Tag: benefícios

  • Saiba como o chocolate pode ser um aliado do coração

    Saiba como o chocolate pode ser um aliado do coração

    O chocolate é um dos alimentos mais populares do mundo e está presente em sobremesas, bebidas, confeitaria e até receitas salgadas. No entanto, muito antes de conquistar espaço na gastronomia, ele teve origem em antigas civilizações da América Central, oom os povos maias e astecas, que preparavam uma bebida amarga à base do fruto para cerimônias religiosas e ocasiões especiais

    Com o passar dos séculos, a chegada do cacau à Europa transformou completamente sua forma de consumo, dando origem ao chocolate que conhecemos atualmente.

    Ana Cristine Araújo, docente de gastronomia da Wyden, explica que a bebida foi se adaptando aos diferentes contextos históricos ao longo dos séculos.

    A Revolução Industrial, entre os séculos XVIII e XIX, trouxe técnicas que tornaram a produção do chocolate mais eficiente e acessível. “Esse processo permitiu o desenvolvimento das primeiras barras de chocolate e ampliou o seu consumo”, afirma a docente.

    Sabor e bem-estar

    O sabor marcante e a textura agradável do chocolate garantem seu consumo isolado ou combinado com frutas, castanhas, cafés e outras bebidas. O alimento também contém compostos que estimulam a produção e a liberação de neurotransmissores ligados ao bem-estar, como serotonina e dopamina.

    “Embora não seja um alimento capaz de gerar felicidade por si só, essa combinação de fatores fisiológicos e emocionais ajuda a explicar por que ele é tão apreciado em diferentes culturas. Outra tendência é a utilização do chocolate em harmonizações gastronômicas, acompanhando cafés, chás, vinhos, cervejas artesanais e destilados”, observa Ana.

    A gastronomia contemporânea também vive um crescente interesse pelos chamados chocolates de origem, produzidos a partir de cacaus específicos que valorizam as características sensoriais de cada região produtora, um movimento semelhante ao que já acontece com vinhos e cafés especiais. Chefs têm explorado ainda mais a aplicação do chocolate em pratos salgados, molhos e preparações contemporâneas, o que comprova seu alcance muito além da sobremesa.

    Consumo moderado de chocolate pode beneficiar o coração

    A médica cardiologista do IDOMED, Dra. Laísa Allen, destaca que o consumo de chocolate pode trazer benefícios à saúde cardiovascular, sobretudo nas versões com maior teor de cacau. Os flavanóis presentes no cacau, compostos com ação antioxidante e anti-inflamatória, respondem pelos principais efeitos observados.

    “Esses compostos podem melhorar a função do endotélio, camada que reveste os vasos sanguíneos, aumentando a produção de óxido nítrico, o que favorece a dilatação das artérias e melhora a circulação. Estudos também demonstram pequenas reduções na pressão arterial e melhora de alguns marcadores cardiometabólicos, como sensibilidade à insulina e perfil metabólico”, explica a cardiologista.

    Chocolate não substitui hábitos saudáveis

    No entanto, a especialista ressalta que o chocolate não substitui medicamentos nem hábitos de vida saudáveis.

    “Até o momento, as pesquisas demonstram benefícios sobre alguns fatores de risco cardiovascular, mas ainda não há evidências suficientes para recomendar o chocolate como estratégia isolada de prevenção de infarto ou de outras doenças cardiovasculares. O maior benefício para o coração continua sendo manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar a pressão arterial, o colesterol e o diabetes, além de não fumar.”

    O chocolate pode fazer parte de uma dieta equilibrada quando consumido com moderação (Foto: Reprodução/MAPA)

    Quanto à escolha do produto, a especialista afirma que os chocolates com maior teor de cacau, geralmente acima de 70%, tendem a apresentar maior concentração de compostos bioativos e menor quantidade de açúcar, embora as diretrizes cardiológicas não estabeleçam um percentual oficial.

    Atenção aos excessos

    Os chocolates ao leite e, principalmente, o chocolate branco possuem menor quantidade de cacau e maior teor de açúcar e gordura, o que reduz a oferta dos compostos associados aos possíveis benefícios cardiovasculares. A médica observa ainda que o consumo pode piorar sintomas como azia em pessoas com refluxo gastroesofágico. Em alguns indivíduos predispostos, o chocolate também pode desencadear crises de enxaqueca, embora essa associação ainda gere debate científico.

    “Além disso, o excesso de consumo pode favorecer o ganho de peso, a obesidade e o diabetes, condições que aumentam o risco de doenças cardiovasculares. Por isso, a moderação continua sendo a principal recomendação”, finaliza a cardiologista.

  • Milho, coco, batata-doce e amendoim: os superalimentos juninos

    Milho, coco, batata-doce e amendoim: os superalimentos juninos

    As festas de São João trazem à mesa sabores típicos que remetem à tradição e à cultura brasileira. Mas além do sabor, muitos dos ingredientes dessas receitas são verdadeiros superalimentos, ricos em nutrientes essenciais para o corpo. A nutricionista Paloma Popov, professora do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica como aproveitar as delícias juninas com equilíbrio, sem abrir mão da saúde.

    O milho, a batata-doce, o amendoim e o coco são os protagonistas das receitas típicas e oferecem benefícios nutricionais importantes. O milho e a batata-doce são fontes ricas em fibras, que auxiliam no funcionamento intestinal e promovem saciedade. Já o amendoim, quando consumido com moderação e com pouco açúcar, é uma excelente fonte de gorduras saudáveis, que contribuem para a saúde cardiovascular.

    “A festa junina celebra o que vem da terra, da roça. O segredo está no modo de preparo e no equilíbrio”, destaca Paloma. Ela alerta para o consumo moderado de preparações como pé de moleque e paçoca, que podem conter altos níveis de gordura e açúcar.

    Os tradicionais caldos de feijão, verde e de legumes com proteína são opções nutritivas e reconfortantes para as noites juninas. “Eles podem se tornar refeições completas, especialmente quando enriquecidos com verduras e legumes, que fornecem vitaminas e minerais essenciais”, explica a nutricionista.

    Outros ingredientes que merecem destaque

    A abóbora, a mandioca e o coco também fazem parte do repertório das festas e são fontes importantes de nutrientes. A abóbora é rica em vitaminas A e C, a mandioca fornece carboidratos naturais para energia, e o coco agrega textura e sabor, além de nutrientes como fibras e gorduras boas.

    Para reduzir o aporte calórico, Paloma recomenda substituir frituras por versões assadas de pastéis, bolos e salgados. A inclusão de vegetais nas preparações ajuda a aumentar a diversidade nutricional e a sensação de saciedade.

    Para quem deseja saborear doces típicos, a sugestão é apostar em frutas acompanhadas de chocolate meio amargo, como maçã, uva do amor ou fondue. “Essa combinação oferece fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais, mantendo o clima festivo sem exageros”, afirma a especialista.

    Segundo Paloma Popov, é possível aproveitar as festas juninas com prazer e responsabilidade: “Festa junina de verdade é aquela que deixa lembrança boa no paladar, no corpo e no coração”. Com escolhas conscientes e preparos equilibrados, as celebrações podem ser momentos de saúde e bem-estar.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Conheça o Projeto Mangues da Amazônia

    + Agro em Campo: Tecnologias digitais impulsionam crescimento do agronegócio

  • Programa de capacitação impacta 130 produtoras rurais no Brasil

    Programa de capacitação impacta 130 produtoras rurais no Brasil

    A Bayer lançou o programa “Jornada do Conhecimento” em 2021, com o objetivo de capacitar mulheres produtoras rurais em habilidades técnicas e comportamentais. Desde sua primeira edição, a iniciativa já certificou cerca de 130 mulheres em diversas áreas, abordando temas relevantes como autoconhecimento, inteligência emocional, mediação de conflitos e gestão de negócios.

    O programa, que conta com mais de 30 horas de conteúdo, combina aulas presenciais e online, ministradas por especialistas do setor, como Mariely Biff, fundadora da AgroGen Consultoria, e Ticiane Figueirêdo, especialista em Crédito Agro. As participantes têm a oportunidade de desenvolver suas habilidades e aumentar sua confiança na tomada de decisões.

    Barbara Tagliari, gerente comercial de soja da Bayer, destaca a importância do programa. “Ano a ano, percebemos uma transformação na percepção das mulheres sobre sua importância no agronegócio. O Jornada do Conhecimento visa incentivá-las a buscar conexões de qualidade e aprimoramento constante.”

    Impacto na prática

    Helga França, produtora rural de Minas Gerais, participou da edição de 2023 do programa após conquistar o 1º lugar no Prêmio Mulheres do Agro 2022. Com 5.000 hectares dedicados à produção de batata, soja, milho e pecuária, Helga relata que o curso a ajudou a entender melhor aspectos administrativos e de sucessão familiar, permitindo que ela implementasse mudanças significativas em sua propriedade.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Cientistas brasileiros desenvolvem nova espécie de trigo
    + Agro em Campo: Doença da Língua Azul – autoridades sanitárias da Europa em alerta

    “Após participar da Jornada, pude refletir sobre o que precisávamos fazer na fazenda. E as atitudes que poderíamos tomar preventivamente,” afirma Helga. Que diz ter conseguido desenhar estratégias para promover melhorias em seu negócio.

    Direcionamento exclusivo para mulheres

    O programa é voltado exclusivamente para mulheres do agronegócio e busca criar um ambiente seguro e colaborativo. Barbara Tagliari explica que a iniciativa permite que as participantes compartilhem desafios e inseguranças, ao mesmo tempo em que reconhecem suas potências e talentos.

    A Jornada do Conhecimento é um projeto cocriado por mulheres de diversas áreas da Bayer, alinhado ao compromisso global da empresa de promover a equidade de gênero até 2030. Através de pesquisas e consultorias, o programa se adapta às demandas atuais do mercado.

    A edição de 2024 da Jornada do Conhecimento – Conexão Mulheres oferece benefícios como passagem aérea, transfer, hospedagem, alimentação, cursos e uma premiação para o melhor trabalho desenvolvido. As interessadas podem conferir a disponibilidade de vagas e mais informações no site da Bayer.

    Essa iniciativa contribui para a formação de lideranças femininas no agronegócio brasileiro, promovendo um futuro mais inclusivo e sustentável para o setor.

  • Clima seco eleva preço da mandioca

    Clima seco eleva preço da mandioca

    A seca preocupa produtores de mandioca. Mesmo assim, muitos continuaram o plantio na última semana, enquanto outros diminuíram a colheita, especialmente em áreas com menor umidade. Com menor oferta e maior disputa pela matéria-prima, os preços da raiz seguiram em alta. As fecularias relataram dificuldade de esmagamento, mesmo com a demanda enfraquecida pelas farinheiras. Segundo pesquisa da Cepea, a falta de chuva faz o preço subir para o consumidor.

    Mandioca na agricultura brasileira

    A mandioca é um tubérculo essencial para a agricultura brasileira, especialmente para os agricultores familiares e comunidades tradicionais.

    O Brasil é o segundo maior produtor mundial da raiz ficando atrás apenas da Nigéria. A produção anual é de cerca de 19 milhões de toneladas cultivadas em uma área de 1,36 milhão de hectares.

    Foto: Divulgação – Embrapa/Felipe Santos Rosa

    A mandioca se destaca por sua versatilidade e valor nutricional.  A raiz é um alimento básico na culinária de diversas regiões brasileiras. Portanto, pode ser utilizada na produção de embutidos de carnes, fármacos e até mesmo em embalagens biodegradáveis.

    Benefícios da raiz

    A mandioca é rica em carboidratos, potássio, vitamina C e polifenóis, sendo uma importante fonte de energia e nutrientes.

    De acordo com as pesquisas, um dos principais benefícios da mandioca é sua fácil adaptação a diferentes climas e solos, o que permite seu cultivo em diversas regiões do país. Sendo assim, garante a segurança alimentar de muitas comunidades, especialmente no Norte e Nordeste, onde a planta é cultivada principalmente por agricultores familiares.

    Apesar dos desafios, como a preparação adequada do solo e as condições climáticas, o cultivo da mandioca vem ganhando espaço em outras regiões, como no litoral do Paraná. Ou seja, demonstra a importância da raiz para a agricultura brasileira e a busca por sua “redescoberta” pelos pesquisadores e consumidores.

    Foto: Divulgação – Embrapa/Léa Cunha

    Antes de mais nada, a mandioca é um patrimônio alimentar do Brasil. Associada a cultura gastronômica brasileira, desempenha um papel fundamental na segurança alimentar e no sustento de milhares de famílias agricultoras. Dessa forma, valorizar e incentivar o cultivo da mandioca é fundamental como uma alternativa sustentável e nutritiva na agricultura brasileira.

  • 27 mil pescadores terão direito a auxílio do Governo  

    27 mil pescadores terão direito a auxílio do Governo  

    27 mil pescadores terão direito a auxilio do Governo Federal, conforme anuncio feito pelo presidente Lula. Governo Federal pagará benefício em forma de duas parcelas de salário mínimo para os trabalhadores afetados pela enchente que assola o Rio Grande do Sul.

    Além dos pescadores artesanais, também terão direito a essa ajuda trabalhadores formais, em um total de 434 mil trabalhadores.

    Parcelas do auxílio serão pagas em julho e agosto, e em contrapartida, as empresas que receberem a ajuda não poderão demitir os funcionários por quatro meses.

    Segundo o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a ação engloba todos os municípios atingidos, mesmo os que não decretaram emergência.

    A pesca é uma das principais atividades na região ao Sul da Lagoa dos Patos, e a suspensão da atividade causou um prejuízo milionário. A região é responsável por 30% de todo camarão rosa no Brasil, o que equivale a dezesseis mil toneladas por ano. A safra desse ano foi toda prejudicada e os pescadores, sem o auxílio, ficariam em situação ainda mais complicada.

    O prejuízo esperado é milionário, no segundo ano de crise para o setor, por em 2023 a região já enfrentou problemas climáticos que prejudicaram a pesca.

  • Gordura do leite: muito mais do que um vilão

    Gordura do leite: muito mais do que um vilão

    Apesar de ser frequentemente criticado por suas propriedades calóricas e seu potencial de elevar os níveis de colesterol LDL, a gordura do leite possui efeitos benéficos surpreendentes para a saúde, de acordo com pesquisas recentes da Abraleite (Associação Brasileira dos Produtores de Leite).  Aquela mesma gordura que muitos consideram um vilão por causa das calorias e do colesterol. Mas, acreditem, ela tem muito mais a oferecer do que você imagina!

    Colesterol: nem tudo é o que parece

    Apesar de poder elevar um pouco o colesterol LDL (o ruim), a gordura do leite tem um efeito positivo geral no perfil lipídico. Ela aumenta os níveis de HDL, o bom colesterol. E o HDL faz um trabalho incrível: remove o excesso de LDL das paredes das artérias, diminuindo o risco de placas de gordura. Então, não é bem um vilão, né?

    Divulgação – Abraleite

    Ácidos graxos: os aliados da saúde

    A gordura do leite contém ácidos graxos muito benéficos, como o ácido linoleico conjugado (CLA) e o ácido vaccênico (VA). Esses compostos têm efeitos positivos na composição corporal: reduzem a gordura e aumentam a massa magra. O CLA ainda fortalece o sistema imunológico, deixando a gente mais protegido.

    Saúde cerebral: um trunfo surpreendente

    Vocês não vão acreditar, mas a gordura do leite também pode proteger a saúde do cérebro e aliviar os efeitos ruins do estresse. Estudos mostram que os ácidos graxos presentes nela têm um papel neuroprotetor, preservando a função cerebral mesmo quando estamos estressados.Então, pessoal, não dá pra dizer que a gordura do leite é só um vilão. Ela pode ser um grande aliado da saúde, desde que consumida com moderação e fazendo parte de uma alimentação equilibrada. Os benefícios vão muito além do colesterol, chegando até no cérebro e no sistema imunológico. Então, não tenha medo da gordura do leite, ela tem muito a oferecer!