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  • Axia Agro anuncia novo diretor de negócios e reforça estratégia comercial no agro

    Axia Agro anuncia novo diretor de negócios e reforça estratégia comercial no agro

    A Axia Agro anunciou a chegada de Francisco Sampaio como novo diretor de negócios do grupo. O executivo passa a liderar as estratégias comerciais das marcas Supremax, voltada à nutrição animal, e Nossa Lavoura, rede de revendas agropecuárias com mais de 40 lojas. Ele se reporta diretamente ao CEO Daniel Bitelli.

    Com a nova estrutura, os gerentes gerais de negócio (GGNs) passam a responder ao diretor. A empresa busca fortalecer a atuação comercial e ampliar a presença técnica no campo.

    Natural de Itaberaba (BA), Sampaio acumula mais de 35 anos de experiência no agronegócio. Ele iniciou a carreira em Rondônia, no fim dos anos 1980, região onde construiu parte relevante de sua trajetória profissional.

    Trajetória no agronegócio

    Formado em Agronomia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Sampaio começou na ICI do Brasil, atual Syngenta, com atuação na região Norte. Em seguida, construiu uma carreira de 22 anos na Pioneer Sementes (hoje Corteva), onde chegou à diretoria da unidade Sul.

    O executivo também atuou na distribuição de insumos, com passagens por Belagrícola e Adubos Araguaia, além de liderar o Cluster Norte da Lavoro. Participou ainda da estruturação da Origeo, joint venture entre UPL e Bunge.

    Mais recentemente, ocupou o cargo de diretor comercial e de marketing da Guarany, fabricante de equipamentos de pulverização, e atuou como consultor de agronegócios e produtor rural no Tocantins.

    Estratégia e foco no produtor

    A criação da diretoria de negócios segue um planejamento baseado em quatro pilares:

    • Fortalecimento comercial, estratégico e de gestão
    • Liderança com experiência no setor e atuação na região Norte
    • Rigor no controle orçamentário
    • Presença constante nas lojas e proximidade com as equipes

    Sampaio afirma que pretende priorizar o relacionamento direto com o produtor rural. Segundo ele, a estratégia passa por equilibrar resultados do negócio com as necessidades do campo.

    “O produtor abre uma ‘empresa’ a cada safra, e essa operação precisa ser lucrativa, sustentável e eficiente. O momento é favorável, com valorização da arroba e o Brasil consolidado como maior exportador de carne bovina. É a hora de investir em eficiência produtiva”, afirma.

    Expectativa da empresa

    Para o CEO da Axia Agro, Daniel Bitelli, a chegada do executivo fortalece a competitividade do grupo no setor.

    “A experiência e a liderança de Sampaio agregam valor às equipes da Nossa Lavoura e da Supremax. Ele traz visão estratégica e conhecimento técnico para enfrentar os desafios do agronegócio”, destaca.

    Entre as prioridades imediatas, o novo diretor pretende ampliar a capacitação da equipe comercial e intensificar a presença técnica no campo. A meta é aproximar ainda mais a empresa do produtor, com foco em diagnóstico preciso e acompanhamento por indicadores de desempenho.

  • Calendário vacinal: garantia de sanidade e sustentabilidade na pecuária

    Calendário vacinal: garantia de sanidade e sustentabilidade na pecuária

    A organização do calendário vacinal dos rebanhos é essencial para promover a sanidade animal, aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade econômica no setor pecuário. Apesar da erradicação da febre aftosa no Brasil, os pecuaristas devem manter a vacinação contra outras doenças, como brucelose, leptospirose e clostridioses, para assegurar a competitividade no mercado global de carne.

    Garantir a sanidade do rebanho é uma das principais preocupações dos pecuaristas, impactando diretamente na produtividade, na segurança alimentar e na sustentabilidade econômica do setor. Um calendário vacinal bem estruturado, com reforços adequados, é crucial para proteger os animais contra doenças infecciosas e preservar o desempenho da produção pecuária.

    Em 2023, o rebanho bovino brasileiro cresceu 1,6%, alcançando um recorde de 238,6 milhões de animais, conforme a pesquisa Produção da Pecuária Municipal divulgada pelo IBGE em setembro de 2024. Com o segundo maior efetivo bovino do mundo, o Brasil possui mais cabeças de gado do que habitantes (211,7 milhões), refletindo a importância do setor para a economia do país. Esse crescimento exige maior responsabilidade sanitária para evitar a propagação de doenças como febre aftosa, brucelose e clostridioses.

    Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa

    Em 2024, o Brasil avançou no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA) e se tornou livre da doença sem vacinação. Essa conquista histórica abre portas para exportação a mercados mais exigentes, como Japão e Coreia do Sul. O país aguarda agora a decisão da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre o reconhecimento oficial desse novo status sanitário.

    “Mesmo com a erradicação da febre aftosa, os pecuaristas precisam continuar atentos ao calendário vacinal, garantindo que os animais recebam proteção em tempo apropriado também para outras doenças”, afirma Guilherme Caldeira, diretor de Categorias da Axia Agro. Ele destaca que o compromisso com o cronograma de administração de vacinas contribui para o bem-estar animal e a sustentabilidade econômica do negócio.

    A manutenção da saúde do rebanho por meio de um calendário vacinal organizado é fundamental para prevenir surtos que possam se propagar rapidamente, aumentar a longevidade e a produtividade do rebanho, minimizar as perdas econômicas e garantir a segurança alimentar. A imunização recomendada inclui vacinas contra brucelose (B-19 e RB-51), vacinas polivalentes (clostridioses), vacina contra leptospirose e vacinas contra doenças respiratórias.

    “A falta de vacinação pode gerar impactos significativos, como perda de peso do animal e aumento de gastos com tratamento”, reforça Caldeira.

    Implementação do calendário vacinal nas fazendas

    Para um manejo eficiente da vacinação, é importante consultar um veterinário para avaliar as necessidades específicas do rebanho. A elaboração do cronograma deve considerar a idade dos animais e as temporadas endêmicas. Além disso, é essencial manter uma documentação rigorosa das vacinas administradas.

    Além disso, a capacitação da equipe e a avaliação constante das necessidades de ajustes são fundamentais. O uso de tecnologia pode auxiliar na programação e monitoramento das taxas de vacinação.

    “Os reforços vacinais também devem ser observados. A frequência pode variar conforme a vacina e as recomendações locais”, complementa Caldeira.

    A adoção de um calendário vacinal estruturado, aliada ao uso de tecnologias e boas práticas sanitárias, é decisiva para garantir a sanidade dos rebanhos e manter a competitividade do Brasil no mercado global de carne bovina.

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