Tag: Belo Monte

  • Palma forrageira ganha impulso com investimento no Semiárido

    Palma forrageira ganha impulso com investimento no Semiárido

    A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) destinou R$ 2,6 milhões para ampliar a produção de palma forrageira no Semiárido. A iniciativa integra o projeto Sementeiras e prevê a implantação de 18 áreas de multiplicação da cultura em sete estados, com foco em reduzir os impactos da seca sobre a pecuária e garantir alimentação para os rebanhos.

    O projeto já avança em 10 municípios dos estados do Ceará (Quixeramobim e Iguatu), Rio Grande do Norte (Apodi, São José do Seridó e Equador), Paraíba (Congo e São João do Tigre) e Alagoas (Cacimbinhas e Belo Monte). Nessas localidades, o plantio está concluído ou em andamento. A próxima fase começa em junho, com a instalação de novas unidades em Sergipe e Minas Gerais, enquanto Pernambuco ainda terá o cronograma definido.

    Cada área ocupará 0,75 hectare e funcionará como unidade de produção de mudas para abastecer produtores locais. Assim, a estratégia busca estruturar uma rede regional que facilite o acesso a material genético de qualidade, com maior resistência a pragas e adaptação às condições climáticas do Semiárido.

    A Sudene adotou a variedade Orelha de Elefante Mexicana, reconhecida pela resistência à cochonilha-do-carmim, praga que historicamente causa prejuízos à palma forrageira na região.

    Segundo o coordenador-geral de Inovação e Transformação Digital da Sudene, Aildo Sabino, o programa Inova Palma integra tecnologia e assistência técnica direta. “O projeto acompanha todas as etapas, desde a seleção das áreas até o manejo e a distribuição das mudas, além de oferecer capacitação em campo. Isso aumenta a produtividade e reduz riscos para os produtores”, afirma.

    Parceria

    O Instituto Nacional do Semiárido (INSA) executa o projeto em parceria com governos estaduais, prefeituras e instituições locais. A iniciativa deve ampliar a área cultivada, reduzir custos com alimentação animal e fortalecer a resiliência da agropecuária frente às estiagens. Além disso, o programa promove a capacitação técnica de pequenos produtores e busca melhorar indicadores econômicos e sociais na região.

    O projeto Sementeiras integra o programa Inova Palma, estratégia da Sudene voltada ao desenvolvimento da cadeia produtiva da palma forrageira e ao estímulo da cooperação entre centros de pesquisa, universidades e produtores no Nordeste e no norte de Minas Gerais.

  • Filhotes de ariranha são flagrados em Belo Monte

    Filhotes de ariranha são flagrados em Belo Monte

    Câmeras de monitoramento da Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte, no Pará, registraram, pela primeira vez, filhotes de ariranha, o que indica um ambiente saudável na região desde o início do monitoramento em 2012. Essa ocorrência demonstra o sucesso das medidas de conservação implementadas no entorno da usina, conforme análise técnica do licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama.

    Desde 2012, a Norte Energia, responsável pela UHE Belo Monte, mantém um programa de monitoramento de mamíferos aquáticos e semiaquáticos no rio Xingu. O objetivo é mapear, estudar e promover a conservação de espécies ameaçadas.

     

    Ver essa foto no Instagram

     

    Uma publicação compartilhada por Ibama (@ibamagov)

    As câmeras camufladas gravaram imagens detalhadas das ariranhas, também conhecidas como “onça-d’água”, “lontra-gigante” e “lobo-do-rio”. O vídeo mostra duas ariranhas adultas se aproximando da toca, de onde saem dois filhotes e outra ariranha adulta. Desde 1999, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) classifica a espécie como “vulnerável à extinção”.

    Raridade

    O registro é considerado raro devido à sensibilidade da espécie à presença humana, principalmente durante a criação dos filhotes. Roberto Silva, Gerente de Meios Físico e Biótico da Norte Energia, destaca que a presença de filhotes de ariranha na área de influência de Belo Monte indica que o ambiente oferece condições para a reprodução da espécie.

    Os biólogos celebraram a aparição dos filhotes no reservatório artificial de 119 km², criado pela usina e integrado à Área de Preservação Permanente protegida. O acesso restrito favorece o abrigo e a reprodução da fauna silvestre.

    Ariranhas e seus filhotes avistados em toca na área de monitoramento da UHE Belo Monte

    Devido ao sucesso do projeto, o Ibama o selecionou para apresentação no II Fórum de Programas de Fauna do Licenciamento Ambiental Federal. A equipe da Norte Energia informou o registro de 280 animais aquáticos e semiaquáticos em 13 anos. Além do monitoramento, a empresa compartilha dados com instituições científicas e promove campanhas de conscientização para proteger as ariranhas e outros animais do Xingu.

    A ariranha, predadora no topo da cadeia alimentar, desempenha um papel crucial no equilíbrio do ecossistema, controlando a população de outras espécies. As ariranhas vivem em grupos de dois a dez indivíduos na região do Xingu, com todos os adultos participando da criação dos filhotes. A espécie, nativa da América do Sul e com um repertório vocal complexo, se alimenta principalmente de peixes. A caça para a exploração de sua pele contribuiu para o risco de extinção.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Coffee Dinner & Summit: StoneX abordará incertezas no fornecimento global de café

    + Agro em Campo: Mariangela Hungria é premiada com ‘Nobel’ da agricultura