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  • Operação apreende bebidas irregulares com risco de metanol

    Operação apreende bebidas irregulares com risco de metanol

    As autoridades sanitárias do Ceará retiraram mais de 21 mil litros de bebidas alcoólicas irregulares do mercado durante a segunda etapa da Operação Dose Limpa, realizada em dezembro. A ação reforça o alerta sobre os perigos da produção clandestina e da adulteração de bebidas, especialmente com a proximidade das festas de fim de ano, quando o consumo aumenta significativamente.

    As equipes de fiscalização concentraram as ações em Fortaleza e na Serra da Ibiapaba. A operação combateu a falsificação e a comercialização de bebidas sem registro, práticas que representam riscos graves à saúde pública. O metanol, álcool altamente tóxico, figura entre os principais perigos. A substância causa cegueira, danos neurológicos irreversíveis e morte, e esteve associada a casos fatais registrados nos últimos meses no país.

    A operação utilizou inteligência fiscal e análise de risco para planejar as ações. Os técnicos do VigiFronteiras apoiaram o levantamento prévio de informações, identificaram fluxos suspeitos e ofereceram suporte logístico. O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), coordenou tecnicamente a fiscalização e executou as ações com equipes especializadas no combate a esquemas de fraude e clandestinidade.

    Fiscalização identifica bebidas falsificadas em Fortaleza

    Em Fortaleza, os fiscais identificaram estabelecimentos comerciais com bebidas importadas que apresentavam fortes indícios de falsificação. A operação encontrou produtos como gin, vodka e whisky com problemas de rotulagem, conforme análise da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Os comerciantes vendiam bebidas sem registro no MAPA, sem documentação de procedência e com informações enganosas ao consumidor.

    Na região de Viçosa do Ceará, a fiscalização constatou a produção clandestina de licores e cachaça. Os estabelecimentos não atendiam aos requisitos mínimos de boas práticas de fabricação e não comprovavam a origem do álcool nem dos demais ingredientes utilizados. As equipes apreenderam grandes volumes desses produtos em pontos comerciais, inclusive em recipientes reutilizados. As embalagens não continham informações básicas obrigatórias, como responsável técnico, lista de ingredientes, advertências e graduação alcoólica.

    Risco químico ameaça consumidores

    A produção clandestina representa um risco químico iminente sob a perspectiva da fiscalização agropecuária. Sem controle oficial, ninguém garante a origem do álcool utilizado. Os consumidores ficam expostos à possibilidade de ingestão de metanol, além de excesso de cobre (metal pesado associado a efeitos tóxicos) e contaminantes microbiológicos decorrentes da falta de higiene e controle sanitário.

    Foto: MAPA

    “As autoridades retiram essas bebidas do mercado como medida de prevenção essencial, especialmente em períodos de maior consumo, porque produtos clandestinos provocam intoxicações graves, danos irreversíveis à saúde e até mortes”, afirma Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical.

    Legislação estabelece critérios para apreensão

    As apreensões e a destruição dos produtos irregulares seguiram critérios técnicos que a legislação vigente define. O Decreto nº 12.709/2025 estabelece que os produtores de bebidas devem cumprir requisitos como boas práticas de fabricação e rastreabilidade. A lei considera produtos sem origem comprovada impróprios para o consumo humano, e ninguém pode regularizá-los após a produção. A apreensão imediata representa a única medida possível para cessar o risco.

    Como identificar bebidas seguras

    A fiscalização reforça que o registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária é gratuito e representa uma garantia mínima de segurança ao consumidor. As bebidas artesanais também estão sujeitas às mesmas exigências sanitárias. Comerciantes e consumidores devem desconfiar de preços muito abaixo do mercado, embalagens reaproveitadas e da ausência do registro no rótulo, especialmente em um período em que o consumo de bebidas alcoólicas aumenta significativamente.

  • Operação Dose Limpa apreende 237 mil litros de bebidas falsificadas

    Operação Dose Limpa apreende 237 mil litros de bebidas falsificadas

    Uma megaoperação de combate ao comércio ilegal de bebidas alcoólicas resultou na apreensão de mais de 237 mil litros de produtos falsificados e clandestinos no Ceará. A Operação Dose Limpa, conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em duas etapas, identificou graves irregularidades na produção e comercialização de bebidas alcoólicas no estado.

    A segunda fase da operação ocorreu nos dias 4 e 5 de dezembro, focando em estabelecimentos suspeitos na Serra da Ibiapaba e em Fortaleza. Durante a fiscalização, foram apreendidos 21.230,25 litros de bebidas irregulares, incluindo gin, cachaça, vodka, cajuína e licor. Além disso, 5.000,2 litros de produtos impróprios para consumo humano foram destruídos imediatamente.

    Primeira etapa identificou uso de substância tóxica

    A primeira fase da Operação Dose Limpa, realizada em 22 e 23 de outubro, teve resultados ainda mais expressivos. A fiscalização concentrou-se no combate ao uso de metanol, substância altamente tóxica que pode causar cegueira e morte, além da produção clandestina de bebidas alcoólicas.

    Nessa etapa inicial, as equipes apreenderam 216 mil litros de bebidas fabricadas irregularmente, entre cachaça, vodka, gin, whisky e conhaque. Os responsáveis produziam os produtos em locais sem registro oficial ou em condições sanitárias inadequadas. A operação também recolheu insumos utilizados na fabricação irregular, como corantes, rótulos e álcool não autorizado.

    Ação integrada mobiliza múltiplos órgãos

    A coordenadora da operação no Ceará, Shirley Mapurunga, chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, avaliou os resultados como positivos e confirmou que as fiscalizações comprovaram as irregularidades investigadas.

    A Operação Dose Limpa II contou com uma ampla força-tarefa que reuniu a Receita Federal, Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE), Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), Vigilância Sanitária (Visa-CE), Secretaria da Saúde (Sesa), Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).

    A operação também teve participação do Programa Vigifronteiras. E apoio do Consórcio de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Sobral, Que auxiliou no descarte adequado dos produtos apreendidos.

    Todas as bebidas precisam de registro obrigatório

    O Ministério da Agricultura reforça que todas as bebidas alcoólicas comercializadas no Brasil, incluindo produtos artesanais como licores, cachaças e destilados, devem obrigatoriamente possuir registro no Mapa. A ausência de registro caracteriza crime contra as relações de consumo e representa grave risco à saúde pública.

    A Operação Dose Limpa demonstra o compromisso do governo federal e dos órgãos estaduais com a proteção do consumidor e o enfrentamento às práticas ilegais no mercado de bebidas. A fiscalização continuará atuando para identificar e coibir a produção e comercialização de produtos falsificados e clandestinos em todo o território nacional.

    Consumidores devem sempre verificar se as bebidas possuem selo de fiscalização do Mapa e adquirir produtos apenas em estabelecimentos regularizados. A compra de bebidas de origem duvidosa ou sem registro oficial pode resultar em graves problemas de saúde.