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  • Regularização fundiária em APAs avança e pode beneficiar milhares de famílias

    Regularização fundiária em APAs avança e pode beneficiar milhares de famílias

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2548/25, que garante o direito de propriedade a moradores que já ocupavam áreas posteriormente transformadas em Áreas de Proteção Ambiental (APAs).

    O projeto reconhece a posse de quem ocupava esses territórios de boa-fé antes da mudança no regime jurídico. A proposta altera a Lei 13.465/17, que regula a regularização fundiária no país.

    A deputada Julia Zanatta (PL-SC) apresentou o texto. Segundo a proposta, os ocupantes deverão manter atividades compatíveis com as regras ambientais da unidade de conservação. O projeto não inclui unidades de proteção integral, onde a legislação restringe a presença humana.

    O relator, deputado Pezenti (MDB-SC), defendeu a aprovação. Ele afirmou que a medida equilibra preservação ambiental e direitos constitucionais. “A proposta garante segurança jurídica e promove justiça social para milhares de famílias”, declarou.

    Critérios para regularização fundiária em APA

    O projeto estabelece requisitos objetivos para validar a regularização:

    • Comprovação de ocupação legítima e contínua antes da criação da APA.
    • Exercício de posse direta, sem contestação, com uso residencial, produtivo ou comercial compatível com a legislação ambiental.
    • Ausência de decisão judicial definitiva que determine a desocupação da área.

    Revisão da APA da Baleia Franca

    O texto também prevê mudanças na APA da Baleia Franca, em Santa Catarina. A proposta determina a revisão do plano de manejo da unidade, criada para proteger a baleia-franca-austral.

    A deputada sugere medidas de compensação ambiental e maior integração das comunidades locais na gestão da área. O projeto ainda propõe o redesenho do polígono da APA.

    Antes de chegar à Comissão de Agricultura, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. Agora, seguirá para análise nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Após essa etapa, o texto poderá ir ao Plenário da Câmara. Para virar lei, a proposta ainda precisa de aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Baleia-franca e filhote seguem saudáveis após incidente com rede

    Baleia-franca e filhote seguem saudáveis após incidente com rede

    A baleia-franca avistada com uma rede de pesca presa à cabeça na Praia da Pinheira, em Palhoça (SC), conseguiu se livrar do artefato sem necessidade de intervenção humana. O caso, monitorado desde quinta-feira (10/07) por equipes do Ibama, Instituto Australis, R3 Animal e UDESC, teve um final positivo, como previam os especialistas.

     

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    Segundo o Ibama, a rede estava presa nas calosidades da cabeça do animal, mas não impediu a baleia de amamentar e cuidar do filhote. Técnicos capacitados em desenredamento acompanharam a dupla de perto, utilizando drones para avaliar a situação sem causar estresse desnecessário. As autoridades ambientais optaram por não intervir, evitando riscos tanto para os animais quanto para a equipe de resgate.

    A decisão de aguardar a soltura natural da rede se baseou em estudos científicos e na experiência de especialistas. “Em muitos casos, a baleia consegue se livrar sozinha do material preso, principalmente quando não há comprometimento dos movimentos ou sinais de sofrimento”, explicou um porta-voz do Instituto Australis.

    Após o incidente, mãe e filhote seguem saudáveis e apresentam comportamento típico da espécie. O caso reforça a importância de ouvir as autoridades ambientais e confiar no conhecimento técnico durante situações delicadas envolvendo animais silvestres.

    Relembre o caso

    O Ibama iniciou o monitoramento da baleia-franca e seu filhote após o avistamento da rede presa à cabeça do animal. A equipe técnica, treinada em resgates de grandes mamíferos marinhos, avaliou que a intervenção direta poderia colocar em risco tanto os animais quanto os profissionais envolvidos. O acompanhamento contínuo e o uso de tecnologia, como drones, garantiram a segurança e o bem-estar da dupla até a resolução do caso.

     

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