Tag: aviação agrícola

  • Anac muda regras de drones e abre caminho para uma revolução no campo

    Anac muda regras de drones e abre caminho para uma revolução no campo

    Os drones ganharam mais espaço para decolar no campo brasileiro. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou o novo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) 100, um conjunto de regras que atualiza a operação de aeronaves não tripuladas e promete reduzir a burocracia nas áreas rurais.

    A Diretoria Colegiada da agência aprovou a proposta por unanimidade. Agora, o texto passará por ajustes finais de redação e, em seguida, seguirá para publicação no Diário Oficial da União. Depois disso, o novo regulamento entrará em vigor e substituirá o RBAC-E 94, que rege o setor desde 2017.

    A principal mudança está na forma de avaliar as operações. Até aqui, a Anac definia as exigências principalmente pelo peso do drone. Com o RBAC 100, porém, a agência passará a considerar também o ambiente de operação, a presença de pessoas, a energia envolvida no voo e as medidas de segurança adotadas pelo operador.

    Na prática, a mudança beneficia diretamente o campo. Afinal, fazendas e lavouras costumam reunir grandes áreas abertas e menor circulação de pessoas. Assim, drones maiores poderão operar sob exigências mais proporcionais ao risco real de cada atividade.

    Novo regulamento cria categorias para operações com drones

    Infográfico explica as categorias do novo regulamento para drones agrícolas

    O RBAC 100 estabelece três categorias operacionais: Aberta, Específica e Certificada. Entre elas, a Categoria Específica surge como a principal novidade e deverá abranger boa parte das operações aeroagrícolas.

    Nesse modelo, a Anac adotará a metodologia internacional SORA (Specific Operations Risk Assessment), utilizada em cerca de 70 países para avaliar riscos operacionais.

    Durante a apresentação da proposta, o gerente técnico de Normas e Inovação da Superintendência de Aeronavegabilidade da Anac, Marcos Santim, destacou que as novas regras favorecem principalmente as operações agrícolas, além de missões de segurança pública e voos além da linha de visada em áreas rurais de baixo risco.

    Drones ganham espaço e se tornam ferramentas estratégicas no campo

    O zumbido das hélices já faz parte da paisagem de muitas propriedades rurais. Os drones deixaram de ser novidade e passaram a integrar a rotina do produtor.

    Hoje, os equipamentos pulverizam defensivos, monitoram lavouras, mapeiam áreas e identificam falhas no plantio. Além disso, ajudam a reduzir desperdícios e permitem decisões mais rápidas e precisas.

    Drone agrícola realiza pulverização e monitoramento de lavoura no Brasil.
    Reprodução/ Divulgação

    Por isso, a atualização das regras chega em um momento decisivo. O novo regulamento acompanha a evolução tecnológica do setor e, ao mesmo tempo, reconhece uma realidade que já se impôs no campo: os drones se transformaram em uma das principais ferramentas da agricultura de precisão no Brasil.

  • AvAg 2026 avança e marca 80 anos da aviação agrícola

    AvAg 2026 avança e marca 80 anos da aviação agrícola

    Faltando menos de quatro meses para sua realização, o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (AvAg) 2026 já registra alta procura por estandes e mantém inscrições abertas para participantes e pesquisadores. O evento será realizado entre os dias 18 e 20 de agosto, no Condomínio Aeronáutico Liberty, em Goianápolis (GO), a cerca de 30 quilômetros de Goiânia. A programação reúne profissionais, empresas e especialistas da aviação agrícola.

    As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet. Além disso, o Congresso AvAg 2026 recebe trabalhos para o Congresso Científico da Aviação Agrícola, que integra a programação desde 2019. Pesquisadores, estudantes e profissionais têm até 15 de junho para enviar resumos.  Confira o regulamento e formulário AQUI. A premiação prevê R$ 5 mil, R$ 3,5 mil e R$ 2 mil para os três melhores trabalhos, além de menção honrosa na categoria Destaque Inovação.

    Estrutura e participação

    A estrutura inclui cerca de 3,8 mil metros quadrados destinados à exposição de equipamentos, tecnologias e serviços. Também estão previstas mostra de aeronaves e áreas voltadas a atividades técnicas e científicas.

    Na edição anterior, realizada no Mato Grosso, o evento recebeu mais de 4 mil participantes. Para este ano, a expectativa é manter ou ampliar esse número. A procura antecipada por estandes indica alta demanda por espaços comerciais e institucionais.

    Empresas do setor têm buscado garantir presença com antecedência. O movimento envolve operadores, fornecedores, pesquisadores e representantes ligados à aviação agrícola. Além disso, o evento atrai participantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

    Programação técnica e marco histórico

    A programação do Congresso AvAg 2026 inclui debates sobre temas do setor. Entre eles, estão agricultura de precisão, digitalização das operações e uso de aeronaves remotamente pilotadas.

    Neste ano, o evento coincide com um marco histórico. A realização ocorre na semana em que se completam 80 anos do primeiro voo aeroagrícola no Brasil, em 19 de agosto de 1947.

    A data marca o início de ações comemorativas que devem seguir até 2027. As iniciativas incluem atividades voltadas à trajetória da aviação agrícola e discussões sobre o futuro do setor.

  • Aviões de R$ 100 milhões impressionam em feira do agronegócio

    Aviões de R$ 100 milhões impressionam em feira do agronegócio

    Um vídeo que mostra o pátio do Aeroporto Municipal General Leite de Castro, em Rio Verde, região sudoeste de Goiás, com cerca de 20 aviões impressionou pela quantidade de aeronaves e variedade de modelos. A alta na movimentação acontece durante a Tecnoshow, feira de tecnologia e agronegócio.

    “Cada avião mais bonito do que o outro, vou mostrar para vocês o pátio cheio. Que coisa linda ver a nossa cidade cheia de aviões para a Tecnoshow Comigo 2026”, disse Leonardo Lacraia, vereador da cidade.

    Entre os modelos que aparecem no pátio estão um Piper Aircraft 2010, que pode custar cerca de R$ 10 milhões, um Pilatus PC-12 NGX 2023, que chega até R$ 45 milhões.

    A cena, registrada durante um evento do setor, não apenas impressiona pelo espetáculo visual, mas também revela um movimento estratégico dentro do agro brasileiro: o avanço consistente da aviação agrícola.

    Evento ganha destaque e amplia visibilidade do agro

    No vídeo, diversas aeronaves aparecem voando em formação, criando um cenário incomum até mesmo para quem já frequenta grandes eventos do setor.

    Além disso, o público presente reagiu com entusiasmo, o que ajudou a impulsionar a repercussão nas redes sociais. Segundo relatos, o momento se tornou um dos mais comentados do evento, reforçando o papel das feiras como vitrines de tecnologia, inovação e networking no agronegócio.

    https://www.instagram.com/reel/DW6mYOCDXYS/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Nesse sentido, a ação também cumpre uma função estratégica. Ao atrair atenção digital, o evento amplia seu alcance para além do público presencial, fortalecendo marcas, empresas e toda a cadeia produtiva envolvida.

    Aviação agrícola cresce e ganha protagonismo

    O espetáculo aéreo não ocorre por acaso. Nos últimos anos, a aviação agrícola ganhou espaço relevante no Brasil, impulsionada pela necessidade de maior eficiência nas lavouras.

    Atualmente, o país possui uma das maiores frotas de aviação agrícola do mundo. Segundo dados do setor, são mais de 2.500 aeronaves em operação, utilizadas principalmente na aplicação de defensivos, fertilizantes e sementes.

    Além disso, produtores buscam cada vez mais soluções que reduzam perdas e aumentem produtividade. Nesse cenário, a pulverização aérea se destaca por permitir cobertura rápida e uniforme, especialmente em grandes áreas.

    Impacto direto na produtividade e nos custos

    A presença da aviação agrícola nas feiras não tem apenas caráter promocional. Ela reflete uma mudança prática na gestão das propriedades rurais. Com o uso de aeronaves, o produtor consegue realizar aplicações em janelas curtas de tempo. Assim, ele evita perdas causadas por pragas ou condições climáticas adversas.

    Além disso, a tecnologia reduz o amassamento da lavoura, problema comum em aplicações terrestres. Dessa forma, a produtividade tende a aumentar, o que impacta diretamente a rentabilidade.

    Feiras agro como motor de negócios e inovação

    O episódio reforça um ponto central para o agronegócio brasileiro. As feiras deixaram de ser apenas espaços de exposição e passaram a atuar como verdadeiros hubs de negócios.

    Nesses eventos, empresas apresentam tecnologias, fecham contratos e fortalecem relações comerciais. Além disso, produtores têm acesso direto a soluções que podem transformar sua produção.

    Consequentemente, a repercussão de ações como a demonstração aérea contribui para valorizar todo o setor. Isso porque evidencia o nível tecnológico e a capacidade de inovação do agro nacional.

  • Brasil pode chegar a 100 mil drones agrícolas em 3 anos

    Brasil pode chegar a 100 mil drones agrícolas em 3 anos

    O crescimento acelerado dos drones de pulverização no Brasil preocupa o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). Em entrevista durante a Expodireto Cotrijal 2026, o diretor executivo da entidade, Gabriel Colle, afirmou que o setor vive uma expansão inédita, mas sem acompanhamento proporcional da legislação e da fiscalização. Segundo ele, a prioridade agora é organizar o mercado e evitar riscos operacionais no campo e no espaço aéreo.

    Colle atua no sindicato há 11 anos e acompanhou de perto a chegada dos drones à aviação agrícola. Segundo ele, a decisão estratégica do Sindag foi incorporar a tecnologia ao setor, em vez de combatê-la.

    “A primeira decisão que tivemos que tomar foi se iríamos brigar com os drones ou trazê-los para dentro da nossa atividade. Optamos por incorporar essa tecnologia, imaginando que ela teria crescimento. O que não imaginávamos era que esse crescimento seria tão rápido”, afirma.

    A evolução impressiona. Em 2021, o Brasil tinha apenas 355 drones agrícolas registrados. Ao final de 2025, esse número ultrapassou 40 mil equipamentos.

    “Entraram cerca de 40 mil drones em quatro anos. Hoje o Brasil só perde para a China, que tem algo em torno de 300 mil equipamentos. Se continuarmos nesse ritmo, podemos chegar perto de 100 mil drones de pulverização nos próximos três anos”, diz.

    Mercado cresce sem controle

    Apesar da expansão, o principal desafio apontado pelo Sindag é a falta de organização do mercado. Segundo estimativas da entidade, cerca de 75% dos drones de pulverização em operação no país podem estar irregulares.

    “Muita gente compra um drone e começa a operar imediatamente. Não faz cadastro na ANAC, não registra a operação no Ministério da Agricultura e não tem acompanhamento agronômico. Nesses casos, estamos diante de uma atividade ilegal”, afirma Colle.

    Grande parte dos equipamentos utilizados no Brasil é importada da China. Segundo o executivo, cerca de 95% do mercado nacional é composto por drones fabricados naquele país, muitas vezes adquiridos por importação direta ou até mesmo via Paraguai.

    Gabriel Colle – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O crescimento desordenado também traz preocupações relacionadas à segurança aérea. A operação irregular de drones pode provocar acidentes com aeronaves tripuladas.

    “Se um drone estiver operando de forma ilegal e uma aeronave agrícola entrar naquela área sem saber da presença dele, pode acontecer uma colisão. Já tivemos casos de aeroportos fechados por causa de drones operando irregularmente”, alerta.

    No campo, o problema também já aparece com frequência. O Sindag criou um canal para que empresas associadas relatem avistamentos de drones durante operações aéreas.

    “Somente entre janeiro e fevereiro deste ano recebemos quase 100 relatos de pilotos que precisaram pousar o avião de pulverização porque havia drones operando na área”, conta.

    Profissionalização é o principal desafio

    Segundo Colle, o crescimento da tecnologia é positivo, mas precisa vir acompanhado de profissionalização.

    “Não somos contra os drones. Pelo contrário, queremos proteger esse mercado. O que defendemos é que a atividade seja exercida de forma profissional, com operadores qualificados e dentro da legislação”, explica.

    Uma das propostas do Sindag é que a venda de drones de pulverização passe a ter algum nível de rastreabilidade. A ideia é identificar quem compra os equipamentos e garantir que o operador esteja apto a utilizá-los.

    “Não se trata de controle de mercado, mas de segurança. Precisamos saber quem está operando e garantir que essa pessoa tenha formação adequada”, afirma.

    Outra proposta é tornar o contratante corresponsável pela operação.

    “Se alguém contratar uma empresa ilegal e houver deriva ou algum problema na aplicação, esse contratante também deveria responder. Estamos falando de um possível crime ambiental.”

    Falta de experiência técnica preocupa

    Uma pesquisa realizada pelo Sindag em 2025 revelou que grande parte dos novos operadores de drones não tem experiência no setor agrícola.

    “Cerca de 70% das pessoas que estão entrando nesse mercado não têm ligação com a agricultura. Existe uma diferença enorme entre pilotar um drone e fazer uma aplicação agrícola eficiente”, afirma.

    Segundo Colle, o desafio técnico é grande. A pulverização exige controle preciso da gota e conhecimento agronômico.

    “Na aviação agrícola levamos mais de 60 anos para dominar completamente a tecnologia de aplicação. Controlar uma gota que sai de uma aeronave a 300 km/h e fazê-la chegar no alvo correto exige muita técnica.”

    Ele destaca que a curva de aprendizado dos drones ainda está em andamento.

    “Hoje há muitos curiosos operando equipamentos sem conhecimento técnico. Isso pode gerar aplicações mal feitas e prejudicar a imagem da tecnologia.”

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Mercado passa por seleção natural

    O crescimento acelerado também gerou um fenômeno curioso: um grande número de drones fora de operação.

    Segundo Colle, muitos operadores entraram no mercado sem planejamento e acabaram abandonando a atividade.

    “Muita gente achou que seria fácil ganhar dinheiro com drone. Mas a operação exige escala, manutenção e conhecimento técnico. Temos hoje um verdadeiro cemitério de drones no Brasil.”

    Outro fator é a evolução rápida da tecnologia.

    “Em apenas quatro anos já tivemos duas gerações de drones. É um equipamento muito diferente da aviação agrícola tradicional. Temos aviões da década de 1970 operando perfeitamente. Já os drones precisam ser substituídos com frequência.”

    Cada tecnologia tem seu espaço

    Apesar do avanço dos drones, Colle acredita que as diferentes tecnologias de aplicação continuarão coexistindo no campo.

    Enquanto um drone de 40 litros consegue pulverizar cerca de 35 a 40 hectares por hora, um avião agrícola pode atingir até 600 hectares no mesmo período.

    “Não é uma questão de melhor ou pior. Cada ferramenta tem seu ambiente ideal de operação”, explica.

    Segundo ele, muitas empresas já trabalham com modelos híbridos.

    “Temos associados que operam com aeronaves, drones e pulverizadores autopropelidos. Eles escolhem a tecnologia de acordo com a área, a cultura e a necessidade do cliente.”

    Nova fronteira: aviões autônomos

    Outra tecnologia que começa a aparecer no radar do setor são os aviões autônomos, também chamados de VANTs de asa fixa.

    Hoje existem cerca de 11 equipamentos desse tipo operando no Brasil, ainda sem legislação específica.

    “Do ponto de vista legal, eles ainda são considerados drones. Porém, estamos falando de aeronaves com capacidade de até 300 litros de carga e potencial para causar grandes danos se não forem bem reguladas.”

    Segundo Colle, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) já trabalha na construção de regras específicas para esse tipo de equipamento.

    O setor também acompanha iniciativas tecnológicas apoiadas pela Embraer, que estuda o desenvolvimento de novas soluções para a aviação autônoma.

    “A aplicação dessas aeronaves é impressionante. Elas podem ser programadas e operar praticamente sozinhas. Mas ainda existem desafios logísticos e operacionais importantes.”

    Futuro do setor

    Para o Sindag, o mercado de drones agrícolas continuará crescendo nos próximos anos. No entanto, a consolidação do setor dependerá da organização regulatória e da profissionalização dos operadores.

    “Estamos em um momento de transformação. A aviação agrícola deve continuar crescendo até 2028, mas o cenário depois disso ainda é incerto. O importante é olhar para todas as tecnologias e preparar o setor para o futuro”, conclui Colle.

  • Ação intensifica fiscalização da aviação agrícola

    Ação intensifica fiscalização da aviação agrícola

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reforçou, entre os dias 2 e 5 de março, a fiscalização da aviação agrícola e do uso de agrotóxicos no Maranhão. A operação, realizada em 19 municípios, contou com o apoio da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED-MA) e teve como foco o combate a irregularidades no registro e na aplicação aérea de defensivos.

    Foto: Mapa

    Durante a ação, as equipes verificaram a situação cadastral de operadores aeroagrícolas e proprietários rurais. Com atenção especial aos pilotos de drones sem registro no Mapa. Segundo Uéllen Duarte, chefe da Divisão de Aviação Agrícola do Ministério, a força-tarefa também atendeu denúncias sobre o uso irregular de aeronaves não autorizadas. Reforçando o compromisso com a segurança e a conformidade das operações no campo.

    Além das inspeções, o Mapa promoveu reuniões com produtores rurais e entidades do setor agrícola para orientar sobre as exigências legais que regulam a aviação agrícola e o uso responsável de insumos.

    O trabalho resultou na emissão de 33 Termos de Fiscalização, 26 Intimações e 6 Autos de Infração. O número de autuações pode aumentar conforme o andamento das intimações. As penalidades seguem a Lei nº 14.515/2022, que prevê multas de até R$ 150 mil para infratores.

    Foto: Mapa

    A operação mobilizou sete auditores fiscais federais agropecuários, três técnicos do Mapa  vindos de diferentes estados e uma equipe da AGED-MA. A fiscalização da aviação agrícola faz parte das ações permanentes do Ministério para garantir o uso regular de insumos e o cumprimento da legislação nas atividades agropecuárias.

  • Avião a etanol da Embraer completa 1.700 unidades e domina mercado agrícola

    Avião a etanol da Embraer completa 1.700 unidades e domina mercado agrícola

    Na manhã desta segunda-feira (24), a Embraer marcou um momento especial na sua trajetória de mais de cinco décadas. A fabricante brasileira entregou o 1.700º avião Ipanema, modelo que se tornou referência absoluta na aviação agrícola nacional. O cliente, baseado em Imperatriz, no Maranhão, vai usar a aeronave para pulverizar diversas culturas na região.

    Foto: Divulgação Embraer

    A história do Ipanema se confunde com o próprio desenvolvimento da agricultura tecnificada no Brasil. Desde que a Embraer lançou o modelo, a aeronave conquistou aproximadamente 60% do mercado brasileiro de aviação agrícola. São números que impressionam e revelam a confiança dos produtores rurais no equipamento nacional.

    “A entrega da unidade 1.700 representa um marco importante na história desta aeronave que é sinônimo de alta produtividade, eficiência, baixo custo operacional e sustentabilidade no setor”, afirma Sany Onofre, líder da Aviação Agrícola da Embraer. O executivo não esconde o orgulho: “Sentimos um enorme orgulho em ver como o Ipanema continua contribuindo fortemente para o desenvolvimento do setor agrícola ao longo dos anos”.

    Potência que vem do etanol

    O diferencial do Ipanema 203 começa no tanque. A aeronave opera com etanol, um biocombustível produzido no próprio Brasil, o que garante sustentabilidade e independência energética para os produtores. Mas a inovação vai além da escolha do combustível.

    Com capacidade para pulverizar mais de 200 hectares por hora, o avião entrega uma performance que equivale ao trabalho simultâneo de quatro grandes pulverizadores terrestres. A diferença fica ainda mais evidente quando analisamos os resultados no campo: a aplicação aérea garante uma distribuição regular de altíssima qualidade, sem amassar o solo ou disseminar pragas por contato.

    Os números comprovam a eficiência. Produtores que adotam a pulverização aérea com o Ipanema conseguem um ganho de até 15 sacas a mais por hectare comparado com métodos tradicionais. Em tempos onde cada centavo conta na agricultura, essa diferença representa um impacto significativo na rentabilidade.

    Mercado aquecido

    O desempenho recente do Ipanema mostra que o mercado continua aquecido. Nos últimos três anos, a Embraer entregou mais de 180 unidades da aeronave. A demanda permanece forte, impulsionada pela necessidade dos produtores em otimizar custos e aumentar a produtividade.

    A fabricante não se limita apenas a vender aviões. A empresa participa ativamente dos principais eventos do setor agrícola, onde apresenta as novidades tecnológicas do Ipanema 203 e promove discussões sobre o futuro da aviação agrícola no país.

    Segurança em primeiro lugar

    Um dos pilares da estratégia da Embraer na aviação agrícola é a segurança operacional. A companhia desenvolve uma agenda intensa de iniciativas no campo, abordando temas como inspeções preventivas, ambiente seguro e boas práticas para pilotos, mecânicos e operadores.

    O investimento em capacitação é impressionante. Atualmente, 100% das turmas de formação de pilotos agrícolas do Brasil recebem palestras do time de suporte ao cliente Ipanema. A estratégia garante que a cultura da segurança seja compartilhada desde o início da vida profissional do piloto agrícola, reduzindo riscos e acidentes no setor.

    Gigante brasileira

    Fundada em 1969, a Embraer se consolidou como uma das líderes globais no setor aeroespacial. A empresa atua em quatro segmentos principais: Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. Ao longo de sua história, a fabricante já entregou mais de 9 mil aeronaves.

    Os dados operacionais impressionam: em média, a cada 10 segundos, uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo. Anualmente, mais de 150 milhões de passageiros voam em aviões da marca brasileira.

    A companhia lidera a fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e figura como a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. Com presença global, a Embraer mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e distribuição de peças nas Américas, África, Ásia e Europa.

    O Ipanema 1.700 representa mais um capítulo dessa trajetória de sucesso, provando que tecnologia nacional pode competir e vencer nos mercados mais exigentes do mundo.

  • Sindag reforça liderança feminina e inovação no agro

    Sindag reforça liderança feminina e inovação no agro

    A presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos, marcou presença na 10.ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agro (CNMA), realizada em São Paulo. O encontro, que reuniu mais de 3 mil participantes de todo o país, ocorreu nos dias 22 e 23 de outubro no Transamérica Expo Center.

    Com o lema “Mulher agro brasileira, voz para o mundo”, o evento promoveu integração, debates e reconhecimento da força feminina no agronegócio. Hoana esteve acompanhada de Janete Lima, coordenadora do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg), e da empresária Isabela Gonçalves, do Grupo Precisão — que reúne as empresas Precisão Aeroagrícola, Jaíba Aviação Agrícola e Precisão Abastecimentos.

    Além da representatividade institucional, a participação do Sindag reforçou o compromisso da entidade com um agro mais inovador, sustentável e inclusivo.

    Aviação agrícola ganha espaço em debates sobre tecnologia e sustentabilidade

    Segundo Hoana, o evento trouxe três grandes ganhos para o Sindag. Primeiro, a reafirmação da aviação agrícola como um dos pilares da inovação e da sustentabilidade no agro brasileiro. Em segundo lugar, a oportunidade de fortalecer parcerias e ampliar o networking entre mulheres líderes do setor. Por fim, o incentivo direto a novas profissionais interessadas em ingressar nas áreas de gestão, operação e tecnologia.

    “Sinalizamos que o futuro do agro é cada vez mais tecnológico, sustentável e inclusivo — e temos um papel fundamental nessa transformação”, afirmou Hoana.

    Assim, o Sindag reforçou que tecnologia e diversidade caminham juntas, além de destacar que, por meio dessa integração, surgem novas lideranças femininas que estão transformando o campo.

    Palcos de conteúdo e vozes femininas inspiradoras

    O CNMA contou com cinco palcos de conteúdo — a Arena Master e quatro Arenas do Conhecimento. Os temas foram saúde vegetal, proteínas animais, futuro do agro e liderança transformadora.
    Entre os momentos mais marcantes, o painel “TODAS | Conectando Mulheres” apresentou um movimento para integrar grupos e núcleos femininos do agro, estimulando o compartilhamento de experiências e o crescimento conjunto.

    Além disso, a abertura do evento trouxe o painel “Brasil, o país que muda o mundo para melhor!”, reunindo autoridades e especialistas. O painel discutiu as tendências globais e as oportunidades para o agro brasileiro na próxima década.

    Aviação agrícola como símbolo de inovação e precisão

    Durante o congresso, o Sindag destacou a relevância crescente da digitalização e do uso de drones, além das novas tecnologias de aplicação de precisão, que estão moldando uma nova fase da aviação agrícola.

    “O fato de estarmos em um evento como esse reforça nosso papel e demonstra o quanto a aviação agrícola é essencial”, enfatizou Hoana.

    Com isso, a dirigente ressaltou que a transição tecnológica e a sustentabilidade são fundamentais para consolidar o Brasil como referência mundial em produção responsável, enquanto as mulheres do agro assumem papel decisivo nesse movimento.

    Próxima edição e perspectivas para o futuro

    A próxima edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agro já tem data marcada. Será realizada nos dias 28 e 29 de outubro de 2026, também em São Paulo. O tema será “Nutrientes para a vida, saúde para o planeta: o agro tropical brasileiro alimentando o mundo inteiro”.

    “O futuro do agro será cada vez mais tecnológico, sustentável e liderado por mulheres preparadas para transformar o setor”, concluiu Hoana.

    Além disso, o Sindag reforça seu compromisso de seguir promovendo diálogo, inovação e inclusão, posicionando a aviação agrícola brasileira no centro de um agro mais moderno e equilibrado.

  • Parceria vai desenvolver 1ª aeronave agrícola autônoma híbrida

    Parceria vai desenvolver 1ª aeronave agrícola autônoma híbrida

    A Bahia será palco de um marco na aviação agrícola nacional com o anúncio do desenvolvimento da primeira aeronave agrícola autônoma híbrida do Brasil. O projeto é fruto da colaboração entre a Helisul e o SENAI CIMATEC, e será conduzido no CIMATEC Aeroespacial, localizado dentro do Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA), em Salvador.

    Com investimento previsto de R$ 50 milhões, a iniciativa prevê a adaptação de uma aeronave R44 Robinson, que contará com motores a explosão movidos a etanol e sistemas elétricos. Essa configuração substitui o combustível tradicional AVGAS, garantindo alinhamento aos padrões internacionais de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF).

    O objetivo do projeto é trazer para o agronegócio soluções tecnológicas inovadoras e ambientalmente responsáveis, promovendo maior eficiência nas operações aéreas e redução significativa do uso de agroquímicos e das emissões de poluentes.

    Parcerias estratégicas e apoio institucional

    Além do SENAI CIMATEC, o projeto reúne parceiros estratégicos como ROTOR, MagniX, BNDES e FINEP, além do apoio institucional do Governo da Bahia, Ministério da Defesa e Força Aérea Brasileira. “Estamos dando um passo histórico ao integrar inovação, sustentabilidade e agronegócio em um só projeto. A aviação pode ser uma aliada poderosa para a eficiência e a preservação ambiental”, afirma Bruno Biesuz, diretor de operações da Helisul.

    O contrato prevê duas etapas de implantação. Inicialmente, a equipe da Helisul Engenharia atuará no CIMATEC Aeroespacial para desenvolvimento de estudos e protótipos. Na sequência, será inaugurada uma unidade operacional de 3.400 m² no parque tecnológico. A expectativa é de geração de 32 empregos diretos, incluindo engenheiros, técnicos, pesquisadores e estudantes.

    Juliano Sansão, diretor da Helisul Engenharia, destaca o impacto positivo para a engenharia brasileira: “Vamos nacionalizar conhecimento, desenvolver soluções limpas e mostrar a capacidade do Brasil em liderar a mobilidade aérea avançada voltada ao campo”.

    Sustentabilidade e futuro da aviação agrícola

    A inovação fortalece a cadeia produtiva aeroespacial brasileira e posiciona o Brasil como referência internacional em mobilidade aérea sustentável. A aplicação precisa de insumos agrícolas reduzirá o volume e o impacto ambiental dessas substâncias, tornando o agronegócio mais eficiente e sustentável.

    Foto: Divulgação

    O superintendente de Novos Negócios do SENAI CIMATEC, André Oliveira, ressalta que a iniciativa consolida a Bahia como referência nacional no setor aeroespacial, com planos de expandir a fabricação de equipamentos no estado.

    Para Helisul, a iniciativa marca uma nova era para a agricultura brasileira. “É uma tecnologia conectada com sustentabilidade, bioeconomia, transformação digital e soberania tecnológica”, conclui Bruno Biesuz.

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  • Quanto custa um avião agrícola? Veja tabela com preços atualizados

    Quanto custa um avião agrícola? Veja tabela com preços atualizados

    De insumos ao céu, se o agronegócio brasileiro já lidera a produção global em várias culturas, a aviação agrícola, por sua vez, se tornou peça-chave para manter esse motor funcionando. Mais do que pulverizar, o avião agrícola passou a ser ferramenta estratégica na produtividade do campo, sobretudo em um cenário de alta nos custos e de crescente demanda por eficiência.

    Além disso, se você ainda acha que esses aviões estão restritos a gigantes do agronegócio, é importante saber que a realidade mudou. Com linhas de crédito específicas, leasing, financiamentos e até consórcios, a aviação agrícola, atualmente, é uma possibilidade real para produtores de diferentes portes. Dessa forma, o acesso a essa tecnologia não se limita mais às grandes operações.

    Atualmente, no Brasil, três modelos se destacam tanto nas lavouras quanto nos hangares: o brasileiro Ipanema, da Embraer, e os americanos Air Tractor e Piper Pawnee. Enquanto cada um atende perfis variados e necessidades específicas, eles são escolhidos por produtores que vão desde quem busca um avião de entrada, mais acessível, até aqueles que comandam grandes operações, com milhares de hectares e alta demanda de produtividade.

    Ipanema: financiamento facilitado e economia no combustível

    Foto: Divulgação – Embraer/Ipanema

    O Ipanema é, sem dúvida, o avião agrícola mais vendido no Brasil — são mais de 1.600 unidades entregues até hoje. Produzido pela Embraer, o modelo também se destaca mundialmente por ser o único avião certificado para operar exclusivamente com etanol, o que reduz tanto os custos operacionais quanto o impacto ambiental.

    • Preço médio: de R$ 2,5 a R$ 2,7 milhões

    • Capacidade: 950 litros de calda

    • Financiamento: disponível via BNDES Finame, Pronaf e linhas privadas, com taxas a partir de 1,2% ao mês e prazos que chegam a 10 anos

    • Custo operacional: entre R$ 1.300 e R$ 1.500/hora

    Portanto, o Ipanema se tornou a escolha ideal para pequenos e médios produtores que buscam uma operação eficiente, econômica e com manutenção relativamente simples.

    Air Tractor: leasing, financiamento e máxima produtividade

    Foto: Divulgação – Air Tractor

    Por outro lado, quando a operação exige volume, velocidade e grande cobertura diária, o nome mais citado no mercado é o Air Tractor, nas versões AT-502B e AT-802A. São aeronaves robustas, equipadas com motores turboélice, que conseguem pulverizar grandes áreas em muito menos tempo, além de serem amplamente utilizadas no combate a incêndios.

    • Preço AT-502B: cerca de R$ 6,5 milhões

    • Preço AT-802: acima de R$ 13 milhões

    • Capacidade: de 1.893 até 3.028 litros

    • Custo operacional: entre R$ 2.300 e R$ 3.200/hora

    Além disso, o financiamento de um avião agrícola é amplamente disponível no mercado. Bancos como Bradesco, Santander, Itaú e Banco do Brasil, bem como cooperativas de crédito e linhas oferecidas diretamente por fabricantes, oferecem opções de crédito e leasing. Isso permite que o produtor financie sem comprometer todo o seu capital de giro, ou ainda opte por trocar a aeronave após alguns anos, mantendo sempre modelos mais modernos.

    Piper Pawnee: o avião agrícola de entrada mais acessível

    Foto: Divulgação – Escola de Aeronáutica Civil/Pawnee
    • Preço: entre R$ 400 mil e R$ 600 mil (usado)

    • Capacidade: 450 litros

    • Custo operacional: cerca de R$ 1.000/hora

    Além disso, o Piper se destaca pela simplicidade operacional. A manutenção, embora mais constante em modelos antigos, é barata e há boa disponibilidade de peças no mercado paralelo e especializado. Entretanto, seu uso é recomendado apenas para propriedades menores, onde a capacidade de carga e a autonomia atendem à demanda.

    Tabela Comparativa: Preço, Custo Operacional e Capacidade

    Modelo Preço (R$) Capacidade Custo Hora Voo (R$) Perfil Ideal
    Ipanema EMB-203 2,5 a 2,7 milhões 950 L 1.300–1.500 Pequenas e médias fazendas
    Air Tractor AT-502B 6,5 milhões 1.893 L 2.300 Grandes operações agrícolas
    Air Tractor AT-802 13 a 14 milhões 3.028 L 3.200 Lavouras extensivas e incêndios
    Piper Pawnee (usado) 400 a 600 mil 450 L 1.000 Produtores de pequeno porte

    Atualmente, mais de 70% das aeronaves agrícolas adquiridas no Brasil são financiadas, segundo dados do setor. A boa notícia é que existem diversas linhas específicas, tanto públicas quanto privadas, que facilitam a compra.

    Principais opções de financiamento:

    • BNDES Finame Agrícola: financia até 100% do valor da aeronave, com prazos de até 120 meses e carência de até 24 meses.

    • Pronaf Mais Alimentos: para produtores da agricultura familiar, com taxas subsidiadas e condições diferenciadas.

    • Linhas privadas: oferecidas por bancos comerciais, com juros competitivos e possibilidade de amortização flexível.

    • Leasing: modalidade que vem crescendo, permitindo ao produtor utilizar a aeronave sem necessidade de compra imediata, além de trocar o modelo ao final do contrato.

    • Consórcios: alternativa interessante para quem pode aguardar contemplação, sem juros, pagando apenas a taxa de administração.

    Seguro aeronáutico: proteção obrigatória e estratégica

    Outro ponto fundamental no custo de operação é o seguro. Além do seguro da própria aeronave, é obrigatório no Brasil contratar o seguro de responsabilidade civil contra terceiros, que cobre eventuais danos fora da propriedade.

    • Custo médio: entre R$ 150 mil e R$ 250 mil por ano, variando conforme o modelo, a cobertura escolhida e a região de operação.

    • Principais seguradoras: Porto, Mapfre, HDI, Zurich e Bradesco Seguros, todas com produtos específicos para aviação agrícola.

    Além disso, é possível contratar seguros adicionais que protegem contra roubo, incêndio no hangar, danos ambientais e acidentes operacionais.

    Setor em expansão: tendências da aviação agrícola até 2026

    O crescimento da aviação agrícola no Brasil é uma realidade. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), a frota brasileira deve crescer entre 15% e 20% até 2026, impulsionada por vários fatores:

    • Crescente adoção de tecnologias embarcadas, como GPS de alta precisão, inteligência artificial e sistemas de controle de deriva.

    • Expansão do uso de drones integrados às operações de pulverização aérea, especialmente para áreas sensíveis ou mapeamento.

    • Maior acesso a linhas de crédito e financiamento, inclusive por meio de fintechs e bancos digitais voltados ao agro.

    • Valorização de práticas sustentáveis, que incluem aeronaves com menor consumo de combustível e menor impacto ambiental, como o próprio Ipanema a etanol.

    Portanto, seja com o robusto Air Tractor, com o versátil Ipanema ou com o econômico Piper Pawnee, investir em aviação agrícola deixou de ser uma aposta ousada e se tornou uma decisão estratégica.

    O produtor rural que busca produtividade, eficiência e competitividade encontra, atualmente, uma série de opções de financiamento, leasing, seguro especializado e tecnologia de ponta  em avião agrícola. Mais do que um custo, é hoje um investimento que voa alto no agronegócio brasileiro.

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  • Ipanema 203: avião agrícola da Embraer é destaque na Agrishow

    Ipanema 203: avião agrícola da Embraer é destaque na Agrishow

    A Embraer leva à Agrishow o Ipanema 203, principal referência da aviação agrícola no Brasil. Com mais de cinco décadas de produção ininterrupta, a aeronave representa uma combinação eficiente entre tradição e tecnologia. Desde seu surgimento, o modelo tem sido continuamente aperfeiçoado para atender às exigências dos produtores rurais, entregando precisão nas aplicações, segurança operacional e custo reduzido por hectare pulverizado.

    Desde 2005, o Ipanema é movido exclusivamente a etanol, tornando-se o primeiro avião da Embraer certificado para operar com energia renovável. O uso do biocombustível reduz significativamente a emissão de gases poluentes, contribuindo para uma agricultura mais sustentável. Esse diferencial ambiental, somado ao alto desempenho da aeronave, fortalece sua posição como a escolha número um dos agricultores brasileiros. “O Ipanema 203 é um forte aliado para produtores que buscam eficiência, precisão e economia nas aplicações agrícolas”, afirma Sany Onofre, líder da Aviação Agrícola da Embraer.

    Alta produtividade e versatilidade no campo

    A aeronave é capaz de pulverizar mais de 200 hectares por hora, com aplicação uniforme e sem causar danos ao solo, como amassamento ou compactação. Sua eficiência equivale ao trabalho simultâneo de até quatro pulverizadores terrestres. Além da pulverização, o Ipanema também pode ser utilizado na dispersão de sementes, controle de vetores e larvas, combate primário a incêndios e povoamento de rios, o que reforça sua versatilidade no campo.

    Série Ipanema já ultrapassou a marca de 1.600 aeronaves produzidas e entregues
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Produzido na unidade da Embraer em Botucatu (SP), o modelo EMB-203 lidera o mercado nacional com aproximadamente 60% de participação. Desde o lançamento da nova versão, em 2020, o avião vem registrando crescimento contínuo nas vendas, com mais de 180 unidades comercializadas nos últimos três anos. A combinação de desempenho, robustez e tecnologia faz com que o modelo atenda não apenas grandes propriedades, mas também produtores de médio porte que desejam otimizar a operação agrícola.

    Ícone tecnológico da agricultura brasileira, a série Ipanema já ultrapassou a marca de 1.600 aeronaves produzidas e entregues, consolidando sua liderança histórica no setor e reafirmando seu papel como ferramenta estratégica para a produtividade no campo.

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