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  • Feira em BH tem cachaças de R$ 25 a R$ 15 mil; conheça as mais caras

    Feira em BH tem cachaças de R$ 25 a R$ 15 mil; conheça as mais caras

    Quanto vale uma garrafa de cachaça? A bebida típica do Brasil atende diferentes perfis de consumidores. Com R$ 25, por exemplo, já é possível comprar uma garrafa. Entretanto, alguns rótulos custam milhares de reais.

    Na Expocachaça, em Belo Horizonte (MG), uma garrafa chega a R$ 15 mil. Esse é o preço da Extra Premium Diamond 2, produzida em Ivoti (RS). A bebida passa por 21 anos de envelhecimento. Além disso, a embalagem recebe um diamante cravado. Sem a pedra, a mesma versão custa R$ 10 mil.

    As duas versões estão entre as cachaças mais caras disponíveis na Expocachaça. A feira começa na próxima quinta-feira (6) e segue até sábado (8), na capital mineira.

    Cachaça premium tem produção limitada

    Segundo o expositor Marcelo Pelisson, a Weber Haus Extra Premium apresenta características especiais. A destilaria envelhece a bebida durante seis anos em barris de carvalho francês. Depois, o processo continua por mais seis anos em barris de bálsamo.

    Além disso, a destilaria produz essa série em edição limitada. Pelisson participa da Expocachaça pelo 14º ano. Segundo ele, Minas Gerais representa um mercado promissor para a bebida.

    O expositor também destaca o consumo de cachaça no estado e na capital mineira. “Como destilaria gaúcha, não podemos ficar de fora”, afirma Pelisson.

    Quem compra a cachaça de R$ 15 mil?

    De acordo com Pelisson, diferentes perfis procuram a cachaça mais cara da feira. Entre eles estão colecionadores, admiradores da bebida e consumidores comuns. O expositor também ressalta a qualidade do produto. Segundo ele, a bebida pode ser comparada aos grandes conhaques mundiais.

    Expocachaça deve movimentar R$ 30 milhões

    A organização estima que a Expocachaça movimente cerca de R$ 30 milhões durante e após o evento. O valor considera negociações comerciais, lançamentos de produtos e abertura de novos mercados. Além disso, a feira busca fortalecer relações entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

    Segundo o idealizador José Lúcio Mendes, o evento nasceu para fortalecer a cadeia da cachaça de alambique. Por isso, a Expocachaça reúne produtores rurais, fabricantes de equipamentos e fornecedores de insumos.

    A programação também inclui distribuidores, compradores e especialistas do setor. Assim, o evento cria um ambiente voltado para negócios, conhecimento e geração de valor.

    Durante a feira, também acontecem a 19ª Brasil Bier e a 4ª edição do Minas + Doce. A Brasil Bier concentra atrações relacionadas às cervejas. Já o Minas + Doce destaca o segmento de doces.

    Minas Gerais lidera produção de cachaça

    A força da Expocachaça acompanha a liderança de Minas Gerais na produção brasileira de cachaça. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil possui 1.266 estabelecimentos registrados. Minas Gerais concentra 501 deles. Portanto, o estado reúne 39,6% das cachaçarias registradas no país.

    Além disso, Minas possui 2.492 produtos registrados. Esse número representa 34,5% de todos os rótulos de cachaça registrados no Brasil. Os dados reforçam a importância de Minas Gerais para o mercado nacional da bebida.

  • Festival do Queijo Artesanal em BH destaca liderança feminina

    Festival do Queijo Artesanal em BH destaca liderança feminina

    Belo Horizonte recebe a 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas entre os dias 4 e 6 de junho, no Parque da Gameleira. Este ano, o evento dá voz às mulheres que lideram a produção queijeira no estado, com uma programação dedicada a debater liderança, comunicação e valorização feminina no setor.

    Foto: Divulgação FQAM

    No dia 4 de junho, das 14h às 16h, a Sala Minas Gerais recebe a terceira edição do Encontro das Mulheres do Queijo. O Sistema Faemg Senar e o Sebrae Minas organizam a iniciativa para valorizar as produtoras rurais e discutir sua representatividade no agronegócio.

    A organização espera reunir mais de 100 mulheres que atuam na cadeia produtiva do leite e do queijo artesanal. Segundo Silvana Novais, gerente no Sistema Faemg Senar, o debate deste ano foca no fortalecimento dos negócios familiares e na promoção dos territórios produtores mineiros.

    Comunicação e mercado como ferramentas de sucesso

    A programação foca no desenvolvimento profissional das participantes. O evento oferece uma palestra sobre comunicação pessoal e posicionamento de mercado, além de um painel com representantes de diversas regiões produtoras de Minas Gerais.

    Foto: Divulgação FQAM

    Silvana Novais explica que o objetivo é ensinar as produtoras a apresentarem melhor seus produtos e falarem com mais propriedade. “Queremos valorizar a pessoa produtora e mostrar a importância dela no mercado de queijos. Essa valorização impacta não apenas a mulher, mas todo o negócio da família”, destaca a gerente.

    Crescimento feminino no campo

    O protagonismo das mineiras reflete uma tendência nacional. Dados do Censo Agropecuário do IBGE confirmam o aumento de mulheres na gestão de propriedades rurais no Brasil. No setor do queijo artesanal, essa presença fortalece a tradição familiar e garante a transmissão de saberes entre gerações.

    Foto: Divulgação FQAM

    Além do encontro voltado para as mulheres, o festival oferece ao público:

    • Exposição e venda de queijos artesanais de várias regiões.
    • Cozinha show e oficinas gastronômicas.
    • Palestras técnicas e harmonizações.
    • Programação cultural completa.

    Serviço

    8º Festival do Queijo Artesanal de Minas

    • Data: 4 a 6 de junho de 2026.
    • Local: Parque da Gameleira – Belo Horizonte.
    • Entrada: Gratuita (mediante credenciamento online).

    3º Encontro das Mulheres do Queijo

    • Data: 4 de junho.
    • Horário: 14h às 16h.
    • Local: Sala Minas Gerais (Parque da Gameleira).
    • Participação: Gratuita.
  • O inseto “fofo” que vai salvar sua plantação

    O inseto “fofo” que vai salvar sua plantação

    Pequenas, coloridas e associadas à sorte, as joaninhas passaram a ocupar um papel estratégico na agricultura. Hoje, produtores utilizam esses insetos como aliados no controle biológico de pragas, o que reduz custos e impactos ambientais.

    Com mais de 5 mil espécies catalogadas, elas se alimentam diretamente de organismos que prejudicam plantações, como pulgões, ácaros e moscas. Por isso, agricultores adotam cada vez mais o uso das joaninhas em hortas, jardins, pomares e lavouras comerciais.

    Controle natural reduz uso de pesticidas

    De acordo com a bióloga Maria Clara Mendonça, as joaninhas mantêm o equilíbrio do ecossistema e indicam ambientes saudáveis. Além disso, elas diminuem a necessidade de pesticidas químicos, já que atacam pragas de forma eficiente.

    Durante o ciclo de vida, esses insetos passam por metamorfose e mantêm uma dieta baseada em diferentes pragas. Dessa forma, protegem as plantações de maneira contínua. Como resultado, o produtor reduz a dependência de insumos químicos e melhora a qualidade da produção.

    Biofábrica amplia uso no Brasil

    No Brasil, iniciativas estruturadas já impulsionam esse modelo. Em Belo Horizonte, uma biofábrica criada em 2018 produz joaninhas e crisopídeos para controle biológico.

    Nesse processo, técnicos controlam temperatura e alimentação para garantir o desenvolvimento dos insetos. Em seguida, monitoram a reprodução e acompanham ovos e larvas até a fase adulta. Assim, conseguem fornecer insetos prontos para uso em áreas urbanas e rurais.

    Distribuição cresce e chega às escolas

    Os resultados já aparecem na prática. Em 2025, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente distribuiu cerca de 30 mil insetos para moradores que solicitaram o serviço. Além disso, escolas passaram a receber kits, o que fortalece a educação ambiental.

    Com isso, a população aprende, desde cedo, a utilizar métodos naturais no controle de pragas. Ao mesmo tempo, a iniciativa amplia a conscientização sobre práticas sustentáveis.

    Tendência avança no agronegócio

    O uso de joaninhas integra o chamado manejo integrado de pragas, estratégia que combina diferentes métodos para aumentar a eficiência no campo. Nesse sentido, produtores conseguem equilibrar produtividade e sustentabilidade.

    Embora a adoção ainda avance de forma gradual, o interesse cresce, principalmente entre aqueles que buscam certificações e acesso a mercados mais exigentes. Portanto, o uso desses insetos tende a se expandir nos próximos anos.

    Mais do que um símbolo de sorte, a joaninha se consolida como uma solução prática e eficiente para o agronegócio moderno.