Tag: avicultura brasileira

  • Brasil tem só uma raça de galinha genuinamente brasileira? Entenda a polêmica

    Brasil tem só uma raça de galinha genuinamente brasileira? Entenda a polêmica

    Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Galinha Sertaneja Balão (GSB) repercutiu nos últimos dias após ele afirmar, durante a chegada de novas aves à Granja do Torto, que a espécie seria a “única raça genuinamente brasileira”. Apesar da fala, o Brasil possui mais de dez raças de galinhas catalogadas, estudadas e preservadas em diferentes regiões do país.

    A definição de uma raça genuinamente brasileira, porém, ainda gera debate. Isso porque o Ministério da Agricultura não reconhece oficialmente aves como nativas da mesma forma que ocorre com bovinos, por exemplo.

    Nesse contexto, a definição mais aceita é a da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Segundo a entidade, aves nativas são populações domésticas que, ao longo de várias gerações, se adaptaram a ambientes específicos, condições climáticas locais e sistemas de criação utilizados por pequenos produtores.

    Atualmente, o mercado avícola comercial brasileiro trabalha majoritariamente com linhagens de origem estrangeira, principalmente dos Estados Unidos. Essas aves são selecionadas para oferecer maior produtividade e volume de produção.

    Por outro lado, as raças nativas brasileiras apresentam características valorizadas por pequenos criadores. De acordo com Marcos Jacob, analista de transferência de tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, essas aves se destacam pela resistência ao clima quente e seco das regiões Norte e Nordeste, além de exigirem menos insumos para criação.

    Segundo o especialista, embora tenham produção em menor escala, essas galinhas desempenham papel importante na segurança alimentar de comunidades locais. Além de garantirem fonte de proteína para pequenos produtores, elas também fazem parte da culinária tradicional brasileira, sendo utilizadas em pratos típicos como galinha ao molho pardo e pirão de parida.

    A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária mantém projetos de conservação genética dessas aves em diferentes estados brasileiros. O objetivo é preservar materiais genéticos considerados estratégicos para a segurança alimentar e para a manutenção da biodiversidade avícola nacional.

    Conheça algumas das principais raças brasileiras de galinha

    • Carijó
    • Pescoço Pelado
    • Pedrês
    • Rabo de Leque
    • Sura
    • Canela-Preta
    • Barbuda
    • Peloco
    • Frisada
    • Caneluda do Catolé
    • Perna Curta
    • Azulega
    • Caracuta
  • China retoma importação de frango brasileiro e impulsiona exportações

    China retoma importação de frango brasileiro e impulsiona exportações

    O governo chinês suspendeu a proibição de importação de frango do Brasil, o que reacende o otimismo no setor avícola nacional e abre caminho para um recorde histórico nas exportações em 2025. A decisão reverte as restrições que o país asiático impôs após registrar um caso isolado de gripe aviária no Brasil e marca a retomada de um dos mercados mais estratégicos para a proteína brasileira.

    O Brasil lidera as exportações mundiais de carne de frango, com vendas para 151 países. A China mantém a posição de principal destino dessa proteína. A GTF, que figura entre os seis maiores produtores de frango do Brasil e está entre os dez principais exportadores do país, vê a reabertura do mercado chinês como um importante impulso para seus embarques internacionais.

    Ásia concentra quase metade das exportações brasileiras

    Em 2024, a GTF comercializou 35 mil toneladas de carne de frango para o mercado asiático, volume que representou 45% de suas exportações totais. Desse montante, 61% foram destinados à China, país que contribui de forma significativa para o desempenho das exportações brasileiras do setor.

    Antes da suspensão temporária, os embarques da companhia para o país asiático já cresciam em forte ritmo, impulsionados pela confiança dos compradores internacionais na qualidade e segurança alimentar dos produtos brasileiros.

    “A suspensão da proibição e a reabertura das exportações representam um marco importante para nós. Mantemos uma relação comercial sólida com o mercado asiático, tendo na China um dos destinos mais estratégicos, responsável por quase 27% de nossas exportações”, afirma Rafael Tortola, CEO da GTF.

    O executivo destaca que a retomada reforça o compromisso da empresa com a excelência, a sustentabilidade e os mais rigorosos padrões sanitários exigidos globalmente.

    China lidera ranking de consumo mundial

    Segundo dados da GTF, a China lidera o ranking mundial de consumo de frango com 562.207 toneladas e 10,9% de participação global. Os Emirados Árabes Unidos ocupam a segunda posição, com 455.121 toneladas (9%), seguidos pelo Japão, com 443.201 toneladas (8,6%).

    Esses três países estão entre os principais destinos da carne de frango brasileira, seguidos por Arábia Saudita (7,2%) e África do Sul (6,3%).

    Projeção de crescimento de 10% para 2025

    A reabertura do mercado chinês representa um marco estratégico para as exportações brasileiras de frango. Em 2024, a GTF direcionou cerca de 28% de suas exportações à China. Para 2025, a empresa projeta expectativas ainda mais ambiciosas, com aumento de aproximadamente 10% nas exportações, incluindo os mercados asiáticos, e o fortalecimento contínuo de sua presença global.

    “Com a China liderando o consumo e sendo responsável por uma parte significativa de nossas vendas, essa decisão reforça a confiança dos mercados internacionais na qualidade e segurança dos produtos brasileiros”, destaca Tortola.

    Preferências regionais definem estratégia de exportação

    A GTF exporta cortes específicos de acordo com as preferências de consumo de cada região. Na Ásia, os produtos mais demandados incluem asa inteira, meio da asa, coxa e sobrecoxa (com e sem osso), cartilagens e pés de frango.

    Na África, os cortes mais procurados são coxa e sobrecoxa, MDM (carne mecanicamente separada), peito e pés de frango. O Oriente Médio prefere coxas, sobrecoxas, moelas, fígados e peito. Na Europa, o peito domina as vendas. Nas Américas, a demanda concentra-se em coxas e sobrecoxas (com e sem osso), asa inteira, coxinha da asa, peito e pés de frango.

    Diferenças culturais determinam valor dos cortes

    “As diferenças culturais também se refletem nas partes mais valorizadas de cada região. Os pés de frango, por exemplo, são amplamente consumidos em países emergentes, mas na China são considerados uma iguaria de alto valor”, explica Kendi Okumura, gerente de exportação da GTF.

    A executiva destaca que as cartilagens do peito e do joelho, muitas vezes descartadas em outros mercados, são apreciadas na China e no Japão, onde existe valorização do aproveitamento integral da proteína.

    No Brasil, o consumo também se mostra diversificado, mas não há cortes vendidos exclusivamente no mercado interno. Isso permite às empresas otimizar a exportação de todas as partes do frango conforme a demanda internacional.

  • Recorde histórico: avicultura exporta US$ 5,4 bilhões em 2025

    Recorde histórico: avicultura exporta US$ 5,4 bilhões em 2025

    No Dia da Avicultura, celebrado nesta quinta-feira (28 de agosto), o Brasil tem motivos de sobra para comemorar. A avicultura nacional alcançou um marco histórico ao exportar mais de US$ 5,47 bilhões em carnes de frango e miudezas apenas nos primeiros sete meses de 2025, consolidando o país como potência mundial no setor.

    Os números impressionam: foram 2,9 milhões de toneladas de carnes e miudezas de frango exportadas entre janeiro e julho, enquanto as exportações de ovos somaram US$ 123,78 milhões no mesmo período, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa).

    28 de agosto é o Dia da Avicultura

    A data celebra uma atividade que tem raízes profundas na história brasileira, já que as aves chegaram ao país com os colonizadores portugueses por volta de 1500, embora a comercialização tenha se iniciado efetivamente em 1860. A avicultura brasileira nasceu como uma prática familiar, voltada inicialmente para subsistência, com comercialização apenas dos excedentes em feiras livres.

    “A avicultura é motivo de orgulho para o Brasil. Esse setor gera milhões de empregos, garante alimento de qualidade para os brasileiros e conquista mercados em todo o mundo”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Mercados internacionais impulsionam crescimento

    O sucesso da avicultura brasileira no mercado internacional reflete a qualidade e competitividade dos produtos nacionais. Os principais destinos das carnes de frango brasileiras são:

    • Arábia Saudita – maior importador
    • China – mercado estratégico em crescimento
    • Emirados Árabes Unidos – porta de entrada para o Oriente Médio
    • Japão – mercado premium exigente
    • México – parceiro tradicional das Américas
    • Filipinas – crescente consumidor asiático

    Já as miudezas de frango encontram forte demanda em China, Hong Kong, Gana e Arábia Saudita, demonstrando a diversificação geográfica das exportações brasileiras.

    As perspectivas para o setor continuam promissoras. A Companhia de Abastecimento Nacional (Conab) projeta que a produção de carne de frango atinja um novo recorde em 2025, com estimativa de 15,48 milhões de toneladas – um crescimento de 1,5% em comparação a 2024.

    Superação de desafios sanitários fortalece setor

    A avicultura brasileira demonstrou sua resiliência em 2025 ao enfrentar com eficiência o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em plantel comercial, registrado em maio no município de Montenegro, Rio Grande do Sul.

    A resposta do Ministério da Agricultura foi imediata e exemplar: medidas de contenção, controle sanitário rigoroso e comunicação transparente com organismos internacionais. Após cumprir o vazio sanitário de 28 dias, o Brasil se autodeclarou novamente livre da doença em junho.

    “Respondemos com agilidade à gripe aviária, com base em ciência e tecnologia, com um controle sanitário rigoroso. Esse compromisso é o que nos permite ampliar mercados, garantir segurança alimentar e fortalecer ainda mais a confiança na avicultura brasileira”, ressaltou o ministro Fávaro.

    Como resultado desta resposta eficaz, quatro países retiraram as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Brasil apenas esta semana, demonstrando a confiança internacional no sistema sanitário brasileiro.

    Pilar do agronegócio nacional

    A avicultura se consolidou como um dos pilares fundamentais do agronegócio brasileiro, gerando milhões de empregos diretos e indiretos. Desde a produção de grãos para ração até o processamento industrial e distribuição.

    Foto: Divulgação – ABPA

    “Os avicultores brasileiros são o pilar de um sistema que alimenta o país e o mundo. São homens e mulheres quem, junto com técnicos e toda a força sanitária envolvida, garantem a biosseguridade das granjas, adotam as boas práticas de produção e respondem com agilidade diante dos desafios sanitários. A força da nossa cadeia está na base — e essa base tem nome: os avicultores”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    O setor não apenas garante proteína animal de qualidade para a mesa dos brasileiros, mas também se tornou uma importante fonte de divisas para o país, contribuindo significativamente para a balança comercial nacional.

    Futuro promissor

    Com tecnologia de ponta, sistemas de biossegurança avançados e uma cadeia produtiva integrada, a avicultura brasileira está posicionada para manter sua trajetória de crescimento sustentável. Consolidando o Brasil como líder mundial em produção e exportação de carne de frango.

    Os números de 2025 já indicam que este será mais um ano histórico para o setor, reafirmando a importância estratégica da avicultura para a economia brasileira e para a segurança alimentar global.

  • Gripe aviária: governo confirma controle de foco em granja do RS

    Gripe aviária: governo confirma controle de foco em granja do RS

    O Ministério da Agricultura declarou nesta quarta-feira (4) que o foco de gripe aviária identificado há duas semanas em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul, está tecnicamente controlado. Segundo o ministro Carlos Fávaro, o Brasil deve retomar o status de zona livre da doença em até 14 dias. Isso caso não haja novos registros em granjas comerciais.

    De acordo com Fávaro, o vírus da influenza aviária não se espalhou para além da unidade afetada, atestando a eficiência do sistema sanitário brasileiro. “Há um indício muito forte de que conseguimos conter o foco com eficiência. Esse vírus é tão letal que em questão de quatro a cinco dias não teria restado nenhum animal vivo”, destacou o ministro. O protocolo de vazio sanitário, iniciado em 22 de maio, prevê um período de 28 dias sem novos casos para que o país possa ser novamente reconhecido como livre da doença.

    Atualmente, oito casos suspeitos de gripe aviária estão sob investigação, todos envolvendo aves silvestres ou de criação doméstica, sem envolvimento de novas granjas comerciais. O Ministério da Agricultura reforça que o monitoramento permanece intensivo para garantir a segurança sanitária do plantel avícola nacional.

    Impacto nas exportações e negociações internacionais

    A confirmação do foco em Montenegro levou 24 países a suspenderem totalmente as importações de carne de frango brasileira, enquanto outros 14 restringiram as compras ao estado do Rio Grande do Sul e dois limitaram as restrições ao município de Montenegro. Entre os principais mercados impactados estão China, União Europeia e Japão.

    Apesar das restrições, o ministro minimizou os efeitos econômicos e afirmou que as negociações para a redução dos embargos já estão em andamento. “O impacto é praticamente zero”, declarou Fávaro. Ele ressaltaou que a maior parte da produção brasileira é consumida no mercado interno. E que o governo mantém diálogo transparente com os parceiros comerciais para reverter as suspensões.

    Perspectiva para retomada do status sanitário

    Com metade do período de vazio sanitário já cumprido, a expectativa do governo é que o Brasil seja reconhecido novamente como livre da gripe aviária em granjas comerciais até 18 de junho, caso não surjam novos casos. Além disso, o Ministério da Agricultura segue acompanhando de perto a situação para garantir a retomada plena das exportações e a manutenção da confiança internacional na avicultura brasileira.

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  • Doença de Newcastle desafia exportações brasileiras de ovos

    Doença de Newcastle desafia exportações brasileiras de ovos

    O avanço da doença de Newcastle no Brasil tem imposto desafios significativos às exportações de ovos, mesmo diante do crescimento histórico do setor. Em março de 2025, as exportações brasileiras de ovos para os Estados Unidos atingiram 2.705 toneladas, um aumento expressivo de 346,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O surto de gripe aviária nos EUA impulsionou a demanda, tornando o país o principal destino dos ovos brasileiros. No entanto, a presença do vírus da doença de Newcastle em território nacional gera restrições comerciais, especialmente para mercados de alto valor agregado, como os de ovos para consumo humano e ovos líquidos pasteurizados.

    A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório, digestivo e nervoso das aves. Ela apresenta sintomas como tosse, espirros, torcicolo, paralisias, diarreia, queda na produção de ovos e alta mortalidade em casos graves. Em granjas comerciais, a ocorrência da doença resulta em prejuízos econômicos devido à redução da produtividade, aumento dos custos sanitários e necessidade de abate sanitário. Países como Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e União Europeia impõem exigências rigorosas e restringem a importação de ovos e derivados de regiões com histórico da doença.

    Segundo Eduardo Muniz, gerente técnico de aves da Zoetis, “o último caso da doença no Brasil foi detectado em 2024. Mesmo sem surtos ativos, a simples presença do vírus já é suficiente para limitar exportações, reforçando a necessidade de vigilância epidemiológica e programas de imunização robustos”.

    Agilidade

    A resposta rápida das autoridades sanitárias brasileiras à detecção da doença no Rio Grande do Sul foi fundamental para evitar impactos mais severos nas exportações. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o autoembargo anunciado pelo Ministério da Agricultura foi uma medida esperada, alinhada aos acordos sanitários internacionais. E demonstra o compromisso do Brasil com a transparência e a segurança sanitária. Em cenários extremos, os embargos podem impactar até 7% da produção mensal. Mas a expectativa é de rápida retomada da normalidade, graças à eficiência das ações de monitoramento e esclarecimento.

    A vacinação é a principal estratégia de controle da doença de Newcastle na avicultura brasileira. Conforme a Instrução Normativa MAPA nº 56/07, a imunização é obrigatória para estabelecimentos com aves de ciclo longo, como reprodutoras e poedeiras comerciais. A notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) é obrigatória em casos de suspeita ou detecção do vírus. Isso conforme determina o Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), do Ministério da Agricultura.

    A expectativa do setor é de crescimento de 62% nas exportações de ovos em 2025, podendo atingir 30 mil toneladas, segundo a ABPA. Para manter a competitividade e garantir acesso aos mercados internacionais, é fundamental intensificar a vigilância sanitária e os esforços de imunização. A sustentabilidade e o sucesso da avicultura nacional dependem do compromisso contínuo com a sanidade do plantel. E assim, assegurando aprodutividade e reputação do Brasil como fornecedor confiável de produtos avícolas.

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