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  • Volume de exportação de café cai, mas a receita cresce

    Volume de exportação de café cai, mas a receita cresce

    As exportações brasileiras de café registram queda em volume, porém avanço na receita na safra 2025/26. Dados do Cecafé, analisados pelo Cepea, confirmam o movimento no mercado externo do grão.

    Entre julho e novembro, período parcial da safra atual, o Brasil embarcou 17,435 milhões de sacas de 60 quilos.
    O volume representa retração de 21,7% frente ao mesmo intervalo da temporada anterior. Apesar disso, a receita das exportações avançou, sustentada pelos elevados preços do café. No acumulado da safra, o faturamento somou US$ 6,723 bilhões, alta de 11,6% em relação a 2024.

    Os pesquisadores do Cepea atribuem a queda nos embarques à forte redução das vendas aos Estados Unidos.
    O país é o principal destino do café brasileiro no mercado internacional. Segundo o Centro de Pesquisas, o governo norte-americano aplicou tarifas às importações brasileiras entre agosto e novembro de 2025.
    Além disso, a baixa disponibilidade interna de café restringiu o volume exportado nos últimos meses.
    A demanda externa também perdeu força, pressionada pelos altos preços do grão no mercado global.

     

  • Exportação brasileira de café cai 21% em 2025

    Exportação brasileira de café cai 21% em 2025

    A exportação de café do Brasil somou 36,9 milhões de sacas entre janeiro e novembro de 2025. O volume caiu 21% frente ao mesmo período de 2024. A retração era esperada após o recorde do ano passado, a menor oferta interna e os impactos do tarifaço dos Estados Unidos. A defasagem da infraestrutura portuária também reduziu o ritmo dos embarques.

    O relatório mensal do Cecafé mostra que o Brasil embarcou 3,582 milhões de sacas em novembro. O número representa queda de 26,7% frente às 4,889 milhões de sacas registradas em novembro de 2024. Apesar disso, a receita em dólar cresceu 8,9% no período, ao subir de US$ 1,409 bilhão para US$ 1,535 bilhão. O aumento ocorreu por causa da alta de cerca de 50% nos preços internacionais.

    Com esse movimento, o Brasil alcançou 17,435 milhões de sacas exportadas nos cinco primeiros meses da safra 2025/26. O valor gerado chegou a US$ 6,723 bilhões. O período comparado registra queda de 21,7% em volume, mas mostra avanço de 11,6% na receita.

    Desempenho no ano civil

    O país exportou 36,868 milhões de sacas nos 11 primeiros meses de 2025. O total indica recuo de 21% frente às 46,658 milhões de sacas embarcadas no mesmo período de 2024. A receita, porém, aumentou 25,3%, ao saltar de US$ 11,377 bilhões para US$ 14,253 bilhões.

    O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, afirma que o aumento da receita reflete as cotações mais altas. Ele explica que a retração no volume era prevista após os recordes de 2024 e a menor disponibilidade em 2025. Ferreira destaca que o tarifaço dos EUA e os entraves logísticos também pressionaram os embarques.

    Os Estados Unidos aplicaram tarifa de 50% sobre cafés brasileiros entre agosto e novembro. O tarifaço reduziu as exportações em 54,9% frente ao mesmo período de 2024. O volume caiu de 2,917 milhões para 1,315 milhão de sacas. Ferreira relata que os embarques de arábica, conilon, robusta e torrado voltaram a crescer após a retirada das tarifas. O café solúvel, porém, segue com taxação de 50%.

    Infraestrutura limita embarques

    A defasagem da infraestrutura portuária segue gerando perdas milionárias. O levantamento do Cecafé aponta prejuízo de R$ 8,719 milhões em outubro de 2025. As perdas ocorreram por causa de custos extras de armazenagem, pré-stacking e detentions. Os exportadores não conseguiram embarcar 2.065 contêineres, equivalentes a 681.590 sacas.

    O Boletim DTZ mostra que 52% dos navios sofreram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos. Isso representou 204 embarcações de um total de 393. No Porto de Santos, responsável por 79% dos embarques no ano, o índice de atraso atingiu 73% em outubro. O tempo de espera chegou a 61 dias em alguns casos.

    Principais destinos

    Mesmo com a queda provocada pelas tarifas, os Estados Unidos permaneceram como o maior comprador entre janeiro e novembro. O país importou 5,042 milhões de sacas, redução de 32,2% frente ao mesmo período de 2024. O volume corresponde a 13,7% das exportações brasileiras no ano.

    A Alemanha segue logo atrás, com 5,003 milhões de sacas e recuo de 31%. Depois aparecem a Itália, com 2,912 milhões de sacas; o Japão, com 2,413 milhões e alta de 17,5%; e a Bélgica, com 2,146 milhões e queda de 47,5%.

    Tipos de café exportados

    O arábica lidera as exportações, com 29,630 milhões de sacas entre janeiro e novembro. A espécie representa 80,4% do total, mesmo com queda de 13,1% no período. O canéfora aparece em seguida, com 3,773 milhões de sacas e participação de 10,2%. O café solúvel soma 3,411 milhões de sacas, enquanto os cafés torrado e moído alcançam 53.832 sacas.

    Cafés diferenciados ganham receita

    Os cafés diferenciados responderam por 19,6% das exportações entre janeiro e novembro. O volume alcançou 7,221 milhões de sacas, queda de 11% frente ao ano passado. A receita, porém, cresceu 42,9%, ao atingir US$ 3,122 bilhões. O preço médio foi de US$ 432,41 por saca.

    Os Estados Unidos lideram as compras de cafés diferenciados, com 1,192 milhão de sacas. A Alemanha ocupa a segunda posição, com 1,111 milhão. Bélgica, Holanda e Itália completam os cinco principais destinos.

    Portos

    O Porto de Santos manteve a liderança nas exportações brasileiras em 2025. O terminal enviou 29,056 milhões de sacas ao exterior e respondeu por 78,8% dos embarques no ano. O complexo portuário do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 6,469 milhões de sacas e participação de 17,5%. O Porto de Paranaguá embarcou 343.974 sacas, equivalente a 0,9% do total.

  • Brasil amplia produção e exportações de proteínas em 2025

    Brasil amplia produção e exportações de proteínas em 2025

    O Brasil deve fechar 2025 com crescimento na produção, consumo e exportações de proteínas animais. As projeções são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A entidade apresentou os dados nesta terça-feira, durante coletiva de imprensa em São Paulo. Segundo a ABPA, o setor mostra resiliência e avanço no mercado interno e externo.

    Ovos registram fortes altas na produção e exportação

    A produção de ovos deve atingir 62,25 bilhões de unidades em 2025.O volume representa crescimento de 7,9% em relação a 2024. Em 2026, a produção pode alcançar até 66,5 bilhões de unidades. Portanto, esse resultado indica nova alta de 6,8% sobre 2025.

    Além disso, as exportações de ovos devem chegar a 40 mil toneladas em 2025. O volume representa expansão de 116,6% frente às exportações de 2024. Para 2026, a expectativa aponta embarques de até 45 mil toneladas.
    O avanço projetado é de 12,5% sobre este ano.

    No mercado interno, o consumo também cresce. O consumo per capita passa de 269 para 287 unidades por habitante em 2025. Em 2026, a média pode chegar a 307 unidades por pessoa. Em resumo, isso representa alta adicional de 7% sobre 2025.

    Carne de frango mantém expansão dentro e fora do Brasil

    A produção de carne de frango deve somar 15,32 milhões de toneladas em 2025. O número representa crescimento de até 2,2% em relação a 2024. Para 2026, a expectativa é atingir 15,6 milhões de toneladas produzidas. Ou seja, isso indica alta de 2% sobre o volume deste ano.

    As exportações também avançam, embora em menor ritmo. O setor projeta até 5,32 milhões de toneladas embarcadas em 2025. Em 2026, o volume exportado pode alcançar 5,5 milhões de toneladas. A expansão estimada é de 3,4% frente ao ano anterior.

    No mercado doméstico, a oferta cresce de forma consistente. A disponibilidade interna pode atingir 9,98 milhões de toneladas em 2025. Em 2026, a projeção sobe para 10,1 milhões de toneladas. O aumento esperado é de 1,2% sobre 2025. Com isso, o consumo per capita também tende a crescer. A média sobe de 45,5 quilos para 46,8 quilos por habitante em 2025. No ano seguinte, o consumo pode alcançar 47,3 quilos por pessoa. Em geral, o acréscimo projetado é de 1,2%.

    Carne suína avança na produção e nas exportações

    A produção brasileira de carne suína deve atingir 5,55 milhões de toneladas em 2025. O crescimento projetado é de 4,6% em relação a 2024. Em 2026, o setor pode alcançar produção de 5,7 milhões de toneladas, o que representa aumento adicional de 2,7%.

    As exportações seguem em alta. O setor estima embarcar até 1,49 milhão de toneladas em 2025. O número indica avanço de 10% frente a 2024. Para 2026, as exportações podem atingir 1,55 milhão de toneladas. Portanto, o crescimento previsto é de 4% na comparação anual.

    No mercado interno, a oferta também cresce. A disponibilidade deve alcançar 4,06 milhões de toneladas em 2025. Em 2026, a projeção aponta até 4,15 milhões de toneladas disponíveis. O aumento estimado é de 2,2%.
    O consumo acompanha esse movimento. A média per capita deve chegar a 19 quilos em 2025. Em 2026, o brasileiro pode consumir até 19,5 quilos por pessoa. Isso representa crescimento de 2,5%.

    Setor mantém confiança para 2026

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia o desempenho do setor como positivo. Segundo ele, as proteínas mantiveram crescimento mesmo diante de turbulências econômicas.

    De acordo com Santin, os indicadores mostram força da produção, exportações e consumo doméstico.
    Além disso, ele destaca custos equilibrados e demanda firme. O dirigente afirma que o cenário favorece novos avanços em 2026. Segundo ele, o setor mantém competitividade nos mercados interno e internacional.

  • Exportações de café caem, mas receita segue em alta

    Exportações de café caem, mas receita segue em alta

    As exportações brasileiras de café somaram 3,75 milhões de sacas em setembro, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume caiu 18,4% frente ao mesmo mês de 2024, quando o país embarcou 4,59 milhões de sacas.

    Mesmo com a redução, a receita cambial avançou 11,1%, alcançando US$ 1,369 bilhão. O resultado reflete preços mais altos e menor oferta do grão.
    Entre julho e setembro, que marcam o início da safra 2025/26, o Brasil exportou 9,67 milhões de sacas. O volume recuou 20,6% ante o mesmo período do ciclo anterior, mas a receita subiu 12%, para US$ 3,52 bilhões.

    Safra menor e tarifa dos EUA influenciam resultados

    De janeiro a setembro, o país embarcou 29,1 milhões de sacas, queda de 20,5% frente ao mesmo intervalo de 2024. Em compensação, a receita cresceu 30%, somando US$ 11,04 bilhões.
    Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o resultado era esperado após o recorde de 2024 e a redução dos estoques. Ele explica que as adversidades climáticas afetaram a nova safra e que o “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos agravou o cenário.
    O governo americano elevou em 50% as tarifas sobre o café brasileiro. Com isso, as exportações aos EUA recuaram 52,8% em setembro, totalizando 332,8 mil sacas. Os Estados Unidos caíram para o terceiro lugar entre os maiores compradores.
    A Alemanha liderou o ranking, com 654,6 mil sacas, seguida pela Itália, com 334,6 mil. Mesmo assim, ambos os países também reduziram as compras, em 16,9% e 23%, respectivamente.

    Setor cobra ação rápida do governo

    Ferreira afirma que o Brasil não pode abrir mão do mercado americano, que segue como o principal destino do café nacional no acumulado do ano. Ele defende que o governo brasileiro aja com urgência nas negociações diplomáticas.
    “Os exportadores sofrem impactos diretos com a tarifa. Muitos importadores pedem adiamento ou cancelamento de contratos devido ao alto custo do produto”, alertou.
    Após conversas entre os presidentes Lula e Donald Trump, o Cecafé pediu reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que coordena o Comitê de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais.
    Ferreira destacou a importância da parceria entre Brasil e EUA no setor. “Somos os maiores produtores e eles os maiores consumidores. O café brasileiro representa um terço do mercado americano. É hora de agir”, afirmou.

    Principais destinos e tipos de café exportados

    Mesmo com a queda nas compras, os Estados Unidos continuam como o maior destino do café brasileiro em 2025. O país importou 4,36 milhões de sacas entre janeiro e setembro, recuo de 24,7% frente ao ano anterior.
    A Alemanha aparece em segundo lugar, com 3,72 milhões de sacas (-30,5%), seguida por Itália (2,32 milhões; -23,3%), Japão (1,89 milhão; +15%) e Bélgica (1,70 milhão; -48,8%).
    O café arábica manteve a liderança nas exportações, com 23,2 milhões de sacas, o equivalente a 79,7% do total. Em seguida vêm o conilon e robusta, com 3,06 milhões, e o café solúvel, com 2,79 milhões.

    Cafés diferenciados ganham espaço

    Os cafés diferenciados — certificados, especiais ou sustentáveis — representaram 20,3% das exportações totais de janeiro a setembro. Foram 5,91 milhões de sacas, queda de 11% em volume, mas aumento expressivo na receita, que chegou a US$ 2,51 bilhões.
    O valor é 48,6% superior ao registrado no mesmo período de 2024, com preço médio de US$ 425 por saca. Os Estados Unidos lideram as compras de cafés diferenciados, com 987,4 mil sacas, seguidos por Alemanha, Bélgica, Holanda e Itália.

    Porto de Santos lidera embarques

    O Porto de Santos manteve a liderança nas exportações, com 23,09 milhões de sacas, ou 79,3% do total embarcado. O complexo portuário do Rio de Janeiro ficou em segundo, com 4,92 milhões (16,9%), seguido por Paranaguá, com 279 mil sacas (1%).

     

  • Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo divulga balanço

    Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo divulga balanço

    Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo divulgou um balanço do  ano, com destaque para ações desenvolvidas ao longo de 2024.

    O ano foi transformador para o agronegócio paulista, que superou desafios climáticos e se destacou como referência nacional e internacional. Por meio de ações inovadoras e investimentos históricos, a Secretaria apoiou o desenvolvimento sustentável, a segurança jurídica no campo e a inclusão de diferentes segmentos produtivos, consolidando o Estado como líder absoluto do setor no Brasil.

    O agronegócio de São Paulo respondeu por 18,6% das exportações brasileiras do setor em 2024, atingindo um superávit histórico de R$ 140 bilhões no acumulado de janeiro a novembro, 10% a mais do que o registrado no mesmo período de 2023.

    Esse resultado reafirma o protagonismo paulista na balança comercial agrícola, fruto de políticas públicas voltadas para a expansão da competitividade e inovação no campo.

    Crédito rural histórico amplia resiliência e produtividade

    A Secretaria de Agricultura disponibilizou R$ 290 milhões em crédito rural, o maior volume já liberado pelo Estado. O montante abrangeu linhas de financiamento para seguros rurais, subvenções, pagamento por serviços ambientais e projetos emergenciais. Essas iniciativas minimizaram os impactos da estiagem e potencializaram a produtividade em todas as regiões.

    Entre os destaques, estão o programa Pró-trator, que moderniza o parque de máquinas agrícolas, e os créditos emergenciais do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), voltados para produtores em situação de vulnerabilidade climática.

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    São Paulo registrou, em 2024, a maior regularização fundiária de sua história, com 3,4 mil propriedades reconhecidas, totalizando 130 mil hectares de terras regularizadas. Essa iniciativa trouxe segurança jurídica e atraiu investimentos para regiões historicamente marcadas por conflitos, como o Pontal do Paranapanema.

    Selma França, líder quilombola do Nhunguara, entre Iporanga e Eldorado, celebrou o impacto das ações em sua comunidade: “Com 8.500 hectares regularizados, agora podemos aproveitar o espaço com projetos como o Viveiro, que fomenta o turismo e nos dá melhores perspectivas.”

    Sustentabilidade e transição energética ganham protagonismo

    Em um cenário global que exige soluções para reduzir emissões de carbono, São Paulo desponta como líder em energia limpa. O Estado produz 38,9% do etanol nacional e possui 60% dos canaviais do Brasil, o que reforça sua posição estratégica no mercado sucroenergético.

    A Secretaria de Agricultura implementou ações pioneiras em descarbonização, como a produção de biogás e biometano, além de atualizar o Protocolo Etanol Mais Verde, que estabelece metas sustentáveis para o setor. Também foi criada uma Coordenadoria de Transição Energética, voltada para a regulamentação de biodigestores e estímulo a projetos de Integração Lavoura-Pecuária-Energia (ILPE).

    Os desafios climáticos, incluindo uma severa estiagem e incêndios florestais que causaram prejuízos de R$ 2 bilhões, foram enfrentados com medidas estratégicas. A Secretaria lançou o maior seguro rural do Estado, no valor de R$ 100 milhões, e um pacote emergencial de R$ 10 milhões para socorrer produtores afetados.

    Para aumentar a eficiência hídrica, foi instituído o programa Irriga+ SP, que destinou R$ 200 milhões em crédito para irrigação sustentável. O programa atende cerca de 200 propriedades, incentivando sistemas modernos de irrigação, energia solar e agricultura de precisão.

    Inovação tecnológica impulsiona o agro paulista

    A modernização tecnológica foi uma prioridade em 2024. A Secretaria lançou o AptaHub, uma rede com sete espaços de inovação focados no desenvolvimento científico e tecnológico. Durante a Agrishow, foram anunciados R$ 500 milhões em financiamento via Fundo de Investimentos de Cadeias Agroindustriais (Fiagro).

    Outro destaque foi o combate ao greening na citricultura. O Estado criou um Comitê Estadual para enfrentamento da doença e investiu R$ 90 milhões em um Centro de Pesquisa Aplicada, além de oferecer crédito de R$ 300 mil para pequenos produtores.

    Em 2024, o programa FEAP Mulher liberou R$ 4,2 milhões em crédito, fortalecendo a presença feminina no agro. “As mulheres têm um papel crucial no campo, e o apoio do governo fortalece nossa participação e independência”, afirmou Célia Biscaro, produtora de Jundiaí.

    Além disso, o Estado promoveu concursos inéditos, como o 1º Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista, que premiou 78 rótulos. E também lançou o programa Rotas do Vinho, que fomenta o enoturismo e organiza a cadeia produtiva do setor vinícola.

    Pecuária paulista: inovação e competitividade

    Na pecuária, São Paulo avançou com ações de rastreabilidade, bem-estar animal e sanidade. O SIRBOV-SP, sistema de identificação individual de bovinos, promete abrir mercados internacionais e aumentar a competitividade.

    Outra novidade foi o lançamento de um modelo alternativo para vacinação contra brucelose, que substitui a marcação a fogo por um bottom, garantindo mais segurança no manejo e maior conforto aos animais.

    São Paulo também consolidou sua posição como zona livre de febre aftosa sem vacinação e instituiu o FUNDESA-PEC, fundo indenizatório para proteger pecuaristas em caso de surtos da doença.

    Com recordes históricos em 2024, o agronegócio paulista entra em 2025 fortalecido e com um compromisso renovado com a inovação, a sustentabilidade e a inclusão. As ações da Secretaria de Agricultura reafirmam São Paulo como líder no agro brasileiro e modelo para o mundo, impulsionando o desenvolvimento rural e urbano em harmonia com o meio ambiente.

  • Suzano registra lucro de R$ 3,2 bilhões no 3º trimestre

    Suzano registra lucro de R$ 3,2 bilhões no 3º trimestre

    A Suzano, uma das maiores fabricantes de celulose do mundo, anunciou um lucro de R$ 3,2 bilhões no terceiro trimestre de 2024. Revertendo um prejuízo de R$ 3,7 bilhões registrado no trimestre anterior e de R$ 729 milhões no mesmo período de 2023. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (24) e revelou que o resultado positivo foi influenciado pela valorização cambial, que impactou a dívida da companhia e as operações com derivativos, além de uma elevação na receita líquida.

    A receita líquida da Suzano no trimestre alcançou R$ 12,7 bilhões, representando um aumento de 7% em relação ao segundo trimestre de 2024. Desse total, 79% foram gerados no mercado externo. O crescimento foi impulsionado principalmente pela valorização média do dólar em relação ao real (6%) e pelo aumento no volume vendido (4%). Contudo, o preço médio líquido da celulose em dólar apresentou uma leve queda de 4%.

    As vendas de celulose totalizaram 2,6 milhões de toneladas, um crescimento de 6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já as vendas de papel avançaram 9%, alcançando 360 mil toneladas.

    Ebitda apresenta crescimento em comparação com o ano anterior

    O Ebitda ajustado (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 4,3 bilhões no trimestre, o que corresponde a um aumento de 77% em relação ao terceiro trimestre de 2023.

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    Esse crescimento foi impulsionado por um maior preço médio líquido da celulose (23%), valorização do dólar (14%) e um aumento no volume de vendas (6%). Apesar disso, a margem Ebitda apresentou uma leve queda, passando de 55% no segundo trimestre para 53% no terceiro.

    Situação da dívida e despesas financeiras

    No fim de setembro, a dívida bruta da Suzano totalizava R$ 87,8 bilhões, sendo 91% com vencimento no longo prazo e 9% no curto prazo. A dívida em moeda estrangeira representava 80% do total, percentual que sobe para 89% após considerar o hedge. Em comparação ao segundo trimestre, a dívida bruta registrou uma leve redução de 1%, influenciada pela amortização de principal e juros, além de uma variação cambial positiva de R$ 1,37 bilhão.

    As despesas financeiras da companhia aumentaram 36% em relação ao segundo trimestre, devido à redução de juros capitalizados após o início do Projeto Cerrado, que começou suas operações em julho. Em relação ao mesmo período do ano anterior, as despesas financeiras cresceram 33%. Refletindo a queda dos juros capitalizados e o aumento dos juros em moeda estrangeira, impactados pela valorização do dólar.

    Com a estabilização da produção e a valorização do dólar, a Suzano projeta um cenário positivo para os próximos períodos, mantendo seu foco em otimizar operações e capturar oportunidades no mercado global de celulose e papel.

  • Exportações crescem 9% e faturamento avança 3% no quadrimestre

    Exportações crescem 9% e faturamento avança 3% no quadrimestre

    O agronegócio brasileiro mantém seu vigor ao atender às demandas internas e externas por fibras, alimentos e energia. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, baseadas em dados do MDIC e Siscomex, o faturamento com exportações agropecuárias alcançou US$ 52 bilhões entre janeiro e abril deste ano. Isso representa um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2023.

    Exportações crescem 9%

    Pesquisadores do Cepea destacam que o aumento no faturamento está ligado ao crescimento de 9% no volume exportado pelo Brasil no primeiro quadrimestre. Esse crescimento ocorreu apesar de uma queda de 6% nos preços em dólar. As exportações do setor foram impulsionadas pelo algodão, cujo volume exportado cresceu 230% em comparação com o mesmo período de 2023. Outros produtos com aumento significativo nas vendas externas incluem açúcar (+80%), café (+50%), carne bovina in natura (+41%), farelo de soja (+21%), soja em grãos (+10%), papel (+24%) e carne suína (+3%).

    A China permanece como o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, embora sua participação no valor total das exportações tenha diminuído. Em contrapartida, os Estados Unidos e países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, aumentaram suas participações. Outros países que intensificaram as relações comerciais com o Brasil incluem Índia, Egito, México e Turquia.

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    Expectativas para 2024

    Os pesquisadores do Cepea preveem que a demanda por alimentos, fibras e energia continuará forte em 2024. Mesmo com perspectivas de taxas de crescimento mais baixas para as principais economias mundiais, o aumento da população mundial e da renda dos países importadores deve sustentar a demanda.

    No lado da oferta, a atenção nos próximos meses se voltará para a evolução da colheita no Hemisfério Norte. Enquanto isso, países do Hemisfério Sul, como Brasil e Argentina, concluirão a colheita de grãos e se prepararão para o novo ciclo produtivo de 2024/25. Qualquer variação na oferta mundial em relação às expectativas do mercado poderá impactar os preços internacionais dos produtos agropecuários.