Tag: azeites premiados

  • Azeite brasileiro vence concurso internacional na Espanha

    Azeite brasileiro vence concurso internacional na Espanha

    A Vinícola Essenza abriu a temporada internacional do azeite de oliva extravirgem com um resultado expressivo: dois ouros no CINVE 2026, o Concurso Internacional de Azeites de Oliva Virgem Extra realizado na Espanha. Os rótulos premiados são o Mantikir Summit Blend e o Mantikir Coratina, ambos da safra 2026. O resultado saiu nesta quinta-feira (9) e coloca a vinícola como a única representante da região Sudeste do Brasil entre os vencedores desta edição.

    Foto: Régis Silva/Divulgação

    O CINVE integra o EVOO World Ranking, um dos principais rankings globais do setor. A avaliação adota degustação às cegas, com jurados especializados que pontuam as amostras em escala de até 100 pontos. Nesta edição, o concurso recebeu quase 1.000 amostras de países como Espanha, Portugal, Itália, França, Grécia, Argentina, Austrália, México, Peru, Tunísia e Turquia. A cerimônia de entrega das medalhas acontece em jantar de gala no dia 21 de maio de 2026, no Hotel InterContinental, em Madri.

    O olival mais alto do mundo desafia um verão sem sol

    A Vinícola Essenza fica em Maria da Fé, no sul de Minas Gerais, onde mantém o que especialistas reconhecem como o olival mais alto do mundo, a 1.910 metros de altitude na Serra da Mantiqueira. Na safra 2026, as oliveiras enfrentaram um verão mais ameno e com menor incidência de radiação solar, condição que impacta diretamente o desenvolvimento dos frutos.

    “A safra exigiu acompanhamento técnico constante e tomada de decisão precisa no campo. Tivemos um verão com menos sol, o que impacta diretamente o desenvolvimento das azeitonas, mas o resultado mostra que o terroir de Maria da Fé responde com consistência mesmo em cenários mais desafiadores”, afirma Herbert Sales, proprietário da vinícola.

    Para ele, a dupla premiação logo na abertura do calendário internacional confirma que a qualidade se manteve mesmo diante das adversidades climáticas. “Receber duas medalhas de Ouro logo na primeira avaliação do calendário internacional dá um sinal claro sobre o comportamento da safra 2026. É um resultado que chega no início da temporada e mostra que, mesmo com um ciclo de menor incidência solar, o trabalho no campo conseguiu manter o padrão exigido nas avaliações internacionais”, comemora.

    Os dois rótulos premiados têm características bem diferentes entre si. O Mantikir Summit Blend, com acidez de apenas 0,09%, apresenta notas herbáceas, baixa intensidade de aroma frutado e equilíbrio entre picância e amargor. Já o Mantikir Coratina, com acidez de 0,1%, traz intensidade elevada de notas verdes, com referências a rúcula, couve e molho de tomate, um perfil marcante e de personalidade forte.

    Premiação chega na véspera do principal evento da olivicultura nacional

    O timing do anúncio não poderia ser mais estratégico. A premiação acontece um dia antes do Azeitech 2026, evento organizado pela EPAMIG em Maria da Fé que, em sua sexta edição, reúne produtores, pesquisadores e especialistas para debater avanços técnicos, promover degustações e harmonizações com a nova safra.

    “O Azeitech é um espaço onde o que acontece no campo entra em discussão com quem pesquisa e desenvolve a olivicultura no Brasil. Chegar nesse ambiente com a safra 2026 já reconhecida internacionalmente contribui para qualificar esse diálogo”, destaca Herbert.

    Mantikir chega ao mercado em maio e segue para novos concursos

    Com a colheita ainda em andamento, os azeites Mantikir têm previsão de chegada ao mercado a partir de maio. Simultaneamente, a marca avança para novas avaliações em concursos europeus, incluindo a Escuela Superior del Aceite de Oliva (ESAO) e o Evooleum Awards.

    Herbert Sales, produtor do azeite Mantikir, durante a colheita da safra 2026. Foto: Régis Silva/Divulgação

    Herbert Sales vê nesse cruzamento entre produção e avaliação técnica uma bússola para o trabalho no campo. “Enquanto a colheita ainda está em andamento, os resultados já começam a indicar o comportamento dos azeites nas análises sensoriais. Esse cruzamento entre campo e avaliação técnica contribui para decisões mais precisas ao longo do processo”, conclui o produtor.

  • Estância das Oliveiras: fazenda gaúcha é referência mundial de azeite

    Estância das Oliveiras: fazenda gaúcha é referência mundial de azeite

    A história começa com um ato de teimosia. Daqueles que parecem exagero no início — mas que, mais tarde, ali adiante, revelam visão. Foi assim com o engenheiro agrônomo Lucídio Morsch Goelzer, descendente de alemães, que decidiu apostar onde quase ninguém apostava: produzir azeite de oliva extravirgem de padrão internacional em pleno Rio Grande do Sul. Em Viamão. A apenas 28 quilômetros de Porto Alegre. No coração do clima subtropical. Difícil? Sim. Impossível? Ele jurava que não. Assim nasceu a história da premiada Estância das Oliveiras.

    O projeto nasceu há pouco mais de uma década, meio silencioso, meio ousado.  E, no começo, tudo parecia improvável. Lucídio importou oliveiras, testou variedades, perdeu noites. “Vai dar errado”, diziam. Não deu. Pelo contrário. Pouco a pouco, a propriedade virou laboratório, escola e vitrine.

    Transformou também o estado. Onde antes havia ceticismo, surgiu um polo. E, logo depois, surgiu outro. Um novo endereço de azeites premium no país.

    A Estância das Oliveiras cresceu. Cresceu mesmo. E não cresceu só no campo. A fazenda virou um conjunto elegante, quase cinematográfico.

    Um casarão histórico de 600 metros quadrados, assinado pelo arquiteto uruguaio Alberto Brizolara, domina a paisagem. É grande, imponente. Ali ao lado, quase colado, um lagar moderno extrai o azeite com precisão cirúrgica.

    E, sob a sombra de uma figueira centenária, visitantes descansam, conversam, respiram o lugar. Assim, com o tempo, a estância virou turismo. Virou gastronomia. Virou experiência.

    Potência em azeite brasileiro

    Depois vieram os prêmios. E vieram rápido. De início, em 2024, o “Oscar dos azeites” — o Mario Solinas Quality Award — colocou o nome de Viamão no mapa mundial. Logo depois, no ano seguinte, a vitória no Anatolian International Olive Oil Contest, na Turquia, levou a Estância ao topo do Brasil e ainda arrancou um Best in Class. Um feito raro.

    E, por fim, hoje o produtor é o azeite mais premiado do país e aparece como a quinta marca mais laureada do mundo. Sim, do mundo.

    Mas a história não termina no brilho das medalhas. Pelo contrário. A Estância também virou referência em sustentabilidade e vida comunitária. Promove eventos, celebra a gastronomia gaúcha, estimula práticas ecológicas. A cada safra, atrai mais gente. E, em 2025, sete de seus azeites receberam o selo Produtos Premium Origem e Qualidade RS. Outro carimbo, por exemplo, importante.

    No fim, o que fica é simples. A Estância das Oliveiras não é só uma fazenda. Nem só um caso de sucesso. É, acima de tudo, uma narrativa de insistência e excelência que redesenha o mapa do azeite brasileiro. E faz de Viamão, antes discreta, um destino obrigatório para quem quer entender o novo rosto do agro gaúcho.

  • Brasil tem 11 azeites entre os 100 mais premiados de 2025

    Brasil tem 11 azeites entre os 100 mais premiados de 2025

    O Brasil voltou a marcar presença no topo da olivicultura internacional. A edição 2025 do Evoo World Ranking, divulgada nesta sexta-feira, 14, confirmou 11 azeites brasileiros entre os 100 mais premiados do planeta. É um feito. É também um alerta. O país segue forte, mas já sente a respiração quente dos concorrentes.

    A lista é construída de um jeito simples e implacável: conta todos os prêmios conquistados em concursos internacionais ao longo do ano. Depois, soma tudo, cruza os resultados, organiza as posições. E pronto. Quem vence mais, sobe. Quem patina, desce. Às vezes rápido demais.

    E, neste ano, quem não patinou — nem de longe — foi a Estância das Oliveiras, de Viamão (RS). A fazenda, aliás, praticamente tomou a sala. Sete rótulos seus entraram no Top 100. Sete. Antes de qualquer coisa, isso já diz muito. Depois, confirma o que o setor comenta baixinho: é um domínio raro. E, por fim, mostra que o interior gaúcho segue empurrando a olivicultura brasileira para um patamar mais alto, passo a passo, safra a safra.

    O Coratina brilhou mais alto e garantiu a 22ª posição global. Logo atrás vieram o Signature (26º) e o Los Dos (29º). Curto, direto e incontestável: a Estância virou referência.

    Outros produtores também deixaram suas marcas. A Essenza Agroecológico, de Santo Antônio do Pinhal (SP), colocou três azeites da linha Mantikir na lista:
    — Summit Premium Blend de Campo (57º)
    — Coratina (71º)
    — Grappolo (91º)

    Na mesma cidade paulista, a Fazendas do Azeite Sabiá completou a presença brasileira com o Sabiá Blend de Terroir, na 88ª posição. Pequeno no número. Mas enorme no simbolismo.

    Recuo no ranking global

    A surpresa amarga veio no ranking de países. O Brasil caiu para a 6ª posição. Ficou atrás de Itália, Espanha, Turquia, Grécia e, agora, Portugal. Em 2024, os brasileiros tinham estreado no Top 5 — algo histórico. Mas Portugal avançou firme e ultrapassou.

    É queda? É. Mas é também parte do jogo. A olivicultura brasileira ainda é jovem. Cresce rápido.

    O Evoo World Ranking é uma das métricas mais respeitadas do setor. Junta resultados de dezenas de competições ao redor do mundo. É um espelho duro — às vezes ingrato —, mas necessário.

    E o reflexo de 2025 mostra um Brasil que segue relevante, criativo, competitivo. E que, apesar de escorregar um degrau, ainda disputa o andar de cima.

  • Brasil sobe ao 5º lugar entre os melhores azeites do mundo

    Brasil sobe ao 5º lugar entre os melhores azeites do mundo

    O Brasil avançou no cenário global de azeites extravirgens ao alcançar a quinta posição no EVOO World Ranking 2024. Em resumo, o ranking avalia os azeites mais premiados do mundo e considera resultados de competições internacionais.

    Em 2024, 36 azeites brasileiros figuraram entre os melhores do mundo, portanto, um aumento significativo em relação aos 29 rótulos de 2023. Além disso, o número de azeites brasileiros no ranking dos 100 melhores também cresceu, saltando de cinco para 13 produtos.

    O azeite Blend Exclusivo Estância das Oliveiras, produzido em Viamão (RS), liderou entre os brasileiros. O rótulo conquistou 19 prêmios no ano e ficou em 23º lugar no ranking global.

    Prosperato é destaque entre fabricantes de azeites

    Entre os fabricantes, a Prosperato foi a melhor posicionada do Hemisfério Sul, alcançando o quarto lugar no ranking geral. A empresa gaúcha possui olivais em Barra do Ribeiro, Caçapava do Sul, São Sepé e Sentinela do Sul.

    Em geral, o EVOO World Ranking 2024 analisou 35 competições internacionais, com a participação de 8.781 amostras de azeites de 37 países.

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    + Agro em Campo: Alívio no bolso: azeite pode ficar mais barato em 2025
    + Agro em Campo: Visconde de Mauá: aventuras e natureza na Serra da Mantiqueira

    Ranking dos azeites brasileiros no EVOO World Ranking 2024

    1. Estância das Oliveiras Blend Exclusivo (23º lugar)
    2. Sabiá Blend de Terroir (27º lugar)
    3. Prosperato Exclusivo Coratina (37º lugar)
    4. Estância das Oliveiras Koroneiki (40º lugar)
    5. Orfeu Blend da Safra (48º lugar)

    Outros rótulos brasileiros também ganharam destaque, consolidando a posição do Brasil como referência em azeites extravirgens de alta qualidade. Ou seja, o avanço reflete a evolução do setor no país, que combina excelência produtiva e adaptação às exigências do mercado internacional.