Tag: aves de subsistência

  • Santa Catarina registra novo caso de Influenza Aviária

    Santa Catarina registra novo caso de Influenza Aviária

    A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmaram, nesta semana, a detecção do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em uma propriedade de criação de aves de subsistência no município de Meleiro, região Sul do estado.

    Segundo as autoridades, o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA/SP) analisou as amostras coletadas. O laboratório, reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), atua como referência no diagnóstico da doença. A confirmação do caso reforça a importância da vigilância sanitária em todo o território catarinense.

    Medidas de controle e proteção à avicultura

    Equipes técnicas da Cidasc estão atuando diretamente na propriedade afetada, adotando todas as medidas sanitárias recomendadas para conter a disseminação do vírus. À medida que avançam as investigações e o cenário epidemiológico evolui, as autoridades podem adotar novas ações para proteger a avicultura catarinense, reconhecida nacional e internacionalmente pela sanidade e qualidade.

    A Cidasc destaca que, até o momento, não há registro de Influenza Aviária em granjas comerciais no estado. De acordo com os critérios estabelecidos por organismos internacionais, a detecção do vírus em aves silvestres ou de fundo de quintal não compromete o status sanitário da produção comercial, que permanece segura e sob constante monitoramento.

    Alerta para notificação de casos suspeitos

    A Companhia reforça a importância da colaboração de toda a cadeia produtiva e da população na notificação imediata de qualquer suspeita da doença. Quem observar sintomas como dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo, giros em torno do próprio eixo ou alta mortalidade súbita em aves deve comunicar o caso pelo sistema e-Sisbravet, diretamente em um escritório local da Cidasc (contatos disponíveis em cidasc.sc.gov.br/estrutura-organizacional) ou pelo telefone 0800 643 9300. A notificação rápida possibilita uma resposta ágil e eficaz das equipes de defesa sanitária animal.

    As autoridades ressaltam que o consumo de carne de aves e ovos produzidos em Santa Catarina é seguro e não representa risco ao consumidor final. O estado reafirma seu compromisso com a proteção da avicultura e a manutenção do status sanitário e exportador de excelência.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Vaca Gir Leiteiro quebra recorde mundial de produção de leite

    + Agro em Campo: Mercado do café se adapta a nova era de exigências ESG

  • Goiás confirma primeiro caso de gripe aviária

    Goiás confirma primeiro caso de gripe aviária

    A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmou nesta sexta-feira (13/06) o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em Goiás, registrado em aves de subsistência no município de Santo Antônio da Barra, região sudoeste do Estado. O diagnóstico foi feito pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após a morte de cerca de 100 galinhas que apresentaram sintomas como asas caídas, secreção nasal, dificuldade respiratória, apatia, diarreia e edema de face.

    Segundo a Agrodefesa, a notificação da suspeita ocorreu em 9 de junho. Equipes técnicas foram mobilizadas em até 12 horas para interditar as propriedades afetadas e coletar amostras, seguindo os protocolos do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA).

    Caso não afeta exportações e consumo segue seguro

    O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que o caso, por envolver apenas aves de subsistência. E não altera o status sanitário do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Além de não comprometer as exportações de carnes e ovos, já que os países importadores consideram o risco baixo quando não há envolvimento de granjas comerciais.

    Influenza Aviária não representa risco à saúde humana, quando não há contato com aves doentes, e o consumo de carne e ovos continua seguro. Foto divulgação Secom-GO

    A Influenza Aviária não representa risco à saúde humana quando não há contato direto com aves doentes. E o consumo de carne de aves e ovos continua seguro para a população.

    Medidas de contenção e controle intensificadas

    Como resposta, a Agrodefesa ativou o Plano Estadual de Contingência para a Influenza Aviária, com a criação de um Grupo Especial de Emergência Zoossanitária. Entre as ações já implementadas estão:

    • Vigilância em um raio de 10 quilômetros ao redor do foco
    • Monitoramento intensivo do trânsito de aves, ovos e materiais avícolas
    • Restrições de movimentação e reforço nas barreiras sanitárias
    • Suspensão temporária de feiras e exposições com aves vivas nas regiões afetadas

    Além disso, a agência intensifica o trabalho de educação sanitária, orientando produtores, profissionais e a população sobre os sinais da doença e as medidas de prevenção. E reforça a importância da notificação imediata em caso de suspeita.

    Situação de emergência e reforço nas ações preventivas

    Desde 17 de maio, Goiás está sob decreto de situação de emergência zoossanitária para mitigar riscos da gripe aviária. Desta forma, alinhando-se às medidas federais e garantindo agilidade na mobilização de recursos e execução de ações emergenciais. O decreto tem validade de 180 dias. E permite reforço na coordenação entre instituições públicas e privadas, ampliando a eficácia das medidas de biossegurança e controle sanitário.

    A Agrodefesa orienta que qualquer morte súbita ou sinais de doença em aves, como tosse, espirros, muco nasal, hematomas, inchaço nas articulações, crista ou barbela, falta de coordenação motora, diarreia e queda na produção de ovos, seja comunicada imediatamente pelo WhatsApp (62) 98164-1128.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: É picape ou caminhão? Ford Ranger Super Duty trabalha pesado

    + Agro em Campo: Camu-camu, a bebida que tem 37x mais vitamina C que a laranja