soja comercial da Bayer; Tages Martinelli, CEO da Sementes Jotabasso; e o produtor rural Pompílio Rocha Silva, engenheiro agrônomo e agricultor de Chapadão do Sul (MS).
Durante o debate, os especialistas explicaram que o desenvolvimento de uma nova biotecnologia exige tempo, investimento e planejamento. Em muitos casos, uma tecnologia leva entre 12 e 15 anos para chegar ao mercado. Nesse período, pesquisadores realizam estudos em laboratório, testes em campo e avaliações regulatórias antes da liberação comercial.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Os debatedores também destacaram o papel das sementes na transferência de tecnologia. Segundo eles, a genética carrega boa parte das inovações que chegam às propriedades rurais, permitindo ganhos de produtividade, resistência a pragas e maior adaptação às condições climáticas.
Ao mesmo tempo, os participantes lembraram que a tecnologia não gera resultados sozinha. O produtor precisa combinar genética, manejo e conhecimento técnico para extrair o máximo potencial das ferramentas disponíveis.
Nesse contexto, as mudanças climáticas ampliam a importância da inovação. Eventos extremos, como estiagens prolongadas e irregularidade das chuvas, exigem cultivares mais resilientes e sistemas produtivos mais eficientes.
Segurança jurídica impulsiona investimentos
O segundo painel, “Segurança jurídica e os pilares da inovação”, teve mediação de Andrea Garcia, vice-presidente Jurídica, de Patentes e Compliance da Bayer no Brasil. Participaram da discussão Catharina Pires, diretora de Germoplasma e Biotecnologia da CropLife Brasil, e Luiz Henrique do Amaral, sócio sênior do escritório Dannemann e membro da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI).
Os especialistas defenderam que a inovação depende de um ambiente regulatório estável e previsível. Segundo eles, empresas e instituições de pesquisa investem bilhões de reais em projetos que levam anos para apresentar resultados. Por isso, a proteção da propriedade intelectual se torna fundamental para estimular novos investimentos.
Durante o debate, os participantes explicaram que muitas tecnologias estudadas nunca chegam ao mercado. Dessa forma, mecanismos como patentes e proteção de cultivares ajudam a garantir retorno aos investimentos realizados ao longo do processo de pesquisa.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Catharina Pires ressaltou que o crescimento do agro brasileiro resulta da combinação entre condições produtivas favoráveis, produtores dispostos a adotar tecnologia e um ambiente jurídico capaz de oferecer segurança para quem investe em inovação.
Além disso, os debatedores abordaram o impacto da pirataria de sementes. Dados apresentados durante o painel indicam que cerca de 11% das sementes de soja utilizadas no Brasil têm origem ilegal. Em algumas regiões do Rio Grande do Sul, esse percentual ultrapassa 28%.
Segundo os especialistas, a prática provoca prejuízos econômicos para toda a cadeia produtiva. Além disso, aumenta os riscos relacionados à qualidade das sementes, à produtividade das lavouras e à segurança fitossanitária.
Biocombustíveis ampliam oportunidades
O terceiro painel, “Sementes, inovação e novas demandas de mercado”, foi mediado por Rafael Mendes, diretor do negócio de soja da Bayer. Participaram da discussão Fábio Meneghin, fundador da Veeries, e Catarina Correa, gerente de Relações Institucionais da Bayer.
Os participantes analisaram as transformações que devem influenciar o futuro da agricultura brasileira. Segundo eles, a demanda por proteína animal continuará importante para a soja. No entanto, novos mercados começam a ganhar espaço e podem impulsionar a próxima fase de crescimento do setor.
Entre essas oportunidades estão os biocombustíveis. Os especialistas destacaram que programas voltados ao biodiesel e ao combustível sustentável de aviação (SAF) devem ampliar a demanda por óleo vegetal nos próximos anos.
Nesse cenário, a Lei do Combustível do Futuro aparece como um instrumento capaz de oferecer previsibilidade para investimentos e estimular o crescimento da cadeia produtiva.
Além disso, os debatedores destacaram que o Brasil reúne condições favoráveis para aproveitar essa oportunidade. O País possui escala de produção, capacidade tecnológica e experiência na utilização de fontes renováveis de energia.
Sustentabilidade entra na agenda do mercado
A sustentabilidade também ganhou espaço nas discussões. Segundo Catarina Correa, os mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos produtos e sobre as emissões associadas à produção agrícola.
Por isso, produtores e empresas precisam avançar na adoção de ferramentas capazes de medir e comprovar práticas sustentáveis. Entre elas estão sistemas de agricultura digital, monitoramento de indicadores ambientais e programas de mensuração de carbono.
Ao mesmo tempo, os participantes ressaltaram que o aumento da produtividade continua sendo o principal caminho para ampliar a produção de forma sustentável. Dessa forma, a inovação seguirá desempenhando papel central na agricultura brasileira.
As novas tecnologias também devem contribuir para o desenvolvimento de cultivares mais eficientes, mais adaptadas às mudanças climáticas e capazes de atender às exigências de consumidores e mercados globais.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
O papel da inovação no futuro do agro
Embora tenham abordado temas distintos, os três painéis convergiram para uma mesma conclusão. O futuro do agronegócio brasileiro dependerá da capacidade de transformar conhecimento científico em soluções práticas para o campo.
Pesquisa, genética, biotecnologia, segurança jurídica e sustentabilidade formam uma base essencial para sustentar a competitividade do setor. Além disso, a integração entre ciência, indústria e produtores continuará determinando a velocidade com que novas tecnologias chegarão às propriedades rurais.
Diante das mudanças climáticas, da transição energética e do crescimento da demanda global por alimentos e combustíveis renováveis, os participantes defenderam que a inovação continuará sendo uma das principais ferramentas para garantir o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira nas próximas décadas.
A Fenasucro & Agrocana 2026, maior feira do mundo voltada à cadeia da bioenergia, ampliará suas iniciativas de sustentabilidade ao fortalecer o monitoramento de impactosambientais e implementar novas medidas voltadas à economiacircular. A 32ª edição do evento acontecerá entre os dias 11 e 14 de agosto, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP).
Nesta edição, a organização passará a monitorar com maior precisão as emissões de gases de efeitoestufa (GEE) geradas durante as fases de montagem e desmontagem dos estandes. Além disso, adotará um sistema integrado de gestão de resíduos, abrangendo todas as etapas da feira.
Canaoeste Green
O aprimoramento das ações ocorre por meio do programa Canaoeste Green, desenvolvido em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste).
O projeto segue os critérios estabelecidos pelo GHG Protocol, principal metodologia internacional utilizada para contabilização e divulgação de emissões de carbono.
A compensação das emissões continuará sendo realizada em áreas de vegetação nativa preservadas por produtores associados à Canaoeste. Esses agricultores possuem certificação internacional Bonsucro, reconhecimento concedido a produtores de cana-de-açúcar que adotam práticas sustentáveis em suas propriedades.
Segundo Fábio de Camargo Soldera, gestor de Sustentabilidade da Canaoeste, a iniciativa gera benefícios ambientais e valoriza os produtores comprometidos com a conservação.
“Além de contribuir para a mitigação das mudanças climáticas, o programa fortalece um modelo de reconhecimento baseado em resultados mensuráveis”, afirma.
Energia consumida no evento terá como fonte a biomassa da cana-de-açúcar — Foto: Divulgação
Na área de resíduos, a parceria com a Copercana BioCoop prevê a instalação de pontos de coleta seletiva distribuídos pelo evento. Além disso, haverá sinalização específica para descarte correto e uma estrutura dedicada à triagem e destinação adequada dos materiais gerados.
De acordo com Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, as novas ações representam uma evolução na forma como a feira mede e demonstra seus resultados ambientais.
“A sustentabilidade já faz parte da essência da feira por representarmos um setor que contribui diretamente para a transição energética. Estamos avançando para que esse compromisso seja cada vez mais tangível e verificável”, afirma.
Reconhecimento internacional para a cadeia canavieira
Além das iniciativas implementadas na feira, a Canaoeste conquistou recentemente destaque internacional ao vencer o Prêmio RELX SDG Customer, reconhecimento destinado a projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
A premiação teve como base os resultados obtidos pelo Programa SEMEIA, iniciativa voltada à disseminação de boas práticas ambientais e ao fortalecimento da sustentabilidade na cadeia produtiva da cana-de-açúcar.
A cana-de-açúcar está entre as principais matérias-primas da transição para uma economia de baixo carbono — Foto: GOV
Credenciamento e programação
A feira contará com mais de 600 marcas expositoras e estima receber visitantes de mais de 80 países.
Promovida pela RX com apoio exclusivo do CEISE Br, a Fenasucro & Agrocana consolidou-se como a principal plataforma de negócios e conexão entre fornecedores e compradores do setor bioenergético.
O credenciamento gratuito para visitantes da 32ª edição já está disponível no site oficial do evento: www.fenasucro.com.br
Além disso, também estão abertas as vendas de ingressos para a segunda edição da FenaBio, evento paralelo que integra a programação do setor.
As recentes tensões geopolíticas em importantes rotas globais de transporte de petróleo reacenderam o debate sobre segurança energética. Em um cenário de incertezas, países capazes de combinar produção agrícola em larga escala e fontes renováveis de energia ganham relevância estratégica.
O Brasil aparece entre os protagonistas dessa discussão. Com previsão de safra recorde de grãos em 2025/26, liderança mundial na produção de soja e avanço dos biocombustíveis, o país reúne condições para ampliar sua participação na transição energética global.
Para Daniel Barbosa, CEO da FEX Agro, o desafio vai além de produzir mais alimentos. Segundo ele, o setor precisa transformar sua escala produtiva em ganhos sustentáveis de competitividade, renda e segurança energética. Em entrevista, o executivo analisa as oportunidades e os desafios para o agronegócio brasileiro nos próximos anos.
A safra brasileira de grãos deve atingir um novo recorde em 2025/26. Qual é a importância desse resultado para o agronegócio?
A projeção de 358 milhões de toneladas mostra a capacidade produtiva do agronegócio brasileiro. Mais do que um número expressivo, ela demonstra a eficiência do setor e sua capacidade de atender tanto a demanda por alimentos quanto por matérias-primas destinadas à produção de energia renovável.
De que forma essa produção recorde pode fortalecer o setor energético brasileiro?
A expansão da produção agrícola fortalece cadeias ligadas ao biodiesel, etanol, biometano e combustível sustentável de aviação, o SAF. À medida que o mundo busca reduzir emissões e diversificar fontes de energia, o Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua participação nesse mercado.
O que diferencia o Brasil nesse cenário global?
Poucos países conseguem combinar liderança agrícola, disponibilidade de recursos naturais, matriz energética renovável e capacidade crescente de produção de biocombustíveis. Essa combinação coloca o Brasil em uma posição privilegiada diante das transformações que estão ocorrendo no mercado global de energia.
Qual é o papel da soja nessa estratégia?
A soja tem enorme relevância porque o Brasil é o maior produtor mundial. Além da exportação do grão, ela é uma matéria-prima fundamental para a cadeia do biodiesel. Isso amplia sua importância não apenas para o agronegócio, mas também para a agenda energética.
E qual é a importância do milho nesse contexto?
O milho vem ganhando protagonismo com o crescimento das usinas de etanol de cereais, especialmente no Centro-Oeste. Esse movimento agrega valor à produção dentro do país, fortalece a indústria de biocombustíveis e contribui para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
O Plano Safra 2025/26 é aguardado com expectativa pelo setor. O que está em jogo para os produtores?
O Plano Safra será determinante para a próxima temporada. O setor aguarda definições sobre volume de recursos, taxas de financiamento, linhas de investimento e mecanismos de apoio à modernização tecnológica. Em um cenário de juros elevados, essas definições influenciam diretamente a capacidade de financiamento da atividade agrícola.
Daniel Barbosa, CEO da FEX Agro – Foto: Arquivo Pessoal
O seguro rural também tem sido tema recorrente nas discussões do agro. Por quê?
Os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes. Por isso, fortalecer instrumentos de gestão de risco é fundamental. O seguro rural oferece mais previsibilidade ao produtor e contribui para preservar a estabilidade produtiva e a segurança dos investimentos.
Apesar da perspectiva positiva para a produção, quais desafios permanecem para o produtor rural?
Os custos continuam sendo um fator importante. Fertilizantes, defensivos, logística e despesas financeiras ainda pressionam as margens. Além disso, o mercado internacional vive uma fase de maior oferta e recomposição de estoques, o que exige mais eficiência operacional e gestão de risco.
Crédito mais seletivo
O acesso ao crédito mudou nos últimos anos?
Sim. O capital continua disponível, mas as instituições financeiras passaram a adotar critérios mais rigorosos de análise. Hoje, governança, capacidade de gestão e qualidade das garantias fazem cada vez mais diferença na obtenção de recursos.
A China segue como um fator importante para o mercado brasileiro de soja?
Sem dúvida. A China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras de soja. Isso faz com que o mercado acompanhe com atenção fatores como decisões de compra, questões diplomáticas e movimentos geopolíticos.
O Brasil está preparado para assumir um papel ainda mais relevante na segurança energética global?
O país já demonstrou capacidade de expandir sua produção agrícola e consolidar sua liderança em biocombustíveis. O próximo desafio é transformar essa escala produtiva em ganhos sustentáveis de competitividade, renda e segurança energética. Se conseguir avançar nessa direção, o Brasil poderá ocupar uma posição ainda mais estratégica em um mundo que busca fontes de energia mais seguras e de menor emissão de carbono.
Esqueça aquela imagem antiga do Brasil apenas como o grande exportador de soja e carne para o prato do mundo. O jogo virou, e a nova fronteira não está apenas na mesa, mas no tanque e na rede elétrica das grandes potências. Vivemos um momento em que a segurança energética global passou a depender diretamente do que acontece no campo brasileiro. De repente, o agro nacional deixou de ser o coadjuvante da economia para se tornar o protagonista de uma transição energética que o mundo corre para abraçar.
A metamorfose do campo em usina energética
Muito além de alimentar bilhões, o Brasil descobriu como converter solo fértil em poder político e econômico através dos biocombustíveis. O etanol e o biodiesel não são mais apenas alternativas sustentáveis; eles se tornaram ferramentas de soberania. Enquanto países europeus e asiáticos lutam para reduzir a dependência de fósseis e do gás russo, o produtor brasileiro entrega a solução pronta em escala industrial. A partir daí, a percepção internacional mudou: quem controla a biomassa, controla o ritmo da descarbonização.
O conflito silencioso por trás dos créditos verdes
Nem tudo são flores nesse novo cenário. Existe uma tensão latente entre a necessidade de expansão produtiva e as exigências ambientais severas do mercado externo. O mundo quer a energia limpa do Brasil, mas impõe barreiras que desafiam a logística e o custo de produção nacional. “O Brasil tem a faca e o queijo na mão, mas precisa saber cortar sem se ferir nas proteções comerciais disfarçadas de ecologia”, afirmam analistas do setor. No entanto, a eficiência produtiva brasileira tem sido tão agressiva que ignorar nossa matriz energética tornou-se um risco econômico para qualquer país desenvolvido.
Alcançamos um patamar onde o termo “agroenergia” define o PIB. O investimento em tecnologia para transformar resíduos em biogás e hidrogênio verde coloca o país em uma posição de vantagem comparativa absurda. Em contraste com nações que precisam importar tecnologia e insumos, nós temos o sol, a água e a terra. Assim, o Brasil desenha o seu próprio “pré-sal verde”, uma reserva de energia renovável que não acaba e que se renova a cada safra, garantindo que o país seja a peça-chave para manter as luzes do mundo acesas.
O impacto inevitável na geopolítica mundial
A consequência direta desse movimento é um Brasil com voz mais grossa em fóruns internacionais como o G20 e a COP. Não se discute mais o clima ou a energia sem passar pelo crivo dos produtores brasileiros. Se antes éramos vistos apenas como um “fazendão”, hoje somos o hub tecnológico de soluções de baixo carbono. Além disso, essa liderança traz uma responsabilidade imensa: qualquer instabilidade política ou climática por aqui agora gera tremores nos preços da energia global, provando que o agro brasileiro é, de fato, a nova bateria do planeta.
A Massey Ferguson apresentou, nesta segunda-feira (27), durante a abertura da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um amplo pacote de soluções que marca seus 65 anos de atuação no Brasil. A apresentação foi conduzida por Luis Felli, head global da Massey Ferguson e vice-presidente sênior da AGCO; Rodrigo Junqueira, vice-presidente da Massey Ferguson para a América Latina; e Breno Cavalcanti, diretor de marketing da marca. O conjunto de novidades reúne máquinas, plataformas digitais e tecnologias voltadas à eficiência operacional, conectividade e sustentabilidade no campo.
Além disso, a trajetória da Massey Ferguson no Brasil acompanha a evolução da agricultura nacional. Antes mesmo da instalação da primeira fábrica, em 1961, a marca participou da primeira colheita mecanizada do país, em 1939. Desde então, esteve presente em marcos como a expansão do plantio direto e o avanço da agricultura de precisão. Atualmente, a companhia soma mais de 400 concessionárias na América Latina, sendo mais de 200 no Brasil, além de unidades industriais estratégicas na região.
Nesse sentido, os executivos destacaram que o novo ciclo do agronegócio exige operações mais conectadas, automatizadas e orientadas por dados. Por isso, a empresa anunciou 11 lançamentos que integram máquinas, tecnologia e serviços em um ecossistema digital.
Máquinas e tecnologia impulsionam nova fase do campo
Entre os principais destaques, o trator MF 9S surge como o maior e mais potente da marca no Brasil, com modelos que chegam a 425 cv. Além disso, o equipamento incorpora soluções de automação, como piloto automático, manobras automatizadas e telemetria, ampliando o controle das operações e reduzindo falhas no campo.
No plantio, por exemplo, a plantadeira Momentum, nas versões de 30 e 40 linhas, integra tecnologias como distribuição inteligente de peso e controle de insumos. Dessa forma, o sistema garante maior uniformidade na profundidade de plantio e pode gerar ganhos reais de produtividade. Ao mesmo tempo, a logística evolui, já que o equipamento permite transporte sem desmontagem, reduzindo o tempo de deslocamento entre áreas.
Já a digitalização ganha protagonismo com a plataforma FarmENGAGE, que permite a gestão integrada da operação agrícola em tempo real. Com isso, a solução reúne dados agronômicos e operacionais em um único ambiente, inclusive de máquinas de diferentes marcas, ampliando a capacidade de análise e tomada de decisão.
O “Gigante” de 19 toneladas MF 9S
Sustentabilidade, biocombustíveis e eficiência operacional
Por outro lado, a sustentabilidade também ganha espaço entre os lançamentos. Um dos principais avanços é o desenvolvimento do motor AGCO Power movido a etanol, concebido no Brasil. Dessa maneira, a tecnologia surge como alternativa para redução de custos operacionais e emissões de carbono, podendo reduzir em até 90% as emissões de CO₂ equivalente.
Além disso, a estratégia inclui a democratização da tecnologia no campo. As séries de tratores MF 5M e MF 6M passam a incorporar recursos como piloto automático e conectividade, ampliando o acesso à agricultura de precisão para produtores de pequeno e médio porte. Ao mesmo tempo, o MF 3700 se posiciona como uma solução versátil para diferentes sistemas produtivos.
Na pulverização, por sua vez, o pulverizador MF 500R incorpora tecnologias de controle automático de seções e monitoramento em tempo real. Como resultado, garante aplicação mais precisa e reduz desperdícios de insumos, contribuindo para maior eficiência e sustentabilidade.
Colheita, cana e nova máquina reforçam portfólio
Além disso, a chegada da colheitadeira Gleaner ao Brasil amplia o portfólio com foco em versatilidade. O modelo apresenta um sistema de rotor transversal, que melhora o fluxo do material e preserva a qualidade dos grãos. Dessa forma, mantém desempenho estável mesmo em terrenos inclinados e em diferentes culturas.
No setor sucroenergético, por outro lado, a marca apresenta soluções que cobrem todas as etapas da produção. Tratores, pulverizadores e enfardadoras aumentam a eficiência operacional e reduzem custos ao longo do ciclo da cana.
Ao mesmo tempo, a colheitadeira MF 9005S reforça o foco em sustentabilidade, com sistemas que melhoram a distribuição da palha e favorecem o plantio direto. Já equipamentos como a enfardadora MF 2234 ampliam o aproveitamento da biomassa, contribuindo para geração de energia e redução de perdas.
Conectividade e dados consolidam nova agricultura
Por fim, a integração entre máquinas e plataformas digitais aparece como eixo central das soluções apresentadas. Tecnologias como telemetria, piloto automático e gestão de dados permitem monitoramento em tempo real, maior previsibilidade e redução de custos operacionais.
Na maior feira industrial do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi ao centro da Europa para defender o agronegócio brasileiro. Um setor que, em grande parte, não o apoia politicamente. No domingo (19), durante a cerimônia de abertura da Hannover Messe, em Hannover, Alemanha, Lula atacou as barreiras comerciais que a União Europeia impõe aos biocombustíveis brasileiros e cobrou o fim do que chamou de “narrativas falsas” sobre a sustentabilidade da agricultura nacional.
Foto: Ricardo Stuckert
“É preciso combater narrativas falsas a respeito da sustentabilidade da nossa agricultura”, disse o presidente à plateia de industriais e executivos reunidos no evento. “Criar barreiras adicionais a um acerto de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista energético.”
Brasil como vitrine do agronegócio e da energia limpa
Lula apresentou o Brasil como um fornecedor estratégico de energia limpa para a Europa. “O Brasil pode ajudar a União Europeia a diminuir o custo de energia e descarbonizar as coisas. Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, afirmou.
O presidente detalhou os percentuais de mistura já adotados internamente, 30% de etanol na gasolina e 15% no biodiesel, e garantiu que o Brasil produz biocombustíveis sem comprometer a produção de alimentos ou o desmatamento. Para reforçar o argumento ambiental, citou dados dos últimos três anos: redução de 50% no desmatamento da Amazônia e de 32% no Cerrado, com compromisso de chegar ao desmatamento zero até 2030.
A referência histórica também entrou no discurso. Em 1980, na mesma feira e na mesma cidade, a Volkswagen e a Mercedes apresentaram motores movidos a etanol. E Lula estava preso pelo regime militar por liderar as greves do ABC, movimento que atingiu diretamente empresas alemãs. “Exatamente em 19 de abril”, lembrou, arrancando aplausos da plateia. O comentário sobre as montadoras rendeu nova rodada de palmas.
Acordo UE-Mercosul no centro da agenda
O acordo UE-Mercosul, com entrada em vigor parcial prevista para 1º de maio, foi outro tema central do discurso. Lula destacou que o pacto “cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22 trilhões” e argumentou que mais comércio e investimentos geram empregos e reforçam a estabilidade das cadeias de suprimentos globais.
Foto: Ricardo Stuckert
Na Alemanha, além da Hannover Messe, a agenda prevê a assinatura de cerca de dez acordos em áreas como defesa, inteligência artificial, inovação, infraestrutura, pesquisa climática, energia, bioeconomia, economia circular, financiamento climático e cooperação tecnológica. A Alemanha é a maior economia da Europa e a terceira do mundo. Além de ser a quarta maior parceira comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 20,9 bilhões em 2025 e estoque de investimentos diretos estimado em US$ 38,5 bilhões em 2024.
Viagem pela Europa com 14 ministros na comitiva
A viagem começou em Barcelona, onde a agenda de Lula incluiu encontros reservados com empresários brasileiros e espanhóis nos setores de energia, agronegócio, telecomunicação, transporte, infraestrutura e finanças. O governo também assinou com a Espanha um memorando de cooperação sobre a exploração de minerais críticos e terras raras.
Ao todo, 14 ministros integram a comitiva brasileira ao longo da viagem. Hoje, segunda-feira (20), Lula visita a feira ao lado do chanceler Friedrich Merz e, à tarde, segue para Wolfsburg, sede da Volkswagen, acompanhado de três líderes sindicais. A viagem se encerra na terça (21), com escala em Lisboa, onde Lula se reúne com o primeiro-ministro português.
Lula desembarcou no Palácio de Herrenhausen no domingo e recebeu honras de chefe de Estado de Merz antes de participar da cerimônia de abertura da feira, que culminou com um jantar oficial com figuras do mundo empresarial.
O Brasil aparece pela segunda vez como país homenageado da Hannover Messe. Que apresenta este ano o tema “The Industry of Today”, destacando seus pontos fortes em digitalização, energia renovável, recursos naturais e sustentabilidade.