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  • Wine South America: feira de vinhos movimentou R$ 120 milhões

    Wine South America: feira de vinhos movimentou R$ 120 milhões

    A Wine South America 2026 encerrou sua sexta edição com resultados históricos. Entre 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), a feira movimentou R$ 120 milhões em negócios. Um crescimento 20% acima da edição anterior e além das projeções da organização. Mais de 7 mil visitantes profissionais e compradores de mais de 20 países circularam pelo evento, que reuniu mais de 400 marcas nacionais e internacionais.

    Os números consolidam a Wine South America como uma das principais plataformas de negócios do setor vitivinícola na América Latina, conectando produtores, importadores, distribuidores, varejistas e especialistas em três dias de networking, degustações e negociações. A próxima edição já tem data confirmada: maio de 2027.

    O evento é organizado pela Milanez & Milaneze, empresa do Grupo Veronafiere. Para o diretor Marcos Milanez Milaneze, os resultados provam a maturidade do mercado brasileiro. “A cada edição, a WSA confirma que o Brasil é um dos mercados mais promissores quando o assunto é vinho e espumante. Ver essa movimentação em apenas três dias comprova a confiança do setor na feira como plataforma de crescimento”, afirmou.

    Rodadas de negócios conectam produtores e compradores de todo o Brasil

    O Projeto Comprador, iniciativa do Sebrae em parceria com a organização da feira, protagonizou um dos destaques da edição. A iniciativa promoveu mais de 2 mil reuniões de negócios entre 100 compradores de 19 estados brasileiros e 150 vinícolas expositoras. Com duração média de 15 minutos e agendamento prévio, as reuniões aproximaram pequenos e médios produtores de grandes redes comerciais, ampliando oportunidades de distribuição em todo o país.

    Herasmo Victo, gestor de operações e sommelier do Grupo Pobre Juan, destacou a dimensão do evento. “Estou impressionado com o tamanho do evento e a qualidade dos produtores. É uma verdadeira imersão no universo do vinho”, disse.

    Foto: Cesar Silvestro/Divulgação

    A Vinícola Guatambu Estância do Vinho, da Campanha Gaúcha, avaliou esta edição como a mais qualificada. “Percebemos visitantes muito focados em negócios e compras. As variedades Pinot e Tannat despertaram bastante interesse, especialmente de compradores de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná”, contou a enóloga Amélia Leite. A percepção ecoou na Vinícola Casa Geraldo, de Minas Gerais, que participou pela segunda vez. “É um evento altamente profissional e focado em negociações. As rodadas de negócios são fundamentais para gerar conexões e oportunidades futuras”, avaliou o gerente comercial Fábio Silva.

    Itália lidera participação internacional recorde na Wine South America

    A internacionalização da feira alcançou seu ponto mais alto em 2026. Com apoio da ApexBrasil e da Wines of Brazil, a WSA recebeu importadores de China, Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Rússia e Cingapura para rodadas de negócios e visitas técnicas às vinícolas da Serra Gaúcha.

    A Itália registrou a maior participação internacional da história da feira: 32 empresas de 14 regiões italianas apresentaram cerca de 300 rótulos em um corredor exclusivo coordenado pela ICE — Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas no Brasil. “O balanço da WSA é extremamente positivo. Encontramos um mercado ativo, interessado em ampliar portfólio e construir relacionamentos comerciais de longo prazo”, avaliou Milena Del Grosso, diretora da ICE no Brasil.

    Foto: Cesar Silvestro/Divulgação

    A programação italiana incluiu ainda uma ação especial com compradores de vinhos latino-americanos do México, Panamá, Bolívia, Colômbia, Equador, Chile e Argentina, convidados para uma imersão nos vinhos italianos e brasileiros.

    A América do Sul também ampliou sua presença. A argentina ProMendoza trouxe nove vinícolas de Mendoza, apostando no Brasil como destino prioritário para expansão. “O consumidor brasileiro continua valorizando os vinhos argentinos. Estar na Wine South America é uma oportunidade concreta de abertura de novos mercados”, disse Dania Bonadeo, representante da entidade.

    Programação triplicada traz tendências, varejo e mercado de vinhos até 2027

    A geração de conteúdo ganhou escala nesta edição: a programação triplicou em relação ao ano anterior, com painéis, workshops, masterclasses, WineTalks e podcasts sobre as principais tendências do setor. No Wine Summit, especialistas debateram Reforma Tributária, inteligência de mercado, e-commerce e perspectivas do setor até 2027. O painel “Raio-X do Mercado” reuniu representantes da Ideal BI, Casa Valduga, Del Maipo e Supermercados Zona Sul para discutir os rumos do vinho no Brasil.

    Workshops voltados ao varejo e ao canal on-trade, promovidos pelo Grupo Venda Mais Vinho em parceria com a Abrasel e o Segh, apontaram caminhos para profissionalizar a categoria em bares e restaurantes. “Existe muito espaço para crescimento e profissionalização do vinho nesses canais. O objetivo foi mostrar como a categoria pode se tornar ainda mais rentável para os estabelecimentos”, explicou o especialista Diego Bertolini.

    Nas salas de degustação, a ABS-RS conduziu masterclasses sobre terroirs brasileiros, enquanto delegações internacionais apresentaram seus principais rótulos ao público profissional. “Percebemos um público extremamente interessado em aprofundar conhecimento técnico e conhecer novidades do setor. Isso reforça o papel educativo da feira”, avaliou Caroline Dani, presidente da ABS-RS.

    Cozinha Show estreia e une gastronomia e vinho em experiência inédita

    A edição 2026 inaugurou o Cozinha Show, projeto que levou experiências gastronômicas para dentro da feira. O chef Carlos Bertolazzi, conhecido por sua atuação em programas de gastronomia no SBT, comandou aulas-show harmonizadas com rótulos da Vinícola Salton. “A gastronomia e o vinho caminham juntos de forma muito natural. É muito interessante ver essa aproximação acontecendo na feira e proporcionando experiências diferenciadas ao público”, destacou Bertolazzi.

    O enólogo André Peres conduziu as harmonizações, com destaque para espumantes e vinhos da vinícola gaúcha. O projeto contou com patrocínio da Salton e apoio da Porto Brasil e da Rumo Certo.

  • Safra 2026 do RS deve bater 900 milhões de quilos de uvas e anima setor

    Safra 2026 do RS deve bater 900 milhões de quilos de uvas e anima setor

    O mês de março marca a reta final da safra das uvas no Rio Grande do Sul, e o balanço anima o setor. A produção de 2026 deve se aproximar de 900 milhões de quilos colhidos. Um crescimento de até 15% sobre a safra anterior, segundo dados do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS). O volume supera as projeções iniciais e reforça o otimismo da vitivinicultura brasileira às vésperas da próxima edição da Wine South America (WSA), feira profissional que ocorre de 12 a 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS).

    A estimativa contempla uva destinada à indústria, ao consumo in natura e à elaboração de vinhos artesanais. Para muitas vinícolas, a WSA representa o primeiro grande palco para apresentar ao mercado as expectativas da nova colheita e ampliar conexões comerciais. O evento reúne produtores, compradores e especialistas da cadeia vitivinícola da América Latina.

    Vinícola de Pinto Bandeira celebra condições climáticas favoráveis

    Na Vinícola La Grande Bellezza, em Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha, os proprietários Rossano Biazus e Cristiana Petriz descrevem uma colheita excepcional. “Todas as variedades se ajustaram bem às condições climáticas, resultando em uvas sadias e com maturação precisa. Chardonnay e Pinot Noir originaram vinhos base para espumantes muito equilibrados, enquanto as uvas tintas alcançaram sua maturação em excelentes condições”, destacam.

    A vinícola planeja levar à WSA toda a sua linha de vinhos e espumantes. “É uma feira onde os vinhos nacionais se sentem à vontade, alinhados às expectativas dos compradores”, afirmam os proprietários.

    Além de espaço para negociações, a WSA funciona como vitrine para tendências do setor. A realização na Serra Gaúcha, maior região produtora de vinhos e espumantes do país, favorece a prospecção comercial e oferece experiência imersiva aos compradores: representantes de redes varejistas, importadoras e distribuidoras podem visitar vinícolas da região e conhecer de perto os processos produtivos.

    Safra 2026 supera desafios climáticos na Serra Gaúcha

    Enfrentar adversidades climáticas faz parte da rotina da vitivinicultura, e a vindima 2026 não fugiu à regra. Em regiões como Flores da Cunha e Nova Pádua, onde fica a Indicação de Procedência (IP) Altos Montes, as vinícolas avaliam a safra como promissora, com boas condições de maturação.

    O enólogo André Tonet, presidente da Altos Montes, aponta o ciclo climático como diferencial. “Tivemos um inverno rigoroso e uma primavera com chuvas dentro da normalidade, o que favoreceu a brotação. O início de 2026 registrou precipitações abaixo da média, permitindo maturação plena das uvas. Vislumbramos uma safra de grande destaque, semelhante à de 2020”, afirma.

    O caminho até a colheita, porém, exigiu resiliência. Em dezembro de 2025, um tornado atingiu o interior de Flores da Cunha, na localidade Travessão Alfredo Chaves, danificando vinhedos e estruturas produtivas. A Vinícola Terrasul Vinhos Finos perdeu tanques de armazenagem e parte das instalações. A resposta da comunidade foi rápida: produtores da região, viticultores de outras cidades da Serra e o Exército organizaram mutirões para reconstruir as estruturas e retomar as atividades.

    “Mesmo com todos esses desafios, acreditamos que a qualidade da safra 2026 foi muito boa e, no geral, com produção acima da média”, afirma Augusto Salvador, enólogo e proprietário da Terrasul.

    Mais de 200 vinícolas brasileiras confirmam presença na WSA 2026

    A edição de 2026 da Wine South America deve reunir um número recorde de vinícolas brasileiras. Na edição anterior, em 2025, cerca de 200 marcas nacionais participaram, representando terroirs como Serra e Campanha Gaúcha, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Serra Catarinense, Vales da Uva Goethe, Cerrado Goiano, Vale do São Francisco, Serra da Mantiqueira e Brasília, região que estreou no evento em 2025 e já confirmou retorno.

    Foto: Cesar Silvestro/Divulgação

    Entre os nomes confirmados para 2026 estão Miolo, Aurora, Don Guerino, Pizzato e Nova Aliança, além de entidades como Aprobelo (Monte Belo do Sul), Afavin (Farroupilha), Aprovale (Vale dos Vinhedos) e Altos Montes (Flores da Cunha). O evento destaca também regiões com certificação de origem, como as Denominações de Origem Vale dos Vinhedos e Pinto Bandeira, e Indicações de Procedência como Altos Montes e Farroupilha. Um sinal do avanço qualitativo da vitivinicultura nacional rumo ao padrão internacional.

    Wine South America recebe novos países e amplia alcance internacional

    A WSA consolida sua posição como plataforma internacional de negócios. Na edição de 2026, rótulos de mais de 20 países estarão presentes. Incluindo as estreias de Nova Zelândia e Alemanha e o retorno da África do Sul. Itália e Portugal ampliam sua participação, e Chile, Argentina e Uruguai mantêm presença expressiva.

    Ao todo, mais de 400 marcas nacionais e internacionais ocuparão o mesmo espaço durante os três dias de feira, conectando produtores, importadores, distribuidores e compradores de diferentes mercados. A diversidade de origens e estilos consolida a Wine South America como um dos principais pontos de encontro do setor vitivinícola na América Latina.

  • Evento no RJ reúne mais de mil amostras na 11ª Grande Prova Vinhos do Brasil

    Evento no RJ reúne mais de mil amostras na 11ª Grande Prova Vinhos do Brasil

    A Grande Prova Vinhos do Brasil 2026 (GPVB) abriu as inscrições e já registra alta adesão de produtores de todo o país. O principal concurso de vinhos nacionais acontece entre 9 e 12 de março, no Hotel Vila Galé Rio de Janeiro, na Lapa, e deve se firmar como a maior edição desde sua criação, em 2012.

    Reconhecida como a maior prova às cegas de vinhos brasileiros do mercado, a GPVB chega à 11ª edição com recorde de amostras, expansão de categorias e maior representatividade geográfica, refletindo o avanço e a diversidade da vitivinicultura brasileira.

    Segundo Marcelo Copello, presidente do júri, o evento se consolidou como a principal vitrine do setor. “Começamos com pouco mais de 200 amostras de quatro estados. Hoje, ultrapassamos mil amostras de dez estados e, nesta edição, teremos um recorde histórico de 80 categorias”, afirma.

    O júri da GPVB é composto por especialistas nacionais e internacionais. E as degustações são 100% às cegas, com auditoria independente para garantir transparência e credibilidade.

    Expansão reflete novas tendências

    A GPVB 2026 amplia e atualiza suas categorias para acompanhar a transformação do mercado nacional. Entre as novidades estão as castas híbridas, como Lorena; variedades italianas, como Refosco e Barbera; e os Vinhos de Baixa Intervenção. Outra inclusão de destaque é a dos Vinhos sem Álcool, segmento que cresce de forma acelerada.

    “A Grande Prova traduz os objetivos do Grupo BACO de reconhecer, divulgar e incentivar o vinho brasileiro. Acompanhamos o setor há mais de 30 anos, e é gratificante ver o reconhecimento dos produtores e do público”, comenta Sérgio Queiroz, sócio do Grupo BACO, organizador do evento.

    Premiação será durante a Wine South America

    Os vencedores serão conhecidos durante a Wine South America, realizada entre 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS). Segundo Marcos Milaneze, diretor da feira, unir os dois eventos fortalece o reconhecimento do vinho brasileiro. “A entrega dos certificados dentro da principal feira do setor amplia a visibilidade dos rótulos premiados. E conecta os produtores com compradores qualificados do trade”, destaca.

    A edição de 2026 contará com 80 categorias, abrangendo espumantes, vinhos brancos, tintos, rosés, frisantes, vinhos de baixa intervenção, vinhos sem álcool e sucos de uva integrais. Além das medalhas principais, a GPVB também entrega prêmios especiais, como o Best Buy (melhor relação qualidade/preço), Vinícola Revelação e Melhor do Estado, que valoriza os rótulos mais bem pontuados de cada região.

    Produtores interessados podem solicitar a ficha de inscrição pelo site oficial da Grande Prova Vinhos do Brasil ou pelo telefone/WhatsApp (51) 99827‑9198.

  • Rio Grande do Sul abre colheita da uva com otimismo

    Rio Grande do Sul abre colheita da uva com otimismo

    Com expectativa de superar os resultados do ano passado, a colheita da uva 2026 foi aberta oficialmente neste sábado (10), em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O evento simbólico ocorreu na Vinícola Salton, no distrito de Tuiuty, e marcou também a abertura do programa Bento em Vindima 2026.

    Foto: José M. Estefanon/ Prefeitura de Bento Gonçalves

    A solenidade contou com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, que representou o governador Eduardo Leite, além de autoridades estaduais e municipais e lideranças do setor.

    Expectativa de safra farta

    As condições climáticas favoráveis durante o inverno impulsionaram o desenvolvimento das videiras, e a perspectiva é de uma safra igual ou superior à de 2025, quando a produção alcançou 957 mil toneladas de uvas, segundo dados do IBGE. O resultado representou um crescimento de 36% em relação à safra de 2024, que havia totalizado 703 mil toneladas.

    O Rio Grande do Sul se mantém como o maior produtor nacional de uvas e vinhos, com uma cadeia produtiva que envolve aproximadamente 15 mil famílias distribuídas em cerca de 48 mil hectares de parreirais.

    Setor vitivinícola é destaque econômico

    Durante o evento, o secretário Edivilson Brum destacou a relevância da agropecuária para a economia estadual. “A agricultura responde por cerca de 40% do PIB do Estado. Aqui, na Capital do Vinho, celebramos o trabalho e a dignidade de quem cultiva a terra com esforço e dedicação. Que possamos alcançar uma safra expressiva e contar com o clima a favor dos produtores”, afirmou.

    O prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, também ressaltou a importância do setor para o município. “Abrir a vindima é valorizar o vinho como resultado do trabalho agrícola e da história de cada família. Mesmo diante dos desafios climáticos, seguimos firmes, defendendo o vinho nacional e o produtor rural”, disse.

    Incentivos e investimentos no setor

    Para fortalecer a competitividade da vitivinicultura, a Seapi e o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis) mantêm um termo de cooperação que destina R$ 44,3 milhões, via Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis), para ações de modernização, promoção e sustentabilidade do setor.

    Os investimentos buscam ampliar a presença dos vinhos gaúchos nos mercados nacional e internacional. Reforçando a imagem do Estado como referência na produção de uvas e vinhos de qualidade.