Tag: batata-doce

  • Batata-doce pode virar nova fonte de etanol após acordo com agroindústria

    Batata-doce pode virar nova fonte de etanol após acordo com agroindústria

    O estado de São Paulo firmou uma parceria estratégica para transformar a batata-doce em uma nova fonte de energia renovável. O acordo, anunciado durante a Batatec 2026, em Presidente Prudente, reúne a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Instituto Agronômico (IAC-Apta) e a Agropecuária Vista Alegre, do Grupo Better Beef.

    A iniciativa foca no desenvolvimento de cultivares industriais de batata-doce voltadas à produção de etanol e biometano. O projeto conecta pesquisa científica e demanda da agroindústria para acelerar a adoção da cultura como alternativa energética.

    Segundo o secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho, a parceria reduz a distância entre inovação e campo. “O IAC domina o conhecimento técnico, enquanto o setor produtivo conhece as demandas reais. Essa integração viabiliza a batata-doce como fonte competitiva de bioenergia”, afirma.

    Pesquisa mira alto rendimento e uso industrial

    O IAC já desenvolve cultivares com foco em produtividade, resistência a doenças e adaptação regional. Com o novo acordo, os pesquisadores passam a priorizar características industriais, como maior teor de matéria seca e amido, além de maior eficiência na produção de etanol.

    Os estudos também incluem o aproveitamento integral da biomassa, com uso de resíduos para geração de biogás e biometano. A estratégia amplia o papel da batata-doce na matriz de energia renovável.

    De acordo com o pesquisador Valdemir Antonio Peressin, a região de Presidente Prudente oferece condições ideais para os testes. “Vamos avaliar os materiais diretamente no ambiente de produção, o que acelera a validação para uso industrial”, explica.

    Entre os materiais em avaliação estão a cultivar IAC Santa Elisa e os clones IAC 737 e IAC 708, que apresentam alto potencial para biocombustíveis.

    Nova renda para produtores

    A parceria também abre espaço para agregar valor à cadeia produtiva da batata-doce. A proposta inclui o uso de raízes fora do padrão comercial, que hoje têm baixo valor de mercado.

    O Governo de SP, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e do Instituto Agronômico (IAC-Apta), e a Agropecuária Vista Alegre, empresa do Grupo Better Beef, formalizaram acordo. Foto: Divulgação

    Segundo o presidente da Agropecuária Vista Alegre, Marcos Antônio Pompei, o modelo aproveita toda a produção. “Isso aumenta a renda do produtor e cria uma nova fonte de matéria-prima para a indústria de biocombustíveis”, destaca.

    Integração com projetos em assentamentos

    O acordo se conecta a outra iniciativa apresentada na Feicorte 2026, que prevê a implantação de projetos produtivos em assentamentos estaduais.

    O plano inclui o cultivo de 150 hectares de batata-doce para produção de etanol e biometano, além de 80 hectares de eucalipto para biomassa. A expectativa é beneficiar até 45 famílias assentadas.

    SP lidera produção nacional

    São Paulo lidera a produção brasileira de batata-doce. Em 2025, o estado colheu 149,5 mil toneladas, com valor de produção de R$ 183,95 milhões, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta).

    A região de Presidente Prudente concentra o principal polo produtivo, com 81,5 mil toneladas,  o equivalente a 54,5% do total estadual, e cerca de 180 produtores distribuídos em municípios como Álvares Machado, Martinópolis e Presidente Bernardes.

  • Projeto transforma batata-doce em etanol, biogás e ração animal

    Projeto transforma batata-doce em etanol, biogás e ração animal

    A Agropecuária Vista Alegre, empresa do Better Group, deu início ao processo de obtenção de documentos ambientais para implantar um projeto que transforma batata-doce em etanol, biogás e ração animal. A empresa investirá R$ 20 milhões na ampliação da indústria e na construção de um biodigestor, movimento que amplia a capacidade produtiva e diversifica o uso do tubérculo fora do padrão comercial.

    Foto da Usina Agropecuaria Vista Alegre
    Foto: Divulgação

    O projeto prevê a produção de 7 milhões de litros de etanol por ano, dos quais 5 milhões virão da fermentação da batata-doce. A iniciativa também gerará 7 mil toneladas anuais de ração animal e 7 milhões de metros cúbicos de biogás, este último produzido com a inclusão de dejeto bovino.

    Anúncio reforça vínculo com a Batatec

    A empresa anunciou o início do processo um ano após apresentar o projeto na Feira Tecnológica da Batata-Doce (Batatec) 2025, em Presidente Prudente (SP). O anúncio animou os agricultores locais. Neste ano, a Batatec acontece entre os dias 23 e 26 de julho, organizada em parceria com a Agropecuária Vista Alegre, e reunirá produtores, pesquisadores e empresas ligadas à cadeia da batata.

    “Esse projeto representa um novo passo na estratégia do Better Group de investir em soluções que ampliam a eficiência das operações e geram valor para os diversos elos da cadeia produtiva. Reunimos, em uma única iniciativa, produção de biocombustível, geração de energia e nutrição animal. Com aproveitamento integral da matéria-prima”, afirma David de Carlo, gerente industrial da Agropecuária Vista Alegre. Segundo ele, a proposta também fortalece a relação com os produtores da região ao criar uma alternativa para o aproveitamento da batata-doce fora dos padrões exigidos pelo mercado de consumo. Com a ampliação, a empresa elevará sua produção de etanol de 2 milhões para 7 milhões de litros por ano.

    Foto: Divulgação

    Para a companhia, o projeto materializa a economia circular na prática. O biodigestor converterá resíduos e dejetos bovinos em biogás, que gerará energia térmica e elétrica para a própria operação e contribuirá para reduzir a pegada de carbono do negócio.

    Parcerias locais garantem fornecimento de matéria-prima

    A empresa firmará parcerias com pequenos, médios e grandes produtores da região para garantir o fornecimento de batata-doce. “Como o processamento industrial não depende de critérios estéticos, ampliamos o aproveitamento da produção com redução de perdas no campo”, explica David de Carlo. Para complementar o abastecimento da indústria, a Agropecuária Vista Alegre também cultivará 400 hectares de batata-doce irrigada por pivô central, com adubação feita a partir de resíduos orgânicos da própria operação.

    O processamento da batata-doce também produzirá Wet Distillers Grains (WDG), coproduto utilizado na fabricação de ração para os animais confinados do Better Group. Testes laboratoriais apontam teor de proteína acima de 29% no ingrediente, o que permitirá produzir aproximadamente 7 mil toneladas de ração por ano. Depois da extração desse material, os resíduos seguirão para o biodigestor, onde se converterão em biogás para gerar energia para a própria indústria.

    “Enquanto o mercado discute sustentabilidade, o Better Group pratica esse conceito em cada elo da cadeia. Com nosso propósito de ‘Alimentar Hoje. Cuidando do Amanhã’, construímos um sistema para entregar carne de excelência com impacto ambiental reduzido, em um modelo maduro de economia circular. A transformação da batata-doce em diferentes produtos mostra como a inovação pode ampliar o aproveitamento dos recursos. Além de criar novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, afirma Everton Gardezan, gerente de marketing do Better Group.

    Embora recém-lançado, o projeto Bioenergia da Batata-Doce já conquistou reconhecimento nacional. Em junho, a Agropecuária Vista Alegre recebeu o 32º Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria Energias Limpas. Essa é uma das principais premiações ambientais do país, que destaca iniciativas que associam inovação, eficiência produtiva e responsabilidade ambiental.

  • Hortitec reúne inovações para o futuro da horticultura

    Hortitec reúne inovações para o futuro da horticultura

    A Hortitec 2026 reunirá 520 empresas brasileiras e estrangeiras para apresentar soluções voltadas à horticultura, cultivo protegido e culturas intensivas. O evento ocorrerá entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP).

    A organização espera receber cerca de 32 mil visitantes. Além disso, a feira projeta movimentar R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

    As empresas levarão ao público tecnologias voltadas à automação, sustentabilidade, produtividade, rastreabilidade e saudabilidade. Essas áreas concentram os principais desafios enfrentados pelos produtores de hortifrúti no Brasil.

    De olho no consumidor

    O setor também acompanha mudanças no comportamento do consumidor. Atualmente, cresce a procura por alimentos saudáveis, nutritivos e práticos para o dia a dia. Por isso, produtos frescos, higienizados e prontos para consumo ampliam participação na cesta de compras dos brasileiros.

    Entre os destaques da feira, a Embrapa e a Isla Sementes apresentarão novas cultivares de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs). As variedades Bertalha BRS Tereverde e Caruru Verde BRS Ilekalu combinam valor nutricional, praticidade e apelo visual.

    Nova batata-doce

    A Embrapa Clima Temperado também lançará a batata-doce BRS BC179 Prenda. A cultivar possui alto teor de carotenoides e elevada produtividade.

    Flores

    Na floricultura, a tecnologia ganhará espaço com a Classificadora Inteligente de Flores. A solução utiliza visão artificial e inteligência artificial para classificar, cortar e embalar flores automaticamente. Segundo os expositores, a tecnologia aumenta a eficiência operacional e reduz impactos da escassez de mão de obra no campo.

    O setor também apresentará novas variedades ornamentais. A Bio Plugs exibirá uma Gérbera com flores duplas e gigantes, hastes resistentes e longo ciclo produtivo.

    Outro lançamento será o Girassol sem pólen. O híbrido oferece maior durabilidade, evita sujeira e reduz riscos de alergias respiratórias.

    Hortaliças processadas

    No segmento de hortaliças processadas, empresas apostam em variedades adaptadas ao mercado de produtos frescos e higienizados.

    A Enza Zaden lançará a alface Harumi. A variedade apresenta alta uniformidade e excelente rendimento para processamento.

    Já a Sakata apresentará a alface Bella Folha. A cultivar é a primeira alface crespa desenvolvida especificamente para o mercado de processamento.

    Fertilizantes e defensivos

    No setor de fertilizantes e defensivos, a biotecnologia reforçará a busca por sistemas produtivos mais sustentáveis.

    Entre as novidades, o RadiSanPro se destaca por estimular o desenvolvimento das raízes e fortalecer os mecanismos naturais de defesa das plantas.

    Com lançamentos voltados à eficiência e à sustentabilidade, a Hortitec 2026 reforça seu papel como uma das principais vitrines de inovação para a horticultura brasileira.

     

     

     

     

  • Batata-doce biofortificada promete alta produtividade

    Batata-doce biofortificada promete alta produtividade

    A Embrapa lança a batata-doce BRS Prenda como nova opção biofortificada no Brasil. A cultivar combina alta produtividade, qualidade nutricional e resistência no campo. A produção supera 2 quilos por planta em lavouras bem conduzidas. Esse desempenho coloca a variedade entre as mais produtivas do segmento.

    Além disso, a planta apresenta boa resistência a pragas e doenças. Com isso, o produtor reduz custos e melhora o manejo agrícola. A arquitetura com ramas curtas e eretas facilita o cultivo. Essa característica também torna a colheita mais rápida e eficiente. Após a colheita, as batatas mantêm qualidade por até três meses. Assim, o produtor ganha mais flexibilidade na comercialização.

    Pesquisa prioriza nutrição e facilidade no campo

    O pesquisador Luis Antônio Suíta de Castro lidera os estudos na Embrapa. Ele afirma que a cultivar atende demandas atuais do mercado agrícola. Segundo ele, a equipe buscou unir nutrição, aparência e durabilidade.
    Além disso, os pesquisadores focaram na facilidade de colheita.

    A BRS Prenda apresenta polpa amarelo-intensa e sabor adocicado. A cultivar se assemelha à BRS Amélia em doçura e coloração. Ela também possui alta concentração de carotenoides. Por isso, especialistas a classificam como alimento biofortificado. Esse perfil coloca a batata entre os chamados superalimentos.

    Lançamento ocorre em feira nacional da agricultura familiar

    A Embrapa apresentará a novidade na Expoagro Afubra 2026. O evento ocorre entre 24 e 26 de março, em Rio Pardo (RS). A apresentação oficial será no dia 24, às 14 horas. O encontro acontecerá no estande institucional da Embrapa. Após o evento, produtores credenciados receberão mudas da cultivar. Eles poderão iniciar o plantio para a safra 2026/27.

    Visual atrativo amplia uso na culinária

    A batata chama atenção pela casca rosada e polpa amarela intensa. Essas características valorizam pratos e ampliam o uso gastronômico. O formato arredondado melhora o padrão visual do produto. Isso aumenta o interesse do consumidor no mercado.

    Segundo Castro, a aparência supera a de outras cultivares disponíveis. Esse diferencial pode impulsionar as vendas no varejo.

    Processo de cura intensifica sabor e qualidade

    A cultivar exige período de cura entre 10 e 16 dias. Esse tempo é maior que o de variedades tradicionais. A cura intensifica sabor, textura e doçura da batata. O processo também melhora a conservação no armazenamento.

    Durante esse período, o amido se transforma em açúcar.Assim, a polpa se torna mais doce e agradável ao consumo. Quando assada, a batata leva cerca de 80 minutos a 200°C.

    Origem no Sul e adaptação ao campo brasileiro

    A cultivar surgiu de seleção local no Sul do Brasil. Pesquisadores avaliaram o material em Pelotas (RS). A equipe analisou produtividade, nutrição e pós-colheita. Além disso, observou resistência a pragas por oito safras.

    A BRS Prenda integra o banco genético da Embrapa. O material veio de sementes fornecidas por produtores rurais. A hibridação ocorreu de forma espontânea no campo. Depois, os pesquisadores compararam a cultivar com outras opções.

    Os testes confirmaram potencial para cultivo no Sul do Brasil. A variedade também mostra viabilidade em outras regiões produtoras.

    Produtividade pode chegar a 50 toneladas por hectare

    Foto: divulgação – Embrapa / Luis Suíta

    A produtividade média atinge até 50 toneladas por hectare. Esse resultado ocorre em lavouras com bom manejo. A planta apresenta porte compacto e baixa pilosidade. As folhas possuem formato característico com cinco lóbulos.

    As raízes têm boa aparência e poucos defeitos. A produção atende ao mercado com alto padrão comercial. O ciclo varia entre 120 e 140 dias. O armazenamento mantém qualidade por até três meses.

    Produção cresce e fortalece pequenos produtores

    O Brasil cultivou 65,6 mil hectares de batata-doce em 2024. A produção nacional alcançou cerca de 907 mil toneladas. O Rio Grande do Sul se destaca entre os maiores produtores. O estado responde por aproximadamente 18% da produção nacional.

    A produção gaúcha soma cerca de 150 mil toneladas por ano. O cultivo ocorre principalmente em pequenas propriedades familiares. A cultura ajuda na diversificação agrícola e geração de renda. Além disso, fortalece a segurança econômica no campo.

    O plantio no Sul ocorre entre agosto e dezembro. Esse período oferece condições ideais para o desenvolvimento da lavoura.

  • Milho, coco, batata-doce e amendoim: os superalimentos juninos

    Milho, coco, batata-doce e amendoim: os superalimentos juninos

    As festas de São João trazem à mesa sabores típicos que remetem à tradição e à cultura brasileira. Mas além do sabor, muitos dos ingredientes dessas receitas são verdadeiros superalimentos, ricos em nutrientes essenciais para o corpo. A nutricionista Paloma Popov, professora do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica como aproveitar as delícias juninas com equilíbrio, sem abrir mão da saúde.

    O milho, a batata-doce, o amendoim e o coco são os protagonistas das receitas típicas e oferecem benefícios nutricionais importantes. O milho e a batata-doce são fontes ricas em fibras, que auxiliam no funcionamento intestinal e promovem saciedade. Já o amendoim, quando consumido com moderação e com pouco açúcar, é uma excelente fonte de gorduras saudáveis, que contribuem para a saúde cardiovascular.

    “A festa junina celebra o que vem da terra, da roça. O segredo está no modo de preparo e no equilíbrio”, destaca Paloma. Ela alerta para o consumo moderado de preparações como pé de moleque e paçoca, que podem conter altos níveis de gordura e açúcar.

    Os tradicionais caldos de feijão, verde e de legumes com proteína são opções nutritivas e reconfortantes para as noites juninas. “Eles podem se tornar refeições completas, especialmente quando enriquecidos com verduras e legumes, que fornecem vitaminas e minerais essenciais”, explica a nutricionista.

    Outros ingredientes que merecem destaque

    A abóbora, a mandioca e o coco também fazem parte do repertório das festas e são fontes importantes de nutrientes. A abóbora é rica em vitaminas A e C, a mandioca fornece carboidratos naturais para energia, e o coco agrega textura e sabor, além de nutrientes como fibras e gorduras boas.

    Para reduzir o aporte calórico, Paloma recomenda substituir frituras por versões assadas de pastéis, bolos e salgados. A inclusão de vegetais nas preparações ajuda a aumentar a diversidade nutricional e a sensação de saciedade.

    Para quem deseja saborear doces típicos, a sugestão é apostar em frutas acompanhadas de chocolate meio amargo, como maçã, uva do amor ou fondue. “Essa combinação oferece fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais, mantendo o clima festivo sem exageros”, afirma a especialista.

    Segundo Paloma Popov, é possível aproveitar as festas juninas com prazer e responsabilidade: “Festa junina de verdade é aquela que deixa lembrança boa no paladar, no corpo e no coração”. Com escolhas conscientes e preparos equilibrados, as celebrações podem ser momentos de saúde e bem-estar.

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  • Produtor de Piratini colhe batatas-doces gigantes

    Produtor de Piratini colhe batatas-doces gigantes

    O agricultor Hélio Ocanho, de Piratini, na região da Campanha, colheu duas batatas-doces gigantes em sua horta caseira no final de abril. Uma das raízes tuberosas pesou 20kg e a outra 7kg, surpreendendo a comunidade local. Hélio conta que apenas regou e cuidou da plantação, sem esperar resultados tão expressivos. A surpresa veio quando, após colher as batatas menores, encontrou as duas gigantes lado a lado.

    Foto: Emater/RS-Ascar

    Segundo Fernanda Silva Corrêa, extensionista da Emater/RS-Ascar, o peso padrão das batatas-doces comercializadas varia entre 250g e 350g, com ciclo de produção entre quatro e seis meses, dependendo da variedade. “As batatas colhidas em Piratini são muito grandes, mas isso pode acontecer. Quem produz para o comércio raramente vê batatas desse tamanho porque a colheita é rápida e não permite que o tubérculo cresça tanto”, explica Fernanda.

    Explicação

    Ela destaca que batatas-doces gigantes costumam se desenvolver quando permanecem mais tempo no solo, especialmente se a variedade suporta o inverno sem apodrecer. Algumas variedades não resistem ao frio e apodrecem se não forem colhidas a tempo.

    Quando a batata-doce fica no solo durante o inverno, a parte vegetativa (folhas e caule) morre devido ao frio, mas o tubérculo permanece. Com a chegada do calor, o tubérculo brota novamente, reiniciando o crescimento e permitindo que a batata continue se desenvolvendo.

    Fernanda reforça que, se o tubérculo não brotar durante os meses quentes, pode acabar apodrecendo. O crescimento contínuo só acontece se houver novas brotações nas estações mais quentes.

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  • Além de Kate Perry: Embrapa e Blue Origin levam batata-doce e grão-de-bico para o espaço

    Além de Kate Perry: Embrapa e Blue Origin levam batata-doce e grão-de-bico para o espaço

    A bordo do voo suborbital da Blue Origin, lançado em 14 de abril, além da histórica tripulação composta exclusivamente por mulheres, viajaram plantas de batata-doce e sementes de grão-de-bico desenvolvidas pela Embrapa. O experimento integra as pesquisas da Rede Space Farming Brazil, parceria entre a Embrapa e a Agência Espacial Brasileira (AEB), que busca soluções para produção de alimentos em ambientes extremos, como espaço, Lua e Marte.

    Por que batata-doce e grão-de-bico?

    As culturas foram escolhidas por sua resiliência, rápido crescimento e alto valor nutricional – fatores críticos para cultivo em condições de radiação elevada e gravidade reduzida. A batata-doce das cultivares Beauregard e Covington (esta última registrada no Brasil pela Embrapa) é rica em betacaroteno, precursor da vitamina A, enquanto o grão-de-bico BRS Aleppo destaca-se pelo alto teor proteico.

    Sarita Meireles e Larissa Vendrame, da Embrapa, analisam mudas da batata-doce BRS Anembé, próximo material a ser analisado no espaço, após o grão-de-bico BRS Aleppo. Foto: Paula Rodrigues

    “Essas espécies são adaptáveis, exigem menos insumos e oferecem compostos bioativos essenciais para astronautas, como antioxidantes que combatem os efeitos da radiação”, explica Larissa Vendrame, pesquisadora da Embrapa Hortaliças.

    Como funciona o experimento?

    As amostras ficaram expostas por cinco minutos à microgravidade durante o voo. Agora, cientistas analisarão mudanças genéticas e fisiológicas nas plantas, com foco em:

    • Desenvolver cultivares mais resistentes a secas e radiação.
    • Otimizar sistemas de cultivo sem solo (usando regolito lunar/marciano).
    • Acelerar o melhoramento genético para enfrentar mudanças climáticas na Terra.
    • Tecnologias Espaciais a Serviço da Agricultura Global

    A pesquisa espacial pode gerar spin-offs (tecnologias derivadas) aplicáveis ao cotidiano. “Assim como a NASA trouxe inovações como alimentos desidratados e termômetros infravermelho, esperamos avanços em inteligência artificial para irrigação e cultivos indoor”, destaca Alessandra Fávero, coordenadora da Rede Space Farming Brazil.

    Parcerias Internacionais

    A inclusão das sementes brasileiras na missão foi viabilizada pela Winston-Salem State University (EUA), com participação da ex-cientista da NASA Aisha Bowe, responsável por conduzir os experimentos. A iniciativa reforça o papel do Brasil no Programa Artemis, da NASA, que visa estabelecer presença humana sustentável no espaço.

    Grão-de-bico BRS Aleppo é a primeira cultivar brasileira a participar de experimento espacial. Foto: Rogério Monteiro

    Além de contribuir para missões espaciais de longa duração, os resultados devem impulsionar a agricultura terrestre, com:

    • Cultivares mais nutritivas e tolerantes a extremos climáticos.
    • Técnicas inovadoras de manejo com menos recursos.
    • Novos mercados para produtos adaptáveis a condições adversas.

    A Embrapa e a AEB planejam expandir a rede de pesquisas, integrando universidades e empresas de tecnologia. “Estamos construindo um legado que une segurança alimentar no espaço e soluções para os desafios do agro na Terra”, conclui Fávero.

    Momento histórico

    A missão histórica da Blue Origin marcou um avanço na exploração espacial ao levar a primeira tripulação 100% feminina ao espaço. Além da cantora Katy Perry, a bordo do foguete New Shepard estavam outras cinco mulheres, entre elas a jornalista Lauren Sánchez (noiva de Jeff Bezos, fundador da empresa) e a ex-cientista da NASA Aisha Bowe. Elas experimentaram cerca de 10 minutos de voo suborbital, ultrapassando a Linha de Kármán (100 km de altitude) e flutuando em microgravidade por aproximadamente três minutos. Katy Perry, emocionada, destacou a importância simbólica da jornada. “É sobre abrir espaço para mulheres no futuro”, disse, revelando ainda que cantou “What a Wonderful World” durante a experiência e celebrou o retorno beijando o chão.

     

    O voo, além de seu caráter histórico (o primeiro exclusivamente feminino desde Valentina Tereshkova, em 1963), reacendeu debates sobre o turismo espacial — com passagens estimadas em US$ 1,25 milhão — e seus impactos ambientais, já que emissões de foguetes contribuem para o aquecimento global, mesmo com combustíveis mais limpos, como hidrogênio líquido. A missão também simbolizou um passo na representatividade feminina em setores tradicionalmente dominados por homens. E uniu celebridades, cientistas e ativistas em um marco de inovação e inclusão.

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  • Chuvas impactam produção de banana no Paraná

    Chuvas impactam produção de banana no Paraná

    As fortes chuvas que atingiram o litoral do Paraná, no fim de semana passado, causaram prejuízos aos produtores de banana. A zona rural de Guaratuba, uma das principais regiões produtoras, registrou inundações que afetaram cerca de 1,5 mil hectares de bananais.

    Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Andrade, a qualidade da banana será comprometida. “Os bananicultores precisarão de um beneficiamento mais rigoroso, o que aumenta os custos e reduz o preço final da fruta”, explicou em artigo no Boletim de Conjuntura Agropecuária. Além disso, cerca de 80 hectares sofreram perda total, e a recuperação dessas áreas só deve ocorrer no final do ano.

    Produção de banana no Paraná

    O litoral concentra 59% da produção estadual de banana. Em 2023, foram colhidas 95 mil toneladas em 4,2 mil hectares. Guaratuba lidera a produção no Estado, com 77 mil toneladas colhidas em 3,2 mil hectares, principalmente na comunidade de Cubatão. Em geral, no ranking nacional, o Paraná ocupa a 13ª posição, com 160,8 mil toneladas colhidas no ano passado.

    Batata-doce e mandioca

    A batata-doce, conhecida pela resistência e alto potencial produtivo, foi cultivada em 1717 municípios brasileiros em 2023. A produção nacional alcançou 925,6 mil toneladas em 61 mil hectares. O Paraná ocupa a nona posição entre os maiores produtores, mas registrou queda na área cultivada e na produção nos últimos anos. A colheita passou de 84,4 mil toneladas em 2014 para 60,2 mil toneladas em 2023. As principais regiões produtoras são Curitiba, Londrina e Francisco Beltrão.

    Já o preço da mandioca caiu 4,2% em janeiro, passando de R$ 673,47 para R$ 645,17 por tonelada. Apesar da queda mensal, o valor é 15% superior ao registrado no mesmo período de 2023. Ou seja, com boas produtividades e preços em alta, a área plantada pode crescer no novo ciclo. Em resumo, a estimativa aponta uma produção de 4,1 milhões de toneladas, contra 3,69 milhões no último ano.

    Safra de soja avança no Paraná

    A colheita da soja segue em ritmo acelerado no Paraná. Dos 5,77 milhões de hectares estimados para a safra, ainda restam 3,8 milhões a serem colhidos. A maior parte das lavouras ainda no campo está no Sul do Estado, com 40% da área total, seguido pelo Norte, com 35%. Do total, 77% apresentam bom desenvolvimento, 20% têm condição mediana e 4% estão em estado ruim.

    Tilápia impulsiona setor de pescados

    Foto: Divulgação – Secretaria de Agricultua e Abastecimento do Paraná

    A produção de peixes cresceu no Paraná na última década, com destaque para a tilápia. A espécie representa 85% do Valor Bruto da Produção (VBP) do setor, que alcançou R$ 2,07 bilhões em 2023. O técnico do Deral, Edmar Gervásio, avalia que os investimentos da indústria de processamento devem dobrar o tamanho da atividade nos próximos três anos.

    Carne suína e bovina registram variações nos preços

    Os preços de cortes suínos monitorados pelo Deral caíram em janeiro após sete meses de alta. A redução foi de 0,7%, ou R$ 0,03 por quilo. O valor médio passou de R$ 22,22 em dezembro para R$ 22,19 em janeiro. Para fevereiro, a expectativa é de nova leve queda, mas os preços ainda devem ficar R$ 5,00 acima do registrado no mesmo período de 2024.

    No mercado de carne bovina, o Índice Regional de Preços do Paraná – Alimentos e Bebidas, do Ipardes, apontou alta de 0,75% em janeiro. O contrafilé subiu 0,91%, e a costela, 1,66%. Em contrapartida, o preço do patinho caiu 1,67% no período.

    Exportações de carne de frango crescem, enquanto carne de peru recua

    As exportações brasileiras de carne de frango aumentaram 1,3% em faturamento em 2024, alcançando US$ 9,742 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 3%, totalizando 5,1 milhões de toneladas. No segmento de carne de peru, houve queda de 8% no volume exportado, com 64,6 mil toneladas, e recuo de 23,3% na receita, somando US$ 153,8 milhões.

     

     

     

  • Batata-doce de Presidente Prudente terá Indicação Geográfica

    Batata-doce de Presidente Prudente terá Indicação Geográfica

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anunciou a assinatura da Resolução nº 92, que certifica a regularidade do processo de Indicação Geográfica (IG) da batata-doce cultivada na região de Presidente Prudente. Essa iniciativa é um reconhecimento significativo para os produtos agrícolas locais, promovendo o aumento da produtividade e competitividade, além de gerar visibilidade para a produção regional.

    Após uma análise detalhada da documentação apresentada pela Associação dos Produtores de Batata-Doce de Presidente Prudente, a secretaria confirmou que todos os requisitos necessários para o registro da IG foram atendidos. O processo agora segue para o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), onde será realizada a análise final para o reconhecimento oficial da Indicação Geográfica.

    Importância da indicação geográfica

    A Indicação Geográfica é um importante ativo de propriedade intelectual que certifica a origem de um produto agropecuário, valorizando sua qualidade e autenticidade. Com aproximadamente 182 mil toneladas produzidas em mais de 10 mil hectares, São Paulo se destaca como o maior produtor de batata-doce do Brasil, sendo a região de Presidente Prudente a principal responsável por essa produção.

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    Cidades como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito abrigam cerca de 180 produtores. Que abastecem não apenas o mercado interno, mas também exportam para países do Mercosul e Europa.

    Impacto econômico e cultural

    O reconhecimento da batata-doce de Presidente Prudente como produto com Indicação Geográfica pode aumentar seu valor comercial entre 20% a 50%, segundo estimativas do INPI. Além disso, essa certificação reforça a identidade cultural da região e incentiva práticas agrícolas sustentáveis.

    O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo destacou a importância desse reconhecimento. Isso vai fortalecer os polos produtivos do estado e incentivar a vocação agrícola local.

    A certificação da Indicação Geográfica da batata-doce em Presidente Prudente representa um marco significativo para os agricultores locais e para o setor agropecuário paulista. Com essa conquista, espera-se não apenas um aumento na competitividade dos produtos regionais. Além disso, é também uma valorização das tradições agrícolas que fazem parte da história do estado. A expectativa é que esse reconhecimento atraia mais investimentos e promova o desenvolvimento econômico sustentável na região.

  • Batata-doce: conheça a super aliada da saúde

    Batata-doce: conheça a super aliada da saúde

    A batata-doce, um tubérculo amplamente consumido no Brasil e em várias partes do mundo, tem se destacado não apenas pelo seu sabor adocicado, mas também por seus diversos benefícios à saúde. Rica em nutrientes e compostos bioativos, a batata doce é considerada um superalimento que pode contribuir significativamente para uma dieta equilibrada.

    Mas além dos benefícios da batata-doce, o que não falta é diversidade de cores. Já pensou de onde vem essa cor? Que gosto tem? Qual a cor mais nutritiva e mais saudável? Qual cor é indicada para qual prato? A Embrapa Hortaliças lançou recentemente um folder intitulado “Hortaliça não é só salada. Batata-doce: escolha a sua cor”, que explora os diferentes tipos de batata-doce e seus benefícios nutricionais.

    A publicação faz parte do projeto “Incremento tecnológico e ações de comunicação para o fortalecimento da cadeia produtiva de batata-doce no Distrito Federal”, apoiado pelo Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

    Produzido pelas pesquisadoras Milza Lana, Larissa Vendrame e Lucimeire Pilon, o folder destaca a diversidade de cores da batata-doce, que pode variar entre branca, creme, laranja e roxa. Essa variedade é explicada pelos diferentes pigmentos presentes na planta. A polpa branca contém maior quantidade de amido, enquanto a laranja é rica em carotenoides, e a roxa apresenta antocianinas, compostos bioativos também encontrados em alimentos como berinjela e açaí.

    Benefícios nutricionais

    As autoras ressaltam que todas as variedades de batata-doce são ricas em fibras e fornecem quantidades variadas de sais minerais, vitaminas e compostos bioativos. “Consumir apenas a batata-doce de polpa laranja por causa da alta concentração de provitamina A significa abrir mão de outros nutrientes importantes presentes nas demais variedades”, afirmam as pesquisadoras.

    Cores versus sabores

    A publicação está lançando luz sobre as distintas características das diferentes cultivares de batata-doce, explorando como as cores da polpa influenciam o sabor e a textura de cada variedade. Algumas delas são mais doces, outras têm polpa mais seca ou, ao contrário, são mais suculentas, com texturas que variam de macia a fibrosa, conforme o tipo de batata.

    Batata-doce: publicação explica as diferenças de cores e de sabores da hortaliça. Foto: Gislene Alencar. Embrapa

    Milza Lana explica que o objetivo do material é informar o público sobre a diversidade de batatas-doces disponíveis no mercado. Os pigmentos naturais presentes na batata-doce determinam a cor da polpa, permitindo seu uso de diferentes formas na culinária.

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    Entre as variedades destacadas, a Coquinho, com polpa branca, se diferencia pelo sabor mais doce em comparação à Canadense, de polpa creme. Já as variedades de polpa laranja Beauregard e CIP BRS Nuti, embora parecidas na cor, se distinguem pela textura: enquanto a Nuti apresenta uma polpa mais seca, a Beauregard tem uma polpa mais aquosa.

    Essas informações são especialmente úteis para consumidores que desejam explorar a versatilidade culinária dessa hortaliça, aproveitando a diversidade natural para criar pratos saborosos e saudáveis.

    Benefícios

    A batata doce é uma excelente fonte de carboidratos complexos, fibras, vitaminas e minerais. Entre os principais nutrientes, destacam-se a vitamina A, que é crucial para a saúde ocular e imunológica; a vitamina C, que fortalece o sistema imunológico; e o potássio, que ajuda a regular a pressão arterial. Além disso, o tubérculo contém antioxidantes que combatem os radicais livres no organismo.

    Pesquisas indicam que a batata doce possui altos níveis de antioxidantes, como os betacarotenoides, que não apenas conferem a coloração alaranjada ao alimento, mas também têm propriedades anti-inflamatórias e anticancerígenas. Segundo a nutricionista Ana Paula Oliveira, “o consumo regular do tubérculo pode ajudar a prevenir doenças crônicas devido à sua capacidade de neutralizar os efeitos nocivos dos radicais livres”.

    Outro benefício significativo da batata doce é sua capacidade de ajudar no controle dos níveis de açúcar no sangue. A presença de fibras solúveis contribui para a regulação da glicemia, tornando-a uma opção saudável para pessoas com diabetes. “Inclui-la na dieta pode ser uma estratégia eficaz para gerenciar os níveis de glicose”, afirma o endocrinologista Dr. Carlos Mendes.

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    O folder também aborda as diversas formas de preparo da batata-doce. Ela pode ser preparada de diversas maneiras: assada, cozida, em purês ou até mesmo em forma de chips. Essa versatilidade não só enriquece as refeições, mas também torna mais fácil incorporar o alimento na dieta diária. “Ela é, Portanto, uma ótima opção tanto para pratos doces quanto salgados”, comenta a chef de cozinha Maria Fernanda.

    Sustentabilidade e produção

    Além dos benefícios à saúde, a produção de batata doce apresenta vantagens ambientais. O cultivo do tubérculo requer menos água em comparação com outras culturas e pode ser realizado em diferentes tipos de solo. Isso torna ela uma alternativa sustentável para agricultores em diversas regiões do Brasil.

    Com seus inúmeros benefícios nutricionais e sua versatilidade culinária, a batata doce se consolida como um superalimento valioso na dieta moderna. Especialistas recomendam sua inclusão regular nas refeições para aproveitar ao máximo suas propriedades benéficas à saúde. A popularização desse tubérculo pode não apenas melhorar a nutrição da população, mas também contribuir para práticas agrícolas mais sustentáveis.