Tag: bebidas alcoólicas

  • Brasil bate recorde histórico no consumo de vinho; entenda os motivos

    Brasil bate recorde histórico no consumo de vinho; entenda os motivos

    Enquanto o mercado mundial de bebidas alcoólicas enfrenta uma desaceleração e busca se adaptar aos novos hábitos de consumo, o Brasil segue em sentido contrário. O país alcançou o maior volume de consumo de vinho de sua história recente, consolidando um movimento de crescimento que surpreende especialistas do setor.

    Consumo de vinho bate recorde no Brasil

    Segundo o levantamento mais recente da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o Brasil chegou à marca de 4,4 milhões de hectolitros consumidos. O volume representa um crescimento expressivo de 41,9% em relação ao ano anterior.

    Além disso, o desempenho brasileiro chama atenção por destoar completamente do cenário internacional. Enquanto o consumo global de vinho caiu 2,7%, países tradicionalmente fortes na produção, como Chile e Argentina, acumulam retrações constantes nos últimos cinco anos.

    Em contrapartida, o mercado brasileiro mantém um ritmo acelerado de expansão e amplia o interesse do público pela bebida.

    Mudança de comportamento impulsiona o setor

    Entre os fatores apontados por especialistas, a mudança no perfil dos consumidores aparece como uma das principais razões para o crescimento do vinho no país.

    Atualmente, muitos consumidores enxergam o vinho como uma alternativa mais equilibrada em comparação com outras bebidas alcoólicas. Por isso, a categoria sofre menos impacto da chamada tendência da “geração sem ressaca”, formada por jovens que passaram a consumir menos álcool do que as gerações anteriores.

    Geração Z opta por rótulos de baixa intervenção (orgânicos/naturais) e valorizam marcas sustentáveis e com propósito — (Foto: Cesar Silvestro/Divulgação)

    Vinhos orgânicos e biodinâmicos atraem novos públicos

    Outro fator importante para o avanço do setor é a popularização dos vinhos orgânicos e biodinâmicos. Essa nova categoria de produtos vem conquistando tanto consumidores experientes quanto integrantes da Geração Z, que valorizam opções consideradas mais naturais e sustentáveis.

    Consequentemente, produtores e importadores passaram a investir em rótulos com propostas diferenciadas, ampliando a variedade disponível no mercado brasileiro.

    Setor vitivinícola brasileiro reúne milhares de famílias produtoras — (Foto: César Silvestro/ Vagão Filmes)

    Mercado ainda tem espaço para crescer

    Especialistas destacam ainda que o mercado brasileiro de vinho continua relativamente pequeno quando comparado ao de países tradicionais no consumo da bebida. Dessa forma, qualquer aumento na base de consumidores já provoca impactos percentuais relevantes.

    Por isso, mesmo pequenas mudanças no perfil do público pesquisado ou no hábito de compra acabam gerando números expressivos nas estatísticas do setor.

    Diante desse cenário, a expectativa é que o mercado brasileiro continue atraindo investimentos e ampliando sua presença nos próximos anos.

  • Mercado de bebidas ready-to-drink cresce no Brasil

    Mercado de bebidas ready-to-drink cresce no Brasil

    O mercado brasileiro de bebidas alcoólicas prontas para beber, conhecidas como ready-to-drink (RTD), vem crescendo em ritmo acelerado e reflete uma transformação no comportamento do consumidor. A Weber Haus, tradicional destilaria gaúcha, é um dos exemplos dessa mudança ao ampliar seu portfólio além da cachaça e investir em novas experiências sensoriais.

    Projeções da consultoria Market Research Future indicam que o segmento de bebidas RTD movimentou cerca de US$ 2,2 bilhões em 2025. Isso equivale a aproximadamente R$ 11,8 bilhões, um avanço de 4,5% em relação a 2024. O estudo destaca que o consumo cresce de forma consistente há alguns anos, impulsionado por tendências como conveniência, variedade de sabores e novas formas de socialização.

    “Esperamos que o crescimento real seja ainda maior do que o projetado. A categoria mantém expansão constante na preferência do consumidor e nas vendas”, afirma Evandro Weber, CEO da Weber Haus.

    Categoria ganha força após crise e amplia portfólio

    A projeção da Market Research Future foi divulgada antes da crise de adulteração de destilados, fato que levou consumidores a buscar opções mais seguras e práticas. O cenário reforçou o apelo das bebidas ready-to-drink, disponíveis em formatos como latas e garrafas.

    A Weber Haus elaborou um portfólio diversificado que inclui licores e bebidas mistas engarrafadas. Weber destaca que esses produtos também pertencem ao universo RTD e têm papel importante na diversificação do consumo. “Os licores estão conquistando novos espaços e ocasiões em que antes não eram considerados”, comenta o executivo.

    Tendências até 2035: conveniência e experiência

    De acordo com o estudo, o mercado ready-to-drink pode alcançar US$ 3,4 bilhões no Brasil até 2035, impulsionado por mudanças de comportamento e avanços na indústria. As tendências apontadas incluem consumo mais consciente, busca por sabores diferenciados, embalagens inovadoras, crescimento do e-commerce e influência das redes sociais.

    Eventos de grande apelo popular, como Copa do Mundo e festivais musicais, também alimentam esse movimento, estimulando ocasiões de consumo coletivo e reforçando a procura por praticidade e novas experiências de sabor.

    O avanço das bebidas ready-to-drink indica uma categoria cada vez mais alinhada ao ritmo de vida moderno. As opções prontas para servir ganham espaço tanto no consumo doméstico quanto em bares e eventos. Portanto, atendendo a um consumidor que valoriza praticidade, diversidade e novas experiências sensoriais.

  • Mega operação apreende mais de 182 mil litros de bebidas falsificadas

    Mega operação apreende mais de 182 mil litros de bebidas falsificadas

    Uma operação de grande escala realizada pelo Governo de Minas Gerais durante todo o mês de novembro resultou na apreensão de mais de 182 mil litros de bebidas alcoólicas falsificadas ou irregulares em estabelecimentos comerciais de todo o estado. A Operação Baco também retirou de circulação 3.958 unidades entre garrafas e galões considerados inutilizáveis. Portanto, protegendo milhares de consumidores mineiros de produtos potencialmente nocivos à saúde.

    A ação fiscalizadora contou com a participação estratégica do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O instituto mobilizou suas 21 Coordenadorias Regionais para realizar mais de 200 fiscalizações em estabelecimentos ligados à produção, comercialização e armazenamento de bebidas alcoólicas. A operação integrou esforços de mais de 10 instituições estaduais e federais, incluindo Vigilância Sanitária, Polícia Militar e Polícia Civil.

    Produtos falsificados e sem registro são alvo principal

    De acordo com Lucas Guimarães, gerente de inspeção de produtos de origem vegetal do IMA, o instituto atuou como órgão técnico especializado na identificação de bebidas sem registro oficial, produtos falsificados e mercadorias de descaminho. “Essa atuação integrada reforça o importante papel do IMA na oferta de produtos seguros, garantindo que o consumidor mineiro não seja exposto a riscos à saúde”, destacou o gerente.

    Além das fiscalizações, a operação incluiu ações educativas para orientar consumidores sobre como identificar sinais de adulteração em bebidas alcoólicas. Contribuindo para a prevenção de intoxicações e problemas de saúde relacionados ao consumo de produtos irregulares.

    Estrutura estadual garante alcance em todos os municípios

    A amplitude da Operação Baco foi possível graças à capilaridade do IMA em Minas Gerais. Com 21 coordenadorias regionais e mais de 180 escritórios seccionais distribuídos estrategicamente pelo estado, o instituto conseguiu atender todos os municípios mineiros, proporcionando respostas rápidas e apoio técnico especializado.

    Eduardo Martins, fiscal assistente agropecuário do Escritório Seccional do IMA em Oliveira, participou ativamente da operação durante 15 dias. Nesse período, fiscalizou mais de 30 estabelecimentos em 10 municípios da região. “O apoio operacional do IMA na identificação de bebidas falsificadas, clandestinas ou sem procedência foi essencial para o êxito das ações”, afirmou Martins.

    O fiscal destacou ainda que a experiência técnica do instituto foi decisiva para ampliar a precisão das análises e assegurar que apenas produtos em conformidade com as normas sanitárias permaneçam no mercado mineiro.

  • Ação conjunta tira do ar anúncios ilegais de bebidas alcoólicas

    Ação conjunta tira do ar anúncios ilegais de bebidas alcoólicas

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) intensificaram o combate à venda irregular de bebidas alcoólicas pela internet. Na quarta-feira (16), órgãos federais tiraram do ar mais de R$ 1 milhão em anúncios de whiskys de luxo comercializados sem autorização de importação ou com suspeita de falsificação, durante a Operação Ronda Agro Ciber II.

    A ação envolveu o Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras). E também o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), com apoio do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, ligado ao MJSP. As equipes encontraram irregularidades em mais de 70 marcas de bebidas, a maioria sem o registro de importação exigido pelo Mapa para garantir a legalidade da comercialização no país.

    Problemas identificados

    Segundo os técnicos, sem registro, as bebidas não têm rastreabilidade ou controle sanitário, nem a certeza de que cumprem padrões de qualidade. Fiscais ainda localizaram indícios de importação clandestina e falta de controle no transporte e armazenamento. Além de produtos falsificados com conteúdo suspeito e até mesmo publicidade enganosa, que induzia consumidores a acreditar que compravam itens originais.

    A venda ilegal prejudica empresas legalizadas, promove concorrência desleal e provoca evasão de impostos como II, IPI e ICMS. Há casos em que garrafas autênticas são reutilizadas para esconder falsificações, elevando riscos à saúde e à segurança dos consumidores.

    A operação contou com ferramentas do Programa Monitora para fiscalizar o comércio eletrônico agropecuário, especialmente o módulo e-Monitora, criado para flagrar irregularidades online. As plataformas digitais já receberam notificações e retiraram os anúncios. As próximas fases do trabalho devem identificar e responsabilizar os infratores nos âmbitos administrativo e criminal.

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